Deixe o seu destino agir, guiar seu coração.

1 Cap. 1 - Sonhar acordada tem nível de intensidade?


Notas iniciais
Annyeong pessoas! Bem, cá estou eu com mais uma fanfic de Zelda! Novidade né? (todo mundo aqui sabe que tu tem uma doença, vlw?) Enfim, fiz baseada em um sonho que tive há muito tempo e resolvi aprofundar e criar uma história bacana e cheia de mistérios! Espero que gostem! Deixem seus comentários e vamos lá! :)

Caminhava devagar. Sem rumo e milhões de pensamentos na cabeça. Vez ou outra, chutava alguma pequena pedra que estivesse em seu caminho. Uma das mãos que mantinha no bolso de seu moletom retira e ajeita o capuz. Não tinha a quem visitar. Apenas tinha ela, e ela mesma ali. Nas ruas, haviam poucos carros e nenhuma pessoa à vista. O céu ficava mais alaranjado com o passar do tempo. Logo anoiteceria, mas ela não ligava. De repente, fica parada, fitando a prefeitura de sua cidade, que era cercada de muitas árvores. Não sabia o que havia atrás daquele prédio gigantesco. Foi então que seus pensamentos foram rompidos pela curiosidade de saber o que havia além daquele lugar. Havia uma rótula em frente ao prédio e em meio da mesma, havia um espaço com grama e umas pequenas e finas árvores. Atravessando a rua rapidamente, ela se põe parada naquele pequeno pedaço de terra em meio ao tráfego de alguns poucos carros. O céu começou a ter uns tons de rosa e mais no horizonte, a escuridão se aproximava. Se mantinha parada, fitando a prefeitura e deixando sua imaginação ir mais além.

Ao passar dos minutos, já não havia mais nenhum carro nas ruas. Os postes se acenderam e a escuridão estava mais perto. Estava sentada naquele pedaço de terra, com nada além de sua curiosidade e sua imaginação criando histórias.

Um silêncio toma conta do lugar, de repente. Ela fica um pouco assustada, e olha para os lados, percebendo que havia ficado ali por horas e não notou o tempo passar. Sua mãe estaria preocupada. Suspira, como se tivesse de voltar a realidade que não a trazia tanta paz assim, se levanta e projeta seu caminho de volta para casa. É então que ouve uma música.

Uma música contagiante. Como se a natureza tentasse transmitir suas emoções. Uma melodia misteriosa, que despertava um grau de curiosidade sem fronteiras nela. Foi quando se deu conta de algo e suspirou surpresa.

– Essa melodia…

Se pôs a escutar com mais atenção. E para seu espanto, era exatamente o que estava pensando.

– Lost… Lost Woods?! — fala para si, em sussurro.

A curiosidade invadiu seus pensamentos e quando deu por si, já estava parada em frente à prefeitura. Sacudiu a cabeça, a fim de se livrar do transe.

– Poderá ser…? — sussurrou.

Havia um amontoado de árvores logo á esquerda de onde estava. Como se fosse um local vazio que haviam esquecido. Um pequeno barranco se estendia entre as árvores, e foi por onde ela foi subindo. Ao fim dele, a terra voltara a ser plana e o número de árvores aumentara. A música a hipnotizava e a fazia prosseguir ainda mais. A melodia aumentava a medida que se distanciava cada vez mais. Sua respiração já estava pesada. E se for só uma ilusão? Estaria sonhando acordado de uma maneira tão intensa? Ela não sabia, apenas se esgueirava entre os galhos e as pilhas de folhas, sendo guiada pela melodia.

– Devo estar ficando louca…

De súbito, a melodia parou. Fato que a fez parar de caminhar também. Seu coração começara a descompassar e o medo tomar conta de seus pensamentos. Pensamentos que foram dissipados quando avistou uma pequena luz azul mais a frente. Novamente movida pela curiosidade, seus pés se moveram sozinho, a fazendo prosseguir.

– É... Eu estou louca.

A pequena luz se movia rapidamente entre os galhos das árvores, parando vez ou outra para esperar pela garota.

