Dente Gelado

11 Conte-me a história, grande amigo felpudo!


Notas iniciais
Capítulo passado:
- Encontro com a Fada
- Sandman abre o jogo.

Jack acompanhava Coelhão em silêncio.

Após eles passarem por alguns túneis, o ambiente mudará. Uma pequena floresta se abrirá, com árvores tão grandes e tão coladas que impediam Jack de ver o céu. Escondida entre elas, uma mesa de pedra com alguns bancos de tronco improvisados. Coelhão se sentou em um e Jack fez o mesmo. O único barulho que predominava era a música das árvores em contato com o vento. A respiração de coelho estava pesada.

- Coelhão, eu... – Começou a falar Jack, quebrando o silêncio. Coelhão colocou o indicador na frente da boca, como se pedisse silêncio. Jack assim fez.

Coelhão fechou os olhos e Jack se sentiu perdido. “Uma história, foi o que ele disse. Não uma aula de soninho.” Distraído, começou a desenhar na mesa na frente dele, com uma película fina de gelo. Mal tinha terminado de desenhar uma árvore quando por fim Coelhão começou a se pronunciar.

- Havia antes um grande homem. Cercado de fortuna e tudo o que o dinheiro pode trazer. Ele era feliz. E tinha, aliás, muita sorte de ter nascido como nasceu. Poucas pessoas nasciam ricas naquela época, e esse pequeno homem sabia disso. Desde garoto.

“Foi quando vestia sua pior veste que resolveu dar uma volta em seu reino. Nada muito diferente. Seus pais o deixavam dar essa escapa de tempos em tempos para deixar o filho conhecer o povo que o contemplava. Ele sempre ia simples, para ninguém reconhecer o filho do Rei. Ele tinha amigos, e inventava uma desculpa que possuía uma saúde fraca, que o impedia de sair muito. Era uma festa quando aparecia na aldeia. Ele trazia brinquedos. Ele era uma boa pessoa. Ele via o brilho no olhar de todos.”

- Norte... — Sussurrou baixinho Jack, que ouvia interessado a história.

- Sim. Ele mesmo. – Confirmou Coelhão, que mudara de posição para uma mais confortável. – Eu sempre gostei de histórias. Mas nunca de conta-las. Não sou muito bom nisso.

- Está indo bem até agora.

- Hora essa, obrigado. Mas receio em dizer, de uma forma ou outra, eu participei dessa. Mas deixemos isso para outro dia. – Coelhão olhou para o bolso do Jack, assustado — O que tem aí?

- Ah! – Jack deixou a Fadinha sair, ela reclamou algo parecido como “Eu estou tentando ouvir a história, se você não percebeu.”. Jack balançou a cabeça, confuso, e respondeu ao amigo – Um presente.

- Olá amiguinha. Vamos, sente-se. Isso, vamos continuar então.

“Era de se esperar que os pais desse homem envelhecessem. O príncipe precisava de uma princesa. Foi a notícia se espalhar que milhares de reinos negociar com o Rei. Era uma terra muito próspera e muito rica, diferente da região que enfrentava pobreza e caos. O coração do príncipe não tinha dona. O que deixava a negociação algo muito mais ligado a razão do que ao sentimento. Foram anos difíceis que deixaram o caro jovem perder o brilho no olhar. “

Coelhão se levantou e começou a ir embora.

- Hey! E o resto? – Gritou Jack.

- Que resto? – Perguntou o coelho.

- O príncipe achou a princesa?

- Oh... Não. Na verdade ele morreu algumas dias depois que foi escolhida a pretendente. Não se podia dizer que ele estava na “flor da idade” naquela época.

- Mas e a pretendente?

- Chorou. Era uma ótima pessoa aquela. Mesmo que tivesse o nariz um pouco comprido. Pode dizer que Norte tenha se apaixonado por ela. E ela por ele.

- E depois?! Não pare a história Canguru!

Coelhão fez cara de bravo, mas continuou:

- Bem, depois Norte surgiu. A princesa morreu poucos dias depois. E a pedido de Noel, o Homem na Lua a transformou em uma guardiã. Ou quase. Uma ajudante. Eles faziam um trabalho incrível em equipe.

- E então...?

- Alguma coisa deu errado. Eu não sei direito a história, ele não me conta. Mas sei que ela sabia cozinhar muito bem.

- O livro de receitas? – Perguntou fraco Jack. Coelhão confirmou. A Fadinha sentou na mão de Jack e o olhou com olhos de pena. Ele retribui com um sorriso fraco. – O que isso me liga com a Fada?

- Você precisa descobrir o resto dessa história Jack. Isso pode ser algo ruim. Dói me dizer isso, mas é a verdade. E não tenho muita certeza se Norte vai te ajudar. Se você quiser ficar com a Fada no final, a apenas uma pessoa na qual você deve procurar.

- Quem? – Perguntou Jack, curioso.

- A Mamãe Noel.

Notas finais
And may I say.... MUAHAHAHA.
Mas é o que eu sempre digo - porém não - certas coisas estão mais perto do que nós imaginamos.
Review? Talvez? Tipo *-*
dfhbiufnhdf
1bjo