Demacia's Wings

5 Capítulo 4 – Eu não posso cumprir isso.


Notas iniciais
Eu demorei muito, mas muito tempo mesmo para fazer esse capítulo, não só tempo de ficar escrevendo e pensar, tempo de apagar essa fic, fazer todos esquecerem dela para depois continuar. Me perdoem, espero que aproveitem o capítulo, e sempre mantenham os olhos no céu.

– E então a garota que havia feito o contrato, agora estava amaldiçoada, e o que ela havia prometido para seus pais não pode ser comprido, ela agora, estava sozinha em um prédio quase desmoronando, chorando, sozinha, não era para menos, agora ela era uma aberração, seus braços viraram asas e seu corpo agora era coberto de penas, ela tinha virado uma aberração, somente de aparência, porque sua mente, tudo ainda era humano, inclusive seu coração que... Quinn você está ouvindo?

– Ei Caleb, quantas vezes já lemos essa história?

– Muitas e muitas vezes, você não gosta mais dela?

– Não, pelo contrário, eu ainda a amo.

Quinn estava deitada em um canto do quarto, olhando para o teto, sua roupa agora já mais adulta, ainda era feita por sua mãe, uma blusa simples preta, porém de manga longa, e uma calça azul, por cima da blusa havia um manto, ou como ela mesma gostava de chamar, uma capa, essa era azul com algumas bordas e detalhes amarelos, era seu pequeno orgulho.

Já Caleb estava encostado na parede, sentado, não estava realmente lendo para Quinn, e sim para ele mesmo, porém ele sabia que a irmã iria gostar de ouvir, então falava em voz alta à história que muito já havia na estante e foi lida diversa e diversas vezes, usava uma blusa de manga longa azul com detalhes em amarelo, sua calça era preta, e ambos, tanto Quinn quanto Caleb usavam uma bota em tom marrom, a de Quinn tinha um pequeno salto, a de Caleb já era plana.

Caleb guardou o livro, não iria mais lê-lo por enquanto, depois se dirigiu até onde Quinn estava e ficou de joelhos no chão, olhando para o rosto dela, como ela estava de olhos fechados não notou, até que ele deu um leve peteleco em seu rosto.

– Você vai dormir ou vamos ir para além da floresta hoje?

– Vai mesmo me apressar? – Ainda de olhos fechados ela sorriu, Caleb saiu de perto dela para a mesma se levantar.

– Então ande rápido, ou nossos pais não nos deixarão ir, você os conhece tão bem quanto eu e sabe a ideia contrária deles de nós irmos tanto para a floresta quanto para o exército, aliais, tome. – Ele jogou a arma para ela, uma Besta, apesar dele ser contra dela atacar a longa distancia, não poderia negar que ela era bem melhor atacando de longe do que de perto. – Eu dei uma arrumada nela, acho que agora está bem melhor, ande logo ou vamos nos atrasar – Sorriu e saiu do quarto.

Quinn pegou sua Besta ainda de olhos fechados, e somente quando Caleb saiu que a mesma abriu seus olhos e resolveu, por fim, levantar. Apesar de ter se levantado, não se moveu, ela simplesmente ficou olhando as reformas que Caleb tinha feito em sua arma, a linha estava mais grossa e elástica, estava mais detalhado e simplesmente mais forte, como ele havia conseguido fazer isso? Nem ela mesma sabia, mas agora não importava realmente, ela tinha que sair, antes que Caleb chegasse e quebrasse a porta chamando ela.

Ao sair do quarto, Caleb já a esperava na porta, ambos saíram, em silêncio, se os pais os pegassem seria o fim daquele dia.

Chegaram aonde normalmente iriam, eles adoravam aquele lugar, mas iriam para mais longe, esse caminho era perigoso, totalmente perigoso, ele era o caminho para Noxus, um passo em falso e eles morreriam sem dó ou piedade, não, isso não iria acontecer.

Aquele lugar era perfeito para treinar a pontaria de Quinn e a força de Caleb, enquanto monstros vagavam por aqueles caminhos, a chance de ser morto era alta, e isso os excitava, era perfeito, simplesmente perfeito para treinar e melhorar ainda mais.

– Quinn cuide daquele lado, eu irei ficar aqui, tome cuidado, não grite se algo acontecer tente mandar algum sinal, é perigoso de mais gritar nessa área.

Ela balançou a cabeça em concordância, já sabia aquilo, mas Caleb sempre avisava, medo de perder a irmã? Provável, sim, era isso, medo de nunca mais ver a irmã.

Com passos rápidos e cuidadosos ela seguiu a direção que ele apontou, aquele lugar era realmente sombrio, rodeado de arvores que faziam aquele lugar ser uma completa sombra sem quase entrada do Sol, um lugar isolado que nem mesma a mais curiosa pessoa iria, mas eles foram, e acharam o que procuravam, diversão e emoção.

