– Tá formigando. – Jason reclamou.

– Mas é claro que tá formigando, você passou meses petrificado. Esperava o que?! – exclamou Thalia.

– Não se preocupe senhor Grace, já vai passar. – o doutor Yew falou.

As mandrágoras só vieram ficar prontas faltando três meses para o fim do ano letivo, ou seja, em Março. Dois meses após Percy, Tyson e Annabeth derrotarem Píton, Polifermo e Gaia. Após a notícia da morte do basilisco vazar no Profeta Delfos Diário, Júpiter voltou como diretor da escola e logo Quíron foi solto de Alcatraz. Silena foi considerada inocente e seu envolvimento foi mantido em segredo. O único lado bom de toda essa história é que Beckendorf tomou vergonha na cara após achar que ela seria presa e a pediu em namoro. Era uma manhã no começo de Março quando Lee Fletcher, Jason Grace e Frank Zhang recobraram a consciência e voltaram a si. Além dos pais dos alunos, também estavam na enfermaria Leo, Piper, Hazel, Annabeth, Grover, Thalia, Luke e Percy. O diretor Júpiter estava conversando com a professora Ceres perto da porta.

– É bom te ver se mexendo, filho. – Zeus deu um meio abraço em Jason.

– Obrigado pai. E a mamãe? – ele perguntou ainda com formigamento pelo corpo.

– Ela não foi avisada do que aconteceu. – Zeus disse.

– Ou seja, não mencione nada. – Hera respondeu com raiva, ela odiava a mãe dos enteados.

Jason concordou com a cabeça. Ao contrário de Thalia, ele até que gostava da madrasta, mesmo que o sentimento não fosse recíproco. Marte e Emily Zhang estavam conversando com Frank, enquanto Hazel estava sentada ao lado do amigo apenas observando. Leo e Piper estavam perto de Jason, esperando que Zeus e Hera parassem de falar com o menino para que eles pudessem pedir desculpas. Thalia saiu do lado do irmão e foi se sentar ao lado de Luke. Ele, Grover, Percy e Annabeth estavam sentados em uma maca comendo doces. Sally ficava mandando várias mensagens de Íris desde que Minerva avisou do que havia acontecido, mas ela não teve tempo de ir para a escola dar um abraço no filho. Até que Percy estava feliz com a mãe coruja, era melhor isso do que ficar de castigo. Poseidon ainda continuava ignorando o filho.

Naquela mesma noite Frank e Jason já estavam jantando juntamente com todos no salão principal e o boato que corria entre os alunos era de que Febo Yew não voltaria no ano seguinte, ele havia alegado que os alunos da escola eram doidos demais. A suspeita de Percy de que Leo e Piper haviam brigado com Jason porque o loiro não os levou na “missão solo” no ano anterior foi confirmada na enfermaria quando o trio fez as pazes. Grover disse que havia se vestido de noiva porque ele encontrou Polifermo (e não o basilisco como Annabeth pensou) no corredor da escola quando foi procurar o livro da loira e correu do ciclope, indo para numa tal de Sala Precisa e se fantasiou de “dama ciclope” para não ser devorado. Depois que Polifermo o levou ao Bunker, ele tentou fugir usando o labirinto de canos, mas não teve muita sorte e logo começou a ser seguido pela Píton. E o resto todos já sabiam.

– Atenção, por favor. – Minerva disse batendo com a colher no copo.

Os alunos pararam de jantar e olharam para o diretor Júpiter, que estava na frente da mesa dos professores, atrás do púlpito de ouro com desenhos de águias.

– Gostaria de dar boas vindas aos alunos Franklin Zhang e Jason Grace, acima de tudo. – Júpiter disse com a mesma expressão serena de sempre e um sorriso no rosto. – E também de dar os parabéns dignos aos alunos Annabeth Chase e Perseu Jackson.

A escola bateu palmas e Frank deu um abraço de urso em Percy na mesa da Lufa-Lufa. Enquanto tentava não morrer com o abraço do amigo, ele olhou para Annabeth na mesa da Corvinal, as irmãs Ramírez-Arellano e as irmãs Gardner parabenizavam a loira, assim como os demais alunos da casa. Dakota já estava quase pulando feito uma pipoca por causa do Tang e ficava apontando para Percy, enquanto Will e Chris caiam na risada.

