Deixe-me Entrar
11 Capítulo 11 - Let Me Know More About You
Notas iniciais
POV Bella
Amanheci mais contente que de costume, hoje Edward viria para cá definitivamente. Olhei o relógio e percebi que já passava da hora de Clarinha acordar.
Fui ao banheiro fazer minha higiene matinal para depois acordar minha princesa.
Já pronta cheguei perto da minha pequena e beijei suas bochechas rosadas, um verdadeiro anjo dormindo.
– Clarinha, acorda filha — falei baixinho para ela ir despertando aos poucos.
Ela suspirou e virou para o outro lado. Ri.
– Vamos princesa, o Edward chega daqui a pouco — mencionei Edward sabendo que ela logo acordaria. Dito e feito.
Ela abriu seus olhos lindos, bocejou e sorriu pra mim.
– Mamãe! — abriu os bracinhos me chamando.
– Bom dia, lindinha — dei um beijinho de esquimó.
– Dia mamãe! Tio Eward vem? — sentou na cama.
– Vem e o melhor, ele vem para morar com a gente — falei e ela deu um grito de felicidade.
– Sélio mamãe ? E cadê ele ? — olhou para os lados procurando.
– Ainda vai chegar, então vamos tomar um banho e ficar mais linda para receber o Edward.
Ela balançou a cabeça concordado e logo eu a estava levando para tomar banho.
Depois de uma pequena bagunça no banheiro levei-a para a cama pondo-a em pé e enxugando-a toda. Colei sua calcinha de babados lilás, um vestidinho branco com pequenas florezinhas lilás também e sua botinha. Penteei seu cabelo ralinho colocando um broche de laço e finalizei com seu perfume infantil.
Peguei-a nos braços e fomos para a cozinha tomar café da manhã, eu iria esperar Edward, mas como ela não pode esperar, eu lhe dei um suco de morango com biscoitos. Depois que ela terminou levei-a para a sala e ficamos vendo desenho até baterem na porta.
Sorri para Clarisse e fui atender a porta e lá estava ele, com um sorriso torto e o porteiro ao seu lado cheio de malas.
– Bom dia, Bella — cumprimentou e só pude sorrir.
Esse homem tem o poder de tirar todas minhas forças.
– Entrem — dei espaço e Edward passou com a cadeira de rodas direto para perto de Clarinha, não antes de me puxar para um selinho.
Virei para o porteiro e agradeci por ter ajudado Edward, ele botou as malas dentro do apartamento e se foi com um aceno.
– Seja bem vindo! – falei e sorri para ele.
– Obrigado, amor. – eu corei quando ele disse o “amor”. Ele nunca havia me chamado assim. – E você, Anna? Não vai me dar nem um beijinho? – ela já estava em seu colo e sorria. Ela estava extremamente feliz, assim como eu.
Ela abraçou o seu pescoço e deu um beijo na bochecha dele.
– Que beijo mais delicioso! – ele ficou brincando com Clarinha e eu observava os dois.
– Edward, você já tomou café da manhã?
– Não.
– Ótimo. A mesa já está posta. Vem! – eu peguei Clarinha de seu colo para que ele pudesse empurrar a cadeira até a cozinha.
Tomamos café falando amenidades. Era um dia feliz e que, talvez, sabendo da nossa alegria, nascera lindo.
– Nós podíamos sair, não é? – ele falou. – Está um dia tão lindo, amor.
– Claro que podemos. Tem um parque verde aqui perto. Podemos ir andando pra lá.
– Ótimo!
Terminamos de comer e eu arrumava tudo para sairmos. Eu olhava para ele em alguns momentos e ele sempre estava olhando pra mim. Eu sorria e ele sorria de volta.
Terminei de lavar a louça e fui trocar de roupa. Aproveitei e levei algumas de suas malas para o nosso quarto. Sim, ele dormiria comigo. De qualquer jeito, erámos namorados agora.
Sorri com a afirmação. Meu coração começou a pulsar mais rápido, lembrando dele me chamando de “amor”.
Coloquei um short e uma blusa fresquinha. Uma chinelinha em meus pés e eu estava pronta. Sai do quarto e o encontrei brincando com Clarinha.
– Vamos?
– Agora.
Saímos e Clarinha estava em meus braços. Seu sorriso era lindo, parecia ser igual ao meu. Talvez fossemos mesmo como um espelho. O sorriso de Edward não me deixava dúvidas de que ele também estava feliz.
– Amor... – ele olhou para mim. – Posso te chamar assim né?
– Eu amo ouvir isso saindo da sua boca. – falei e corei. Da onde havia saído aquilo?
– Pois irei te chamar assim. Para sempre. – o imaginei sussurrando baixinho em meu ouvido isso.
Sacudi a minha cabeça para me livrar daquele bendito pensamento.
– Eu queria te apresentar a minha família. – ele já havia me dito isso. Quando ele marcou o jantar no dia que eu aceitara ser sua namorada, ele queria que fosse com sua irmã. Infelizmente ela não pode ir.
– Tudo bem. Quando?
– Você decide.
– Pensarei em um bom dia. – entramos no parque.
