Notas iniciais
só explicar uma coisinha rápida aqui: primeira linhagem é algo que eu inventei para fic, primeira linhagem quer dizer que a pessoa foi a primeira a ser transformada por um original. O poder dela é quase o de um original.

POV Damon

― Alguém me contou que o seu amigo que está com meu irmão, também pegou Rick. ― Eu disse com meu tom de voz mais sombrio.

Estava segurando o homem pela gola da camisa no alto, olhando no fundo dos seus olhos, tentando descobrir se ele mentia ou se falava a verdade. Eu podia ver o medo nos olhos dele, o modo como ele tremia e respirava ofegante. Criatura hipócrita, na noite de lua cheia é um touro, mais na luz do dia é apenas um lobinho assustado.

― Eu não sei, eu não sei. ― Ele disse desesperado e choramingando.

― Não sabe? Talvez isso vá te lembrar alguma coisa. ― Eu falei mostrando uma pequena muda de mata-lobos.

― Não, por favor... Ahhh! ― O rapaz gritou quando raspei a erva no seu rosto. ― Eu falo, por favor. Eu falo. ― Ele disse cansado.

― Bom garoto. ― O soltei e deixei o cair sentado no chão do beco. ― Comece a falar.

A respiração dele estava descompassada e ofegante. Seu rosto machucado assim como nariz e boca depois da surra que lhe dei tentando conseguir uma confição.

― Klaus está disposto a criar um exercito de hibridos. ― Ele fez uma pausa e me olhou nos olhos, em duvida se podia ou não falar mais.

― Continue! ― Eu ordenei.

― Ele está reunindo os velhos amigos, precisa de confidentes ao seu lado. Mesmo que seja contra a vontade deles. É bem provavel que muitos deles já estejam mortos.

― Ele não mataria Stefan, ele é uma maquina de destruição. E muito menos Rick, que é da primeira linhagem. Continue.

― É só isso que eu sei. Ele pegou eles porque precisa de confidentes. Ouvi alguns boatos de que talvez ele esteja fazendo uma sociedade secreta.

― Isso é ridiculo. ― Eu dei uma risada forçada.

― As pessoas já estão comentando... sobre a garota. Se eu fosse você não tiraria os olhos dela. ― Ele deu um sorriso sujo de sangue.

― Doce sonhos. ―No momento seguinte o coração do lobisomen estava na minha mão.

POV Elena

Assim que o sinal para o intervalo tocou eu fui uma das primeiras a sair da sala. Eu estava caminhando entre a multidão com uma pressa e nem sabia porque, quando ouvi alguém chamar o meu nome.

― Elena!

Eu parei e me virei para olhar. Caroline e Matt estavam parados lado-a-lado me olhando com aquelas mesmas caras de pena.

― Como você está? ― Caroline disse me abraçando.

― Eu estou bem. ― Forcei um sorriso.

― Não parece. ― Matt deu um sorriso sem graça. ― Quer dizer, você não está bem. Não deveriamos perguntar já que sabemos a resposta.

― É. ― Eu apenas concordei sem jeito.

Depois de mais algumas horas fingindo estar bem, finalmente o sinal tocou e eu pude sair dali. Não estava disposta a pegar caronas, eu queria simplesmente andar, andar para o mais longe que fosse.
Eu caminhei até o cemitério. Parada naquele mesmo lugar. Estava sentada ao lado do tumulo do meu pai.

― Está tudo tão confuso. ― Eu apertei os olhos olhando para o nada. ― Você não me deu respostas, você simplesmente me deixou. O mundo é grande e assustador sem você. Porque ele? Eu só queria respostas.

Depois de mais uma meia hora ali, eu voltei para a minha nova casa. Tentando encontrar algumas respostas perdidas entre todas as perguntas.
Quando cheguei em casa, encontrei aquela mesma senhora que me mostrou o quarto arrumando a sala.

― Ah, Elena. ― Ela sorriu. A senhora tinha um leve sotaque alemão. ― Você precisa de alguma coisa?

― Não, obrigado. Eu.. eu estou bem. ― Dei um sorriso educado. Eu coloquei minha bolsa sobre o sofá e me sentei no mesmo olhando ela trabalhar, não resisti e tive que perguntar. ― Eu posso lhe fazer uma pergunta?

― Claro.

― Você pode me falar sobre o Damon? Sabe, ele é de poucas palavras, fechados. Eu... eu não me sinto bem sozinha com alguém que não sei nada. ― Eu tentei disfarçar toda a curiosidade que eu sentia.

― O sr. Salvatore é um cavalheiro... ― Ela começou a falar mais a interrompi.

― Sr. Salvatore?

