Demônios Não Amam.
21 Alianças vulgo bombas relógio - Parte 01
Notas iniciais
Já nem sei mais como agradecer a vocês por tudo. Obrigada pelos comentários, por lerem, por sempre dizerem coisas lindas, mandarem asks no Tumblr, indicarem, favoritarem e outros "arems" lindos.
Vocês são uns amores e quero deixar claro que DNA, mais do que uma fic é uma família e que tudo que é construído aqui é para vocês e COM vocês.
Então podem dar dicas, sugestões, reclamarem de algo, pedirem coisas... Tudo!
Vocês são co-autores aqui xuxuzitos ♥
Milly linda demais, Selene gats e Belle meu amorzito... Sejam bem vindas!
Gabux meu xuxu, aquela revelação que você acertou teve que ficar para a parte 02 (que queria muito ter concluído, mas não deu, então fica pra sexta DD:)
Espero que gostem!
mil smacks, smackados. *O*

POV- Elena Gilbert.
Levou a mão aos lábios sem conseguir acreditar no que estava vendo. Era uma miragem, só podia ser!
Com o indicador cutucou a sua visita inesperada que sorriu com um ar mais velho e maduro do que se lembrava.
Ela tinha mudado tanto e ao mesmo tempo continuava a mesma.
– Barbie Califórnia! – Gritou como uma louca, abraçado a ruiva que retribuiu em uma euforia mais controlada.
– Oi Lenny. – Se desvencilhou ainda sorrindo. – Vou ficar alguns dias na cidade e fiquei pensando com os meus botões se podia passar pelo menos um deles aqui...
– CLARO QUE PODE! – Respondeu antes que ela falasse qualquer outra coisa.
O barulho de um prato se espatifando no chão fez com que as duas olhassem em direção à cozinha, onde Damon organizava as coisas para fazer o tipo “genro legal” (embora os Gilbert nem soubesse de fato que ele ocupava esse “cargo”).
“Machucou querido?” – Miranda perguntou, também fora da sala, e ele pareceu negar já que não falaram mais nada.
Elena tinha certeza que o que motivara o demônio a assassinar a louça fora raiva e não descuido.
Desde que ele, da janela, vira a ruiva tocando a campainha começou a ficar tenso e irritado.
Óbvio que tinha razões fortes para agir daquele jeito, e a própria garota sabia que receber uma bruxa louca para matar contratantes e contratados era um erro, mas passou tanto tempo sem ver a melhor amiga que era covardia pedir para expulsá-la à vassouradas (trocadilho infame. Vassouras... Bruxas... Entendeu? Entendeu?). Além do mais, se a sua Barbie Califórnia a visitava com um sorriso no rosto em vez de um machado, provavelmente não sabia de nada, não?
“Você é tão inocente, Elena” – Alguma parte da sua mente disse com zombaria e ela ignorou.
– Ah eu agradeço tanto! Estou morta de cansada e desmaiaria se tivesse que ir para casa ainda hoje.
Realmente as distâncias aumentavam agora que os Gilbert viviam na casa deles e não na de Jenna, que por sinal fora alugada sem que os Turpin nem aparecessem na cidade.
Ela riu assentindo e abrindo a porta para que a amiga entrasse na sala de estar na qual Johanna e Jeremy jogavam videogame como loucos.
– Encomendamos uma Irlandesa? – Jô perguntou mal-humorada (havia brigado de novo com Bran) apertando de forma psicopata o botão vermelho do controle em suas mãos.
Os olhos castanhos se estreitaram dando broncas silenciosas, mas Bonn não parecia ter ligado. Isso definitivamente era estranho, a ruiva que conhecia desde a infância era bem sensível.
– Jô, essa é Bonnie Bennett, a amiga da qual falei. Barbie, essa é Johanna Caltron nova integrante da nossa família.
As duas trocaram um olhar medido e contrariado e apenas assentiram.
Aquilo já começara mal.
Fez sinal para que a melhor amiga se sentasse no sofá enquanto Miranda aparecia gritando saudações e maluquices de que ela estava grande e blá, blá, blá.
Pensando bem, fazia sentido já que sua mãe antigamente passava poucos dias em Mystic Falls e quase nunca conseguia ver a ruiva.
A menina correspondeu à empolgação da Sra. Gilbert e começou a responder educadamente o interrogatório que lhe era proposto.
Havia desaparecido porque sua avó estava muito doente precisando de cuidados médicos e, como uma viagem para Mystic Falls poderia comprometer ainda mais sua saúde, foi necessário que Bonnie fosse (a mãe não tinha como abandonar o emprego).
Sua escola nova era extremamente rigorosa mal tendo tempo para descansar e o celular tinha quebrado e não conseguira consertar antes da semana anterior em que viu todas as mensagens e resolveu fazer uma visita surpresa.
Respostas boas e ditas com um calor de veracidade, mas algo lhe dizia que eram “prontas” demais (Até porque a primeira tinha ocultado o momento em que ela apareceu na casa de Lenn desesperada com um medalhão satanista).
