Notas iniciais
ai mais um capítulo *-* um capitulo levinho sem muita coisa, esse capitulo foi mais uma enrolaçao para oq esta por vir kkk enfim, espero que gostem, boa leitura!

O sol já havia nascido. Não se passava das nove da manhã, uma manhã fria. Uma névoa branca estava em torno da enorme casa, você podia ver a mesma bela janela, se espalhando pela cidade a diante. Os quartos estavam frios e silenciosos.
Assim que parei diante da porta, ele se sentou rápidamente. Ereto e assustado, atento a qualquer movimento. Como se eu fosse uma cobra pronta para dar o bote.

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Seu peito subia e descia desesperadamente.

― Não quis acordá-lo. ― Disse ainda parada na porta.

― Você nunca quer nada. ― Stefan falou insatisfeito.

― Vim pedir desculpas. Sei o que fiz... ― Ele me interrompeu.

― Damon me contou. Falou sobre as lembranças estarem voltando. ― Stefan se levantou e foi até o ármario, tirou uma camisa dobrada e passada do mesmo e a vestiu. ― Deve ser uma maneira diferente de ver as coisas. Já que agora você é a mocinha e não a bandida. ― Ele não poupou o comentario ao abotoar a camisa. ― O que você espera? O meu perdão? Porque se for, é melhor desistir.

― Não, não, não. Não estou aqui pelo seu perdão, porque sei que não vou tê-lo e sei também que não o mereço. Só... só achei que como o meu dever eu tinha que vir aqui dizer algo. Todas as coisas ruins que acontecem com você são culpa minha e eu nem posso controlar isso, e eu realmente sinto muito. Sei que você deve estar pensando que não sinto, mais eu sinto, mais do que imagina.

Ele me olhou como se estudasse cada uma das minhas palavras. Absorve-se o sentido delas para ter certeza se eram verdadeiras ou não, mas ainda assim, ele definitivamente não botava fé e menos ainda levava em consideração.

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― É só isso? ― Stefan perguntou.

― Sim. ― Engoli o pouco de saliva que me restava na boca.

Sai do quarto o mais rápido que pude. Meus passos ecoavam pelo carpete de madeira e faziam um tipo de eco pelo enorme corredor. Eu estava tentando respirar fundo, mas, de alguma maneira o ar não queria entrar pelos meus pulmões. Parei em um canto, encostada na parede, tentando me concentrar em respirar antes de continuar o meu caminho até o quarto de Damon.
Quando meu ar finalmente voltou, eu continuei a caminhar. Agora devagar, tranquila, sem pressa. Parei na porta do quarto de Damon. A porta estava aperta, dali mesmo eu pude sentir o seu cheiro, aquele cheiro. Era como sentir o cheiro de casa depois de passar anos fora. Ele estava parado diante da janela feito uma estatua, uma maravilhosa estatua. A luz do sol tomava conta do quarto, que em alguns pontos ainda estava escuro com a pouco iluminação. Assim que entrei no quarto, ele se virou.

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Agora parecia mais relaxado, mais anda assim, a sua expressão não era das melhores.

― Oi. ― Foi tudo que eu consegui dizer. Um sem graça e sem vida ''oi''.

― Olá, como você está? ― Ele perguntou com preocupação.

― Bem. ― Forcei um sorriso. Ele sabia que eu estava mentindo pela cara que fez ao ouvir minha resposta.

― Não, você não está. ― Ele veio caminhando na minha direção. Com passos longos e rápidos.

A cada passo que ele dava, a cada centimetro que ele diminui era nós era uma sensação boa para mim. Era como se pequenos fios de prata e felicidade se acende-se no meu peito. Era como receber uma massagem quando se está com dor. Damon é o que eu mais precisava agora, estar em seus braços naquele momento curaria tudo de ruim que existia em mim.

― Eu sinto tanto. ― Ele pegou na minha mão e a segurou.

Ele estava me segurando, ele estava segurando o meu mundo por mim. E isso era tão bom.

― Isso é tão... a umas três semanas atrás a minha maior preocupação seria o que eu iria vestir na minha festa de aniversário. Mas, as coisas mudam. Aqueles dois polícias na minha porta de madrugada dizendo que meu ''pai'' ― Fiz aspas com os dedos. ― havia sofrido um acidente e falecido. E na manhã seguinte, lá estava você. Me vendo chorar... ― Dei uma risadinha sem graça. ― virando o meu mundo de cabeça pra baixo. Mistérioso.

Damon levantou um canto da boca. Quase um sorriso.

― Mistérioso. ― Ele repetiu baixinho, debochando de mim.

― Eu nunca ia imaginar algo assim.

― Está com medo? ― Ele segurou a minha mão um pouco mais forte, como se quisesse me passar segurança.

― Um pouco. ― Segurei sua mão com as minhas duas. ― Tem toda essa coisa imprevisível na minha vida agora. Esse meu outro lado mau. Eu me assusto, tenho medo de mim mesma as vezes. Mas, não estou disposta a reclamar ou me torturar, e pior ainda, torturar os outros com os meus problemas. ― Acariciei sua mão.

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― Vamos salvar Ric? ― O olhei nos olhos.

― Vamos? ― Ele me deu uma risada que dizia claramente ''Você só pode estar achando que enlouqueci''. ― Eu vou.

― Não sozinho.

― Não quero mais pessoas se machucando, não quero que você se machuque. ― Ele disse num tom sério.

