Notas iniciais
tai um capitulo maiorzinho =D

— Vamos entrar e sair antes do anoitecer. Se queremos sair de lá inteiros. — Lexi falou saindo do carro. Eu e Damon saimos juntos. — Eu e Katherine vamos entrar, Damon, você fique na porta da tumba.

— O que? — Ele não estava acreditando que ela estava falando sério.

— Se algum imprevisto acontecer você pode atrasar eles na porta, enquanto eu e ela pegamos Stefan. Vai ser simples, é entrar, pegá-lo e sair.

Eu olhei para Damon, como se estivesse esperando um olhar de aprovação dele, que veio assim que nossos olhos se encontraram. Caminhamos entre uma trilha mal cuidada pela floresta até um rochedo no meio da mesma, que mais se parecia com uma caverna.
Lexi entrou primeiro na mesma, mais antes que eu pudesse entrar atrás dela, Damon segurou meu pulso, novamente. Seus olhos estavam preocupados, suas sombrancelhas demonstravam a mesma situação.

— Tome cuidado.

Eu acenti. Então ele soltou minha mão e ficou na entrada da caverna, enquanto eu comecei a descer a escada improvisada bem atrás de Lexi. Damon se tornou apenas uma sombra distante, iamos entrando cada vez mais fundo ali. Os degraus eram feitos de terra seca e socada, cada passo que davamos levantava uma nuvem de poeira e terra. Foi então que quando chegamos ao último degrau encontramos uma porta de madeira trancada com um cadeado enorme. Ela quebrou o cadiado com as mãos com facilidade. Agora eu entendi o que Damon quis dizer com força absurda.
Ela empurrou a porta com a mão lentamente, pronta para qualquer movimento em falso ou qualquer surpreesa que nos pegasse ali. Uma enorme sala feita de rochas gigantescas. A única entrada de luz ali era um pequena janela com barras de ferro quase no teto. No meio da sala estava uma cadeia de ferro. Cabisbaixo e provavelmente desacordado, havia alguem sentado ali. Amarrado a correntes de ferro, com as mãos e pés amarrados na cadeia com um tipo de arrame farpado.
O lugar tinha um cheiro horrível, uma mistura de coisa pobre, com poeira e água suja. O local era sujo, aranhas e baratas subiam e desciam pelas paredes, nos cantos sujeira se acumulava.

— Bom dia, flor do dia. — Lexi disse.

Ele levantou o cabeça e os olhos bem devagar. Parecia fraco, cansado, nervoso.

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Lexi colocou as mãos na cintura e então sorriu carinhosamente para ele. Eu estava bem atrás dela.

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— Hora de ir para a casa, amigão. — Ela falou.

Ele olhou para mim, um sorriso irônico brotou em seus lábios. Algo como: Só pode ser brincadeira. Em seguida ele olhou para Lexi e não conseguiu deixar de soltar uma risada sem graça.

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— O que é isso, o esquadrão resgate? — O som da sua voz saiu debochado. Eu sabia que não era assim. Porque de alguma maneira eu já havia o conhecido, eu sabia coisas sobre ele que nem acreditava saber.

— Não temos tempo para brincadeira, Stefan. Agora eu vou tirar você daí.

Mais quando Lexi se aproximou da cadeira e foi soltar as mãos de Stefan, ele gritou alto.

— Não!

Eu até me assustei. Sua voz ecoou pela fortaleza de pedra e Lexi tirou as mãos da cadeira.

— Qual o problema?

— Eu não.. não posso ir. — Ele estava usando toda a energia que restava em seu corpo para falar. — Eu não posso, realmente não.

— O que te impede? — Lexi estava tão confusa quanto eu.

— Rebekah. Niklaus.

— Você é incrível, Stefan. Quando tira uma vadia da sua vida, coloca uma piranha pior ainda. Você não é um servo de Klaus. Vamos, volte a realidade. — Lexi estalou os dedos diante do seu rosto.

Mais nada aconteceu. Ele simplesmente continuou ali, sem reação alguma. Ele parecia sentir dores terríveis.

— Stefan, precisamos sair daqui antes do escurecer. — Lexi disse com raiva.

Ele não conseguia falar, apenas respirava fundo e ofegantante. Seu corpo escorria suor, dos seus punhos e das suas pernas escorria sangue onde o arame farpado estava. O não sabia se o olhava com pena ou medo. Foi então que nos olhos se encontraram, como costumava acontecer com Damon.

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Diferente do irmão, seus olhos eram verde, mais agora pareciam um verde desbotado, sem vida. Lágrimas escorriam pelo rosto dele e isso me deixava cada vez mais inquieta com a situação. Ele me olhava como se pedisse socorro.

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Lexi parecia confusa, ela sabia que talvez ele estivesse sobre uma ordem de Klaus e assim que o soltasse ele faria algo de errado.
Eu tinha que fazer alguma coisa, começar a ser uma boa pessoa, essa era a minha chance.

— Vou alimentá-lo.

— Eu não acho que isso seja um boa ideia. — Lexi deu de ombros. — A quanto tempo não bebe sangue, Stefan?

