Demônios

19 Capítulo 19: Especial parte 1


Notas iniciais
Oiiii!!!! Bem, este capítulo é curto por ser o início do Especial que eu preparei para esta reta final da fanfic. O próximo, acredito que vocês irão compreender porquê, será metade NaruHina. O seguinte metade SasuSaku, e o último metade GaaIno. Eu já escrevi o especial NaruHina e foi por isso que avisei no último capítulo que este teria mais do casal, porém, achei que para se fazer um bom especial seria mais interessante ter uma introdução e espero que gostem!!!! :)) Shikamaru chegando... Temari e Kankuro também... Além de alguém muito especial para o Naruto que virá no próximo capítulo, quem adivinha???? :D boa leitura!!!

“Como se faz um bolo de aniversário, Shika?” Somente Ino para retirar-lhe da cama em plena madrugada. Um bolo de aniversário? A cada dia aquela loira aprontava alguma na agência, não deveria ter julgado que em uma cidade tão distante de Tóquio, ela se focaria na missão. Claro que não... A questão pendente em sua mente era: porquê um bolo de aniversário? E ainda por cima ela querendo saber como se fazia algo comestível?! Ino era horrível e mais um pouco na cozinha!!! Não havia como não ser sincero. Talvez Sakura fosse um pouco pior, todavia, ambas estavam no mesmo patamar, com certeza. Sentando-se na cama, o Nara encarou seu comunicador.

Digitando rapidamente uma resposta, Shikamaru a enviou, aguardando a resposta da Yamanaka. “Bolo de aniversário, Ino? Para quê? Aliás, para quem? Não há ninguém na agência fazendo aniversário este mês.” Manifestou-se ele, recebendo alguns minutos depois, a seguinte resposta por parte da loira: “Para o Gaara. Ele faz dezoito anos depois de amanhã e eu queria fazer à ele um bolo de aniversário. Ele nunca deve ter tido uma festa de aniversário Shika, por favor... Ajude a Ino! Me mande uma receita de bolo daqui há dois dias e quando eu for fazer, fique com o comunicador no alerta.” Então as hipóteses de Neji estavam mesmo corretas? Gaara? Ela estava de fato pretendendo fazer um bolo de aniversário para um demônio? Problemática... Aquela situação estava mais do que problemática. Elas não poderiam estar apegando-se à eles. Ainda mais Ino... Será que ela não havia considerado momento algum que estava diante de uma criatura que alimentava-se de sangue? No entanto, não pretendia entrar em estado de fúria como o Hyuuga. Se Ino queria dar uma festa para o Demônio, que desse, desde que estivesse ciente de suas ações.

“Dezoito anos? Esse cara é um moleque então! Ajude a Ino... Tudo bem, vou te ajudar sua inconseqüente. Daqui há dois dias providencio isso para você. Mas diga-me apenas uma coisa para eu faça isso: onde está agora?” Indagou Shikamaru, levantando-se preguiçosamente de sua cama e caminhando de modo lento até a janela de seu quarto. Precisava somente daquela informação. “Estou na casa do Gaara, porquê? E ele não é um moleque Shika!! Pode ser novo, mas já passou por muito mais que eu e você juntos. Obrigadinha!!! Te adoro sua preguiça! Boa noite!” Na casa dele... É, não havia mais como manter a imparcialidade agora. Tinha que parar naquele local totalmente isolado e arrumar uma forma de convencê-las de que estavam em missão, e uma hora... Teriam de findá-la. Querendo ou não, Neji estava com a razão desta vez e não havia meios de apoiá-las caso Tsunade ficasse sabendo que elas estavam dormindo sob o mesmo teto que seus alvos.

_ Problemático... – suspirou o Nara, já buscando nos contatos da empresa, algum lugar que pudesse alugar um bom carro. _ Boa noite, gostaria de alugar um carro para amanhã. Ao meio-dia.

XXX

_ Case-se comigo Sakura... Hoje!! Agora!!! – repetiu o Uchiha, com a respiração nitidamente ofegante.

Com os olhos ainda em uma curiosa mistura do vívido avermelhado com os traços tipicamente ônix, Sasuke encarava diretamente as esmeraldas difusas e levemente turvas de Sakura. Aflito, ele acabou por ranger os dentes e apertá-la fortemente nos ombros. Segurando delicadamente as mãos dele, a Haruno respirou fundo. Não sabia nem ao menos como deveria responder aquele pedido totalmente inesperado, aquilo não era real. Não era possível que ele havia dito uma coisa daquela extrema magnitude.

