Notas iniciais
Capítulo completo pessoal! Espero que gostem e desculpa a demora... ;)

― É impressão minha ou tem alguém cheirando muito bem aqui? ― Lexi perguntou invadindo o quarto de Alaric. ― Hummmm... morango. Ric, você é um morango selvagem.

Ric apenas riu com os comentários de Lexi e terminou de abotoar a camisa que estava vestindo.

― Você tomou banho, e nem é final de semana. ― Ela se jogou na cama dele preguiçosamente. ― Eai, vamos beber comigo e com Eric?

― Eu adoraria. Porém... tenho algo para fazer. ― Ric ficou a olhando na cama.

― Cara, eu odeio a minha vida. Eu acho que tenho a vida de vampira mais chata do mundo, as minhas maiores emoções são quando vamos salvar Katherine. Eu tenho os meus novecentos anos ― Ela fez uma pausa assim que viu o olhar de Ric, ele segurava o riso. ― tudo bem, tudo bem... talvez novecentos e bolinha. Eu não tenho um namorado e estou saindo para beber com meu irmão. Sou tão sem graça quanto uma adolescente e agora você está indo namorar, o que acaba com as minhas esperanças de vez. Já que eu ainda tinha esperança de me casar com você um dia desses em Las Vegas.

― Eu não estou saindo para namorar. Quer dizer, sim e não. Ela é uma mulher atraente, mas ainda podemos nos casar. ― Ric sorriu. ― Na verdade ― Ele parou de falar por um momento olhando atentamente a sombrancelha arqueada de Lexi. ― eu tenho quase certeza de que os cinco voltaram. Assim como meu irmão.

...

Eu estava sentada no sofá da sala da casa dos Salvatore. Damon havia me feito prometor ficar ali e não me mover até que ele voltasse com remédios. Ele insistia em não me dar sangue de vampiro para me curar mais rápido, já que dizia que o mesmo podia acelerar o processo do meu feitiço. Eu estava me curando rápidamente, mas os danos de Rebekah foram graves, ela havia acertado perfeitamente uma veia. Não devia me agitar muito para que o sangue fluisse mais devagar, mais parecia que ele cada vez mais continuava a sair em maior quantidade do meu pescoço.
Eu ouvi o som da porta e um segundo depois Stefan estava na sala. Bem melhor do antes, mas seus olhos ainda estavam preocupados na minha direção. Ele voltou a se mover e se aproximou de mim com passos longos e rápidos. Stefan se sentou ao meu lado e estudou a mordida em meu pescoço por um momento.

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― Olhe para isso, está muito feio. ― Ele disse tocando a lateral do meu rosto com a mão preocupado, estudando o machucado.

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Eu me assustei com a sua reação pega de surpresa, tão surpresa quanto ele a pouco tempo atrás. Eu me senti desconfortável com seu toque, não era suas mãos que eu estava acostumada a sentir quando algo ruim acontecia. Levei minha mão até a sua, um pouco receiosa, sem coragem de olhar em seus olhos.

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― Stefan, não. ― Eu disse tirando a sua mão do meu rosto. ― Não faça isso, não agora. É errado comigo e com Damon, nós não temos muito tempo, por favor, não estrague isso. Não sou Katherine, eu amo Damon, me desculpe. ― Ele não soltou a minha mão até que eu terminasse de falar. ― Não estrague o pouco tempo que nós temos juntos. Porque quando o feitiço acabar é você quem eu vou amar. Katherine ama você. Mas eu, Elena, amo ele.

― Ok, tudo bem, me desculpe. Eu apenas... ― Mas o interrompi.

― Não. Eu o amo, Stefan. Eu sei que para Katherine sempre vai ser o Stefan, mas para mim sempre foi o Damon.

― Elena, aqui está o... ― Mas Damon travou o corpo todo no momento em que viu a cena. Eu e Stefan ali, sentados tão perto e se olhando de maneira que Damon não via desde antes do feitiço. ― currativo. ― Ele terminou a frase engolindo algum tipo de sentimento preso na garganta. ― Estou interrompendo? ― Damon olhou para Stefan.

― Não. ― Eu respondi antes que Stefan tivesse chance de responder. ― Stefan só queria saber se eu estava bem.