– Hey! — exclamou.

Se pode ouvir risadinhas.

– A luz… Riu?! — espantou-se e continuou a segui-la.

O tempo parecia passar mais rápido a cada passo que dava atrás da luz que ria baixinho. De repente, a pequena luz sumiu. Já sem fôlego, a garota retira alguns arbustos de sua frente e se depara com uma floresta. Mas não uma floresta qualquer…

– Floresta Kokiri?! Não! Não pode ser verdade! — gritou um pouco alto demais.

Um ser pequeno, com orelhas pontudas, vestido verde e cabelos loiro claros prendidos à dois rabos de cavalo em forma de pompons se aproximou. Tinha a aparência de uma criança de dez anos.

– O que é você? Não parece Hylian! — perguntou a garotinha sorridente.

– Eu o que? O que sou? Hylian?! — sua mente já não sabia o que processar.

– Talvez Link saiba o que você é! Ele veio nos visitar hoje!

– L… L… Link?! — gaguejou, nervosa.

– Conhece Link? Nunca ouvimos falar de você, se for o caso! — suas risadinhas eram constantes — Quer que eu leve você até ele? — ela se balançava para frente e para trás na ponta dos pés.

– Eu… Eu…

– Venha! Vou te acompanhar! — puxou a garota pelo braço e a correu pela floresta.

Haviam pequenas casas por todo lado. Uma pequena aldeia habitada por crianças de orelhas pontudas.

– Eu só posso estar sonhando… — sussurrou.

– Se estivesse mesmo sonhando, poderia me sentir? — perguntou a sorridente garotinha de rabo de pompom segurando firme sua mão.

– Isso não faz sentido…

– Não precisa fazer sentido se você acredita!... Veja, chegamos!



Haviam parado em frente a uma pequena casa em cima de uma árvore. Uma escada dava acesso à pequena casa. Podia se ouvir que havia alguém lá dentro.

– Ele está lá. É só subir! Até mais tarde! — saiu correndo por aí.

– Obrigada!... Eu acho… — coçou a nuca, ainda com dificuldade de acreditar em tudo aquilo.

Seu coração estava apertado, assim como sua garganta, que mal podia engolir a saliva. Deu um longo suspiro e subiu a escada.

Adentrou a passos leves, a pequena casa.

– Com licença… — falou baixinho.

Um homem alto, cabelos loiro cinzentos, orelhas pontudas e roupas verdes estava organizando algumas bugigangas quando percebe a presença da garota. Vira-se rapidamente e se assusta.

– Wow! Quem é você?! — exclama, tropeçando em um vaso que havia por perto.

– Puxa vida… É você mesmo… — ela mal podia crer.

– Eu sou eu mesmo, que sou, que?... E quem é você?! — sua expressão de apavorado era hilária.

– Sou Mei… — agora ela tentava se segurar para não rir do homem.

– Mei? — ficou pensativo por uns instantes.

– Ahm… Como deve ter percebido, não sou daqui — deu uma leve risada.

– Eu sei.

– Sabe?! Como assim?! — a garota já estava confusa o bastante.

– Bem, não pensei que fosse acontecer logo hoje… Bem, me chamo Link — estendeu a mão para cumprimentar — Rei de Hyrule.

– Rei de Hyrule?! Como um cara tão preguiçoso consegue se tornar rei? — exclamou.

– O que?! Hey!

Ela gargalhou.

– Não resisti, desculpe — sorriu tentando segurar o riso.

– Falando assim você até parece… Ah, deixa pra lá — coçou a cabeça, ficando sem jeito.

– Quem? Navi? — ela não sabe o porque mencionou isso.

– Como sabe sobre… Bem, esqueça isso. Temos que ver Zelda, já que está aqui. Vamos — vai saindo pela porta e já descendo a escada.

– Ver Zelda?! Hey! — corre atrás.

