Notas iniciais
Capítulo 2 fresquinho para vocês! Vamos desenrolar essa história! Mei: 'Cuz I'm so bad bad, but I'm so good good ~canta e sai dançando~ Link: ... Cê é parente do Kamaro, é?! Mei: Tá me chamando de bixa? Demos muitas risadas.

" Será isso tudo, verdade? Acho que não existe grau alto de sonhar acordada... E mesmo que seja um sonho... Não quero acordar tão cedo!"

Pov Mei~

Eu mal podia crer em tudo aquilo. Estar em Hyrule, estar na presença de Zelda, Link e Impa... Confesso que estou muito curiosa para conhecer o filho deles. Deve ser um garotinho tão bonito quanto os pais! E outra coisa que me deixou em devaneios de pensamentos foi a questão de Link ter ficado sem jeito quando mencionei Navi... E o jeito como ele me comparou com alguém conhecido dele... Preciso conversar a sós com ele sobre isso...

Em seguida, Zelda grita o nome do filho e alguns segundos depois surge um rapaz que fez minhas pernas ficarem bambas... Esse era o Luke?! Merece mesmo ser chamado de príncipe, porque, pelas deusas, que garoto bonito! Ai, hormônios, acalmem-se... Era um rapaz alto como Link. Tinha o mesmo corte de cabelo e mesma cor, aquele loiro escuro. Seus olhos variam entre o azul dos olhos de Zelda e o azul escuro dos olhos de Link. Simplesmente um garoto perfeito... Exceto por ser tremendamente desastrado quando estava distraído. Ao se aproximar de todos, tropeçou no tapete, mas Impa segurou ele a tempo.

– Sei que é filho de seu pai, mas precisa ser tão idêntico? — disse Impa tão séria, que aquilo soou engraçado demais.

– Hey! — exclamou Link, erguendo os braços.

Zelda e eu nos olhávamos, prendendo a gargalhada.

Luke se levantou rápido e se ajeitou, ficando vermelhíssimo. Foi quando voltou seu olhar para mim. Correu em minha direção e fez reverencia.

– Prazer em te conhecer, Mei! Me chamo Luke! — seu sorriso radiante e seu entusiasmo me faz lembrar Link em todos os aspectos.

Zelda me olhava volta e meia, como dizendo: " Eu sei, é o clone dele. Eu sei." Eu queria rolar no chão com minha vontade imensa de rir. Me contive e retribui a reverencia para Luke.

– O prazer é meu em estar aqui com todos vocês!

Todos me dirigiram um sorriso tão doce, que senti meu coração parar por pelo menos um segundo. Sou exagerada, eu sei! Mas foi o que senti... E afinal, onde tudo aquilo ali ia dar afinal?!

E como se lessem minha mente, todos me guiaram para fora do castelo. Seguimos até o jardim, que ficava atrás do enorme castelo e nos sentamos perto de um chafariz.

– Bem, deve estar se perguntando o porque está aqui — Link se levantou.

Assenti.

– Veja, sabemos tudo. Até o motivo de como você sabe tudo a nosso respeito.

– Contaram a vocês sobre os videogames e que a lenda de vocês é um jogo? Uma realidade virtual, para ser mais específica — eu me sentia importante falando desse jeito, haha.

– Sim. No início foi muito difícil entender tudo, mas conseguimos compreender bem. Luke demorou muito até entender pois ele está envolvido na profecia, então acabou ficando nervoso.

Olhei para Luke no mesmo instante. Só agora eu havia percebido que estava sentado ao meu lado. Me fitou meio triste, talvez por estar com medo, tanto quanto eu. E confuso por ser algo além do entendimentos deles todos ali.

– Profecia? Como assim?

– Você foi guiada pela Saria's song, não é? — Luke perguntou.

– Sim! Estranhamente, eu não conseguia ignorar e minha curiosidade só aumentava. Eu meio que, fui manipulada pela minha curiosidade e foi quando cheguei na Floresta Kokiri.

– Sim. A Saria's song desperta isso em nós. E você foi guiada até aqui, assim de repente, porque tanto como Luke, você está na profecia também e já estava na hora de você vir — disse Link.

– O que?! Eu estou na profecia?! Estava na hora de eu vir? — eu já não entendia mais nada.