― Se não estiver agora vai ficar. Eu trouxe curativo e remédio, o resto seu corpo faz sozinho.

― Ela está bem. ― Stefan disse se levantando do sofá. ― Eu vou... tomar um banho. ― Ele saiu.

― Acho que você também merece um banho. Tem sangue por todo o seu corpo. ― Damon fez uma pausa, como se não soubesse o que dizer agora e ele não sabia. ― Use o meu banheiro, vou falar com Ric.

Ele então saiu dali também. Descobri mais um dos meus talentos, espantar as pessoas.

...

Ela havia acabado de sair da banheira quente quando ouviu o som da porta. Alguém estava ali. As gostas de água morna ainda escorriam pelo corpo perfeito, que parecia ainda mais saudável agora que ela era uma vampira. Prendeu o cabelo molhado em um alto coque na cabeça e vestiu um fino roupão de seda negra. Amarrou o mesmo pela cintura e saiu caminhando descalço pela casa. Caroline levantou seus olhos para a porta vendo do corredor.
Ele estava ali, parado e imóvel como uma pedra. Os braços para trás como um cavalheiro do século XIX, Klaus fez questão de não mover um musculo assim que a avistou. Caroline abriu a porta e o analisou parado na soleira.

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― Imagino que eu não seja a pessoa que você mais queira falar agora, mas eu vim vê-la. Eu vim pedir desculpas pelo o que minha irmã fez e dizer que sinto muito pelos maus modos dela, é uma garota mal criada, às vezes parece até uma selvagem. Me perdoe, se vir oferecer minhas desculpas seja demais para você aceitar. ― Caroline o viu como um principe dos contos de fadas que ela lia como criança. O modo como ele se mantinha, o sotaque e a maneira de falar, toda aquela gentileza vindo de outro selvagem a encantava.

― Está tudo bem... ― Caroline forçou um pequeno sorriso. ― Você não tem que se desculpar pelo o que ela fez. Eu já estou melhor, obrigado.

― Você está ótima para quem teve muitos ossos quebrados, Anjo. ― Os dois deram sorrisos timidos.

― Escuta, você quer entrar? Eu não tenho sangue aqui, até porque minha mãe acharia estranho uma bolsa de sangue na nossa geladeira. ― Caroline deu um riso nervoso. ― Mas tem whisky. Acho que ambos precisamos depois do dia de hoje. ― Ela o analisou, esperando a sua reação.

― Você quer que eu entre? ― Klaus perguntou surpreso, perdendo a pose de principe e agora se tornando um jovem inocente parado na porta da garota malvada e popular do colégio.

― Eu não sei... eu o convidei. ― Caroline sorriu.

― Ah, claro! Que maus modos os meus questionando uma dama. Me desculpe, anjo.

Ele deu um pequeno passo e então estava dentro da casa de Caroline.

...

― Deus, eu disse, a minha vida vampira é patetica. ― Lexi resmungou.

Ela e Eric estavam sentados um ao lado do outro no balcão do Grill, os dois dividiam uma garrafa de bourbon.

― Você preferia sua humanidade frágil? Preferia ter morrido no século X? ― Eric a fitou com os olhos.

― No caso, sim. Eu estou mesmo assistindo um encontro com meu irmão? Preferia estar em casa assistindo Ugly Betty.

― Olha só o nosso garanhão. Ouvidos atentos, Lexi. ― Eric disse olhando por cima dos ombros na direção de Ric.

― Boa noite, Jenna. Jeremy. ― Ric deu o seu sorriso de vendedor de carros para ambos.

Jenna e Jeremy diviam uma mesa. Jenna sorriu de volta assim que viu Ric, mas Jeremy pareceu não entender.

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― Então, Jeremy, estamos entedidos? ― Jenna se levantou o olhando.

― Claro mãe, vejo você as onze. ― Jeremy piscou gentilmente para ela. ― Sr Saltzman.

Alaric e Jenna sairam caminhando lentamente dali para outra mesa.

― Encontro com mães de alunos, hum? ― Jenna disse brincalhona. ― É um fetiche de professor?

― Com mulheres bonitas. Eu acho que sim.

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― Meu Deus, essa foi a pior... piada do século. Me desculpe. ― Ela disse sem graça. ― É só que, eu estou enferrujada com tudo isso. Encontros e tudo mais.

