Demônios

12 Capítulo 12: Exploda um carro, transe e converse


Notas iniciais
Olá! Bem, é um pouco triste que eu venho compartilhar com vocês algo que ocorreu em minha vida. No sábado, meu melhor amigo e vizinho sofreu um acidente sério retornando para BH e, além de perder os pais no acidente, está paraplégico. Tanto eu quanto meus pais estamos muito abalados. Meus pais perderam grandes amigos e, mediante a situação, não tive como responder os reviews dos dois últimos capítulos porém os li e agradeço cada comentário, realmente fiquei muito contente com alguns em particular e, esta fic está sendo meu suporte para me mostrar forte perante ele, que acordou ontem a noite no Hospital e tivemos de dar a notícia, pois o irmão mais velho dele ainda não chegou. Bom, a todos vocês que forem viajar, estiverem viajando enfim... Tenham sempre prudência. Nós nunca achamos que pode ocorrer conosco ou com quem está relacionado a nós, mas estamos redondamente enganados. O caso dele dificilmente será reversível e aí vai mais uma dica: Nunca abandonem um amigo. Sejam como o Naruto, que jamais desistiu do Sasuke. Não tem nada pior que o abandono galera. Ele tem apenas quinze anos, mas perdeu os pais e agora está em uma cadeira de rodas, e é justamente quando precisamos que temos a noção de quem está mesmo contigo. Ele continua o mesmo garoto loiro, amigável e inteligente, a única diferença para nossos colegas agora, é que ele não será mais o atacante do time da escola e parece que isso é um crime para esses imbecis. Bom, sem mais delongas, Good read. Este cap. contém hentai.

A toda velocidade, Neji apertava as mãos alvas contra o volante. Porque diabos aquele lugar não tinha um início? Ele se recusava a crer que estava perdido. Não ele, Hyuuga Neji. Perdido? Impossível! Ou talvez, fosse a mais pura das verdades. Não fazia a mínima ideia de onde poderia estar, se estava seguindo o caminho correto ou se havia desviado-se dele há muitos quilômetros atrás. Maldito fosse o imbecil do prefeito, que, sabe-se lá porquê, não havia tratado de colocar placas descentes nas estradas. Entretanto, estava na trilha de uma cidade isolada, não era de se esperar que algo semelhante à Tóquio. Suspirando, o Hyuuga dos cabelos lisos olhou-se mais uma vez no espelho do carro. Se não fosse ele mesmo, o temeria. Já sentia seu mal humor alcançar picos de raiva e, se dirigisse por mais uma hora iria perder a cabeça. Havia deixado a metrópole antes do jantar, já passava-se das oito da manhã do dia seguinte e nem um sinal coerente de que estava chegando.

“ Vejamos até onde essa gracinha pode ir...” pensou Neji, acelerando o luxuoso carro de vez. Não pretendia ficar naquele meio de terra batida sem fim por mais nenhum segundo. Era questão de honra! Acharia aquele local mesmo que estivesse dando voltas em círculo.

Rangendo os dentes, ele olhou-se mais uma vez no espelho. Era bom que Sakura, Ino e sua prima estivessem bem ocupadas, com motivos muito plausíveis para lhe explicar, ou mataria as três por não responderem nenhum de seus chamados. “ CADÊ A ENTRADA DISSO KAMI-SAMA?!?!” gritava mentalmente o Hyuuga, não calculando a força dos pés contra a embreagem e o acelerador.

Porém, um grande estrondo pôde ser ouvido e, sem acreditar, Neji respirou fundo, sentindo o veículo ir perdendo velocidade gradativamente.

_ PORQUE ESSA DROGA DE CARRO PAROU?!?!?! – esbravejou Neji, desferindo socos contra o volante e, por fim, abrindo a porta do carro com brutalidade.

Era somente o que faltava. Um dos carros mais caros de todo o Oriente simplesmente parar e, apresentar problema quando menos deveria fazê-lo. Com os sapatos italianos e uma das mãos na cintura, envolta do terno negro, Neji não ousou encarar a fonte da fumaça que lhe invadia as narinas. Não. Aquilo não poderia estar acontecendo! O carro não estava dando problema. Não.

Com a outra mão sobre a testa, ele tentava em vão se acalmar, se convencer e iludir-se de que aquilo era apenas um devaneio. Um terrível devaneio. No entanto, assim que os olhos perolados encararam o motor do automóvel a eliminar fumaça, Neji explodiu. Todos os palavrões que conhecia foram ditos contra o carro, assim como muitos chutes. Era tudo culpa daquelas três irresponsáveis!! Estava perdido no meio do nada. O carro teimava em não pegar novamente. Nenhum sinal de telecomunicação era alcançado por nenhum dos sofisticados aparelhos que trouxera consigo. Era o fim! Não entendia o que poderia ter feito para receber um castigo daqueles.

_ O que houve contigo senhor? – questionou uma voz feminina, marcante, aparentemente atrás de Neji, que virou-se imediatamente, mantendo a expressão nada amiga. Completamente possessa em cólera.