– Em virtude a tudo que aconteceu esse ano, a escola tem um presente para vocês. – Júpiter sorriu. – As provas finais foram canceladas.

Os alunos de três casas explodiram de alegria. O pessoal da Corvinal não pareceu gostar muito dessa história. Percy se virou para olhar novamente para Annabeth e viu Thalia erguendo o cálice que ela estava bebendo para ele, um sinal de agradecimento, o menino concordou com a cabeça e depois piscou. Ninguém mais acreditava nessa história de Cronos e ninguém também sabia de Gaia, o que fez com que todos parassem de achar que os descendentes de Cronos fossem maus. No dia seguinte, depois da aula de transfiguração, Clarisse puxou Percy pelo colarinho para um corredor deserto e deu um tubo de ensaio tampado com sangue dentro.

– Ah... valeu. Mas pra que é isso? – ele disse assustado.

– Blackjack me contou o que ele e Tempestade fizeram. Avisaram você e o Grace sobre os perigos da escola. E ainda assim você veio e salvou o Frank. – ela parecia que ia vomitar. – Obrigada.

– Achei que odiasse seu sobrinho. – ele se surpreendeu.

– Não sou um monstro igual ao meu pai, Jackson. Não queria que ninguém se machucasse. Para ser sincera, eu procurei pelo Bunker Secreto desde que o Fletcher foi petrificado, mas não achei nada. Fiz aquela cobra aparecer porque achei que ela poderia me apontar para o herdeiro da Sonserina. Afinal, naquela tarde só tinha primeiro e segundo ano, os mais prováveis a terem algum parentesco com Salazar. – ela explicou.

Percy não sabia o que falar. Clarisse nem sequer parecia ela mesmo.

– Como você e a Chase conseguiram se transformar no Mark e no Sherman eu não faço a mínima ideia. Mas naquele momento eu sabia que não estava sozinha na busca e fico feliz que vocês conseguiram. É sério.

– Tempestade e Blackjack são do seu pai, não é? – ele disse ao se lembrar de que o pégaso falou que só poderia ser livre se seu dono o desse um pouco de seu sangue.

– Blackjack sim. Tempestade é um amigo dele, espíritos da natureza não podem ser domados. Pégasos sim. Cresci vendo papai maltratar o coitado e bem... creio que agora posso conseguir libertá-lo. Faça com que meu pai dê esse tubo para Blackjack, já passou do tempo dele ser livre. – ela deu de ombros e começou a andar para longe dele.

– Clarisse. – Percy chamou e ela olhou para trás.

– Sim?

– Se quiser que as pessoas parem de te chamar de monstro, então é só parar de implicar com os nascidos trouxas e os novatos. – ele disse segurando a raiva pelo que ela fez com Annabeth.

Ela apenas balançou a cabeça positivamente e continuou andando. Mas tarde, Ares foi à escola juntamente com outros Aurores para certificar que o Bunker Secreto continuasse fechado. Percy correu até o pátio de entrada, onde o pégaso havia sido preso a uma pilastra por seu dono. Annabeth estava vigiando o portão de entrada do castelo para caso alguém viesse, o menino usava o boné dos Yankees e conseguiu colocar o tubo de ensaio preso na cela de Blackjack sem que o animal notasse. Correu em direção à amiga e eles foram o mais rápido possível até o salão principal.

– Obrigado pela ajuda, Ninguém. – ele disse devolvendo o boné a ela.

– Já disse para parar com essa brincadeira estúpida. – irritou-se.

– Ah qual é Annabeth, quantas pessoas podem dizer que seu apelido é Ninguém? – ele zombou.

Ganhou um murro no braço por causa disso. A garota se surpreendeu quando ele contou da conversa com Clarisse e do plano para libertar o pégaso, Annabeth nunca pensou que a filha de Ares tivesse um coração. O que nenhum dos dois entendeu foi como Blackjack soube que a escola enfrentaria esse problema com a Píton. Percy voltou a ver Tyson várias vezes, assim como Annabeth e Grover; o quarteto era meio estranho, mas sempre se reuniam para alguma brincadeira. Que incrivelmente sempre acabava em Percy fazendo algo ganhar vida, ou Grover colocando todos para dormir sem querer, ou Tyson molhando todo mundo (e sempre sobrava para Quíron), mas no geral, eram uma boa equipe. A Sonserina ganhou no Quadribol naquele ano enquanto a Grifinória ganhou a Taça das Casas. No último dia de aula, a alegria era geral, já que todos foram aprovados em todas as matérias graças a não existência das provas finais para reprovação.