― Não, pode ter certeza que não foi. ― Ric sorriu. ― Você não é a única. Jeremy é um bom garoto, não? ― Os dois se sentaram.

― É. Ele é ótimo... ― Jenna sorriu aliviada, como se aquela fosse a única coisa boa em sua vida. ― Você disse que tinha uma filha, certo?

― É sim, sim. Elena, ela tem a idade dele.

― Elena é um nome muito bonito, sua filha também deve ser linda. É difícil controla-los nessa idade.

― Nem me diga. Pelo menos eu a tenho bem embaixo dos meus olhos agora.

― Garçom, mais uma garrafa. Porque vai ser uma longa noite! ― Lexi disse sem dar atenção ao encontro de Ric.

...

― O que está fazendo ai?

Ela estava sentada em uma poltrona no canto mais escuro do quarto, as luzes apagadas e ela parecia feita de pedra. Stefan poderia dizer o mesmo mas bastava olhar para o seu rosto e saber que ninguém no mundo seria capaz de moldar uma pedra daquela maneira, a tornar tão bela.

― Essa é a pergunta que eu deveria fazer. ― Rebekah respondeu sem mover um músculo. ― Estou esperando.

― Esperando pelo o que? ― Stefan perguntou olhando tudo a sua volta.

― Niklaus quebrou cada osso do meu corpo por causa de mim ter quebrado algumas costelas da garota dos seus olhos. Não me diga que veio aqui para isso também.

Stefan se manteve em silêncio. Sorte grande para ele, parecia que ia ser mais fácil do que eles esperava. Na verdade, Rebekah acertou em cheio, ele estava ali exatamente para fazer o mesmo. Escondia uma faca nas costas, não queria matá-la, mas estava disposto a fazê-la sofrer. Então, Niklaus havia quebrado todos os seus ossos e ela não conseguia se mover, mas Stefan sabia que quanto mais tempo demorasse mais rápido ela iria se curar.
Ele hesitou por um momento e então lançou a faca em direção ao seu rosto, pronto para pegá-la de surpresa.

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A faca parou como uma pena na sua mão, ela não fez esforço algum. Ela riu na cara dele, como se aquilo fosse a maior piada do século.

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― Quase, meu bem. Que ideia estupida, Stefan. Um vampiro da sua idade não pode me ferir nem com as duas pernas quebradas. Tudo isso por causa da líder de torcida do colégio? Acho um pouco baixo até para você com seu terrível gosto para mulheres, exceto eu, claro. ― Rebekah se levantou de um salto, com um movimento brusco parando diante de Stefan. Eles estavam separado por no máximo 1 centimetro. ― Não confie no seu oponente. Ele sempre vai te enganar. ― A faca estava na garganta de Stefan, afiada o suficiente para abrir um buraco em seu pescoço.

Stefan fitou a faca em seu pescoço e o rosto de Rebekah. Ele podia ver o fogo queimar dentro dos seus olhos. Apesar de toda a loucura de garota louca e dissimulada, pronta para matar qualquer um que lhe parecesse uma ameaça para chamar mais a atenção do que ela era perigoso.

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― Nunca venha até mim com as intenções erradas, amor. ― A faca voou do pescoço de Stefan para ser cravada na perna dele. Ele apenas extremeceu por um momento, mas não fez nada que pudesse alarmar Rebekah.

No momento seguinte ela puxou a faca com vontade. Seu dedo deslisou pela superficie suja de sangue da mesma, então o levou até a boca, provando o sangue de Stefan.

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― Doce, como o sangue de uma virgem. ― Ela deixou a faca cair de sua mão para o chão. ― Vou lhe dizer porque veio aqui hoje, Stefan. Você veio aqui para fazer amor comigo, porque era isso que você queria mais que tudo.

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Ela sorria satisfeita, como uma criança mimada que conseguiu aquilo que queria, mas com uma diferença. A garota mimada que tinha tudo o que queria, chorava e fazia bira para conseguir enquanto Rebekah apenas dizia, ela compelia para ter aquilo que queria a hora que queria. Seu rosto bem próximo do de Stefan, o olhar e sorriso desafiador de garota mimada.

