Deixe-me Entrar
9 Capitulo 9 - Let Me Live With You
Notas iniciais
POV Edward
Antes de adormecer naquele dia tive uma ideia.
Eu iria sair da casa dos meus pais. Novamente.
Talvez acontecesse a terceira guerra mundial dentro dessa casa, mas era o que eu queria. Eu iria viver sozinho novamente, em uma casa dessa vez.
Começaria a procurar amanhã pela manhã, depois da consulta.
Contaria a Bella primeiro, precisava que pelo menos uma pessoa me apoiasse.
Dormi com a imagem de Bella e Anna dormindo ao meu lado em uma cama larga.
Acordei no outro dia simplesmente feliz. Nunca havia sido tão bom ir para aquela clínica. Tomei o meu café da manhã e fui direto para a clínica. Estava empolgado para contar a Bella a boa nova.
Estava sentado mexendo em meu celular perguntando que horas elas chegariam quando senti alguém por a mão em meu braço.
– Bella. – falei, olhando para ela.
Se existia algum anjo na terra, esse estava em frente a mim.
– Bom dia, Edward. – ela falou sorrindo.
– Bom dia. – sorri de volta. – Como está a pequena?
– Quase não dormiu ontem. Eu estou um pouco cansada, confesso.
Olhei para Anna e perguntei:
– Por que você não dormiu, fi... Anna? – consertei meu pequeno deslize antes que Bella percebesse, mas acho que ela percebeu, já que olhava pra mim com os olhos brilhando.
– Eu tive pesadelos. – ela falou, seus olhinhos enchiam de água, talvez lembrando.
– Hey, hey, não chore. Pesadelos só assustam, nenhum vira realidade. – falei para ela que levantou o rosto. – São apenas sonhos ruins e você está protegida. Para sempre protegida. – peguei ela do colo da mãe e dei pequenos beijos na sua testa. Vi quando Bella limpou a pequena lágrima que descia por seu belo rosto. – E você também não chore. – falei baixo e só ela escutou.
– É só que eu tenho medo. Medo de perder ela. – ela falava olhando para a filha que estava cantando alguma música infantil. É incrível como as crianças mudam de estado rapidamente.
– Você nunca vai perdê-la.
– Nunca se sabe o dia de amanhã, Edward.
– Se ela algum dia for tirada de nós, iremos atrás. Ela é nossa.
E eu gostei totalmente de falar que ela era nossa.
Seus olhos brilharam por um momento e eu consegui imaginar como seria se fossemos uma família.
POV Bella
Ele ter falado que Clarinha era nossa fez com que eu me apaixonasse mais ainda por ele. Como se fosse possível.
Logo fomos chamados. Ele foi para um lado e eu para outro. Entrei no consultório de Mel e ela me olhou com aquela cara de “conta logo”.
– Preciso falar com você mesmo, mas depois.
– Tudo bem. – ela olhou para Clarinha. – Como está a minha princesa? – ela falou para Clarinha que deu alguns gritinhos.
Logo mais uma sessão começava. E eu estava tão feliz vendo a minha menininha andar.
– Tudo bem, Bella. Ela está ótima, evoluindo muito bem. Tenho fé que ela vai andar normalmente.
– Eu também, Mel. Eu também. Rezo todos os dias para que isso aconteça logo.
– Agora, será que a senhorita pode me contar logo o porquê desses olhos brilhantes?
– Mamãe, cade o Eward?
– Está na consulta. Por que? – Mel olhava para nós duas desconfiadas.
– A senhora não vai convelsar com a tia Mel? Eu quero blincar.
– Mel, licença. É rápido. – sai da sala e como se soubesse que eu estava saindo, Edward sai também. Já era mania nossa fazer isso. Quando eu saia, ele saia também.
– Eward! – Clarinha agitou-se em meus braços como se quisesse ir para ele.
Respirei fundo.
– Edward, será que você pode ficar um pouquinho com ela? Eu sei que você não tem obrigação nem nada...
– Hey, hey, será uma honra. Podemos brincar de boneca não é, Anna? – ela sacudiu a cabeça e entreguei a boneca a ela.
– Tudo bem, é rápido. Eu volto logo.
– Fique o tempo que precisar, nós não sairemos daqui.