_ O que houve comigo?!?!?! O QUE HOUVE COMIGO?!?! ESTOU NO MEIO DO NADA, ESSA PORCARIA DE CARRO ESTRAGOU E EU NÃO ENCONTRO A ENTRADA DE UMA CIDADE FANTASMA DE JEITO ALGUM!!!! É ISTO O QUE ESTÁ OCORRENDO COMIGO GAROTA!!! – berrou Neji, descontando toda raiva perante a morena, que tinha os olhos castanhos arregalados devido a grosseria do estrangeiro.

Tenten, que havia deixado Karin em sua casa há alguns minutos, cruzou os braços abaixo dos seios medianos. Quem era aquele forasteiro de cabelos grandes para achar-se no direito de falar daquele modo deselegante com ela? Apenas havia se prontificado a ajudá-lo já que, pelo que via, ele não estava em boa situação. Porém, se soubesse que o sujeito era tão grosso, jamais teria desferido uma palavra na direção dele.

_ Escute bem meu senhor, eu estava apenas tentando ajudá-lo! Ajudá-lo! Não precisa falar comigo nesse tom. – repreendeu a Mitsashi, concentrando-se na face alva do homem de postura impotente a sua frente, um pouco mais alto que ela.

_ E o que você poderia fazer?! Por acaso sabe como funciona o motor de carros como estes?! – ironizou Neji, fora de si.

Entretanto, como o Nara sempre dizia, Neji havia cometido novamente aquele erro gravíssimo: esquecido da existência do freio do carro. Uma discussão havia se formado, Tenten elevava a voz no mesmo nível do Hyuuga, que gritava a plenos pulmões. Descolando-se devagar, o carro se movia, movia, movia.

_ EU DISSE QUE...!!!! – ia gritando Neji, até o som pavoroso de algo se explodindo tomar-lhes os ouvidos.

Paralisados, Tenten e Neji observavam na direção de onde havia vindo a explosão. A enorme ribanceira que cortava Konoha. Bufando, o Hyuuga levou as duas mãos ao rosto. Havia perdido o quinto carro. Ao menos, desta vez, não havia sido por aventuras na pista de corrida de Tóquio. E, tinha de admitir, outra vez Shikamaru estava certo: ele era uma máquina de destruir carros.

XXX

Bufando, Hinata e Naruto permitiram-se cair no tapete alaranjado da sala. Finalmente a cozinha estava livre de toda a pasta feita com cenoura que espalhara-se pelo local. Virando a face serena, porém levemente divertida pela bagunça que tornara-se também a limpeza, Hinata olhou para o loiro, que ainda tentava retirar os resquícios de cenoura do cabelo.

_ Vou ter que tomar um banho para isso sair... – disse Naruto, desistindo de dedilhar o cabelo.

_ Nem acredito que conseguimos limpar tudo! – exclamou Hinata, sorrindo.

_ Olha, eu prometo que nunca mais tento fazer um bolo na vida... – garantiu o loiro, jogando as mãos para o alto em sinal de promessa.

_ Sabe quem está parecendo? – interrogou Hinata, virando-se de frente para Naruto, que tinha os pés sobre o sofá creme, o qual haviam feito tombar para trás após caírem sobre ele.

Desviando os olhos à ela, Naruto concentrou-se no rosto da Hyuuga. Os cabelos azulados dela também tinham resquícios de cenoura, assim como a blusa de coloração branca, com detalhes em anil.

_ Minhas amigas. Uma delas, a Sakura, derrubou uma travessa de torta de chocolate do décimo andar do prédio em que ela mora. E não queira saber o fim que o assado levou. – contou Hinata, gargalhando. Se a rosada ouvisse o que estava dizendo, certamente já tinha rebatido e, como sempre, colocado à culpa na Yamanaka, que trombou com ela no dia do ocorrido.

Rindo, Naruto perguntava-se a respeito da tal Sakura. Hinata ainda não havia falado muito a respeito de suas amizades, apenas do primo, cujo ser já havia ganhado um carinhoso apelido por parte do loiro: “o almofadinha”.

_ Você não comentou muito sobre suas amigas... Elas são da metrópole como você não é? – deduziu o Uzumaki, colocando os braços preguiçosamente atrás da cabeça.

_ Sim... Na verdade, não tenho muitas amigas. Apenas duas: a Sakura, e a Ino. Elas vieram comigo, também estão hospedadas no hotel. – revelou a Hyuuga, simplesmente, tomando toda precaução para não dizer nada que pudesse comprometer a missão.

Exibindo um largo sorriso, Naruto voltou o olhar ao sofá. Ela não estava só em Konoha. A Hyuuga era muito misteriosa, não sabia realmente qual o motivo que a trazia a uma cidade tão sem atrativos quando comparada a metrópole, mas, agora, ele já tinha um palpite: elas certamente deveriam estar de férias, a descansar dos desprazeres das cidades a todo vapor.

_ Gostaria de conhecê-las. Se são suas amigas, devem ser excelentes pessoas. – afirmou Naruto, sorrindo.