Mas isso poderia ser devido à distração total de Bonnie.
Os olhos azuis desvendavam a figura abatida de Jeremy no sofá com preocupação.
Não era para menos, a cada dia ele parecia pior e mais desanimado por causa do sumiço da Lucy.
Talvez se a ruiva lhe desse um sermão bem longo sobre aquele relacionamento degradante ele melhorasse.
A conversa continuou fluindo (com momentos embaraçosos, como quando a ruiva inquiriu sobre duas mensagens que Miranda mandou alertando do seu sumiço quando esteve no céu) com a participação de sua mãe e J enquanto Johanna fazia caras e bocas e Elena se perguntava se deveria chamar Damon ou esperar ele ir por livre e espontânea vontade.
Optou pela primeira opção e se dirigiu à cozinha com a desculpa de buscar algo para servir.
O demônio estava sentado no balcão da cozinha jogando uma laranja e a pegando no ar como se estivesse treinando para virar malabarista de sinaleiras.
Ela tinha certeza que ele ganharia mais dinheiro do que qualquer bom empresário considerando o número de mulheres que sabiam dirigir na atualidade.
– Quando é o grande teste para o Cirque de Solei? – Brincou o fazendo parar e lhe dedicar um dos seus sorrisos divertidos. – Não vai para a sala?
– Não. – Respondeu prontamente largando a fruta ao lado e descendo do balcão. – Resolvi me mudar para cá. A vista é boa e posso jogar o sorvete de morango fora na calada da noite, impedindo Miranda de me torturar com milk-shakes. Por sua culpa aliais.
A garota revirou os olhos rindo e se encostou ao balcão ao lado dele.
– Está com medo de uma bruxinha indefesa Salvatore? – Provocou tentando mexer com seu orgulho.
Ok. Não era normal ela querer apresentar os dois (90% de chances de dar muito errado e acabar em massacre), mas estava sendo guiada só pelo seu lado adolescente empolgado que queria mostrar o homem que amava para a melhor amiga.
O azul acinzentado a desafiou a continuar respirando depois de falar aquilo e foi impossível não rir.
– Estou preocupado com o que a vinda da bruxa significa. – Seu rosto ficou mais sério e se virou mais para ela vasculhando os olhos castanhos. – Eu poderia chantageá-la agora e matar você em seguida.
No meio da sua euforia humana idiota havia se esquecido disso completamente. Seu pesadelo se realizara, bruxa e demônio se enfrentavam sem ela estar pronta para impedi-los. Ainda faltavam uns mil pecados capitais para executar!
Talvez apenas avareza e luxúria bastassem...
– Salvatore... – O encarou bem séria se aproximando mais e piscando os cílios rapidamente como um personagem cômico tentando fazer charme. Ele ergueu uma sobrancelha com diversão. – O que acha da minha alma? Ela não é, raw, deliciosa? Não quer comê-la agora? Uh, isso ficou tão pornográfico que sinto que a Jô ficaria orgulhosa de mim.
O demônio riu segurando seu rosto e acariciando a bochecha avermelhada com o dedão, despertando todas aquelas borboletas e arrepios que nunca a abandonavam nos últimos dias.
– Sendo bem sincero... Sua alma não é lá muito interessante. – Respondeu dando um sorriso malicioso quando a viu reagir com revolta. – Até quando você faz algo demoníaco consegue dar um jeito de ter intenções que comoveriam até o Chuck Norris. – Seu dedo escorregou até os lábios entreabertos de teimosia fazendo com que ela ficasse ainda mais vermelha.
Céus, como era possível amar tanto alguém assim?
– Aproveita que estamos na cozinha, coloca um salzinho ou outro tempero e tire logo essa alma inútil de mim! – Mandou o abraçando e se sentindo pequena em seus braços.
– Desista Elena. – Riu entregando pelo tom de voz que a achava doida. – Se a bruxa colaborar também não colocarei o plano em prática agora, talvez ela seja útil de alguma forma. – O demônio entortou os lábios de forma pensativa parecendo saber de alguns detalhes que Elena desconhecia. – E quanto à sua alma... Não posso fazer nada contra você antes de terminar o período de contrato.
Dessa vez os olhos castanhos se ergueram para olhá-lo com um leve divertimento.
– Que cláusula é essa?
O demônio os desprendeu com um meio sorriso andando pela cozinha até o término dela.
– A 3900 e 80 e pouco que nos obriga a respeitar o período de contrato inteiro antes de nos apossarmos das almas dos contratantes. – Suspirou já indo para a sala de estar e a olhou. – Você não vem?
Ela sorriu andando os passos que os separavam e agarrou sua mão deixando que ele a guiasse até onde os outros estavam.
Seu sorriso nunca foi mais radiante.