No trem, Percy viu Jason, Leo e Piper se divertindo em uma cabine enquanto a pomba da menina tentava atacar os sapos de chocolate de Leo. Ele também viu Silena e Beckendorf se pegando em outra cabine. Frank, Hazel, Reyna, Dakota e Gwen estavam bem concentrados jogando Mitomagia. Will, Connor, Travis, Jake Mason, Chris e Luke pareciam estar fazendo um jogo musical. Clarisse, por incrível que pareça, estava na mesma cabine que Thalia, Hylla, Katie e Miranda, falando sobre sabe-se lá o que. Percy terminou dividindo cabine com Annabeth; era estranho não estar mais com Tyson e Grover (principalmente com a brincadeira do “lá vem à noiva” que eles tanto zombavam). De certa forma, era estranho estar sozinho com Annabeth, mesmo eles tendo passado o ano inteiro juntos. Antes de embarcarem, Clarisse o havia dito que Blackjack foi libertado e que Ares estava furioso, pois não fazia ideia de como uma amostra do seu sangue foi parar na cela do pégaso.

– Sobrevivemos. – ela disse quando avistou as luzes de Londres.

Eles haviam ido à viagem toda em silêncio. Mais da metade do tempo, ambos estavam com as bochechas coradas.

– Pois é. – ele forçou um sorriso. – Você destruiu Gaia e eu conseguir ganhar um jogo de Quadribol.

– Talvez milagres sejam possíveis. – ela riu.

– EI! – exclamou.

Após a crise de riso terminar, um silêncio constrangedor ocorreu. Por que será que ultimamente estava ficando difícil conversar com ela?

– Vou sentir sua falta. – ele disse desviando o olhar.

– Eu também vou sentir sua falta, Cabeça de Alga. Mas você vai para o meu aniversário, não é?

– Claro! Já até anotei no meu calendário: dia 12 de Julho, o dia de ter que te aturar falando de arquitetura por umas doze horas! – implicou.

Ela fez uma careta e riu. Os Jackson moravam ao sul da Inglaterra, numa praia deserta. Os Chase moravam em Londres, na Vila Olímpia. O bairro mais rico, antigo e nobre do Mundo Mágico. Com exceção dos Jackson, as demais 11 famílias principais moravam lá.

– Eu não sabia que você era descendente de Rowena Corvinal.

– Há um motivo para as 12 famílias terem uma “casa certa” em Hogwarts, Percy. Não é só tradição, é sangue. De certa forma, as 9 famílias se envolveram com os descendentes dos 4 fundadores em algum ponto da história depois da fundação de Hogwarts. Sou descendente muito longínqua de Rowena Corvinal, por parte de mãe... você sabe que o sobrenome original da minha família não é Chase, certo?

– Ah... já ouvi falar de algo assim. – ele mentiu, não fazia ideia do sobrenome original da família dela.

– As nove famílias se originaram de uma única pessoa, Percy. De certa forma, nós somos parentes longínquos. Há umas 20 gerações passadas, mais ou menos. O verdadeiro sobrenome da minha família é Palas.

– Como a sua coruja irritante?

– Minha coruja não é irritante. – ela exclamou. – Mas o sobrenome da minha família é Palas.

– Então de onde veio o Chase?

– É o sobrenome do meu pai, seu idiota. Quando se casam no civil, geralmente a mulher adota o sobrenome do marido. Minha mãe não fez isso, ela ainda se chama Atena Palas, mas eu e meu irmão temos o sobrenome do meu pai e é esse sobrenome que vai ser passado adiante. Assim como Afrodite.

– Afrodite? – ele franziu a testa.

– É. Quando ela se casou com o pai da Silena, ela mudou o sobrenome para Beauregard. Depois do divórcio, ela voltou a usar o sobrenome verdadeiro de sua família, Swan. Quando ela se casou com Tristan McLean, adotou o sobrenome dele.