Não inibindo a surpresa, Hinata emitiu também um doce sorriso. Ele era mesmo o mais simples dos garotos, gentil, divertido e radiante.

_ São sim, só a Ino que é... Bem... Ela é bem... Diferente das garotas daqui. Mas é uma amiga incrível. – assentiu Hinata.

_ Diferente? – questionou o loiro, curioso.

Ajeitando a curta franja sob a testa, Hinata perguntava-se como poderia explicar a um morador de uma cidade de mulheres tão recatadas, que a amiga loira costumava vestir roupas chamativas e curtas. Além do mais, totalmente ao contrário das moças de Konoha, Ino sempre despertara o desejo de todos os homens que olhavam-na. O único, como a amiga contou há alguns dias, que não olhava-a daquela forma era o tal alvo: Sabaku no Gaara. A Hyuuga temia dos reais ideias do ruivo, Ino não fazia contato há algum tempinho e, já estava preocupada com isto.

_ É... A Ino não aprecia se vestir como as moças daqui. – resumiu Hinata, a fim de findar o assunto. _ E você Naruto? Porque gosta tanto de laranja?

XXX

Os olhos verdes, carregados em desespero, assistiam a cena incrédulos e assustados. Ino concentrava-se na tarefa que realizava, mantendo carícias leves no abdômen de Gaara, em uma tentativa de fazê-lo se acalmar e relaxar. O ruivo se debatia, amedrontado mediante ao que seu próprio corpo lhe dizia, respondendo ao contato ousado da Yamanaka, que deliciava-se com o que fazia. A loira não continha-se, compenetrada em arrancar mais gemidos roucos de Gaara, que o fazia sem ter alternativas. Sua respiração estava além de descompassada, faltava-lhe ar, e ele arfava continuamente, tremendo. Sentia seu corpo queimar, como se o quarto estivesse personificando um deserto escaldante. Jamais havia sentido algo semelhante, algo cujo anseio de prosseguir era tão desesperador. Ino deslizava lentamente a língua pelo membro de Gaara, olhando-o satisfeita pela expressão facial do ruivo, que olhava-a em choque, porém, a cada movimento, a expressão se modificava, como se seu instinto estivesse agindo em conjunto com ela, traindo-o.

Ino via medo nos olhos verdes, então, resolveu tentar mais uma vez fazer com que ele não se preocupasse. Novamente, a contradição era evidente. Em hipótese, quem deveria temê-lo era ela, já que estava provocando um demônio. Mas, outra vez, tudo se invertia. Ele não se mostrava o que em teoria deveria ser e, apenas saber que era a primeira a dar prazer aquele corpo alvo, tão bem trabalhado, era muito mais do que alucinante para alguém como a loira.

Com os olhos e a pele ressoando desejo, Ino ergueu-se, cessando os movimentos que fazia com a boca, no entanto, manteve uma das mãos sobre o membro de Gaara, massageando-o. Não queria que ele parasse de sentir prazer um só segundo.

O ruivo arfava e gemia, rangendo os dentes em protesto a nova e explosiva sensação, que era apresentada a ele de maneira abrupta. Aproximando os lábios do ouvido de Gaara, Ino deslizava a torneada perna envolta da cintura deste, em um roçar apavorante, como mentalmente o ruivo já tentava denominar. Acariciando a mão livre os cabelos escarlate, a Yamanaka sussurrou-lhe:

_ Se acalme... Você irá gostar... Confia em mim?

Gaara se manteve-se em silêncio. Nunca confiara em alguém antes, todos aqueles que o fez, haviam deixado-lhe as correntes. Entretanto, era como se sua mente não conseguisse ligar muita coisa, ou pensar em grande quantidade. Estava queimando. Seu membro latejava, e cada vez que ela deslizava-lhe a mão, uma sensação estranhamente agradável percorria-lhe o corpo, fazendo-o arfar, e almejar urgentemente que ela continuasse, para que recebesse mais.

_ Estou queimando... – argumentou novamente o ruivo, assustado consigo mesmo.

Sentindo a respiração de Ino tão próxima de si, os lábios dela tão perigosamente postos em seu pescoço novamente, Gaara fechou os olhos. Ele queria mais. Não importava o que fosse tudo aquilo. Ele queria desesperadamente mais e, como reflexo de sua agonia, a areia retornava a cama, em grande quantidade, envolvendo as pernas desnudas de Ino.

Mordendo o lábio inferior, coberto por um vivo batom vermelho, a Yamanaka sentia sua calcinha, desta vez vermelha novamente, tornar-se úmida. Eufórica, a loira acelerou os movimentos no membro do ruivo, cuja grossura e extensão surpreendiam-na, e excitavam-na com os delírios de tê-lo em si. Rodeando a ponta, a loira a pressionava, movendo a mão freneticamente até a base, ouvindo os gemidos de Gaara tornarem-se cada vez mais altos.