― É inevitável, Damon. Enquanto e estiver aqui as vão se machucar. Entendeu? Eu sou a causa de todos os problemas. Stefan, Ric, Caroline, você. Se vão se machucar, que eu me machuque no lugar de vocês.

― Odeio seu heroismo estupido. ― Ele descarregou as palavras sobre mim. ― Preferia quando gostava mais de si mesma. Você poderia ser muito egoísta, mas seria esperta o suficiente para não pensar em fazer algo desse tipo. Não pode lutar contra lobisomens e vampiros originais.

― Sou uma garota durona, Damon Salvatore.

Ele revirou os olhos e sua mão deslizou entre as minhas a soltando. Ele serrou os punhos por um momento.

― Eu sei que é. Mas, ainda assim é minha garota. Não posso deixar que nada aconteça com você. E não vou, nem que eu tenha que amarrá-la... ― Ele me apontou o dedo e ia continuar com seu discurso.

― Damon. ― Assim que disse seu nome ele se calou, assim que segurei sua mão novamente ele me olhou preocupado. ― Eu estou aqui e não vou a lugar nenhum. Só que também não posso deixar que faça isso sozinho e não vai fazer.

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Ele me olhava de uma maneira que tentava se convencer disso, mas por dentro insistia em teimar sobre a situação.

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Meia hora mais tarde estavamos todos reunidos na sala. Eu estava sentada no sofá, de braços cruzados e olhando para o nada. Lexi estava no sofá ao lado do meu e Caroline sentada no sofá na minha frente, enquanto Damon estava de pé ao meu lado.

― Esse anel é horrível. Mal posso imaginar passar a eternidade com isso. ― Caroline fez uma careta olhando para o anel em seu dedo.

― Ah, Barbie, poupe nossos ouvidos desse tipo de comentários. Por favor. ― Damon resmungou. Ele pigarreou rapidamente com a mão na boca antes de continuar a falar. ― Quando fizemos o feitiço com Kathe... ― Parou bruscamente. ― Elena. A bruxa disse que teriam consequencias. Boas e ruins. E que o feitiço não iria durar para sempre, mas isso já era fato. Quando se trás alguém de volta da morta humana é como brincar com fogo. Você está mexendo com o equilibrio da natureza, certo? Pois bem, as consequencias estão aí. As memorias do que ela era estão voltando. Mas, elas só aparecem com um elo de sentimento. Ric tem que conhecimentos aprofundados no assunto magia, e ele e Elena tem um elo muito forte. Quase uma relação de criador e prole, ou pai e filha. Pois então, ele sabe quando ela precisa dele e ela sabe quando ele precisa dela. Ric, obviamente usou um desses metodos para avisá-la, ou talvez, ele tenha manipulado uma memoria. Quase como uma hipinoze. ― Damon se sentou ao meu lado no sofá e passou o braço por trás do sofá sobre minhas costas.

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― Minha nossa! Eu não acredito que vocês transaram. ― Lexi disse empolgada.

― O que? ― Meus olhos se arregalaram.

― Está brincando comigo? Eu acabo de praticamente fazer um discurso de um grimorio e tudo que você diz é que transamos? Nós não transamos.

― Ah, não é? E esse braço ai? ― Caroline levantou as sombrancelhas.

― Ah, pelo amor de Deus. ― Damon resmungou.

― Nós não transamos. ― Eu disse.

― Nós não transamos? Eu senti que tem um ''ainda'' nessa frase. ― Caroline completou.

― É, tem um ainda aí. Vocês não transaram, mas querem? Que novidade. ― Lexi deu de ombros.

Damon me lançou um olhar descarado que perguntava explicitamente ''Nós queremos?''. Eu apenas desviei o meu olhar me segurando para não rir.

― Certo. Sabemos onde Ric está, mas, olhe pra gente. Eu sou apenas uma primeira linhagem, Caroline é uma vampira bebe. ― Lexi esfregou os olhos.

― Precisam de reforços?

Todos olhamos na mesma direção, de onde o som daquela voz vinha. Stefan. Ele estava parado de pé na nossa frente.

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― Stefan. ― Lexi disse seu nome baixinho.

― Vocês quem sabe. Também não vou me importar de ficar em casa o resto do dia vendo TV e bebendo. ― Ele disse se encaminhando para a mesa de bebidas e dando de ombros que se não quisesse mesmo fazer isso.

― Alimente-se. ― Damon disse o olhando.

― Damon, sabe que ele pode perder o controle! ― Lexi o advertil.

― Não, ele não vai perder o controle, certo, Stefan?

Stefan deu um minimo aceno positivo com a cabeça se servindo de um copo de whisky. Meus olhos encontraram Caroline, ela estava tensa. Como se temesse Stefan.

― Bem, a quadrilha está formada. ― Lexi esfregou as mãos e forçou um sorriso. ― E eu preciso de um O negativo. ― Ela se levantou.

Notas finais
eai gostaram? o proximo capitulo vai ter muita açao, eu prometo kkk pessoal, sera que alguma das minhas amadas leitoras poderia recomendar a fic? =/ poxa, eu sei que pode ser pedir demais, mas as coisas tao meias desanimadas aqui kk quem sabe recomendando as leitoras voltem a aparecer por aqui, muito obrigado a quem recomentar e a quem não recomentar, obg so por ler kk desculpe a demora x)