Definição de Perfeição - Segunda Temporada
3 Boa noite, Esquentadinha...
Notas iniciais
– Conversar? Claro, pode mandar, Esquentadinha. — disse Pedro, assumindo um tom mais sério.
– Pê, a gente já tá junto há uns 6 anos. É bastante tempo. Infelizmente, esse tempo todo, nosso relacionamento não avançou em nada. A gente ainda age como dois adolescentes, só que a escola foi substituída pelo trabalho.
– Tá, e? Cansou da rotina?
– Não é isso, mané. É que a situação de hoje me fez perceber que, depois de tanto tempo juntos, acho que nós deveríamos avançar no relacionamento e evitar que esse tipo de coisa aconteça.
– O que você quer dizer com isso?
– Acho que a gente devia ir morar junto. — disse Karina, segurando e acariciando a mão do rapaz. — Nós temos dinheiro, temos trabalhos, por mais que o seu não seja fixo, e passaríamos a não ser um incômodo tão grande pros nossos pais. Acho que isso vai fazer bem pro meu pai e pra Dandara e os seus podem se preocupar apenas com a Tomtom. O que que cê acha?
Pedro fitou-a nos olhos e sorriu. Ela parecia preocupada, mas com um olhar inocente que fazia ele se derreter. O rapaz puxou-a para junto de si e a abraçou, enquanto dizia:
– A gente pode tentar, Esquentadinha. Só que não sou muito bom com esse lance de corretor.
– Fala com seu pai. Se ele conseguiu aquela casa de vocês que é boa e ainda tinha espaço pro restaurante, ele deve conhecer algum bom. Ainda te dá dicas. Também podemos falar com a Bi e o João.
– Vou tentar.
– Quer mesmo fazer isso? Tem certeza que vai conseguir me aguentar te esperando todo dia em casa?
– Ai, Deus. Vou ter que aguentar você de TPM. Não vou poder inventar história pra escapar e ir jogar videogame com o João.
– Você fazia isso?! Ah, não, tá merecendo. — disse a garota, indignada, enquanto prendia o namorado em um mata-leão. — Pede penico, moleque.
– Ah, não peço não. — disse Pedro levantando, com ela presa às suas costas e a jogando em cima da cama. Subiu por cima do corpo de Karina e a encarou bem fundo nos olhos. — E aí, Esquentadinha? Vai fazer o que agora?
K encarou o rosto do rapaz. Pedro tinha amadurecido bastante nesses anos que passaram-se. As brincadeiras dele que sempre a faziam morrer de vergonha aos poucos diminuíram e hoje já não dava pra dizer que o homem que ele tornou-se era aquele mesmo moleque que fazia brincadeiras bestas pra provocá-la. Seu bom humor de sempre não sumiu, ainda bem, e ele cada vez mais gostava de cuidar de Karina, apesar dela não precisar disso, mas gostava de ser mimada.
E não foi apenas sua personalidade que mudou. Pedro deixara o cabelo crescer mais um pouco e, devido à preguiça, frequentemente tinha a barba por fazer. Ele também nunca tirava um cordão que guardava com muito carinho. Era um daqueles cristais onde o conteúdo era a letra K. Um cordão idêntico ao da garota, com exceção do dela conter a letra P.
– K, não vai falar nada? — disse Pedro, despertando-a de sua "viagem".
– Ah, desculpa, Pê. Isso. — disse a lutadora aproximando seus lábios do do garoto e levando sua mão esquerda para o cabelo dele e a direita às suas costas.
A resistência do roqueiro sobre o corpo de Karina fraquejou e o mesmo decidiu retribuir as carícias de sua Esquentadinha. Levou a mão direita aos cabelos da loira enquanto acariciava a perna direita com a outra mão. Partiu a chupar o pescoço dela, o que fez a garota soltar gemidos baixos. K pegou a gola da blusa do rapaz e puxou-o para junto de seu rosto.
– Round 2? — perguntou a garota, tendo como resposta o garoto assentindo.
Depiram-se e partiram a se divertirem daquele jeito que sentiam tanta falta.Depois de aproveitarem cada centímetro do corpo um do outro, fitavam-se, ofegantes.
– Viu o que eu disse? Cada vez melhor. — arfava Karina.
Pedro riu, enquanto passava a mão por seus cabelos loiros, desarrumando seu penteado. Karina continuava não sendo uma garota fresca nem meticulosa com sua aparência, mas passou a cuidar um pouco mais de si mesma. Passava a fazer um penteado meio para o lado e, quando saía para um lugar mais arrumado, usava sombra em seus belos olhos azuis.
A garota alcançou o celular dentro do jeans ao lado, enquanto sentia o corpo nu de Pedro abraçando-a por trás. Ligou para casa e quem atendeu foi Dandara.
– Oi, Dandara. — disse K, agradecendo por não ter sido seu pai quem a atendera.
– Oi, Karina. Diz aí, que que foi?
– Ah, não, é só pra avisar que hoje eu vou dormir aqui na casa do Pê, tá bom?
– Ok, eu falo com ele. Mas cuidado, hein. Não quero ser avó tão cedo de novo, não, hein.
A garota riu mas desligou, envergonhada. Por mais que soubesse que isso era algo normal, não gostava que as pessoas se metessem no relacionamento dela, principalmente em relação a isso.
Karina virou na direção de Pedro e, enquanto aproveitava os carinhos colada em seu peito, ouvindo as batidas de seu coração, adormeceu.
– Boa noite, Esquentadinha... mal posso esperar pra te aturar todos os dias. — disse Pedro, beijando sua testa.
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