Notas iniciais
Yoooooo! Como vocês estão? Esse capítulo vai deixar muita gente feliz (espero) e alguns pu*tos (espero que não). Houve um pequeno erro de cálculo e ele não acabou saindo como eu esperava, mas espero que gostem, ok? Ok. E eu vou dedicar esse capítulo à BabyPeach essa linda que fez uma maratona de reviews do 1 ao 47 que me fez extremamente feliz e eu fiquei feito uma hiena sorrindo na frente do pc e agora mais ainda pq essa linda recomendou a história! Tô tão feliz que eu poderia cantar e essa não é uma cosia que vocês gostariam de ver e muito menos ouvir haushasu No último capítulo de DaNC: "— Eu, Rei Ivan Nikolaiov Serov, abro mão da meu trono em favor dos príncipes Layla e Demyian Serov, aceito-os como meus sucessores e pupilos, tomando para mim a responsabilidade de guiá-los pelos caminhos de um governo sábio até estarem aptos para governar — ele fixou o olhar em cada pessoa presente. — Enquanto estiverem sob minha responsabilidade, ainda não terão plenos poderes, estarão em fase de aprendizado e apenas no prazo de um ano ou quando os parceiros da nação os julgarem aptos para governar poderão fazê-lo. Demyian e eu concordamos. O rei então pegou uma coroa delicada de ouro e colocou sobre meus cabelos — já sem o véu — e a outra, um modelo masculino, sobre os cabelos escuro de Demyian. De mãos dadas, eu e meu mais novo marido nos viramos para os convidados que aplaudiram."

Os dias que se seguiram ao casamento foram muito estranhos. As famílias reais de alguns países permaneceram por mais algum tempo na Rússia, de modo que Demyian e eu tínhamos que ser o casal perfeito diante de todos e por essa razão estávamos sempre juntos durante o tempo social, ele me abraçava e conversávamos bastante, mas não havia nada ali de romântico em meus sentimentos por Demyian. Quando no terceiro dia de casados Demyian se ofereceu para dormir comigo e eu o recusei ele ficou bastante furioso, dizendo que eu feri sua honra e masculinidade. É, eu sei que fui uma vaca com ele, mas eu não estava preparada para admitir que minhas chances de encontrar Dimitri estavam se reduzindo a quase zero.

Uma surpresa agradável no meio de toda aquela loucura foi conhecer as três finalistas da Seleção de meu irmão, a Elite, logo após o casamento já que elas estavam ali como parte da família real de Illéa.

Marian Kodak era uma das minhas favoritas, mas as outras duas foram uma total surpresa. Grace Crawford era linda e eu tive uma boa impressão dela, cuja família era bastante conhecida, porém ela não parecia ser do tipo que abaixava a cabeça para ninguém — mesmo meu irmão egomaníaco — e por essa razão eu duvidava que eles teriam um bom relacionamento. A terceira finalista foi Blythe Puppeteer, que eu achei extremamente monótona em todas as vezes que pudemos conversar e essa não era uma exceção. Como eu duvidava que meu irmão pudesse de fato escolhê-la passei mais tempo socializando com Marian e Grace, me aprofundando para conhecê-las melhor.

Marian era exatamente o que eu me lembrava: muito viva e engraçada; já Grace era uma pessoa divertida e simultaneamente séria, com uma expressão que parecia a da minha mãe quando estava analisando todas as possibilidades. Pude ver porque apesar do jeito ela era uma das favoritas de meu irmão.

— Você não parece contente — disse-me Grace assim que entrou no meu quarto fazendo uma reverência graciosa na manhã seguinte, logo após de Marian ter saído.

Sorri sem graça e indiquei a ela uma cadeira para se sentar.

— Preocupação, apenas — dei de ombros, blasé. — E você, como está? O que achou de ontem?

— Estou bem, obrigada — Grace sorrira, fazendo seus olhos verdes brilharem intensamente. — A cerimônia foi muito bem organizada, embora a noiva não parecesse exatamente feliz — ela erguera as sobrancelhas escuras.

— Quem? Eu? Estava sim.

Grace dera dois tapinhas em minha mão, toda solidária.

— Já dei sorrisos falsos o suficiente para reconhecer um quando o vejo. O que te irritou? — estimulou.

Suspirando me recostei na cadeira. Era tão óbvio assim?

— Eu só não estou apaixonada pelo meu marido — admiti sem olhá-la nos olhos. — Mas isso não é nada demais.

Ela assentira.