Erguendo o tronco, a loira retornou ao que fazia. Sentia o ruivo menos tenso, cada vez mais imerso em prazer do que em receio. Travessa, Ino sorria de canto, até que abocanhou o membro de Gaara, causando outro grito por parte dele. Sugando devagar, a Yamanaka segurava a base do membro, já tendo consciência de que não conseguiria colocá-lo inteiro na boca. Gaara sentia seu membro se enrijecer cada vez mais, como se estivesse tomado por dor. No entanto, aquela sensação não parecia-se tanto com a dor. Mas desesperava do mesmo modo e, irritado pela loira estar sugando-o devagar, o ruivo moveu uma das mãos, fazendo com que a areia lhe apertasse mais as coxas. Ele queria mais forte, mais rápido. Deixando um baixo gemido vir-lhe aos lábios devido à pressão em suas pernas, Ino passou a sugar com mais força, não se preocupando em feri-lo com os dentes, era experiente naquela atividade e, nunca ferira nenhum de seus parceiros.

O pênis dele pulsava em sua boca e, ela já poderia jurar que ele iria gozar em poucos instantes. Entretanto, Ino viu-se como pela primeira vez, errada em algo relacionado a sexo. Persistira sugando com força, ouvindo os gemidos sôfregos de Gaara, porém, ele não gozara e Ino sentia-se desfiada a fazê-lo. Jamais vira um homem resistir tantos minutos aos seus lábios, e ela estava disposta a tudo para ganhar o jogo que criara consigo mesma. Retirando a boca do membro do ruivo, a loira ergueu-se, jogando os cabelos de maneira provocativa para trás. Sorrindo em malícia, ela levou uma das mãos ao fecho lateral do justo vestido roxo, abrindo-o devagar.

Nervoso com a lentidão, Gaara direcionara a areia até o vestido dela. Seu corpo ansiava em vê-la. Fechando o punho direito, o ruivo rasgara toda a peça, recebendo um olhar perplexo de Ino, que viu-se somente de lingerie.

_ Se não retirar as outras agora, faço eu mesmo. – proferiu o ruivo rouco, irritado. Seu membro latejava, ele queria livrar-se daquela dor o quanto antes. Se ela fazia menção em retirar o vestido, isso o fazia deduzir que faria o mesmo com a lingerie vermelha. E ele não pretendia esperar todo aquele tempo para que ela lhe aliviasse daquele desconforto infernal.

Ino ergueu uma das sobrancelhas. Era mesmo Gaara? Ela tinha certeza que, em absoluta ciência, ele jamais diria algo assim. No entanto, a irritação dele lhe agradava. Retirando rapidamente o sutiã vermelho, a loira deixou os seios fartos a mostra, os mamilos já túrgidos em desejo. Sorrindo de canto pela forma como ele os observava, curioso, Ino retirou sem esforços a fina calcinha vermelha, atirando-a na direção de onde seu vestido favorito, agora em tiras, estava. Sempre apreciara o efeito que causava nos homens, mas, ter aquela sensação vinda de alguém como Gaara, que não fazia a mínima ideia do que estava fazendo, apenas seguia o que achava prudente, dava-lhe um sabor de vitória. Indo aos lábios dele novamente, Ino beijou-lhe de leve, sentindo que o ruivo retribuía ao seu modo retraído. Jogando os cabelos loiros para trás, a Yamanaka sentou-se sobre o membro de Gaara, que acompanhava a cena assustado. Gemendo, Ino enterrou-se completamente sobre ele, movendo-se lentamente, para que ele que acostumasse com o fato de tê-la sobre si. Fechando os olhos, ofegante, Gaara gemeu, baixo. Era estranho ter seu membro envolvido daquela maneira, estar dentro dela. Eles iriam se fundir? Assustado, abriu os olhos novamente, disposto a pará-la. Mas, a loira movia-se sobre si de um modo viciante, e a face alva dela, um pouco avermelhada, parecia demonstrar a mesma sensação que ele estava a sentir.

Subindo e descendo, a loira permitia-se afundar em prazer. O membro dele era grande, fazendo-a cavalgar mais rápido, estava turva em desejo. Sexo era uma das poucas atividades na vida que poderia afirmar que amava, com todas as letras. Os seios fartos subiam e desciam, e sua respiração já estava tão descompassada quanto à de Gaara. Segurando-se no abdômen dele, Ino não se importava em ter os longos cabelos loiros caídos, desorganizados. Assustado com o pressionar dos corpos, o ruivo observava-a abrir os lábios e gemer, como se aquilo estivesse lhe agradando em um nível extremo. No entanto, ela aparentava estar cansada. Trincando os dentes por senti-la ir mais fundo em seu membro, Gaara reuniu forças, guiando a areia até a fina cintura da loira, rodeando-a para que ela tivesse sustento. Sentindo movimento da areia em sua cintura, erguendo-a, Ino levou as mãos aos próprios seios, que pediam por atenção. Não cobraria aquela atenção por parte dele, tão pouco o arranharia como costumava fazer.