— Muito tempo. — Ele sussurou.

— Stefan, eu preciso que você se controle agora, você me entendeu? — Lexi segurou seu rosto com as duas mãos e olhou nos seus olhos. — Tome o suficiente até se sentir forte, você me entendeu? — Mais ele não parecia ouviu-la falar. — Stefan. — Ela gritou.

Ele fez um minimo sinal positivo com a cabeça.

— Isso vai doer. — Ela me olhou. Então segurou uma das minhas mãos e levantou minha blusa e minha jaqueta até o meu cotovelo. — Stefan, você me entendeu? Apenas o suficiente.

Eu olhei para o pulso rápidamente. Eu podia ver as veias sobre o mesmo, já estava pronta para a dor. Foi então que me aproximei dele e toquei meu pulso sobre seus lábios. Seus olhos ficaram num vermelho escuro, as sombras embaixo do mesmo, as presas cresceram. Exatamente como havia acontecido com Damon. Senti as presas perfurarem minha pele e apertei os olhos com a dor terrivel. Os seus dentes pareciam rasgar minha mão inteira. Foi quando abri os olhos novamente, que fui sugada por uma nuvem cinza.
Era como estar sonhando, imagens passavam diante dos meus olhos e vozes ecoavam longe. Stefan estavam parado na minha frente, a julgar pelas suas roupas, estavamos a muito tempo atrás. Eu senti em meu rosto sua mão tocar o mesmo delicadamente, senti o tecido da luva branca que ele usava.

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Mais uma vez a imagem mudou, uma voz feminina dizia.

— Não toquem, apenas deixem o interesse fluir diante de seus olhos.

Eu e Stefan estavamos dançando juntos, suas mãos não tocavam as minhas, mais eu podia ver um sorriso gentil e cuidado em seus lábios. Ele nem se parecia com o garoto que estava amarrado ali. Meu coração batia forte e eu tive uma sensação de que tudo estava bem.

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E novamente a imagem se alterou. Meus dedos tocavam a pele macia de seu rosto, nossos olhos estavam presos em um mundo reservado somente para nós dois. E então eu disse.

— É você. É você, Stefan. Sempre foi você.

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— Stefan! Pare, pare. — Eu ouvi a voz de Lexi gritar longe.

Meu corpo voltou ao normal. Eu estava caida de joelhos sobre a terra suja, enquanto eu sentia Stefan apertar meu braço com força e sugar todo o meu sangue. Ele havia se soltado da cadeira. Eu estava ficando tonta, estava prestes a desmaiar. Quando Lexi empurrou seu peito e ele me soltou, batendo contra a parede.

— Suba. — Ela me indicou a porta com a cabeça. — Suba, rápido!

Eu apenas obedeci e subi com as pernas bambas, o sangue ainda escorria pelo meu pulso. A escada que era de uma terra socada, agora estava um pouco lamacenta e só então me dei conta de que uma tempestade caia lá fora. Eu subi cada vez mais rápido e ouvi um strondo lá embaixo. Seja lá o que estivesse acontecendo, não era bom. Quando finalmente sai daquele lugar, a chuva caia forte e gelada, os pingos escorriam da minha nuca até as minhas costas. Damon não estava mais ali, meu coração dueu e bateu na garganta ao mesmo tempo. A preocupação e o medo tomaram conta de mim. Eu ouvi sons de todos os lados, galhos quebrando, passos na lama. Eu não estava sozinha.
Obedeci minhas pernas pela primeira vez em dias e então corri. A lama espirrava nas minhas calças. Minha respiração estava descompaçada e agitada. A tempestade tornou a floresta um breu cinza. Eu não conseguia encontrar a saida, estava perdida, mas não parava de correr. Foi então que alguém me segurou pelos braços.
Damon.
O meu coração sentiu um certo alívio. Ele segurava um guarda-chuva sobre nós dois.

— Stefan e... — Mais ele me interrompeu.

— Pegue o carro e vá para a casa. — Ele disse sério. Uma de suas mãos estava no meu rosto agora.

— Mas... — Ele me interrompeu novamente.

— Confie em mim. Eu disse que não ia deixar nada nem ninguém machucar você, vou cumprir isso. Agora vá, tome cuidado.

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Ele colocou o guarda chuva e as chaves na minha mão. Então ele desapareceu no momento seguinte. Eu olhei para trás, mais ainda assim ele não estava mais ali. Eu corri na direção de onde ele veio, eu vi de longe os carros parados ali adiante. Soltei o guarda chuva e corri mais rápido, abri a porta do carro de Damon e me joguei dentro do mesmo, tranquei as duas portas no momento seguinte.
Arrumei o banco, e então sai dali o mais rápido possível. Eu quase não conseguia enxergar a estrada, diminui a velocidade, a minha cota de acidentes de carro por semana já estava esgotada. Foi então que senti uma pontada horrível no pulso. Olhei para o mesmo, uma mancha de sangue tomou conta da manga da minha blusa.

Notas finais
eai, gostaram? será que pode rolar stelena ou nao? *-*