– O sobrenome verdadeiro da família da Piper é Swan?

– É.

Percy parou para pensar no pouco que sabia das 9 famílias. Pelo visto, Annabeth sabia muito mais que ele. Mas isso não era novidade. Quando o trem desembarcou na estação, foi uma agitação geral entre os alunos, amigos se despedindo, lágrimas, últimas fofocas, últimos beijos e abraços dos namorados, últimas pegadinhas e brincadeiras. A maioria só iria se ver dentro de um ano. Thalia e Jason logo encontraram Hera, que tinha a mesma cara de enjoo eterno. Frank logo viu os pais e quase puxou Hazel e Plutão Levesque para falarem com eles. Os três filhos de Hermes pregavam as últimas peças nos colegas e Luke quase levou um choque de Thalia quando a atingiu com um feitiço que soltava tinta de paintball. Percy e Annabeth conversavam já na parte trouxa da estação, com suas malas e bichinhos de estimação.

– É sério, Nemo já tá conseguindo cantarolar. – ele sorriu.

– Di Immortales, Cabeça de Alga! Peixes não podem cantar! – ela exclamou.

– Perseu. – uma voz séria o chamou.

O casal de virou e deram de cara com Poseidon. Usando uma bermuda de surfista marrom, camiseta de pescador colorida e sandálias de couro; parecia que ele não se barbeava há dias. O olhar sério e o rosto impetuoso... Percy nunca havia visto o pai assim.

– Eu... eu vou procurar meus pais... – Annabeth disse com medo do biólogo. – Até mais Percy.

– Tchau. – ele forçou um sorriso.

Foi doloroso ver Annabeth caminhar na direção contrária a ele. Percy sabia que a veria novamente no aniversário de treze anos da menina, mas ainda assim, seu coração ficou apertado ao vê-la indo embora. Poseidon começou a caminhar em direção ao estacionamento e o rapaz o seguiu. Havia quase dois anos que eles não se falavam. A viagem de duas horas de volta até a casa dos Jackson ia ser o tártaro. O carro da família, um Logan azul, parecia que havia acabado de ser comprado. Percy teve que colocar as bagagens sozinho no porta-malas e depois foi para o banco detrás, com o aquário com Nemo em mãos. Pela primeira hora, o silêncio foi mortífero.

– Pai. – Percy chamou.

– Que foi. – ele respondeu com desgosto.

– Eu conheci um menino na escola. Ele é super legal. E... e disse que é meu primo. – falou com um nó na garganta.

– Nico di Angelo, creio. – Poseidon pareceu irritado. – Seu tio Hades disse que mandaria os filhos para Hogwarts esse ano, mas eu achei que era mentira. Afinal, a escola só aceita alunos nascidos na Grã Bretanha. Bianca e Nico são italianos.

– Meus primos se chamam Bianca e Nico? – ele estranhou.

– Sim. E eles parecem duas caveiras. Pelo que seu tio descreveu, acho que os dois entrariam na Sonserina.

Percy então se lembrou do Espelho do Ojesed. Thalia, Jason, Miranda, Katie, ele e os dois irmãos caveira da Sonserina. Ele sabia que Hades tinha tido dois filhos com a italiana Maria di Angelo e que havia ido morar em Veneza com ela antes do primogênito nascer. Só que Hades havia tido um filho chamado Plutão no primeiro casamento. Em todas as festas de família, Hades sempre ia com Plutão e Hazel. Percy nunca havia conhecido os filhos menores do tio. Ele sabia que o professor de poções era casado com Marie Levesque, à mãe de Hazel e de quem ele adotou o sobrenome, que nunca ia para as reuniões familiares porque vivia num manicômio por causa da esquizofrenia. Ele também sabia que tinha uma família complicada. Talvez o espelho o mostrou o que ele sempre quis ter: alguém para brincar. Thalia e Jason não eram tão legais, mas ainda assim eram família. Ele viu as únicas pessoas com quem sua mãe não implicava: seus primos. Mesmo Miranda e Katie também fazendo parte da lista de primos, elas eram mais velhas. Thalia e Jason (possivelmente Nico e Bianca também) tinham a idade próxima a de Percy.

