Notas iniciais
Então... Obrigada pela review e pela favoritação! >w< estou bem feliz! Resolvi postar logo, afinal é bom ter caps maiores né...Sem mais enrolação que comece o cap, boa leitura >.

No livro:

–O que é isso? Como isso aconteceu? Juvia, foi você? –Gray falou visívelmente alterado, estava bastante nervoso.

–C-calma Gray-sama! A Juvia não sabia! Tem que ter como nós voltarmos. A Juvia vai te tirar daqui! –Juvia falou decidida.

–Você já fez o bastante me colocando nessa roubada! Não quero mais ajuda da sua parte, só vai me atrapalhar mais!

–Mas... Gray-sama...

–Já chega! Você é só um estorvo, Juvia! Vai embora, eu não quero ver você na minha frente! –Gray falou com a cabeça quente. Ele estava de mau humor. Tinha perdido a luta pra Natsu e agora estava preso dentro de um livro.

– A Juvia vai embora então... –Juvia falava em meio às lágrimas que desciam livremente pela face pálida da garota.

Gray não queria fazê-la chorar, mas permaneceu indiferente as lágrimas da garota. Gray tentava de todas as maneiras usar o ice make dele, mas nada acontecia, nenhuma pedrinha de gelo.

–Que ótimo, agora nós não podemos nem usar magia! Juvi...-Deteve-se ao perceber que a garota não estava mais atrás dele.

Imaginou que ela talvez tivesse ido até um lago ou coisa assim, pra limpar o rosto, mas não foi isso que realmente aconteceu. Ele começou a procura-la. O céu daquele lugar era esverdeado e cinzento, era um lugar repleto de flores e árvores de sakura* (n/a: sakura= cerejeira, em japonês) e Gray imaginou que aquilo fosse uma floresta, mas por mais que ele andasse, ele não via um lugar sem flores ou árvores, mas também não achou Juvia.

–Moço que roupas são essas? Você é de fora? –Um senhor de mais ou menos 30 ou 35 anos com um kimono azul escuro sem as mangas e presa com palha trançada em vez de pano, carregando um pote bem grande de palha trançada com alças para as costas perguntou a ele.

–Acho que pode se dizer que sou... –o homem repousou o “pote” de palha no chão, parecia cansado- O senhor quer que o ajude a carregar esse treco de palha? –Gray perguntou prestativo.

–É bom saber que ainda existem jovens que pensam em ajudar os outros, claro rapaz! Qual é o seu nome? –O senhor perguntou.

–Meu nome é Gray. E o senhor, qual é o seu nome? –Gray perguntou curioso, já pegando o “pote” do chão e colocando nas costas.

–Meu nome é Aoi. Eu moro numa aldeia aqui perto. A minha casa é grande então se você quiser passar a noite lá esta tudo bem, garoto.

–Claro! Será de grande ajuda! –Gray falou educadamente ao senhor.

Eles seguiram até a casa do senhor. Era uma casa de madeira, bem feita, era grande, a frente da casa era branca com uma porta preta e ao redor das janelas*(n/a: janelas iguais aquelas que a gente desenha nas casinhas quando é pequeno, que são quatro quadradinhos num quadrado grande) também madeiras pintadas de preto, de um dos lados haviam duas janelas grandes que Gray imaginou, primeiramente, serem portas.

O senhor apontou para um alçapão no chão e disse que Gray podia deixar o pote lá.

–Falando nisso, o que tem dentro do pote? –Gray perguntou.

–Tem comida. Eu colhi naqueles campos onde você estava.

–Entendo… -Gray falou desanimado.

–O que houve, filho? –Aoi falou de forma carinhosa.

–Eu me perdi de uma pessoa... Na verdade acho que ela foi embora porque a tratei mal... Eu tenho que procurá-la.

–Não me leve a mal, mas você provavelmente nunca mais vai vê-la... –o senhor falou a Gray.

–Hã?! Como pode ter tanta certeza? –Gray pensava que aquele era um direcionamento ou coisa assim, mas Aoi parecia sério.

–Eu estou falando sério meu jovem. Eu fui preso aqui no ano de 1990 em que ano* (n/a: estou usando os anos comuns e não ao de Fairy tail.) estamos lá fora agora?