— Você amava o outro rapaz, o príncipe Dimitri, que esteve com você em Illéa.

— Sim — eu concordara fervorosamente. — O casamento com Demyian foi arranjado de última hora para reparar o meu casamento com Dimitri… isso é uma bagunça.

Grace também anuíra.

— Fazer uma coisa contra sua vontade é uma porcaria, mas às vezes até dá para contornar… mas casar com outro homem ainda mais logo depois de perder quem você ama? Nem posso imaginar a dor.

Suspirei com essa lembrança quando cheguei a meu destino. Grace não fazia ideia de o quanto estava certa sobre ser doloroso.

Eu estava passando tempo demais nessa parte do castelo, conversando com a pedra da lápide de Dimitri e insanamente esperando que Yuri aparecesse com notícias sobre seu irmão. Porque eu sentia que o que quer tivesse acontecido com meu marido desaparecido tinha relação com Yuri.

Toquei a lápide branca sempre cheia de flores. O povo não havia esquecido, e eu não imaginava que em algum momento pudesse. Os russos eram um povo unido. Quando um sangrava, todos choravam. E todos choravam por seu príncipe naquele momento. O segundo príncipe que desapareceu.

A ferida era recente demais para eles e ainda mais para mim. Como eu podia esquecê-lo e seguir em frente quando tudo que eu via me lembrava dele?

Quando conheci Dimitri, eu era apenas uma garota. Uma mimada, rebelde e carente garota. Dimitri me protegeu, me ensinou a ser forte e usar o que eu tinha à disposição para fazer o certo. E eu tentava bravamente. Eu queria deixá-lo orgulhoso de mim.

— Princesa Layla! — Anya resfolegou bem a meu lado, assustando-me. Ela estava segurando a barra do vestido branco e simples. — O palácio… Precisamos da senhora no palácio.

Fechei os olhos.

Eu não queria deixar o túmulo de Dimitri, mas eu sabia que precisava. Eu era sua princesa, sua esposa. Tinha que deixá-lo orgulhoso.

Toquei novamente o mármore, passando os dedos pela inscrição uma última vez.

Acompanhei-a lentamente. Anya não abriu a boca enquanto andava rapidamente pela grama congelada.

— Qual o problema? — resmunguei. — O rei Ivan não pode resolver isso?

— Receio que não, minha senhora. Recebi ordens para chamar a senhora e apenas a senhora.

Assenti.

Eu queria perguntar qual o problema que fazia ela olhar para mim a cada três segundos, mas tinha medo da resposta.

Anya me levou até os aposentos da princesa, repetindo sem parar para que eu ficasse calma.

Eu queria dizer que eu estava calma, mas não era verdade. Minhas costas estavam eretas, os braços envolviam-me de forma protetora.

Anya fez um gesto rápido de cabeça.

Eu esperei, os nervos tensos e vibrando.

— Layla — uma voz grave e tão, tão familiar chamou bem atrás de mim. Virei-me e encontrei olhos escuros me devorando arrebatados.

Eu o analisei tão vorazmente quanto ele me encarava. O cabelo escuro estava tocando seu pescoço pálido, o corpo esguio tremia ligeiramente e os lábios rosados estavam levemente separados enquanto ele observava cada centímetro de mim.

Reflexivamente, instintivamente, afastei-me.

A dor cruzou aquele lindo rosto.

— Layla, sou eu, meu amor. Sou eu!

Olhei-o por um segundo e então...

— Dimitri! — me joguei em seus braços chorando. O impacto me tirou o fôlego mas eu nem liguei, me agarrando à sua camiseta preta como se fosse uma boia salva-vidas. — Como você pode estar aqui? Eles disseram que você se foi. Eu te esperei tanto e você não voltou. Você me deixou!

Ele apertou o abraço minimamente.

— Me perdoe. Eu… estive inconsciente, eles não quiseram me liberar, não sem terem certeza que eu estava bem o suficiente.

Me afastei para poder ver seus olhos.

— Quem são eles?

— Ninguém importante nesse momento — respondeu, efetivamente calando-me com um beijo.

Notas finais
Como se ninguém soubesse que o Dimitri ia voltar u.u Sou uma droga pra fazer suspense hasuhasu Estão felizes, libélulas? Se não estiverem, lembrem que eu ainda posso matar o Dimitri *-* Ps: será que agora já é um bom momento para eu sair das colinas, vocês sabem, estive me abrigando aqui para que as facas voadoras e os rituais malignos não me atingissem e.e