– Na verdade, o nome do garoto é Tyson. – ele engoliu em seco. – E ele é um ciclope.

Poseidon não disse nada. Apenas continuou dirigindo pela estrada escura e fria.

– Ele disse que o nome do pai dele é Netuno. E Thalia disse que o senhor teve um irmão gêmeo chamado Netuno, que nasceu encéfalo.

Percy achou que o pai fosse mandá-lo calar a boca ou deixasse o assunto passar, mas Poseidon só fez suspirar.

– Quando você tinha uns três anos, sua mãe e eu tivemos uma briga feia. Muito feia mesmo. Eu saí de casa e passei um tempo morando com sua tia Deméter. Sally continuou morando lá em casa e cuidando de você. Passamos mais ou menos dois anos separados. Eu sempre ia visitar você nos fins de semana e te levava para o parque aquático. – ele disse triste.

– Eu lembro vagamente disso. – o menino respondeu.

– Nessa época eu passei muito tempo com os meus irmãos. Zeus uma vez me levou para caçar e eu conheci uma ninfa, nos apaixonamos e eu até pensei em pedi-la em casamento, mas perante a lei, eu ainda era casado com sua mãe. A ninfa ficou grávida de Tyson e morreu durante o parto, eu fiquei muito mal com a morte dela e dei Tyson para uma família de gigantes que eu conheci quando estudei em Hogwarts. Eles moravam na floresta proibida e sempre foram grandes amigos meus. Pedi que contassem ao pequeno que meu nome era Netuno. De certa forma, eu acho que... acho que quis dar ao meu irmão algo, já que nem vida ele teve.

Percy não soube o que falar. Pelo espelho do carro, o menino pode ver que Poseidon segurava o choro. O nó na garganta aumentou com cada palavra que o pai disse, Nemo cuspiu na cara dele (pra varear).

– Mamãe sabe de Tyson? – ele perguntou depois de muitos minutos em silêncio.

– Sabe. Ela sempre quis que eu o levasse para crescer com você. Mas você teria tudo que Tyson não poderia ter. Você pode ir para Hogwarts, se formar e ser um bruxo de sucesso. Tyson é só um ciclope, não seria aceito na escola e terá que aceitar um emprego qualquer. – ele disse com certa frustração na voz.

– Por que nunca me contou? – Percy disse com raiva.

– Pelo mesmo motivo que eu só contei a sua mãe e aos pais adotivos de Tyson. Ele é um ciclope, Percy. Um ciclope bastardo. Depois da morte da mãe dele eu entrei em depressão e sua mãe foi a única pessoa que conseguiu me fazer voltar a ser quem eu era. Nós voltamos e continuamos juntos até hoje. – explicou. – Ele foi um erro. E eu não espero que me perdoe da mesma forma que eu ainda não o perdoei por ter quebrado a tradição da família.

– PRO TÁRTARO COM A TRADIÇÃO DA FAMÍLIA! – gritou. – Tio Hades é da Sonserina e ninguém nunca disse nada. Plutão também. Só porque eu não fui pra mesma porcaria de casa que você, tia Deméter, tia Hécate, tio Zeus, Jason e Thalia... isso não dá o direito de você ter raiva de mim! Sou eu filho, caramba! E Tyson também! Ele não é um erro, pai, ele é seu filho! Tyson é meu irmão e eu sou da Lufa-Lufa. E quer saber? Tenho orgulho dos dois!

Poseidon não disse mais nada. Quando chegaram em casa, Percy conversou a sós com mãe (depois dela abraçá-lo e quase matá-lo de tantos biscoitos azuis). Sally confirmou toda a história do marido e pediu que o filho tentasse não causar problemas ou mais brigas. O menino passou a semana seguinte emburrado, mas sua vida melhorou muito quando Blackjack apareceu na varanda da casa dos Jackson agradecendo Percy e dizendo que seria seu companheiro fiel para todo o sempre já que. graças a ele, o pégaso estava livre. O menino nunca conseguiu arrancar do novo amigo como foi que ele e Tempestade souberam sobre Píton e Gaia. Mas não importava mais, porque logo nas férias um novo problema surgiu.