– Sim. Porque estávamos te esperando há muito tempo. — sorri.

~~~

Pov Mei~

Corri para alcançar a pessoa que eu não estava acreditando que eu havia conhecido.

– Hey! Espere! — desci a escada quase caindo.

– Sua voz... — balançou a cabeça — Vamos, Zelda vai ficar feliz em te receber — sorriu.

Era estranho estar ali, já sabendo de toda a história. Me pergunto se eles sabem do que eu sei sobre eles...

– Então, você e Zelda casaram... Cara, eu sempre quis isso — falei por falar e percebi que Link estava meio desconfiado.

– O que quer dizer? — coçou a cabeça.

– Longa história... Eu conto depois — pisquei.

– Luke vai gostar de te conhecer — riu, me olhando de canto.

– E pra quê essa cara de moleque travesso?! — e ele riu da minha cara.

– Espere e verá — sorriu de canto.

No fundo me batia um ciúme de ele estar casado. Não me julgue, Link sempre foi muito bonito... Me pergunto quem é esse Luke.

– Sabe... Pode parecer estranho, mas me sinto familiarizado à você — fitou o horizonte e em seguida me olhou bem nos olhos.

Meus olhos brilharam, senti isso. Era mais estranho ainda, mas eu sentia o mesmo. Como se Link fosse um grande amigo. E agora mais velho, sinto ele como um pai, porque o jeito como me olha... Parece querer me proteger e querer o meu bem... Acho que estou enlouquecendo.

– Entendo... Estranho, mas sinto isso também — finalmente falei.

Link me encarou por alguns segundos e sorriu.

– Talvez porque você me lembre alguém.

~~~

Ao chegarmos no castelo, meu coração queria saltar pela boca. Conhecer Zelda? Me belisca, que eu devo estar sonhando mesmo! Será possível mesmo? Eu estar dentro da Lenda de Zelda?! E como eles sabem sobre mim?! Cara, hoje o dia vai ser longo... Subitamente, apertei fortemente o braço de Link. Ele pôde perceber meu medo, pois tudo aquilo era novo para mim. E eu não tinha certeza se estava apenas sonhando ou...

– Se quer saber... Você não está sonhando. Logo, lhe explicaremos tudo, Mei — Link falou como se pudesse ler minha mente.

– E quem é Luke? — saí de meu estado de estátua e finalmente falei.

– Meu filho -sorriu, corado.

Eu fiquei sem reação. Não sei se era pura alegria de eles terem um filho ou eu estava muito nervosa.

Adentrando o castelo, fiquei radiante ao passar por tantos lugares nostálgicos. Mas não poderia surtar por isso, me achariam louca. Mas não escondi minha alegria. Link ria com meus leves gritinhos e quando eu apontava pra tudo como uma criança num zoológico.

– Você é bem parecida comigo, tenho que admitir — Link falou, rindo da minha cara de pateta.

– Sério? — aquilo havia me deixando muito feliz, não sei porque.

Talvez porque eu sempre quis estar ali?!

Entramos na sala do trono e lá estava ela. Parada, conversando com uma mulher mais velha, de cabelos brancos e armadura azul.

– Zelda, querida... Ela chegou. Finalmente.

Zelda se virou rapidamente e suspirou, em seguida esboçou um sorriso radiante. Segurou a mão da mulher com quem conversava.

– Finalmente! — exclamou ela correndo em minha direção.

– Zelda... — sussurrei, com um sorriso bobo estampado em minha cara e Impa tentava não rir, se aproximando e fazendo um sinal com a cabeça, me cumprimentando.

Link bagunçou meus cabelos e sorriu. Zelda me abraçou e falou algo como estar me esperando há tantos anos... Eu mal prestava atenção, estava abobalhada por estar ali, com eles... Hyrule, Princesa que agora é Rainha Zelda, Herói do Tempo Link... Impa, só pode ser ela... Será isso tudo, verdade? Acho que não existe grau alto de sonhar acordada... E mesmo que seja um sonho... Não quero acordar tão cedo!

Notas finais
Comentem :3 P.S. NADA IMPORTANTE: Não achei uma imagem perfeita pra fic,então por enquanto vai ficar sem capa, paciência T_T