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Então ele a beijou, tocou seus lábios que queimavam e corroiam como ácido. Rebekah apertou sua nuca, mantendo o rosto dele preso no dela, mas ela não precisa disso, afinal, tudo que Stefan queria agora ela estar junto dela, realmente junto. O braço dele que envolveu sua cintura mantendo-os ligados um ao outro.

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Ela então puxou a jaqueta de Stefan para baixo com movimentos rápidos a tirando de uma vez. Ele a empurrou pelos os ombros a jogando na cama com violência e foi em sua direção. Uma das pernas dela estava entre as de Stefan. Enquanto a sua mão estava na nuca dela, com os dedos entrelaçados a alguns fios de cabelo e ele os segurava com força. O corpo de Stefan já estava sobre o dela, enquanto eles mantinham os beijos de ácido puro, ele tocava delicadamente a lateral do rosto dela e uma das mãos de Rebekah já lutava lá embaixo para subir a sua camiseta.

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...

Eu estava parada do lado de fora da casa, as portas da sala estavam abertas bem atrás de mim. Ventava um pouco, mas não o suficiente para me fazer sentir frio e entrar.

― Você vai passar a noite aí fora?

Eu ouvi o som da sua voz atrás de mim, eu nem tinha o ouvido chegar perdida em pensamentos. Não quis me virar, eu não estava pronta.

― Você estava me evitando, então, eu só estava ajudando no processo. ― Respondi baixo, e ele deu um passo na minha direção.

― Eu não estava de evitando, eu só... sabe como isso é difícil para mim? Sempre foi o Stefan e ver vocês dois ali, o que você queria que eu pensasse?

― Sabe como isso é difícil para mim, Damon? Sabe como é ser tratado como uma pessoa que você não é? Eu não sou Katherine! Quando as pessoas vão se dar conta disso? ― Eu disse me virando bruscamente para ele.

― Me desculpe, ok? É que tem sido assim por tanto tempo que é estranho ver as coisas mudarem da noite pro dia... ― Eu o impedi de continuar.

― Está duvidando dos meus sentimentos por você? ― Eu perguntei furiosa. Como ele poderia chegar a esse ponto.

― Eu não, não, Elena. Não estou. ― Ele disse calmamente, como se não estivesse afim de brigar.

Eu estava com raiva, eu estava cansada. Cansada de ser Katherine e com raiva das coisas nunca darem certo para nós. Eu também estava com raiva dele, eu poderia lhe dar um belo soco na boca agora por ele ser capaz de duvidar dos meus sentimentos por ele, apesar dele dizer que não, eu sabia que ele estava mentindo. Eu não tinha muitos talentos mas pelo menos conseguia distinguir quando Damon falava a verdade para mim.
Ele continuava parado ali, os lábios eram uma linha fina. As sombrancelhas uma sombra de dúvida. Os músculos do seu peito tão rigidos quanto pedra, ele subia e descia com sua respiração.

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― Nunca duvide dos meus sentimentos por você. ― Falei, sem fôlego.

Eu fui em sua direção com os passos mais longos e rápidos que já dei em minha vida, quando o alcancei, quando finalmente meu corpo estava perto o suficiente do dele para que eu pudesse tocá-lo eu o beijei. O beijei com tanto desejo que achei que fosse machucar os seus lábios, eu estava com tanta sede dele e com tanta raiva. A cada segundo eu empurrava mais o meu corpo contra o dele mais nunca parecia o suficiente para mim, eu queria estar tão perto dele para que nós pudessemos nos tornar um só. Enfiei meus dedos nos seus cabelos, agarrando-o ainda mais, nosso beijo caótico, selvagem, esfomeado. Toda a minha raiva havia ido embora, como se tudo que eu precisasse fosse de uma boa dose dele, me afogar em seus braços curava tudo de ruim que havia em mim. Suas mãos estavam por todo o meu corpo, deslisando com experiência por todo ele. Era como se meu corpo fosse pequeno demais para as suas mãos, elas estavam em todos os lugares e eu queria cada vez mais, queria que suas mãos chegassem em lugares do meu corpo que eu nem sabia da existencia.