– Bem — continuou Zelda — Quando Luke nasceu, recebemos mais uma profecia. Uma garota, junto de nosso filho, trariam de volta a paz e o equilíbrio de nosso mundo. Você viria de uma dimensão muito além de nós. Os sábios nos explicaram sobre sua era e o porque você saberia tudo sobre nós. Ficamos com medo no início, pois Luke recém havia nascido. Mas a profecia dizia que você viria depois de dezenove anos, a partir do dia em que recebemos a notícia.

Eu piscava tantas vezes tentando processar aquilo, que já estava ficando com dor de cabeça.

– De alguma forma, você e Luke são os próximos escolhidos. O que é confuso em certo ponto, pois você descende... — Link interrompeu Impa.

– Ahm, Impa, sinto muito te interromper. Mas quero contar isso à ela mais tarde, tudo bem?

– Ah, sim! Tudo bem. Enfim, Mei, você tem um destino aqui — Impa sorriu e pude sentir ela me proteger, de alguma forma.


Eu olhava para os lados, minha mente estava virada em um turbilhão. Era informação demais. Então todos perceberam as lágrimas em meus olhos... Se aproximaram muito rápido e Link secou minhas lágrimas com seu polegar. Ergueu meu rosto e me fitou por alguns instantes... Aquilo era estranhamente incrível... Eu podia senti-lo como meu melhor amigo do mundo...

– Não chore. Vamos te ajudar no que precisar, Mei. Está segura com nós, não precisa ter medo. Estaremos ao seu lado, sempre — Link sabia como confortar alguém, e eu sabia muito bem disso.

Eu soluçava à essa altura e não consegui evitar de abraçar ele. Parecia que... Eu estava esperando por isso fazia muito tempo. O que era impossível pois, acabei de conhecer ele pessoalmente. Zelda passou a mão em meus cabelos e Impa afagou meu braço. Todos eram meus amigos ali, sem dúvida.

...

Quando finalmente me acalmei, fiz uma pergunta essencial.

– E... Eu vou poder voltar para casa? — sequei uma lágrima perdida.

– Claro! Quando quiser!- disse Zelda.

– Mas como?!

– Tome — ela retira uma pequena pedra azul, amarrada por um cordão, que guardava em algum bolso do longo vestido — Vai poder se transportar com ela para sua casa. E vice e versa. Mas tenho que avisá-la, quando realmente precisarmos de você, a pedra vai te transportar para cá automaticamente.

Peguei a pedra azul, que tinha um brilho magnífico. Então minha missão ali, era ajudar não só estando ali, mas podendo usar meu mundo também. O que era muito útil, de verdade.

– Mas ainda não entendi meu propósito aqui — falei e no mesmo segundo, Luke me fitou e em seguida desviamos os olhares, ficando com as bochechas vermelhas.

– Mais tarde, vamos conversar e vou te esclarecer coisas que ainda precisa saber — disse Link, e em seguida sorriu.

Entendi o seu sorriso. Era para não me preocupar. Mas eu já estava a flor da pele, nada me acalmaria, realmente.

Após o jantar, me despedi de Luke, que me abraçou tão forte que senti minhas pernas virarem gelatina. Abracei Zelda. O abraço dela, era exatamente como o da minha mãe, aconchegante e doce. Depois de me despedir, Impa me guiou até o estábulo, para encontrar Link. Eu também queria falar a sós com ele. E também sentia uma segurança absurda em conversar com ele. Como se fosse um melhor amigo de muitos anos. Impa afagou meu cabelo e deu um breve sorriso.

– Cuide-se Mei.

– Obrigada Impa — sorri, corada.

Ela se retirou rapidamente e fui caminhando pelo gramado até chegar em um espaço aberto, onde Link montava um belo cavalo. Ou melhor, uma égua. Que eu sabia muito bem que era Epona.

– Link! — gritei e acenei.

Ele acenou de volta e veio em minha direção. Parou com Epona em minha frente e obedeci ao meu impulso de tocá-la.

– Oi garota — afaguei e ela relinchou feliz.

– Ela gosta de você — Link desceu da égua e me encarou — Vamos dar uma volta?

Assenti.

Caminhávamos pelo espaço aberto, enquanto Epona pulava umas pequenas cercas do obstáculo.