― Sim, é o seu sobrenome. Damon Salvatore. Apesar das poucas palavras e o jeito grosso, ele é um bom garoto. Por trás daqueles olhos azuis se escondem um grande jovem. ― Ela se enchia de orgulho para falar dele. ― Ele é um homem de grande carater.

― Hum... e quanto ao irmão dele? ― Eu não me importei em esconder a curiosidade.

― O jovem Stefan. Stefan era o oposto de Damon, era extremamente gentil, aberto e estava sempre com um sorriso no rosto. Ele faz falta por aqui, para o irmão. Damon se fechou um pouco mais depois do ocorrido.

― Sem querer ser... intrometida, mas, o que aconteceu?

― Quando quiser respostas, pergunte a mim. ― Eu ouvi o som da sua voz e fiquei paralisada por um momento.

Olhei por cima dos ombros e ele estava em atrás de mim no sofá. Os braços cruzados e os lábios pressionados, como se ele estivesse segurando alguma confição.

― Você pode ir, Dorothea.

A senhora assentiu e então saiu dali com passinhos finos.


...


Assim que Dorothea desapareceu dali, ele continuou.

— Pergunte. — Sua voz estava assustadoramente fria, como se ele estivesse irritado com tantas perguntas.

— Eu perguntaria se você me respondesse direito. Não meia respostas e monossilabas, quero explicações.

— Você já ouviu aquele ditado, a curiosidade matou o gato? — Damon arqueou uma das sombrancelhas. — Ele é verdadeiro. No seu caso seria, a curiosidade matou a gatinha. — Ele começou a caminhar na minha direção. Eu me levantei do sofá rápidamente.

— Eu preciso saber. Estou de baixo do mesmo teto que você, não sei quem é você. Não sei nada sobre você. É mais seguro estar na rua do que aqui.

Ele sorriu.

— Ai que você se engana.

— O que aconteceu com seu irmão? — Eu vi uma sombra de dor nos seus olhos, sua expressão ficou dura.

— Ele morreu.

— Disse que meu pai havia o salvo.

— Ele morreu. — Damon repetiu.

— Está mentindo.

Nesse mesmo momento tirei meus olhos do dele. Meus olhos pararam exatamente sobre sua boca e um desejo tomou conta de mim, quase prestes a explodir dentro do meu pai. Eu queria tocar seus lábios, senti senti-lo, queria abraçá-lo, queria amá-lo. Apesar de seu comportamento grosseiro, de seu jeito misterioso e suas mentiras e respostas mal dadas constantes, sua beleza era inexplicavél. Quando se para pra olhar então, os olhos tão azuis, eu queria me perder ali.
Esfreguei meus labios como se estivesse me segurando para não beijá-lo.

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— Talvez eu esteja. — Seu rosto ainda estava sem expressão nenhuma, seus olhos então se abaixaram para mim boca também. — Algum problema?

— Sinto coisas estrahas quando estou perto de você. — Dei um pequeno passado para trás, quase impercebivel.

— Que tipo de coisas estranhas? — Ele virou um pouco a cabeça para o lado como se estivesse tentando me ver de outro angulo.

Eu fiquei em silêncio por um momento. Aquele desejo somente crescia, mas esse não era o real sentimento que eu queria ter por ele, eu queria simplesmente ódia-lo por me fazer quero-lo tanto. Por me fazer deseja-lo como nunca desejei ninguém.

— Meu problema é você. — Exatamente, meu problema é ele.

— Que sorte. Vá se arrumar, temos um lugar para ir. — Ele me deu as costas. Quando já estava quase subindo as escadas, parou e me olhou novamente. — Use vestido.

Odeio isso. Não sou um brinquedo que ele manda e eu sou obrigada a obedecer. O que acontece comigo? Porque eu simplesmente sedo aos seus desejos e as suas ordens? Eu nunca fui assim, nunca fui uma pessoa de personalidade fácil, mas tudo que sai de seus lindos lábios, tudo que é digo com a sua voz, é como uma religião para mim.
Vesti um simples vestido tomara que caia e sapatilhas. Quando desci as escadas ele já esperava por mim, estava elegante, mais uma vez. Esse tipo de coisa já não estava mais me surpreendendo.
Quando ele me viu na escada, não disse uma palavra que fosse. Simplesmente deu as costas e saiu primeiro, assim como fez hoje de manhã quando foi me levar para a escola. Onde estava todo o cavalheirismo que Dorothea me falou?
Dessa vez fomos novamente na limosine. Eu não tinha ideia para onde ele estava me levando e não estava disposta a perguntar se já sabia que ele não daria a verdadeira resposta, por isso, fui toda a viagem em silêncio achando que o meu silêncio fosse incomodalo, mas pelo jeito o agradou.
Quando a porta da limonise foi aberta, eu sai primeiro. Estavamos na enorme casa de fazenda da prefeita.