A cláusula era a 3984 e realmente dizia aquilo, mas tinha uma pequena exceção... O contrato poderia ser interrompido e a alma sugada se o contratante assim desejasse (coisa que ela acabara de pedir).
O que significava que, se ele a mantinha viva, era porque queria.
Como ela disse, ela leria o Códex inteiro e pediria por mais.
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POV – Bonnie Bennett.
Era ele.
Seu queixo caiu sem que o ato tivesse sido permitido.
“Se acalme Bonnie, se acalme”. – Repetiu mentalmente para si mesma sem conseguir nada. Poxa vida!
O demônio entrou acompanhado de Elena – que por sinal não trazia refresco nenhum nas mãos — e ao ser apresentado deu um sorriso educado que não chegava aos seus olhos.
Olhos de diamante. Cinzentos com a estrela invertida que havia visto desde que o encontrara na estrada.
Claro, ele estava diferente (mesmo que conseguisse manter a beleza no mesmo padrão), mas todas as criaturas mágicas conseguiam mudar de aparência quando queriam.
E ele também dissera que iria a Mystic Falls ver Elena e um “amigo em comum” (Que ela desconfiava que fosse a Johanna, já que ela também tinha a Marca maldita).
Aliais o que Elena fazia em tal companhia? Ela ficara desesperada por amizades nos últimos tempos?
Arranjar uma rata como colega era nojento.
Mas quem ela queria enganar? Ela também fizera o social com um rato. E um perigoso já que era filho de Belzebu.
Ele ainda iria estragar tudo. A bruxa tinha que se manter focada em matar as saudades de Elena e investigar mais coisas sobre a Besta, mas com ele ali era impossível impedir seu estômago de congelar de ansiedade e viajar por outras ideias.
– Barbie? Bonn? BONNIE?
– Deve ser o delay por ela ser irlandesa. – A tal Johanna troçou ganhando mais uma vez de Jeremy no jogo de carros.
Tomou cuidado para não a olhar de forma mal educada na frente de Miranda e sorriu para Lenny que a chamava com tanta insistência.
– Desculpa, estou realmente cansada... Se não fosse incomodar muito, poderia descansar agora? – Dizia isso olhando apenas os diamantes brilhantes e tentando encontrar defeito neles.
Ethan Lewis era um chato por deixa-la tão desorientada.
O demônio uniu as sobrancelhas e ela transformou suas bochechas em fogo por ter percebido que todos a olhavam com curiosidade.
– Ora, por favor, querida! Você é de casa. – A mãe de Lenn sempre gentil.
– É Bennett, você é de casa... Vai ficar no meu quarto ou quer um para você?
– Cof, cof Bota ela do lado de fora, Cof. Na casinha do cachorro Cof Cof. – Johanna fingiu tossir provocando risos em Jeremy e Miranda que puxou a orelha do demônio-fêmea com uma bronca leve.
– Não temos cachorros, Jô. – J. avisou piscando para ela.
– Teremos uma ruiva agora! Podemos prender junto à Vick e o Matt-Ingrato que anda me caluniando e aí teremos já um canil completo!
– Querida! – A mãe de Lenn interviu de novo um pouco chateada.
Bonnie ignorou novamente a zombaria as suas custas e concentrou-se em Elena a chamando pelo sobrenome de forma tão... Irritada [?]
O que acontecera? Será que ela possuía algum dom e podia ver que a amiga era uma bruxa?
Não que isso fosse um problema, sacerdotisas e sacerdotes eram legais apesar da fama, mas alguns humanos podiam não gostar de hospedá-los.
Não, era apenas o cansaço que a fazia ver miragens. O cansaço e Ethan Lewis.
Sorriu grata, acariciando o cabelo de Jeremy ao seu lado e levantou-se.
– Prefiro ficar com você, assim posso acordá-la batendo com o travesseiro. – A amiga sorriu pouco. – Sra. Gilbert continuamos nossa conversa depois. – Aquelas palavras a lembraram do que dissera ao Lewis e ela corou. – Johanna... Damon, foi um prazer conhecer vocês. – Disse fitando com intensidade os diamantes espelhados.
De novo o ratinho a olhou parecendo confuso e com uma repulsa mal escondida. Ainda chateado com a saída brusca dela do restaurante!
– Para você é Excelentíssima Senhorita Tia Glaucócia. – Marshall dissera dando língua para o olhar reprovador que Miranda lhe deu.
O que acabou levando a mulher a um sorriso e um balanço de cabeça como se achasse que a mal-educada não possuía jeito.
– Ignore a Jô, Bonn. Ela perdeu o juízo quando os pais morreram. – Sua amiga avisou se adiantando nas escadas provavelmente querendo ser seguida. – Dan, depois a gente conversa melhor.
Ethan sorriu assentindo uma vez e sentou-se no sofá sem encará-la nem sequer de soslaio.
Claro, o que ela queria? Fizera um escândalo sem necessidade e sumira da sua vista! Era o esperado.