Entretanto, sentir a areia cobrindo-lhe os seios a fez gritar, Gaara não media suas forças. Ela parecia gostar do que ele estava a fazer e, a cada vez ela gemia, o ruivo sentia-se ardendo mais, o membro pulsando. Foi então que ele viu-se obrigado a agarrar os lençóis da cama, rasgando-os em um fechar de punhos, sentia que iria explodir e, assustado, viu-se tomado por diversos tremores, e a sensação que o inundava vir de modo avassalador.

Sentindo-o finalmente gozar, Ino sorriu de canto, sentindo-se próxima de um orgasmo também. Movimentando-se rápida sobre ele mais algumas vezes, a loira se contraiu, sendo salva pela areia que impedia-lhe de cair feio da cama.

Ofegante, Gaara viu-se sem forças para continuar a comandar a areia e, de olhos fechados, soltou-a, ouvindo-a cair ao seu lado. Mil e uma perguntas passavam-se por sua cabeça. Por breves instantes, achou que estivesse a um minuto da morte.

Vendo o tremer, e aparentar estar fraco, Ino acariciou-lhe o rosto, punindo-se por não ter pensado que, antes de tudo, ele havia expelido grande quantidade de sangue e, somente havia tomado um copo de soro e nada mais.

_ Não consigo me mover... – falou Gaara, a voz praticamente inaudível.

_ Desculpe eu... – ia tentando desculpar-se a loira, mas, fora interrompida pelo ruivo.

_ O que foi isso? – questionou Gaara, abrindo os olhos verdes, sentindo toda extensão de sua virilha completamente molhada.

_ Sexo. – respondeu Ino, sorrindo de canto pela expressão interrogativa dele, que manteve-se em silêncio, como se tentasse assimilar cada detalhe.

_ Sexo... – repetiu o ruivo. _ É desesperador... Mas é bom.

Rindo, Ino deitou-se sobre ele, deixando os cabelos loiros caírem sobre o torso alvo de Gaara.

_ É bom sim... – concordou Ino, beijando-lhe carinhosamente na testa.

A inocência dele chegava a diverti-la, encantando-a. Era como se ele visse o mundo de uma maneira completamente particular, única. O homem que transara consigo a pouco, era um menino.

Olhando-o, Ino notou que um filete de sangue escorria do canto dos lábios de Gaara. Aflita, ela sentou-se na cama, temendo que ele estivesse prestes a passar mal novamente.

_ Gaara... Está se sentindo bem? – perguntou Ino, erguendo-o pelos ombros.

Gaara respirava com dificuldades, ouvindo a voz gritar em sua cabeça, assustando-o. Ele não queria machucá-la, não queria fazer o que a voz lhe ordenava. Levando uma das mãos aos cabelos, ele grunhiu de dor. Seu estômago estava revirando outra vez. Não importando-se com a nudez de ambos, Ino o abraçou.

_ A voz não gosta de você. – contou Gaara, receoso, apoiando a cabeça no ombro da Yamanaka.

_ E quem disse que eu gosto dela? – indagou Ino, tranquila, acariciando as costas do ruivo.

XXX

Sentadas em uma mesa afastada da única cafeteria de Konoha, Sakura e Hinata sorviam-se de duas xícaras de chá com creme e ervas, aguardando Ino que, como já era de se esperar, estava mais de trinta minutos atrasada.

Observando o traje da rosada, Hinata perguntava-se mentalmente onde ela havia comprado aquele vestido de seda vermelha tão... Imperioso. Não fazia o estilo da amiga, sempre prática, fã de roupas leves, jeans e principalmente de tudo que pudesse conter a cor rosa cerejeira, como a de seus incomuns cabelos.

_ Sakura... Que mal lhe pergunte mas... Você já tinha esse vestido? Nunca o vi antes! – manifestou-se Hinata, tomando um singelo gole de seu chá. _ Mas é muito bonito. – completou a Hyuuga, sincera.

Suspirando, Sakura mal acreditava que estava tendo mesmo que usar aquela peça. O vestido que pertencera à mãe de Sasuke. E que, pelo modo como ele havia lhe entregado, aparentava significar muito para ele.

_ Esse vestido é da mãe do Sasuke, ele me emprestou. – revelou a Haruno, tentando evitar ao máximo o motivo do empréstimo até que Ino chegasse.

A Haruno estava insegura, temendo a reação das amigas. No entanto, ela sempre contara tudo as duas, não poderia esconder nada, principalmente pois envolvia a missão e, como agente, tudo que ainda lhe restava era ser íntegra e buscar um caminho a seguir.

_ Nossa... Ela deveria mesmo ser uma mulher de muita classe. Todos na rua estavam te olhando por conta desse vestido. – comentou Hinata, olhando em direção a entrada da cafeteria para ver se avistava a silhueta de Ino.

_ Eu percebi... – disse a rosada, analisando a amiga de cabelos azulados.

Hinata também aparentava estar insegura, como se tivesse algo a contar. Todavia, sabia que a Hyuuga jamais a ultrapassaria. Ao contrário de si, Hinata era muito mais prudente e, por mais que não quisesse admitir, muito mais recatada. As duas haviam convocado aquele encontro e, Ino havia respondido, dizendo que estava a caminho. Havia a grande distância da tal propriedade de Suna até Konoha, no entanto, a loira estava demorando demais.