As horas passaram, mais e mais monstros vinham, Quinn atacava-os de longe, usando a distancia como proteção, mas mesmo assim ela se machucava levemente, um arranhão, um raspão, nada sério de mais.

Era tão calmo e silencioso, sim, silencioso de mais, Caleb normalmente não faria tanto silêncio, mesmo que ele mesmo a mandasse ficar quieta, ele não estava longe mas nem mesmo o rugido de sua espada ao encostar o chão era ouvido.

Um monstro atrás dela, o simples som do passar a fez atacar sem hesitação, um tiro, uma flechada, uma morte, aquela besta que seu irmão havia lhe dado era realmente muito boa, seu tiro era preciso e efetivo, em partes vitais matava, mas se quisesse somente torturar um tiro no olho, na mão, era fácil.

Seus pensamentos foram interrompidos por um grito, alto e forte, era de seu irmão.

– CALEB! – Ela saiu em desespero, correndo o máximo que podia, o outro lado daquela floresta, não, aquilo não era um grito de vitória!

Passou por entre a densa mata, galhos, arvores, animais de várias espécies.

– Caleb, onde você está?

OST: https://www.youtube.com/watch?v=XpVNiPOeLWA (copie e cole)

Um corpo estendido no chão, banhado em sangue, uma espada ao lado do corpo, a respiração dele era extremamente fraca, não, não, não.

– Caleb, acorde, Caleb! Caleb fica comigo, você me ouve né? Acorda, por favor – Lagrimas, desespero e uma voz forte, aquela angustia.

– POR QUE VOCÊ NÃO DEIXOU FICAR PERTO DE VOCÊ? QUEM FEZ ISSO?!

– Quinn... Não se preocupe, eu ainda estou – Ele engasgou, em sangue, saliva, não importava, aquela angustia aumentava no coração de Quinn – Ainda estou vivo... Pegue isso... Um presente... – Enfiou a mão no bolso de sua calça e tirou uma pequena faca “Caleb” era o que estava escrito, impresso, na faca, na memória.

– Ei, não fale besteiras, essa é a faca que você mais gosta você não pode me dar isso! – Lagrimas escorriam sem cessar, ela pegou a faca mesmo assim e a guardou na sua jaqueta – Eu vou levar você para casa Caleb, então iremos lhe curar e você ficará bem, iremos entrar para o exército de Demacia e seremos os melhores e mais fortes de lá, você vai ver! – Caleb sorriu, fraco, leve, e lentamente começou a fechar seus olhos.

– Eu mal posso esperar... Para esse dia chegar... Então poderemos finalmente dizer que realizamos os nossos sonhos. – Seus olhos fecharam, sua respiração parou, seu corpo ficou pesado, seu coração não mais batia.

– Caleb, ei, Caleb, acorde... Caleb... – Mais lágrimas surgiram, ela sabia, ele também, não havia salvação, pela quantidade de sangue dava para ver que o corte era profundo, profundo de mais para ser salvo a tempo se não tivesse atendimento imediato, eles sabiam desse final.

Sim, ele estava morto, era inacreditável isso, não...

Meu irmão, ele nunca... Durante a vida, mesmo depois da morte, ele não ia me deixar sozinha, não... Ele não pode morrer, ele não está morto ele...

Coloquei a cabeça no peito dele, mesmo com sangue, ele ainda tinha o cheiro dele...

Ninguém irá me ver chorar nessa floresta né? Mesmo se eu gritar, os animais daqui irão entender meu sofrimento e não chegar perto, eu posso... Sim, eu posso.

.......

Já era noite quando Quinn entrou por aquela porta solitária, vazia, seus pais ainda não estavam, e agora ela está só.

Subiu, olhos inchados, vermelhos e que ainda lacrimejavam, soluços e uma notável força para engolir as lágrimas e não chorar ainda mais.

“ Ei Caleb, e agora? O que será de mim? Como nossos pais irão reagir? Eu não quero...

Eu não quero ficar sozinha... “

E ela se largou na cama, aquela dor no peito, a faca que ele havia dado, sua cama ao lado, tudo, absolutamente tudo, lembrava ele.

“ Caleb.... “ Dessa vez ela não as parou, as lágrimas, que escorriam sem parar, ela deixou rolar, molhar seu travesseiro, sua roupa, aquela dor eterna.

E adormeceu, um sono acolhedor.

Naquela noite ela sonhou com seu irmão, seu pedido de desculpas, e uma promessa, que sempre estaria perto dela.

Notas finais
Me perdoem imensamente quanto ao fato de ter demorado meses e meses e meses. Não pretendo mais parar, até porque, coisas melhores virão a partir de hoje.