–2012 –Gray respondeu sem poder acreditar.

–Poxa! Só?! parece que eu passei mais de um milhão de anos aqui!

–Como você veio parar aqui? –Gray perguntou.

–Eu comprei um livro que uma velha estava vendendo em uma feira e li pra minha noiva. Quando eu li nós dois acabamos aqui. Ela brigou comigo e eu com ela, dissemos um para o outro que nunca mais queríamos nos ver e nos separamos numa floresta, depois disso eu procurei por ela mais procurei muito, muito mesmo, mas nunca mais a vi.

Gray engoliu em seco, ele não queria ficar o resto da vida sem ver Juvia, ele estava de cabeça quente quando falou aquilo pra ela.

–O problema é que esse livro não nos deixa sair! O único jeito de sair é se um de nós conseguir achar o amor verdadeiro aqui dentro. Todos aqui vieram com alguém, mas não amavam de verdade essa pessoa, por isso mesmo que eu encontrasse minha noiva nós não poderíamos sair. No livro havia uma parte escrita “Todos os que entram e não amam de verdade estão fadados a morrer”, mas nesse livro nós não podemos nem morrer.

–Isso é ruim... Quer dizer que eu nunca mais vou poder ver a Juvia, brigar com o Natsu, derrubar o bolo da erza, irritar a Lucy. Eu tenho que tirar a Juvia daqui... Aoi alguém daqui já viu pra onde as mulheres são levadas?

–Não, mas há apenas um rio neste livro então elas devem se banhar lá como nós, mas nenhum de nós já viu e os outros homens... Os que estavam aqui antes de mim... Todos já se enterraram.

–Mas você disse que não tem como morrer aqui!

–Não tem como morrer por vias comuns, mas se você deixar os bichos te comerem acho que dá pra morrer...

–hum... Eu vou procurá-la, não tem como ela estar tão longe.

–Que tal se você for até o rio hoje? Talvez você a encontre, mas não vá com muitas esperanças.

–Ok! Eu também tenho que tomar banho... –Gray se cheirou e fez uma cara de desgosto.

Aoi deu roupas limpas pra Gray, um sabonete caseiro e uma toalha, disse onde era o lago e o mandou se lavar.

Gray foi até o lago e se banhou, tentou procurar por Juvia, mas nada. Voltou para a casa de Aoi e logo depois de comer fez sua higiene e foi dormir.

Gray começou a "trabalhar", na verdade era apenas um trabalho não remunerado para que ele e Aoi pudessem comer, colhendo as coisas para Aoi e sempre ia ao rio tentar achar Juvia, mas nunca a encontrava. Gray não queria esquecê-la e mesmo sabendo que não a esqueceria, começou a treinar desenho. O que ele fazia muito mal, diga-se de passagem.

Ele não pôde dormir por várias noites, porque pela primeira vez na vida ele queria ela junto dele, abraçada a ele. Foi aí que ele percebeu que nunca tinha pensado muito nela, mas mesmo assim ela era tão importante que agora tudo o que ele tinha na cabeça era ela. A única que não podia sair de sua cabeça era ela. Agora que ele se sentia derrotado, quebrado ele podia perceber que era o sorriso dela quando ele vencia que fazia-o ficar feliz por vencer. Talvez se ele não fosse tão grosso eles já pudessem estar fora dali.

I have been searching for your touch

(Eu tenho procurado pelo seu toque)

Unlike any touch I've ever known

(Diferente de todos os toques que eu já conheci )

And I'd never thought about you much

(E eu nunca pensei muito em você)

'Til I'm broken down and all alone

(Até eu estar quebrado e totalmente sozinho)

Notas finais
Obrigada por lerem até o final! Desculpem por esse cap meio... triste. ^^'''' desculpe pessoal que está esperando as outras fics eu não tive tempo e provávelmente não vai sair cap até sábado...Deixem reviews! Se você não tiver conta no nyah e gostaria de comentar minha história vá até o meu tumblr e mande o comentário como uma ask, pode ser em anônimo. (Tumblr: myotakusmile.tumblr.com)Espero que tenham gostado, até a próxima! o/