_ Desculpem-me Hina e testuda! Tive que passar na farmácia para comprar uns remédios para o Gaara. – saudou Ino, sorridente, sentando-se ao lado de Sakura. _ Pediram algo para mim?

_ Claro que não sua porca folgada! Tem é que nos agradecer por ainda estarmos aqui te esperando. – falou Sakura, observando que, ao contrário do que imaginava, a amiga não estava vestindo seu “vestido favorito” e sim, um vermelho que, na opinião da Haruno, era ainda pior no quesito descrição.

_ Ino... Porque teve de comprar medicamentos para ele? – perguntou Hinata, intrigada.

_ Gaara não anda muito bem... Lembra que eu contei a vocês que ele vomitava sangue? Então, os vômitos pioraram. – revelou Ino, suspirando em pesar.

_ Nossa! Se for assim nem vai precisar findar a missão... – brincou Sakura, rindo.

_ Será que dá para parar com o deboche Sakura? Ele está com problemas sérios! – rebateu Ino, olhando para a amiga de modo repreensivo.

_ Okay... Parei... Nunca te vi tão nervosa assim Ino, não imaginava que fosse defendê-lo. – afirmou Sakura, analisando a loira.

_ Mas eu irei, até essa missão acabar... Eu irei... – decretou Ino, séria.

Hinata deixou a face se empalidecer, soltando uma exclamação. Neji havia chamado vinte e sete vezes em seu comunicador!!!

_ Meninas! Estamos encrencadas! Neji tentou fazer contato vinte e sete vezes!! Algo sério deve ter ocorrido!!! – exclamou Hinata, mostrando a tela do comunicador para Sakura e Ino.

_ Não esquenta não Hina, deve ser mais um dos chiliques do teu primo. Isso não é importante agora. – disse Ino, dando de ombros.

_ Sem querer desacreditar na credibilidade do Neji, eu concordo com a porquinha. Isso está me parecendo mais um dos ataques dele porque bateu o carro. De novo. – posicionou-se Sakura, tomando um gole de seu chá.

_ Tem certeza? E se algo sério aconteceu? – interrogou Hinata. Temia que algo estivesse ocorrendo com seu primo ou com a agência.

_ Lógico que isso é chilique dele amiga! Se fosse coisa séria mesmo o Shikamaru quem estaria entrando em contato conosco. – argumentou Ino, acenando para um dos atendentes. Ela estava faminta. Comera apenas biscoitos antes de deixar a casa do ruivo.

_ Hinata... Ino... Eu tenho algo muito importante a contar. – assentiu Sakura, respirando fundo.

Com os olhares da loira e da Hyuuga sobre si, Sakura iria contar tudo. No entanto, Hinata também decidiu se pronunciar:

_ Eu também tenho que contar algo a vocês.

Olhando-as, Ino perguntava-se o que de tão grave estava ocorrendo para ocasionar aquelas caras de receio.

_ Nossa... Estão me assustando. O que houve? – indagou a loira, colocando os braços alvos sobre a mesa de madeira polida.

Agarrando as unhas na toalha branca da mesa, Sakura ergueu a cabeça. Tinha de contar, precisava de conselhos, além do mais, agora, que tudo já havia sido feito, não tinha porquê algum de não revelar.

_ Transei com o Sasuke. – disse Sakura, diretamente, encarando os olhos perolados a sua frente, incrédulos, e os azuis, inalterados.

_ Ah por favor Sakura! Eu aqui já pedindo a Kami-sama para que não fosse algo comprometedor a missão e você fazendo drama por isso? – indignou-se Ino, ajeitando a franja que caía-lhe sobre um dos olhos de modo costumeiro.

_ E isso não é comprometedor a missão, Ino?! Se alguém da agência ficar sabendo corro sério risco de ser demitida e ainda banida de qualquer outra agência no mundo!! – argumentou Sakura.

_ Só vão ficar sabendo se você contar, porque eu e a Hina jamais te entregaríamos e outra, também fui para cama com o Gaara e não me arrependo. Tão pouco estou perdendo os cabelos por isso. Ah não! Essa mania de vocês duas de fazerem um estardalhaço por nada está ficando cansativa sabia? – pronunciou-se Ino, recostando-se a cadeira, suspirando.

_ Ino não é tão simples assim! – exclamou Sakura, irritada com a atitude despreocupada da loira.

_ Claro que é! E você Hinata? O que iria falar? – lembrou-se Ino, voltando-se para a Hyuuga, estática, ouvindo e assistindo a discussão.

Assustando com a referência a si, Hinata se recompôs. Não sabia no que menos acreditava, se era que Sakura havia passado a noite com o Uchiha ou que Ino havia feito o mesmo e não preocupava-se com isso. E agora? Ela iria contar que havia beijado Naruto, mas, diante das informações cedidas, não sabia mais se deveria contar.

_ Nada... Não era nada. – mentiu timidamente a Hyuuga._ Não estou acreditando no que vocês fizeram...