_ S-Sasuke... Se acalme... Não tem como duas pessoas se casarem assim, do nada!! – argumentou a rosada, sendo imediatamente erguida do chão pelos fortes braços do Uchiha.

_ Claro que tem!!! Claro que tem!!! – insistiu Sasuke, segurando-a na cintura e colando seus corpos diante da grande parede de mármore ainda sem alguma mínima rachadura. A única que restara em toda a sala da antiga casa de seu tio. _ Os Uchiha... Eles podem renascer outra vez... – completou ele, com olhar fixo no ventre da rosada. Sakura e ele poderiam construir o clã novamente, poderiam levar, pela primeira vez, uma verdadeira felicidade aquele sangue impuro.

_ Sasuke... Você tem que se acalmar... – pediu a Haruno, desesperada. Será que ainda havia um grande risco do espírito amaldiçoado tomar-lhe o corpo novamente? Ele não estava dizendo nada com toda coerência.

A alva pele dela... Levemente rosada do mesmo modo que cada fio de cabelo sedoso, caído por seus ombros. Os finos lábios em coloração vermelha... Aqueles grandes olhos verdes... Nunca dera importância as moças de Konoha. Ou a qualquer garota que caísse a seus pés, interessadas no prestígio partido de sua família. Entretanto, ela havia conseguido com que ele lhe desse toda a importância, apenas com sua forma única de se portar e tudo em si, incomum. O comum sempre fora odiado por ele... Mas não sabia o quanto o incomum poderia prendê-lo. Talvez nunca se deparara com o incomum de fato e... Agora, que estava perante ele, só poderia dizer a si mesmo: o incomum era sua salvação. A salvação já enterrada em si, há mais de dez anos.

_ Sasuke você... – ia pronunciando Sakura, quando os lábios urgentes de Sasuke a calaram. De uma só vez. Entrelaçando sua língua à dela, de maneira intensa e apressada, o Uchiha permitiu-se dar um breve sorriso de canto, pegando-a sem permissão em seu colo.

Com um falhar na respiração e nas altas batidas cardíacas, Sakura emitiu um gritinho baixo, sendo abafado pelos lábios até mesmo selvagens de Sasuke. A passos rápidos, ele logo percorrera toda a escada trincada da casa, passando automaticamente pelo extenso corredor do segundo andar. Estava escuro, apenas as sombras dos objetos presentes no corredor e a fraca luz do luar eram capazes de guiar alguém naquela residência. No entanto, o escuro já havia tornado-se um dos mais fiéis companheiros de Sasuke e, mesmo sobre o breu, era como se estivesse em frente de um límpido espelho.

Abrindo a porta de um dos quartos com o auxílio de um chute, o moreno depositou a si e Sakura sobre a grande cama no local.

_ Vou fazê-la aceitar meu pedido. – decretou o Uchiha, autoritário, exibindo um sorriso imperceptível à rosada, que mal conseguia se localizar devido à escuridão.

Suspirando, Sakura segurou-se nos braços de Sasuke, em uma vã tentativa de fazê-los levantar-se daquela macia cama. Ele estava mesmo falando completamente sério. E agora? O que faria?

Erguendo o tronco de Sakura, Sasuke desferiu-lhe um feroz beijo no colo, ainda coberto pelo delicado traje em malha e renda usado por ela. Iria convencê-la a ser legitimamente sua, não importava quais os meios que tivesse de utilizar. Sakura fora a única que não havia o abandonado... Que não havia condenado-o. Ela poderia ser feliz... Ele iria fazer de tudo para fazê-la feliz.

Uma única oportunidade de visão fora estendida a ela. Detectando o brilho nos olhos dele, Sakura sentiu sua mente ser apagada. A agência... Aquela insana ideia de casamento... Tudo... Ela iria deixar para trás. Somente por aquele instante. Sasuke havia algemado-a outra vez. E ela não pretendia pedir as chaves.

XXX

Com o braço esquerdo ao redor do abdômen de Gaara, Ino utilizava de sua mão livre para afagar os cabelos intensamente escarlate do ruivo naquela fria madrugada. Deslizando carinhosamente os dedos pelo tronco desnudo dele, a loira sentia-o respirar por cima de si. Ainda podia constatar o avermelhado ao redor dos olhos verdes, ele havia chorado em meio aquele terrível ocorrido. Ele não conseguira dormir por mais de duas horas. Talvez fosse seu limite e aquela interna constatação assustava-a. Ajeitando suas pernas ao redor dele, a loira dera aquele mórbido silêncio por terminado. Silêncio instalado há praticamente uma hora.