— O que estamos fazendo aqui? — Eu perguntei já imaginando a resposta.

A julgar por todas as pessoas ali, provavelmente uma festa, ou como costume dizer, uma festa de velhos.

— Não gosta de festas? — Ele não se importou em me esperar. Como sempre faz.

Damon me esperava do lado de dentro na porta.

— Tenho alguns assunto para resolver. Eu aconselho que você fique com a sua turma. — Ele indicou com a cabeça onde Caroline estava.

— Que assuntos?

— Não são assuntos para criança. Não se mete em confuções e evite chamar atenção. Nos vemos depois.

E então ele se foi, se perdeu entre todos os outros que estavam ali. Eu caminhei até Caroline.

— Hei.

Ela se virou derrepente com um sorriso empolgado.

— Elena. O que você está fazendo aqui? Meu Deus, é bom saber que mesmo apesar de tudo o que aconteceu não deixou sua vida parar. — Ela me deu um rápido abraço como havia me dado mais cedo.

— Bem, eu praticamente fui arrastada para cá.

— Seu tutor velho e sem dente? — Ela fez uma careta.

— Para falar a verdade, ele não é velho e nem sem dente. — Eu olhei sobre os ombros de Caroline e encontrei os seus olhos.


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Os seus lindos olhos azuis que me prendiam nele. Eu não estava mais ouvindo o que Caroline falava, estava apenas o olhando. Foi então que ele virou o rosto na minha direção e me pegou olhando para ele.
Foi como levar um banho de um balde água fria. Caroline estalava os dedos diante dos meus olhos.

— O que?

— Meu Deus, foi para que planeta? — Ela olhou por cima dos ombros para onde eu olhava. — Hummm, entendi. Ele é um gato.

— Ele é meu tutor.

Caroline guspiu toda a champagne que tinha na boca.

— Sério? Isso é tipo... vocês já se pegaram? Tipo, sei lá, ele é algum tipo de pervertido que pede para ser chamado de papai? Deve ser interessante brincar de mamãe e papai com ele.

— Na realidade ele é frio, calado, grosso e extremamente lindo.

— Com toda essa beleza eu não me importo dele ser o cara mais grosso do mundo.

Eu apenas lhe dei um olhar do tipo ''Está mesmo falando sério?''.

Depois de horas ouvindo Caroline falar do quão gato ele era, como se eu já não soubesse disso. A mãe dela finalmente veio sequestra-la de mim e levavá para a casa. A festa começou a se esvaziar e eu já estava ficando entediada, foi quando decidi procurar por Damon que não estava em lugar algum do salão, eu já havia procurado.
Eu subi as escadas e estava andando por um enorme corredor, vi uma porta entre-aberta e então fui até lá. Foi então quando estava prestes a entrar ali que senti. Sua mão tocou levemente o meu braço e deslisou para mim mão.



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Ele segurou o meu pulso levemente e então me puxou, me impedindo de entrar ali. Nossos corpos só não se tocaram por cerca de um centimetro.

— Eu mandei ficar longe de confusão. — Ele disse bravo.

Eu fiquei sem reação, sentir seu toque na minha pele foi a sensação mais maravilhosa que tive até agora. Sua mão quente deslisando pelo meu braço, me fazendo ter arrepios. Abaixei meus olhos para a minha mão onde ele ainda segurava o meu pulso. Damon abaixou os olhos juntos comigo, no momento seguinte nos olhamos novamente.

— Vamos embora. — Ele soltou meu pulso e me deu as costas.

Eu estava o odiando naquele momento. Porque logo agora? Um centimetro nos separava, eu não queria que ele soltasse meu pulso, eu não queria que ele fosse, eu já estava sentindo falta da nossa proximidade. Foi então que corri atrás dele.
Por mais rápido que eu tivesse corrido, ele já estava dentro da limosine e a porta estava aberta esperando por mim. Eu entrei rapidamente na mesma, sem dizer uma palavra e então me sentei ao seu lado. Seu rosto estava duro, como se ele estivesse com raiva. Ele fechou os olhos e respirou fundo como se estivesse tentando recuperar toda sua paciencia. Eu pousei minha mão sobre o banco do carro e sem querer nossas mãos se tocarem novamente. Ele tirou a mão rapidamente e se afastou de mim.

Notas finais
gostaram??? comentem dando a opinião de vcs, gostaria de saber, é sempre bom para continuar ^^