– Obrigada. – entrei novamente para o consultório da Mel. Agora, não mais a DoutoraMel, aquela que cuida da minha filha, mas sim, a amiga Mel, aquela que está sempre pronta a ajudar em qualquer momento.
– Fala logo porque eu estou curiosa. Parece que esse Edward está mudando a vida de alguém por aqui. – ela abriu um sorriso lindo.
– Eu estou apaixonada, Mel.
– Dessa vez pelo homem certo, espero.
– Sim. Ele é um amor de pessoa. Deus, Mel, ele é o meu príncipe encantando de cavalo branco. – ela gargalhou.
– Foi linda a sua analogia.
– Ele é tão bom para mim. Tanto para mim quanto para minha filha. Eles têm uma conexão, ou sei lá o que. Ela sempre pede por ele.
– É, eu percebi isso.
– Ontem quando ela estava chorando depois de um sonho ruim, foi ele que fez com que ela ficasse calma. E ontem à noite, quando ela acordou de mais um sonho ruim, chamava por ele, não por mim. – eu sorri.
– Você está apaixonada, Bella. Definitivamente apaixonada.
– Eu sei. Quando ele disse que ela era nossa...
– Ele fez o quê? – Mel perguntou com voz de espanto.
– Ele disse que ela era nossa, essa manhã. Não tem muito tempo. – ela sorriu pra mim, sabendo o quanto eu estava feliz. Ele definitivamente era o homem da minha vida. – Eu só consigo imaginar como seria uma vida ao lado dele. – eu respirei fundo pensando se deveria ou não contar dos nossos beijos. Decidi por contar, afinal, era a Mel que estava ali. Aquela em quem eu poderia confiar para contar todos os meus problemas, sabendo que eles estariam muito bem guardados. – E ele beija tão bem.
– E vocês já se beijaram?
– Sim. Deus, sim! Como esse homem beija bem.
– Até que fim uma de nós duas não vai estar mais encalhada.
– Eu não sei se ele gosta de mim.
– Nossa, Bella! Depois dele dizer que a Clarinha é de vocês, entenda bem, vocês no plural, você vem me dizer que ele não gosta de você? Pelo amor de Deus pai né, minha filha! Acorda pra vida.
– Ele pode só gostar da minha filha.
– Até porque ele beijou a sua filha, não você né? Acorda pra vida e luta por essehomem, porque homem assim não se encontra na esquina não, viu?
Eu ri. Mel era uma idiota mesmo.
– Eu tenho que ir, prometi que não demoraria muito.
– Tudo bem. Você sabe que pode me ligar né? A qualquer momento, em qualquer lugar. Se vocês se beijarem de novo, eu quero saber!
– Tudo bem. Eu preciso ir, sério. – dei um abraço apertado nela e sai da sala.
– Bella, preciso falar uma coisa com você. Será que você pode ir comigo até uma confeitaria? – ele falou quando peguei Clarinha em meus braços. – É bem ali, podemos ir a pé. – ele olhou para a cadeira. – Quer dizer, você vai a pé e eu vou na cadeira.
– Sem problemas, isso é uma besteira e você sabe disso. – ele sorriu lindamente para mim. – Vamos?
Ele assentiu e botou Clarinha em seu colo empurrando a cadeira de rodas logo em seguida. Uns dez minutos depois paramos em frente a lanchonete que costumávamos ir quando queríamos conversar logo após a consulta.
Sentamos na mesa que já era de praxe e pedimos nossos lanches.
–Bom, pode dizer Edward – incentivei.
–Sabe Bella, eu estava pensando em me mudar.
–Se mudar ? Por que ? Aconteceu alguma coisa na sua casa ? – fiquei preocupada.
–Não aconteceu nada, mas acho que já esta na hora de seguir em frente, voltar a ter meu próprio lugar sem ninguém dizendo o que devo ou não fazer. –suspirou – Só quero mudar tudo.
–E você já sabe pra onde vai ? – perguntei tenho um pensamento.
–Não , ainda não, estava contando com sua ajuda e a da Anna – ele riu.
Tão lindo.
–Edward, eu pensei em uma coisa, não sei se você vai aceitar – hesitei .
–O que Bella ? – perguntou curioso.
–Você não quer ir morar comigo e a Clarinha ?
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