Fomos perto de um banco e ficamos por ali.
Crianças corriam de um lado a outro. Imaginei como seria um dia trazer Clarinha aqui e ela correr como essas crianças corriam agora.
Edward pegou minha mão. Olhei para nossas mãos juntas e foi como se sentisse que ele estaria ali para sempre. Segurando-me, ajudando-me, amando-me.
Olhei para ele e mergulhei em seus olhos. Clarinha colocou sua pequena mãozinha junto a minha e de Edward. Ela tentava segurar as duas, mas não dava.
Olhei para seu rostinho e Edward fez o mesmo. Ela deu uma gargalhada gostosa, como se achasse graça eu e Edward estarmos olhando para ela ao mesmo tempo. Sua gargalhada aqueceu meu coração mais ainda.
Ficamos no parque até umas 9 horas. Depois começou a ficar muito quente e então resolvemos ir para casa.
Fiz o almoço enquanto brincava com Clarinha e com Edward. Ele parecia uma criança perto dela.
Dei a comida da minha menina e depois almocei junto com Edward. Almoçamos rapidamente e fomos assistir um pouco de televisão na sala. Clarinha acabou dormindo.
– Ela estava mesmo cansada, olha só. – Edward falou. Ela estava em seu colo e eu sabia que se eu a tirasse dali, ela acordaria. Clarinha tinha um sono muito leve, qualquer coisa e ela acordava.
– Eu percebi. Ela é uma dorminhoca. – falei e ele riu baixinho. Sua mão estava em minha coxa e nós nos olhávamos apaixonados.
A tarde passou entrei alguns filmes, muito carinho e vários beijos.
Eu fiz o jantar de Clarinha e Edward pediu para nós uma pizza.
Comemos e depois eu coloquei Clarinha para dormir. Parecia que quanto mais ela dormia, mais ela tinha sono.
– Amor, será que eu posso te perguntar uma coisa?
– Claro.
Estávamos na sala e ele olhava pra mim.
– Se não quiser responder, não precisa. – o que seria? – Eu só queria saber mais sobre umas agressões do Jacob, que uma vez você me falou, lembra?
– Edward, isso é passado...
– Eu sei. É que eu só fiquei curioso. – ele suspirou. – Mas se você não quiser responder, não precisa, como eu disse.
– Não, não. Eu vou responder. – eu respirei fundo, deixando que todas as memórias viessem. – Começaram depois de uns dois meses juntos, morando na mesma casa. Eu pensava que estávamos bem. Ele chegou bêbado nesse dia. Dava para sentir o cheiro forte da bebida, algo parecido com uísque, talvez misturado com mais alguma coisa que eu não soube identificar. Ele chegou gritando pelo meu nome e eu fiquei com medo, mas aparecia perto dele logo, achava que ele nunca iria me machucar, mas as pessoas mudam quando estão bêbadas, Edward. Mudam e muito. Tomam coragem para fazer coisas que nunca fariam se estivessem sobreas. Ele puxou o meu braço com força, eu dizia que estava doendo, mas ele nem ligava. Ele me jogou na parede mais próxima com toda a força que ele tinha que não era pouca. Minha cabeça doía da pancada e depois que eu vim perceber que também saia sangue. Ele veio para mais perto e bateu em meu rosto, me chamando de coisas horríveis que eu realmente prefiro não lembrar. – uma lágrima desceu por minha face. Ele prontamente limpou-a dali. – Ele puxou meu cabelo com tanta força que conseguiu arrancar alguns fios e aquilo doía. Suas palavras estavam me machucando. Em algum momento durante isso tudo, ele tentou arrancar as minhas roupas, mas não conseguiu, porque estava tão bêbado, que foi perdendo a força. – eu relembrei as vezes que ele havia conseguido tirar minha roupa. – Infelizmente, essa não foi a última vez. A cada novo dia, ele chegava mais bravo e houve um dia que ele conseguiu retirar as minhas roupas e praticar o ato, mesmo sem eu querer. – lembrei-me de quando contei que estava grávida de Clarinha, as palavras sujas que ele havia dito. – Quando eu contei que estava grávida de Clarinha, nossa, foi o pior dia da minha vida. Ele bateu em mim, forte, totalmente descontrolado. Eu pensei que iria a perder. Juro, Edward, fiquei com muito medo de ter perdido a razão para a qual eu vivia naquele momento. – eu chorei mais um pouco.
– Ainda bem que você conseguiu fugir daquele monstro.
– Só depois de ter tido Clarinha. Eu fugi no dia em que sai da maternidade. No começo, fiquei em um quartinho de pensão, depois fui para a casa dos meus pais. E o resto, é o que você já sabe. – eu abaixei minha cabeça.
– Bella, olha pra mim. Olha nos meus olhos. – eu levantei a cabeça, mais lágrimas descendo por sobre minha face. – Você está a salvo agora. Eu juro. Você e Anna estão a salvo agora. Ele nunca mais vai colocar um dedo perto de vocês. Eu vou proteger vocês, fazendo o possível e o impossível. – ele limpou mais algumas lágrimas que teimaram em cair. – Eu amo vocês.
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