Não se lembrava do quanto a casa dos Gilbert era luxuosa e bela. Amava o toque antigo surreal que preenchia as paredes com tapeçarias que contavam histórias, tábuas de madeiras caras no chão e lustres que apenas ricos tinham.
Entraram no quarto de Lenn e então a nostalgia as cobriu. Não ia àquele lugar desde que eram crianças!
O mau humor da sua hospedeira morreu e viraram de novo adolescentes malucas.
Começaram a conversar e contar novidades compulsivamente e quando se deu conta Bonnie estava falando da sua raiz bruxa excluindo apenas o treinamento direcionado para matar a Besta. A outra a ouviu parecendo apreensiva, mas ao fim relaxou e se rendeu ao encantamento. Fez perguntas engraçadas como “Alguns dos feitiços de Harry Potter funcionam?”, e a ruiva riu dizendo que poderiam funcionar se uma bruxa quisesse.
Temas amorosos, cômicos e explicações que as fizeram rir e ficar absortas surgiram até que tocaram em três assuntos que deixaram o clima delicado:
1º Onde estava o medalhão satânico.
– Eu joguei no lixo. – Sorriu sem graça depois passando a gargalhar. – Você acha que eu iria ficar com aquilo por que?
– Sua maluquinha, alguém pode ter achado e feito um contrato!
A morena deu de ombros ainda rindo. Parecia um pouco nervosa, mas era quase imperceptível.
– E ganhou um servo para fazer todas as vontades! No final, fiz uma boa ação.
Bonn teve que rir da falta de juízo daquela cabeça-de-vento, mas ficou com uma pulga atrás da orelha.
2º Porque ela andava com aquela Johanna.
– A Jô é uma pessoa realmente legal Bonn, não podemos julgar os outros com base em um estereotipo.
É claro que a sua melhor amiga não sabia da verdadeira identidade da tal Caltron (Bonnie não quis contar nada já que o demônio-fêmea poderia fazer algum mal para a família Gilbert ao saber que Lenn conhecia seu segredo. Antes de ir para casa a mataria e terminaria com aquele problema sem pôr Elena e seus parentes em risco). Mas mesmo sem ter a identidade revelada, a garota era bem irritante e não era o tipo de amizade para a castanha. Para onde o cérebro de Lenny havia viajado afinal?
3º Damon Salvatore e seu envolvimento com ela.
Essa parte se tornou complexa não por causa da anfitriã e sim da ruiva.
Pelas barbas lindas e brancas de Merlin! Eles estavam namorando.
Ethan não lhe disse absolutamente nada sobre esse “pequeno” detalhe quando estavam no restaurante. Nem que era um hóspede lá há tempos.
Agiu como uma verdadeira boba, mas não podia demonstrar aquilo na frente da amiga. Afinal, ela parecia completamente apaixonada, enquanto Bonnie só sentia uma enorme atração e inclinação a se apaixonar.
Fora que o próprio ratinho deixara claro no restaurante que não estava flertando com ela, por isso, se havia um mal entendido a culpa era sua.
Tocou o colar de contas em seu pescoço e deixou o pensamento voar para longe dela enquanto as duas resolviam fazer escolhas melhores para os assuntos.
Durante o jantar não encontrou nenhum dos dois demônios e isso pareceu encher todas as mulheres presentes de algo próximo à angústia (Ela, somente por causa de Ethan). Jeremy estava com febre e também fora deitar cedo deixando apenas
Ela, Miranda, Elena e o Sr. Grayson que estava cada vez mais divertido falando dos lucros de administrar uma empresa tão grande quanto a “Fire n’ ice Imobiliárias”.
Não sabia muito sobre o ramo em que trabalhavam, embora soubesse que Grayson era administrador e Miranda advogada. Mas nunca se interessara se eles atuavam na área dentro da empresa ou não.
E, se dependesse da sua concentração naquele momento, nunca saberia.
Sua intuição trazia do vento maus agouros.
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POV- Stefan.
Para começar, ele nunca deveria ter saído do seu posto para falar com a Srta. Gilbert ou com o demônio com o qual dividia o sangue.
Graças a isso, metade da sua equipe de anjos estava morta e ele havia sido gentilmente informado de que não era mais necessário no setor 234, gerando uma ferida na sua honra e ego.
Rebbekah estava tentando contornar a situação, só que tudo continuava indicando que ele nunca mais seria recebido pelo conselho dos arcanjos da mesma forma.
Fora irresponsável, ele reconhecia, mas aquilo já não deveria importar.
Mesmo que tenha sido desastroso, aquele erro era muito menos imprudente do que o que cometia agora.
Seu juízo só podia ter sido destruído de alguma maneira pela Srta. Gilbert. Talvez devido a pena que sentia por ela ser tão... Tão... Qual era a palavra?
Talvez, “Tão Elena” resumisse tudo.
Cortou caminho pela viela estreita enquanto encarava o casal adiante com passos rápidos e mesmo assim silenciosos. Criaturas da noite, claro, ocultar-se era fácil para eles.