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Ele em encurralou contra a parede e eu corpo, me trancando ali. Enquanto as minhas mãos pareciam fora de controle e queriam estar em todos os lugares, como a dele. Estava tão bom ali, que eu tinha até medo de pensar que aquilo fosse acabar, fazia o meu coração doer. Eu rápidamente levei meus pensamentos para longe disso e os mantive bem onde eles deveriam estar, ali com Damon no nosso pequeno mundo.

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Passei minha mão do seu peitoral descendo até a sua barriga e senti cada pequeno musculo perfeito que havia ali, cada pequeno detalhe dele que me levava a loucura. Eu o queria, eu o queria agora mais do que tudo. A sua boca saiu da minha e eu lamentei por um momento, mas por pouco tempo. Ele desceu beijando da minha boca pelo meu pescoço, deixando um rastro quente por cada lugar que sua boca passava no meu corpo. Eu não conseguia abrir meus olhos e emitir qualquer outro som que não fosse o da minha respiração ofegante ou um gemido. Sua boca já estava me meu busto e suas mãos empurrando o meu quadril contra o dele.

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Estava cansada daquilo, eu precisava de mais, bem mais. Ele pareceu ter lido os meus pensamentos ou pensado na mesma coisa. Ele começou a me puxar para dentro entre beijos, aquilo parecia uma caminhada interminavél. Nós esbarramos em quase tudo que havia na sala, até finalmente encontrar uma parede sólida para nos parar. Eu empurrei um abajur para longe e em seguida empurrei Damon no seu lugar, mantive minhas mãos em seu peitoral o mantendo preso ali.

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Eu voltei a beijá-lo assim que pude, eu estava desesperada por mais. Agarrei seu pescoço por trás e o apertei, foi quando ele puxou uma das minhas pernas para cima, enroscando a mesma na sua cintura. Damon me prendeu no canto da parede bem ao lado da lareira, eu senti calor, mas não o calor da lareira, o calor dele. Aconcheguei ainda mais o meu corpo no dele.

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Me afastei dele por um momento, ele se manteve parado e sem reação como se não entendesse. Levei minhas mãos até a sua camisa, uma em cada lado e a puxei deuma vez. Rasgando a mesma e espalhando botões por toda a sala. Eu queria menos roupa e mais pele. Eu queria a minha pele na dele.

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Damon não perdeu tempo, ele rasgou o meu vestido de fora a fora sem precisar fazer esforços. Precisava daquilo tanto quanto eu o mais rápido possível. Ele me ergueu e envolvi sua cintura com minhas pernas e como um piscar do olhos, estavamos em seu quarto, ser vampiro tinha suas vantagens, como essa super velocidade e aquilo caiu muito bem nesse momento. Damon me jogou na sua cama e então ele estava sobre mim. Suas pernas ao lado das minhas, os braços fortes apoiados ao meu lado na cama, ele me deu um rápido beijo nos lábios e então desceu. Eu não conseguia controlar a minha respiração e ele beijava o meu corpo com delicadaza e desejo, eu estudava cada movimento seu.

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Seu corpo era tão bonito, ele era tão bonito. Ver cada detalhe seu assim, de perto e com os olhos me dava prazer. Ele era perfeito, perfeito para mim, feito para mim. A sua velocidade me encantava, era como um show para os meus olhos. Quando estavamos ambos quase sem roupas eu implorava para perder o pouco que nos restava, ele parecia me fazer esperar de próposito, me torturar e deixar o melhor para o final. A ponta de seus dedos deslizou pela lateral do meu corpo quando encontrou a minha última parte de roupa, ele puxou a minha calcinha e o ouvi o som de tecido sendo rasgado. Minhas pernas envolveram sua cintura por contra propria quando isso aconteceu, eu extremeci e gemi quando senti seu toque entre minhas pernas. Revirei meus olhos de prazer, ele parecia se divertir com cada toque que me dava com seus dedos por toda a minha intimidade, meu corpo gritava de prazer e minhas pernas se apertavam cada vez mais nele. Seus dedos me tocando e esfregando cada vez mais rápido me faziam querer gritar. Eu me contorcia embaixo do seu corpo e apertava o lençol com as mãos, que eu sabia que se colocasse minhas mãos nele eu o apertaria tão forte que tinha medo de quebrá-lo.
Levei minha mão até as suas costas e desci minha mão desenhando a mesma até finalmente encontrar sua cueca, agarrei a mesma para baixo e quando senti que ia explodir puxei a mesma para baixo o suficiente para que ele entendesse o recado. Seus dedos sairam de mim, por um lado eu finalmente podia respirar eu estava me sentindo como se fosse me afogar de tanto prazer, mas por outro lado eu o queria de volta em mim. Senti o pano que tocou meus pés, ele havia tirado sua cueca sem fazer esforços e sair de perto de mim. Ele envolveu uma mão em minha cintura levantou a mesma e puxando o meu quadril para mais perto dele, senti ele novamente em mim, eu gemi. Damon ocupou minha boca me beijando novamente, era melhor assim, ter sua lingua se envolvendo com a minha do que ter um gemido vazio. Minhas pernas o empurravam para mim, minha mão apertava a sua nuca e sua boca me beijava. Ele me penetrava de maneira lenta e dolorosa, do jeito que eu queria, do jeito que eu precisava. Meu corpo tremia de uma maneira fora do normal, eu nunca tinha sentido isso antes. Damon estocava cada vez mais fundo, como se quisesse entrar cada vez mais em mim, nos tornar um só.