– Eu queria... — falamos em uníssono.

Rimos e ele fez um sinal com a mão para que eu falasse primeiro.

– Ahm, não sei como dizer isso... — cocei a nuca.

– Com palavras? — e sorriu abobalhado.

– Mas é muito engraçado esse hylian. Estou morrendo de rir por dentro, sério — encarei-o, estreitando os olhos e sorrindo de canto.

Ele gargalhou.

– Fique calma. Prossiga.

– Eu queria te perguntar... Não precisa responder se não quiser... Porque ficou sem jeito quando mencionei Navi? E quem é essa pessoa na qual você me comparou? Não tirei isso da minha cabeça desde hoje cedo... — já estava anoitecendo, e lá estávamos dois bobões discutindo fatos da vida.

Link ficou em silêncio por alguns instantes, caminhando e fitando o gramado, com um leve sorriso nos lábios. Então, voltou seu olhar perdido para os meus olhos.

– Era exatamente sobre isso que eu queria falar. Bem, fiquei sem jeito aquela hora porque, você ter tocado no assunto, me fez retomar a enorme saudade que tenho daquela fadinha tagarela. E te comparei, com ela mesma. Você me faz lembrar muito dela... — sorriu.

– Hey! — exclamei por ter me chamado de tagarela.

– Entende agora?! Escute seu próprio "Hey!" e me diga o contrário! — erguia os braços e fazia caretas.

Eu ri tanto que tive que colocar as mão contra minha barriga.

– Essa risada também... É bom ouvi-la — ele sorriu para mim de uma forma tão doce, como se eu fosse alguém que ele não via há uma eternidade quase.

– E qual era o assunto no qual você queria me contar? — sentamos em uma cerca de madeira, que atrás, havia a floresta.

– Acho que já ficou claro que você tem uma conexão com esse mundo... E esteja na profecia porque talvez, já tenha feito parte deste mundo, um dia... — agora ele fitava os poucos rastros de nuvens rosas e laranjas no horizonte, vendo a escuridão se aproximar lentamente.

– Sim, eu senti isso, mas ainda não consigo entender...

– Mei, você é descendente de Navi... Até tenho uma leve suspeita de que, sua alma, seja a dela — Link sorriu, parecia estar muito feliz com isso.

– O-O-O que?! — isso não era possível...

Link subiu na cerca, alcançando uma árvore atrás de nós. Pegou um pequeno broto de flor. Tinha a cor azul como a pedra em que Zelda havia me dado. Desceu da cerca e sentou novamente ao meu lado. Espremeu o broto em cima da minha cabeça e dele, caiu um pó azul brilhante. Em alguns segundos espirrei e ele riu da minha cara.

– Seu sacana — falei batendo no braço dele.

– Vamos, já está escuro, você precisa descansar... Amiga tagarela — piscou e bagunçou meu cabelo.

Seguimos de volta para o castelo. Link me guiou até um quarto de hóspedes. Quando deitei na cama, ele sentou ao meu lado.

– Bem, funciona assim... Cada vez que você dormir aqui, vai acordar em seu mundo. Para voltar sem que seja chamada por nós, segure a pedra firmemente, coloque perto da boca e sussurre: "Hyrule". Estará aqui em poucos segundos.

– Ah, entendi. Obrigada Link... Por tudo — sorri meio envergonhada, mas não era estranho estar com ele ali. Link era como um irmão e sentia uma forte amizade crescendo entre nós.

– Nos vemos amanhã, você precisa treinar. E você precisa conhecer toda a profecia... Não se atrase, tagarela — riu, bagunçou meu cabelo mais uma vez e saiu — Boa noite — pude ouvir ele dizer do corredor.

Peguei no sono mais rápido do que eu esperava... Quando acordei, estava no meu quarto... Será que tudo não passou de um sonho? Me levantei e fui para a frente do espelho, e quando me vi...

– MEU CABELO?! ESTÁ AZUL! LINK, O QUE VOCÊ FEZ COM MEU CABELO, SEU PIRRALHO! — gritei com o susto que tomei por conta de meu cabelo tão azul quanto o céu.

Encontrei a pedra que Zelda havia me dado, estava no bolso de meu moletom. Não foi um sonho... E hoje, preciso voltar.

Notas finais
Comentem! :3
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.