Não que fosse difícil para anjos manterem a descrição, mas trabalhavam melhor com isso durante o dia usando a luz do sol a seu favor.
O homem a sua frente pareceu, por alguns milésimos de segundo, o olhar pelo canto dos olhos com um sorriso cruel e então continuou a caminhada como se o movimento nunca tivesse existido.
Damon nunca mudaria. Uma criança louca por jogos cruéis.
Ele sabia que Stefan o seguia e, mais do que isso, o convidava a continuar a espionagem.
Ou, quem sabe, ordenava.
A garota que o acompanhava não pareceu notar o propósito daquilo e tão rápido quanto um raio virou-se para o perseguidor com os olhos demoníacos e a expressão disforme como se o mal a tomasse.
– Cara da harpa, tsc, tsc. – A voz feminina soou com eco e a ironia presente na sua fala normal. – Não que eu não goste de um Stalker, mas é que você não faz o meu tipo.
Sentiu seu braço sendo quebrado mesmo à longa distância e sua pele queimou em reação à textura macabra dos demônios.
Quando voltasse para o Céu, seria uma burocracia ridícula para “purificá-lo” do contato. Talvez fosse melhor não comentar isso com os arcanjos.
Pôs os ossos no lugar sem dificuldade alguma e a encarou com impaciência.
– Srta. Marshall, eu ficaria muito grato se mantivesse a sua compostura.
– Haha, eu odeio o cara, mas se ele continuar me chamando de “Srta. Marshall”, nem vou torturá-lo tanto quando fizer pizza de Idiotore–loiro! – Johanna riu voltando à sua aparência humana.
Outra que adorava brincar e amedrontar muito mais do que agir. Analiticamente, ela era sábia já que mesmo se tentasse não conseguiria provocar danos sérios.
O único que poderia mesmo feri-lo era seu irmão e mesmo esse, não tinha motivos exatos para querer isso.
Precisava do anjo e esse fato estava bem claro nos olhos audaciosos do filho de Lúcifer.
– Stefan. – Damon cumprimentou de forma cínica como se só constatasse a sua presença naquele momento. – A perda da coisa lá de ser anjo o afetou tanto que virou suicida? Pensei que havia entendido que da próxima vez em que eu o visse você morreria ou algo assim.
A forma despojada com a qual jogou os ombros, como se o seu humor negro fosse inabalável, mostrou ao anjo que realmente não existia nenhuma semelhança entre eles.
O analisou com cuidado podendo sentir a hostilidade demoníaca contida por algum motivo.
– O que quer Damon?- Pensou em voz alta.
– Teoricamente, é você quem deveria responder isso irmãozinho. – O sorriso dessa vez morreu mais cedo que de costume. – Procurando Elena, talvez?
O anjo recuou um passo inclinando a cabeça para o lado com total confusão. O tom de Damon fingindo indiferença era muito fácil de desmascarar quando se entendia de sentimentos.
Seu irmão de alguma forma curiosa, se importava com a garota.
Talvez porque ela fosse mais um dos seus joguinhos.
– Posso começar a querer procurar a Srta. Gilbert caso você não colabore um pouco. – Murmurou um pouco tímido pela tentativa de intimidar alguém. – Ainda mais agora que a sua guerra infame conseguiu eliminar o anjo da guarda dela.
Damon o fitou com deboche e Johanna caiu na gargalhada.
– Pffffffffff. Foi mal, mas... SÉRIO QUE A GILLY TINHA ANJO DA GUARDA?- Outra risada escapou por seus lábios e até o demônio riu como se a frase fosse absurda. – Wow, que pena que ele morreu, o tio obviamente era muito bom! – Declarou sarcasticamente.
Stefan franziu o cenho ficando irritado com aquela provocação.
Se nem os deuses conseguiam executar seus trabalhos sem falhas, porque os anjos eram tão cobrados?
Eduardo era um anjo jovem, mas muito atencioso com Elena, seu único erro fora acreditar que Damon era o melhor proteção contra os inimigos da menina.
Como qualquer violência ou ato maldoso os enfraquecia, eram poucos os anjos que conseguiam aprender a lutar e ainda assim permanecerem inabaláveis e fortes.
Eduardo nunca foi um desses.
– De qualquer modo. – Impôs firme para acabar com os risos. – Você sabe bem que a garota precisa ser vigiada para que nada de ruim aconteça a ela ou ao mundo. Não vou deixar que surja um segundo Hitler, Damon. E não vou hesitar se para isso eu tiver que matar a Srta. Gilbert.
Mesmo que Johanna tenha o olhado com ferocidade e ódio, nada se comparava à fúria que o servo de Elena demonstrava.
– Plano brilhante, exceto pela parte na qual você é destruído só por ter cogitado isso. – Retrucou entre o ódio e a arrogância fazendo com que a vista de Stefan rodasse e ele sentisse o primeiro sintoma de uma morte próxima.