_ Seu estômago ainda está doendo? – perguntou suavemente a Yamanaka, apreensiva, intensificando as carícias sobre o abdômen do ruivo.

Gaara não sabia o que deveria responder. Sentia-se vazio novamente. Desta vez, havia mesmo colocado aquele quarto a baixo e não restara nem ao menos a cama, somente o colchão no qual Ino o deitara em seu colo, fazendo mais uma vez, sua dor passar. A voz... Ela havia congelado-lhe o corpo por completo, criando outra vez, aqueles rasgos em sua pele, que pareciam queimar. Entretanto, não queimava da mesma forma como Ino o fazia queimar quando faziam sexo. Era um queimar como o do sol, que era capaz de ferir-lhe os olhos toda manhã.

A areia... Ela estava totalmente espalhada pelos entulhos emadeirados daquele quarto... Estava quieta, assim como ele. Provavelmente também não sabia como agir.

_ Desculpe... Eu não queria fazer isso com este quarto. Eu sei que você pretendia arrumá-lo... – lamentou Gaara, o tom de voz exausto e ainda levemente embargado.

_ Não se preocupe com isso! Podemos destruir a casa inteira e refazê-la! – exclamou a loira, curvando a cabeça e mostrando a língua a ele de modo infantil e travesso.

Movendo um dos braços, Gaara apertou-lhe uma das coxas, em seu agradecimento particular. Agradecia a ela por ser exatamente como era. Se... fosse ele, já estaria atado. Apenas de pensar, o ruivo sentiu o corpo tremer, e retraiu os braços envolta de si. Estava doendo... Mesmo não sangrando. Ali, talvez, doesse mais do que nos lugares que aparentemente conseguiam sangrar.

Observando-o, Ino deixou que seu sorriso se extinguisse. Gaara estava extremamente triste, desde que chegara, ele não parecia o mesmo. Não esperava que deixá-lo sozinho por aquela tarde pudesse fazer com que ele ficasse daquela maneira. Realmente, precisava mesmo falar com Sakura. Nenhuma das injeções que comprara fizera com que seus vômitos parassem, tão pouco livraram-no da febre que havia tendo nos últimos dias.

Movendo a cabeça, afoita, Ino buscou pelas duas pelúcias. Para sua sorte, estavam ao alcance de uma de suas mãos, bastava apenas que se erguesse um pouco. Fazendo-o, a loira colocou o velho ursinho de Gaara sobre ele, recebendo um interrogativo olhar do ruivo, que inclinara um pouco a cabeça para trás, afim de ver-lhe o rosto.

Puxando a branca corda no ursinho que comprara em Konoha, Ino sorriu, estendendo a pelúcia a Gaara, que pegou-a com receio. Os olhos da “namorada do senhor ursinho” estavam iluminados, como se tivessem duas lâmpadas em seu interior.

Surpreso, o ruivo analisou todos os ângulos do presente que ela lhe trouxera, procurando onde estaria a tomada que fazia o brinquedo brilhar.

_ Acende... – pronunciou Gaara, surpreso, divertindo-se com a estranha artimanha que haviam feito com aquele urso. Rindo praticamente de modo inaudível, ele prosseguiu concentrado na pelúcia.

_ É, acende! – informou Ino, rindo, depositando um beijo brincalhão no ombro dele. Era de fato impressionante como qualquer item novo, poderia trazer de volta a inocência cravada nele. Gaara era doce, algo que jamais encontrara em homem algum. Perguntava-se se ele iria mesmo gostar de um bolo de aniversário. Shikamaru havia lhe prometido e, quando alguém lhe prometia algo, ela não descansava enquanto não obtivesse.

_ Como... Como fez isso? – indagou o ruivo, sentando-se e virando-se de frente para a loira. Puxando-a pelas pernas, ele a trouxe para si, como já havia se acostumado a fazer. Estendendo o urso a ela, ele olhou-a nos olhos. Ino parecia conhecer o mundo... Todo o imenso mundo que Temari uma vez, dissera que estavam.

_ Não fui eu quem fez isso Gaara... – assegurou Ino, rindo diante do olhar curioso dele. _ Foi o fabricante, sei lá. Eu sempre fui péssima em física. Não sei nem como se troca uma lâmpada, não faço ideia de como instalar uma... – completou ela, tocando com esmero a nuca do ruivo.