_ Eu também não Hinata... – suspirou Sakura, olhando para as próprias vestes.

_ Parece que alguém está aqui para te buscar Hina... – comentou Ino, identificando o tão falado “Naruto” na porta da cafeteria, olhando-as.

Virando-se, Hinata sorriu. O que ele fazia por ali? Assim que ela cruzou-lhe o olhar, Naruto sorriu largamente, adentrando o local e aproximando-se da mesa.

_ Estava indo até a lanchonete, não vai hoje? – perguntou o loiro.

_ Vou sim... Aliás, estou atrasada! Naruto... Estas são minhas amigas Sakura e Ino. – apresentou Hinata, levantando-se da mesa, sorrindo docemente.

Com breves acenos de cabeça, os três cumprimentaram-se. Olhando na direção da tal “Ino”, o loiro parecia finalmente compreender o motivo de Hinata denominá-la como “diferente”. Ele jamais havia visto uma moça como ela. De face angelical, porém, de corpo completamente tentador. Aliás, ambas as amigas da Hyuuga eram “diferentes”. A tal Sakura tinha cabelos em coloração rosa, algo que ele nunca nem se quer imaginara.

XXX

Sentado sobre a janela, Sasuke ouvia cada passo desferido por ela. Porque estava voltando ao Distrito Uchiha? Ela não estava fugindo dele? Deixando-o? Porque voltava? Intrigado, ele respirou fundo. Ela havia estado com duas mulheres, cujo perfume de uma enganara-o, fazendo percorrer os telhados da cidade até onde ela se encontrava. A loira de vestes vermelhas tinha o perfume forte, marcante, que havia deixado-o possesso em raiva, imaginando que o aroma vinha da rosada. Não era um perfume masculino comum que vinha dela, e sim um perfume semelhante ao dele... Como se ela estivesse previamente marcada por alguém... Como ele.

Impossível. Certamente estava tão retirado de seus eixos que, havia perdido o controle por completo outra vez, vendo-a passar por aquela porta dizendo que precisava sair. Uma barreira, também masculina, havia surgido entre elas, no entanto, fora embora rapidamente e, junto de uma delas. Poderia jurar que já havia sentido aquela barreira antes. Mas, não sabia quando ou onde. Sua mente não estava trabalhando com a coerência natural.

Deixando os olhos vermelhos desaparecerem, Sasuke cerrava os punhos, sentindo-a cada vez mais próxima. Ela tinha colocado o vestido de sua mãe, que ele havia lhe cedido. Saíra sem dizer muito e, agora voltava. Não conseguia compreender. Ela queria fugir dele, porque não estava o fazendo?!?!

Olhando todo o quarto de seu irmão, o Uchiha avaliava o estrago feito assim que a Haruno deixara a casa. Todo o quarto havia vindo abaixo, nada havia sobrado. Ela havia apreciado tornar-se dele, então porque fugiu?! Ela realmente não tinha ideia do que poderia causar nele tendo atitudes como aquela.

Adentrando silenciosamente o quarto, Sakura encarou o ambiente em completa surpresa e choque. O que havia ocorrido com aquele cômodo?! Tudo estava destruído. Erguendo os olhos verdes na direção da janela, ela pôde avistá-lo, de costas, ignorando sua presença. Sabia que ele já deveria ter dado-se conta que ela estava no quarto. Aproximando-se, Sakura tentava reavaliar seus ideais. Ela havia decidido. Havia optado por permanecer ali, com ele, até que conseguisse recuperar novamente o foco da missão. Não poderia abandoná-lo, não depois de ter entregado-se a ele e, principalmente, de ter visto alguém tão imperial como ele, chorar. Ele tinha um grande temor, e ela havia tocado em sua maior ferida. Ino tinha razão, ela deveria se explicar.

_ Não iria fugir? – indagou o Uchiha, impassível, virando-se na janela para encará-la.

_ Eu lhe prometi que não faria isso. Sou uma mulher de palavra. Eu... Apenas fui ver minhas amigas. – se manifestou a rosada, segura, sentando-se ao que restara da luxuosa cama do quarto.

Pulando da janela, Sasuke caminhou a passos lentos, colocando-se a frente de Sakura.

_ Você iria fugir. Eu vi isso em você. – afirmou o Uchiha, encarando os olhos esmeralda dela. Olhos que o fizeram sentir as mais diversas sensações.

_ Sasuke eu... Desculpe-me. Não sei o que houve comigo... – ia explicando-se a Haruno, mirando os tacos partidos do chão, porém, o Uchiha não a deixara terminar suas explicações.

Erguendo-a com brusquidão, Sasuke prensou-a violentamente contra a parede, segurando-a no ar, envolvendo as pernas alvas de Sakura em sua cintura.

_ Repita o que disse. – ordenou Sasuke, o tom de voz grave, sensual.

Arfando, Sakura encarava os olhos ônix a centímetros dos seus, sentindo o calor que emanava dos lábios do Uchiha.