Entretanto, não se preocupou muito com o mal estar. O defeito genético que enfraquecia Stefan era ao mesmo tempo o que enfraquecia Damon.
Isso porque o demônio, por algum erro durante a formação deles, ganhou o poder de matar o irmão a qualquer momento apenas obrigando as batidas do próprio coração a se enfraquecerem. Entretanto, o preço disso era justamente a sua morte conjunta.
E Damon definitivamente não queria ser destruído.
Parecendo ouvir seus pensamentos, o filho de Lúcifer o olhou com ódio enquanto Johanna ficava confusa e irrequieta.
– Isso não me impediria de matá-lo, acredite Stefan. – Damon declarou virando-se na direção do beco novamente. Suas palavras carregavam tanta verdade que foi a vez de Stefan ficar confuso. Algo havia mudado nele. – Sabe para onde vamos?
– Espera, ele não vai também, vai? – Marshall quis saber colocando as mãos na cintura meio contrariada.
Ambos a ignoraram.
– Atrás do falso pastor. Só não sei se estou disposto a ir também sem ganhar nada em troca, filho de Lúcifer. – Chantageou coçando o cabelo. – E você sabe que precisa da minha nobre ajuda para achar o paradeiro dele. Gregory utiliza a magia cristã de forma errada para se proteger somada à demoníaca, ou seja, nenhum de nós consegue rastreá-lo sem a ajuda um do outro.
– Ok, vocês querem me ignorar? Ignorem, mas fiquem sabendo que NADA dá certo quando apenas os homens estão tratando dos negócios. Mulheres dão sorte, vão por mim.
Novamente ninguém lhe deu atenção.
O homem de cabelos negros parou aparentando estar irritado e só depois de alguns minutos suspirou com frustração.
– O que a sua nobre ajuda me custaria, ó marido do anjo Gabriel? – Inquiriu zombando do jeito formal com a qual o irmão se dirigia a ele.
Johanna riu um pouquinho e Stefan o encarou com olhos semicerrados. Damon sempre dava um jeito de fazê-lo parecer idiota e antiquado.
Torceu os punhos para tentar não revidar e aos poucos foi se acalmando.
– Quero que me deixe ser o anjo da guarda de Elena. – Declarou fazendo os dois demônios se perturbarem pela centésima vez naquele dia. – Isso é praticamente inédito no nosso mundo já que anjos não costumam ser destruídos e quando são, os que assumem os postos dos antigos precisam matar os demônios que estiverem obsidiando a pessoa a ser protegida. Eu, entretanto, prefiro fazer isso de forma mais civilizada e apenas pedir que me deixe ser o anjo dela.
– Anjos podem beber? Porque seu irmão está bêbado, Idiotore.
Damon parecia pensar o mesmo.
– Você está pedindo que eu deixe que um anjo proteja a minha vítima, que ao mesmo tempo é a minha namorada, sabendo muito bem que isso seria uma permissão para que ele interfira na minha vida e na dela tanto em termos espirituais quanto pessoais? – Perguntou descrente voltando a encará-lo.
– Eu dou a minha palavra de que não vou interferir quando for retirar a alma dela e que o meu único propósito é vigiá-la para me certificar que ela não é o Therion.
Além de usar esse ato como um motivo para ser aceito de volta no seu setor.
“Vigiei o Therion e evitei que ele destruísse o mundo” – Diria e praticamente seria promovido no céu.
Johanna se aproximou com olhos desconfiados.
– O único problema Nicolas Cage é que se ela for o Godziila, você vai querer dar uma de justiceiro aloka e eu juro que se você encostar um dedinho na Gilly quebro seus dentes todos e faço um colar indígena para mim. Além do mais, você parece ter uma queda por ela...
Stefan sentiu a pele arder com vergonha e olhou para o lado tentando disfarçar o incomodo.
O gesto propiciou que ele visse as feições de Damon tornando-se totalmente demoníacas enquanto mantinha a mão em punho de forma tão forte que um filete de sangue começou a escorrer entre seus dedos.
– O meu interesse pela Srta. Gilbert é apenas investigativo. Não há com o quê se preocupar e também garanto que caso meu irmão aceite o acordo, não a machucarei mesmo que algo se confirme, só irei impedir a transformação completa a isolando. Com a permissão de Damon, obviamente.
Pela visão periférica percebeu que seu familiar ainda tentava se controlar para não assumir sua real forma completamente.
– Não precisa isolar ninguém cara pálida. Eu, Klaus e Idiotore já formulamos um plano brilhante. Sabe como o último Therion foi destruído, não sabe?
O loiro assentiu colocando as mãos nos bolsos da calça.