_ Ela tem os olhos brilhantes como os seus... E ele, não brilha... – comentou Gaara, pegando seu velho e único ursinho. _ ... Como eu.

Entreabrindo os lábios, Ino surpreendeu-se com a comparação feita por ele. Vendo baixar o olhar em direção aos lençóis desorganizados do colchão restante, a loira tocou-lhe o peito, roçando sua boca em um dos ouvidos de Gaara.

_ Ele não precisa. Já nasceu brilhando. – afirmou Ino, encarando-o determinada e sorridente.

Arregalando os olhos, o ruivo a apertou na cintura. Ele nascera brilhando? Todos condenavam seu nascimento. Porém, ela estava dizendo o contrário. Um contrário imensamente agradável de se ouvir... Ela não achava ruim ele ter nascido. Sentia um grande espaço assim como um certo alívio percorrer-lhe o peito. Queria Ino sempre perto de si, gostaria de não poder soltá-la nunca mais.

Suspirando, Gaara aproximou sua face da dela, roçando seus lábios com os dela, quentes, úmidos, como sempre. Fechando os olhos, Ino deixou que ele aprofundasse o beijo por conta própria e, como já havia constatado, Gaara aprendia rápido. Mesmo um pouco lento e carregando uma dose de timidez, ele havia aprendido a mover sua língua como a dela, e não aparentava mais ser o mesmo que criara uma defesa absoluta ao redor de si há horas atrás, em forma de uma gigante esfera.

XXX

Esfregando preguiçosamente as têmporas, Hinata ergueu-se da cama. Entretanto, Naruto não estava ao seu lado. Onde ele havia ido? Será que não havia mais mantimentos na casa e ele fora fazer compras? Mas onde ele poderia ter ido fazer compras às... Cinco da manhã? Confusa, a Hyuuga aproximou-se da janela. Não fazia sentido algum ele estar fazendo compras. Que pensamento era aquele? Ino tinha mesmo razão. Não devia beber jamais! Sua mente parecia não somar dois mais dois quando se levantava. Caso alguém lhe fizesse aquela simples pergunta, não poderia garantir dar a reposta correta.

“Nossa!” praguejou internamente Hinata, diante de seu reflexo no vidro antigo da janela do quarto. Estava toda descabelada e desconjuntada!!! Se Naruto estivesse no banheiro e retornasse ao quarto, teria de se esconder debaixo da cama. Estava horrível!!! Com as mãos na face, a Hyuuga ouviu seu nome ser pronunciado ao longe, como um grito. Intrigada, abriu a janela rapidamente pois o som estava vindo de fora da casa.

_ Hinata!!!!! – chamou mais uma vez Naruto, travesso, jogando mais um dos pequenos fogos que haviam no sótão da casa, na grama em frente da janela.

Assustando-se, a Hyuuga deu um grito. Fogos? Será que alguma coisa estava explodindo no telhado da casa? E como Naruto havia subido até lá... As cinco da manhã? Logo após terem se entregado um ao outro novamente? Deveria estar acontecendo algo sério!!!! Desesperada, Hinata correu até a sala, descalça, saindo com pressa da casa.

_ Hinata!!!! Olha só o que eu achei!!!! – gritou o loiro, contente, atirando alguns ainda por ascender a nova namorada. Sim, Hinata havia aceitado a seu pedido de namoro e, naquele instante, sentia-se tão feliz que era incapaz de dormir, mesmo que seu corpo reclamasse com considerável força. Queria que toda a galáxia soubesse que ela era sua namorada!!! E nada melhor que fogos de artifício caseiros para comemorar!!!!

_ Naruto!!!! O que você está fazendo aí em cima?!?!?! – questionou a Hyuuga, incrédula, pegando o que lhe estava sendo atirado.

_ Pegando esses fogos antigos!!! – revelou o loiro, apoiando-se na antena de tv da casa.

Preocupada, Hinata mantinha-se imóvel. Naruto poderia ter tudo e nada dentro daquela linda cabeça loira, ao mesmo tempo. Não compreendia como ele poderia ter tanta energia. O céu ainda encontrava-se parcialmente escuro, ele tinha de descansar!!!

_ Naruto... Desça daí!!! Por favor!!! Depois você faz isso, o que acha?! – propôs Hinata, conciliadora. Com um aceno formal, o loiro pulou normalmente do alto da casa, pondo-se de pé a frente da Hyuuga.