_ ... E-Eu não vou fugir. – garantiu Sakura, trêmula.

Sorrindo de canto, Sasuke soltou-a, vendo-a cair ao chão.

_ Isso basta. – afirmou o Uchiha, dando as costas a rosada e encaminhando-se a porta do quarto. _ Agora tome um banho. Não quero o perfume da sua amiga loira em você. Ela pertence a outro.

“Pertencer?” questionou-se mentalmente a Haruno, não pensando duas vezes e correndo em direção a suíte do quarto, olhando-se no espelho. Abaixando as mangas do vestido, Sakura detectou uma marca arroxeada em seu ombro esquerdo. O que era aquilo?!

XXX

Gaara encarava a seringa nas mãos finas de Ino, ao seu lado. Ele não gostava de agulhas.

_ Você não pode continuar a passar mal todos os dias Gaara... Até agora a pouco estava com febre, e ainda está fraco. Olha... Se me deixar aplicar os remédios eu prometo que faço outra travessa de gelatina. E também podemos fazer sexo de novo amanhã. – insistiu Ino, utilizando dos últimos recursos que lhe vinham a mente para que o ruivo aceitasse a medicação.

Ouvindo-a com atenção, Gaara soltou-lhe as mãos. Ele realmente havia gostado das gelatinas feitas por ela, sobretudo as de morango e uva, pelo qual ela havia feito em formatos diferentes das demais. Também, havia apreciado fazer sexo com a loira, no fim, tudo havia sido muito agradável.

Sorrindo, Ino colocou-se atrás dele, bem acomodada no sofá que ela, por acidente, havia descoberto ser também uma espécie de sofá cama. Iria ao menos tentar fazê-lo adormecer aquela noite, ele estava com o aspecto físico a cada dia mais cansado e, talvez fosse melhor que ele dormisse longe do quarto, do local em que ele era deixado sozinho, acorrentado por dias. Injetando a primeira medicação no braço do ruivo, a loira lembrava-se de todas as recomendações do farmacêutico que, para um profissional de uma cidade bem distante, tinha muitos conhecimentos. Gaara precisava de uma boa quantidade de ferro no organismo para repor todo o sangue que estava a expelir há dias. Além disso, talvez assim o demônio tivesse mais alimento, não ferindo-o constantemente. Retirando cuidadosamente a agulha, Ino logo colocou um pequeno curativo sobre o local, abrindo a outra seringa, cujo tranquilizante auxiliaria o ruivo na tarefa de dormir.

Repetindo o procedimento no outro braço, a loira secou uma lágrima que caíra do rosto de Gaara, que suspirava em alívio pela retirada da segunda agulha. Ele definitivamente não gostava de agulhas, elas o faziam ter lembranças horríveis, que traziam dor.

_ Pronto... Hoje nós vamos dormir por aqui mesmo. – afirmou Ino, sorrindo divertida enquanto afofava o travesseiro atrás de si e entregava a pelúcia de Gaara ao ruivo, que não compreendia o motivo daquela escolha.

_ Porquê? – questionou Gaara, desentendido.

_ Vou ajudá-lo a dormir hoje... E naquele quarto acho que não teria chance alguma. – revelou Ino, acomodando-se com o tronco recostado ao travesseiro, e ajeitando a camisa branca que trajava, também do ruivo.

_ Não durmo. Não sei quantas vezes já lhe disse isso. – assentiu Gaara, cabisbaixo. Fazê-lo dormir nem mesmo ela conseguiria. Ele não dormia há muitos anos.

_ Mas você pode ao menos tentar... – argumentou Ino, guiando-o para o travesseiro em seu colo. Deitando-o com cuidado, ela puxou o grosso cobertor, cobrindo a ele e a suas pernas, que estavam ao alcance dos braços dele. _ Eu estou aqui. Nada vai te acontecer.

As palavras dela pareciam conter uma certa garantia e, deixando-a envolver os braços em seus ombros, o ruivo suspirou, receoso. Ele sempre ia para mundos terríveis quando não seguia o que a voz lhe dizia e, acabava dormindo. Não queria passar por aquilo novamente. No entanto, tê-la ali, com ele, fazia-o ter uma pontada de coragem.

XXX

Hinata e Naruto estavam a caminho de Konoha novamente. A lua brilhava no céu estrelado, iluminando o caminho até a casa do loiro. A Hyuuga havia aceitado passar a noite lá novamente, com Sakura na casa de seu alvo, ela temia dormir sozinha naquele hotel um pouco afastado das demais casas do início da cidade.

Naruto notava-a distraída, o que ela estaria pensando? Ela olhava na direção da lua, admirando-a como havia admirado na noite anterior. Era como se o sabor adocicado os lábios dela sobre os seus ainda estivesse recente. Maroto, o loiro pegou-a no colo repentinamente.

_ Naruto! O que está fazendo?! – assustou-se Hinata, vendo-o sorrir.

_ Assim chegamos mais rápido. – afirmou Naruto, deixando o radiante sorriso contaminá-la.

Notas finais
Gostaram??? Kisses, Nita.