– Pedimos para o fantasma da mãe de Hitler o enganar fazendo com que ele revelasse o ponto fraco que a maldição gerou e usamos isso para tentar tirar toda a bestialidade dele, mas fracassamos. Já que era impossível arrancar a essência demoníaca inteira, tivemos que dividir o poder bestial dele em três, e aprisionamos duas partes dessa força em dois ditadores humanos comuns. Os dois humanos se enfraqueceram carregando tanta energia dentro de si e os matamos discretamente. Com Hitler sem sua capacidade total, Satã e Deus puderam matá-lo. Acredito que nos livros de história tenha se contado que ele se suicidou ou algo convincente o bastante. – Sistematizou sem entender bem o que poderia ser feito.
Segundo as profecias, quando uma Besta era formada sem ser o contratante original (a pessoa que invoca o demônio), forma-se um “calcanhar de Aquiles” em algum ponto do corpo ou vida do Therion, para marcá-lo como um “dono bastardo” e não oficial.
A Besta pode escolher que ponto será a sua perdição, mas ainda assim nada pode fazer para evitá-lo.
No caso de Adolf, a mãe dele que era a contratante de Damon e ordenara que Salvatore o servisse sem distinção.
Só que isso criou o tal ponto fraco em Hitler e quando Klara percebeu o desastre que seu filho causara, pediu permissão à Lúcifer para sair do inferno e fazer uma aparição ao herdeiro fingindo oferecer mais poderes a ele.
Com sutileza inqueriu sobre esse detalhe e descobriu a resposta.
O ditador nazista lhe revelou que escolheu como ponto fraco a esposa, pois se mostrava duro com ela e ninguém desconfiaria que ele seria atingido através da doce Eva Braunn.
Klara contou isso à Eva e ao rei dos demônios e todos os grupos unidos convenceram a mulher do ditador nazista a colaborar deixando que sugassem o poder do marido através dela, e foi assim que dois terços dessa força se esvaíram da Besta.
Implantar em outras pessoas é fácil portanto que uma mínima ligação exista. Mussolini e Rozaevsky pensavam semelhante a Hitler em diversos pontos e por isso foram vítimas perfeitas para receber parte desse poder. Especialmente porque não tinham condições de sustentar tanta energia dentro deles.
Em termos gerais esse plano caiu como uma luva na época, mas no caso atual, Stefan não sabia como poderia funcionar.
– Seu irmão não usa duracell e já parou de funcionar de novo. – Marshall brincou com Damon devido ao tempo no qual Stefan ficou perdido em reflexões.
– Estava tentando pensar em como vocês dois poderiam repetir essa manobra.
Damon, já controlado, sorriu cruzando os braços sob o peito e Johanna materializou uma cadeira no ar sentando-se meio entediada.
– Descobri recentemente que Bonnie Bennett pode ser considerada uma “contratante original” já que foi ela quem me invocou, então Elena possui um ponto fraco.
O anjo uniu as sobrancelhas com a “novidade”.
Uma das piores coisas existentes no mundo era o véu que impedia um grupo de rastrear ou saber coisas do outro. Um anjo quase nunca conseguia ver o que demônios estavam formulando se esses últimos se protegessem. Os piores, entretanto, eram os magos e as bruxas.
A magia formava um grupo indecifrável.
– Aposto que a Srta. Gilbert o escolherá como ponto fraco já que ela o ama. – Disse chutando de leve uma pedrinha perdida na rua. – Quem serão as duas vítimas que serão usadas como retenção desse poder?
Damon inclinou a cabeça como se pensasse no que fora dito e depois demonstrou não achar a hipótese possível.
– Não tenho muita certeza com relação à sua primeira afirmação. – Expôs encostando-se à parede do beco. – Gregory, por exemplo, acha que o ponto fraco dela poderá ser Jenna. Essa é a única explicação que consigo achar para ele querer sugar o dom idiota da tia de Elena.
– Foi Deus quem o deu para Jenna quando viu o perigo que ela poderia correr com Turpin. O dom de falar com os mortos não é idiota, Damon.
– Tão pouco é relevante, já que nenhum espírito foi gentil o suficiente para falar para Jenna não se casar com um padre psicopata. – Seus ombros subiram e desceram em descaso.
Stefan suspirou frustrado com os caminhos da providência divina. Muito melhor seria ter dado um dom de vidência em vez daquilo.
Não, não deveria questionar os desígnios. Eles sempre tinham uma razão.
– Seu ponto de vista é eficaz, filho de Lúcifer. Enfim, e quanto à pergunta que fiz?
Johanna se agitou parecendo recobrar a animação e cruzou as pernas.
– Eu bolei o plano perfeito! Vou escrever uma fanfiction sobre a Lenn e os comentadores que aparecerem se identificando com ela serão as cobaias. – Disse passando a mão pelos cabelos de forma charmosa.
Stefan riu de leve e Damon balançou a cabeça como se achasse que Johanna nunca possuiria conserto.
– Ou se esse plano incrível criado pela Marshall não der certo... – O demônio começou com um sarcasmo intenso. – Vamos simplesmente utilizar a bruxa descendente de Emily.