_ Sim... Senhora Uzumaki. – respondeu Naruto, eufórico, não importando-se com o frio a afetar-lhe a pele descoberta até a cintura.

Com os olhos azuis dele sobre os seus, Hinata sentira a frase “senhora Uzumaki” repassar em sua mente diversas vezes. Havia aceitado com todas as letras... Nunca tivera um namorado. E, tinha toda certeza de que Naruto... Seria o melhor namorado que poderia ter. Entretanto, da mesma maneira que sua felicidade era tão expansiva como a dele, como aquele inesquecível sorriso, demonstrado por ele naquele instante, sabia das conseqüências que teria de enfrentar. Temia. Tinha medo. Seu primo, a agência... Possuía medo. Mas estava disposta a pela primeira vez em sua vida, enfrentar suas obrigações. Naruto fazia seu coração bater de ansiedade... A fazia... Aceitar um lindo pedido de namoro após terem batido um carrinho de rolimã. Ela havia aceitado... Sem pensar por um mísero minuto. Sua alma falara por ela. E, agora, teria todos os exércitos contra si... Só esperava que Sakura e Ino também não a deixassem depois de saber da sua escolha. Naruto estaria em completo risco agora... Sabia disso, poderiam tentar matá-lo a qualquer momento. Todavia, não iria permitir. Estaria ao lado dele até que os dias de ambos terminassem. Juntos.

_ NARUTO!!!!! – uma grave voz masculina separara suas mãos das mãos do loiro.

Uma enorme carreta com lenhadores adentrara as gramíneas da casa amarelada dos Uzumaki Namikaze.

Com um falhar no coração, Hinata virou-se imediatamente, vendo a veloz imagem de Kiba atirar Naruto do caminho, empurrando-a com força também. Para frente.

_ KIBAAAAAA!!!!! HINATAAAAA!!!! – o berro estridente de Naruto calara todos os pássaros no céu.

XXX

Movendo a cabeça para os lados, Shikamaru perdia-se em uma comovente música que, pela primeira vez naquela viagem maçante e horrível, tocara na também horrível rádio local. Aquele lugar por si só já poderia ter uma placa com um aviso sobre: Não há entrada nesta problemática cidade meu caro Nara. Onde ficava a entrada da tal Konoha? Certamente Neji deveria ter surtado em meio aquela desinformação. Como não havia pensado nisso antes? Tratava-se de uma isolada cidade. Não deveria ter sistema de trânsito algum. As vezes, por mais que todos dissessem sobre seu elevado Q.I., possuía certas dúvidas. As mais simples coisas ele sempre: se esquecia. Olhando rapidamente para o banco de trás, o Nara encarou o bolo confeitado que havia comprado à Ino. Resolvera passar em uma boa loja de confeitos e comprá-lo. Daria menos trabalho que fazer um e, gastaria menos tempo e energia. Tinha de admitir, se estava dando voltas em círculos, estava começando a irritar-se. Algo raro tratando-se de Nara Shikamaru.

Voltando os olhos despreocupadamente ao volante, mais uma vez a idade do demônio “mimado” por Ino veio-lhe a mente. Dezoito anos... Ele era uma criança. Talvez, quando averiguasse a situação com os próprios olhos, tivesse de denunciar aquela loira maluca por abuso. Somente pelo que constava nos arquivos da agência, sua ideia sobre os três, era completamente diferente.

Uchiha Sasuke... Uzumaki Naruto... Sabaku no Gaara... Além estritamente letais ao Oriente, pelo visto, estavam efetuando um enorme estrago nas melhores agentes de Tóquio.

Notas finais
Gostaram??? NejiTen também terá seu especial, mas será daqui há uns três capítulos após estes três!! Tudo bem?? Hoje não teve o casal :/// mas é porque as cenas se passaram ao longo de toda uma noite e Neji e Tenten ainda não dividem um mesmo local. AH!!! Irei postar o especial provavelmente amanhã, porque já o tenho pronto há algum tempinho, só estava procurando escrever uma "introdução" que eu confesso que fiquei insegura de não ficar legal :/// mas vocês gostaram??? Alguém já adivinhou quem vai surgir para ajudar o Naruto??? E, antes que eu me esqueça, no próximo Sasuke e Naruto estarão cara a cara. Será o primeiro encontro entre dois dos demônios. :)))
Kisses, Nita!!! Perdoem-me o atraso :((