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...

― Eu vou lá fora. ― Eric disse para Lexi. Duas garrafas de whisky já haviam ido. ― Ouvidos abertos.

Lexi acenou positivamente com a cabeça, enquanto se debruçava sobre o balcão para pegar outra garrafa. Eric saiu dali a deixando sozinha se servindo de mais um copo. Ela se mantinha atenta a conversa de Ric com Jenna. Jenna parecia um pouco alterada, assim como Lexi.

― É complicado. Mas, talvez aqui Jeremy finalmente se saia bem e faça novos amigos. É como eu lhe disse, as coisas ficaram duras quando ele perdeu o pai. ― Jenna disse com o copo de vinho na mão.

― Perder o pai é ruim para um garoto em qualquer idade. ― Ric disse cauteloso.

― Eu não sei... a perda ele até superou rápido. ― Jenna se debruçou um pouquinho sobre a mesa e sussurou para Ric. ― Mas, tem uma coisa. Ele inventou uma história maluca quando o pai morreu e ficou obcecado.

― Que tipo de história? ― Ric forçou uma risadinha.

― Ele inventou a história de que um ― Ela fez aspas com os dedos. ― vampiro tinha matado seu pai e agora ele tinha a obrigação de continuar de onde o pai parou, caçando vampiros. Quer dizer, os adolescentes até gostam de Crepúsculo, mas inventar essa história maluca é loucura! ― Jenna riu. ― Um dia desses na nossa antiga casa, ele pegou algumas lenhas que meu falecido marido havia cortado e as transformou em estacas.

― É... coisa maluca de criança. ― Ric forçou um sorriso, absorvendo cada palavra e cada detalhe.

Enquanto isso lá fora, Eric hiptonizava o seu jantar. Eric era um vampiro velho e rabugento, se levar em conta, ele insistia em viver como um verdadeiro vampiro e se alimentar de humanos direto da veia. Na maioria dos casos não os matava e os mandava para casa, mas ainda assim, se recusava a beber sangue que não fosse direto da veia. A garota de no máximo vinte anos e de aparencia assustada estava relaxada e pronta, apesar de tudo, porque estava compelida. Eric estava perto o bastante do seu pescoço para quase sentir o gosto do sangue em sua boca.

― Ei, solta a garota!

Uma voz jovem e desafiadora gritou bem atrás dele. Ele abriu um pequeno sorriso e soltou os ombros da garota. Então se virou lentamente e viu o garoto ali. Jovem, desajeitado e com olhar assustado. Jeremy segurava de mal jeito um arco e flecha.

― Vai com calma ai, garotão. ― Eric sorriu.

― Eu sei o que você é e o que você ia fazer com a garota, agora se afasta dela ou eu vou atirar.

― Calma ai, Buffy. Eu não vou machucar ninguém. ― Eric disse colocando as mãos para o alto.

Notas finais
Gostaram? Comentem o que acharam do capítulo meus amores! E muito obrigado pelos comentários carinhos, vocês são as melhores ♥ E as novas leitoras que sejam muito bem vindas :D