Os olhos verdes encararam os cinzentos tentando entendê-los.
– Você perdeu a sanidade Damon. Bonnie Bennett é forte o bastante para sustentar o poder da Besta, isso só faria com que ela se tornasse um segundo Therion. Aliais, de qualquer forma, Elena terá que ser morta ou isolada.
– Na verdade harpista, ela não precisa não. – Johanna interferiu com uma postura muito humana para um espírito maldito. – Segue a nossa linha de raciocínio: Hitler era um bigodudo mal que fazia chapinha, e o fato de ter se tornado a Besta só o deixou pior. Elena é boa (Tanto que o organismo dela distingue o lado demoníaco: Tarad-elena, do humano: Tapad-elena. Coisa que não rolou com o outro que apenas foi ficando pior com o passar do tempo, sem dupla personalidade.), mas com muito poder ela se tornaria má. Então, se dividirmos os alacazans dela com outros seres, a nossa Gilly lenta e boazinha voltará à ação. Fora que, com Hitler demoramos muito tempo para pensar nisso e quando fizemos, a transformação já havia sido terminada, Elena ainda está em processo de mudança e ainda não se fundiu com a Tarad-elena.
– Fora que a bruxa fez um juramento inviolável de que mataria a Besta. – Damon completou fazendo com que a cadeira de Johanna sumisse e a segurando antes que ela caísse no chão. Parecia querer dizer que o tempo de papo furado e folga acabara. – Ou seja, ao ter esse poder dentro dela o próprio organismo iria traí-la e se destruir. Ela não tem controle quanto a isso.
Stefan assentiu um pouco contrariado.
– A Srta. Gilbert não irá gostar desse uso abusivo da amiga dela. E ainda precisamos de outra vítima.
Seu irmão riu desalinhando o cabelo igual como fazia na infância.
– Existe a possibilidade de que ela esteja sendo controlada por Harry, então se for o caso ele automaticamente é um dos que possuem o poder dela. Resolvemos o matando ou algo assim. Posso fazer isso assim que achá-lo. – Damon fez uma careta como se estivesse falando de tudo, menos da destruição do seu irmão. – Ou, caso isso não tenha procedência, temos um plano B. Quanto ao outro ponto que você levantou, não pretendo deixar Elena saber disso por enquanto.
Johanna bocejou mostrando tédio.
– A irlandesa é chata e merece isso. Fora que mataríamos dois coelhos em uma cajadada só. Lembra que a profecia fala que a única forma do Damon se livrar da maldição de sair criando Bestas a cada contrato que ele feche é passando essa maldição para um ser que tenha poderes entre o céu e o inferno, vulgo: bruxas?
Sim, ele lembrava. O loiro inclusive desconfiava de que fora esse o motivo que levara Lúcifer a pedir que Damon fosse à terra para fechar um contrato com Bonnie Bennett.
– Então! Agora ele pode passar a coisa para a chata da Hermione Bennett ao mesmo tempo em que passamos o poder da Gilly para ela. O mundo vai ficar mais colorido e brilhante porque a idiota vai morrer mesmo e nenhuma Besta poderá mais ser criada. Fim. Música final. Créditos. – A garota alongou o corpo tentando se livrar da sonolência. – Agora vamos ao ponto principal parando com essas enrolações: Damon decida logo se quer o endereço do padreco ou a Gilly longe do seu irmão.
O anjo ajeitou a postura o olhando com cautela e só mais uma vez, garantiu solenemente que não seria mais do que um vigia, coisa que até ajudaria os dois.
O Salvatore mais velho pareceu ter dificuldades em controlar sua fúria e depois de muita reflexão sorriu como se tivesse tido uma ideia brilhante.
– Vamos fazer um acordo melhor, irmãozinho. Você me dá o endereço e depois deixamos que Elena decida se o quer como protetor ou não. – Seu rosto não poderia estar mais satisfeito e até Johanna pareceu gostar do truque.
Era óbvio o que iria acontecer: A garota iria negar.
A Srta. Gilbert não simpatizava em nada com o loiro e certamente gritaria para que ele sumisse da vista dela.
Por outro lado, essa era a sua melhor oportunidade de vigiá-la e usar o trabalho como argumento para poder voltar ao setor 234.
Suspirou cansado e começou a andar desfazendo o véu cristão que escondia Gregory e Jenna dos olhos demoníacos.
Damon imediatamente fez o mesmo desfazendo as brumas que impediam a visão angelical.
– Vamos atrás de Gregory e então falamos com Elena. – Entoou formalmente torcendo para que a garota tivesse um surto de bom senso e o aceitasse.
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Notas finais
Nicolas Cage é aquele tio fofo que fez um filme em que ele é um anjo apaixonado por uma humana. Por isso a Jô fez a brincadeira.
E por último... Sim, a Bonnie pegou a lerdeza da Lenn. FUJAM PARA AS COLINAS QUE É CONTAGIOSA -QQQQQ.
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