Definição de Perfeição
15 Tudo vai se resolver.
Notas iniciais
Um novo dia iniciou-se. Pedro finalmente entendeu, na pele, o que Karina sentira quando viu Bianca e Duca. Mas o pior era que não tinha outra pessoa com quem contar. A única pessoa que o ajudava com seus "draminhas adolescentes" era João ou Tomtom. João estava ocupado pensando em como conseguiria conquistar Bianca e Tomtom ainda estava no acampamento. Estava sozinho, sem ninguém para contar.
Levantou-se da cama. Pegou as primeiras roupas que viu e vestiu-as. Saiu de casa sem nem mesmo olhar para seus pais. Levava consigo o seu skate, mas não tinha um destino. Decidiu decidir enquanto ia na rua.
Karina acordou bem disposta. Apesar de ter seus sentimentos destruídos no dia anterior, finalmente poderia começar a realizar seu sonho. Não sabia como se sentir, mas estava ansiosa para começar seu treino. Abriu a janela do quarto e de lá, pôde ver Pedro. Ele caminhava na praça com o skate em suas mãos, até que soltou um grito que até mesmo K conseguiu ouvir e jogou seu skate no chão, sentando num banco, com as mãos no rosto.
Karina sentiu pena e se sentiu tão mal quanto ele. Logo quando ela achou que poderia ser feliz e ter um romance decente. Ela amava o garoto, mas antes mesmo dele aparecer em sua vida ela já queria perseguir aquele sonho. A garota nem ao menos tinha saído para a academia e já começava a se arrepender de sua escolha. Decidiu ir ao seu banho e partiu para a academia, evitando o rapaz frustrado. Não queria magoar-se ainda mais.
Pedro ficou olhando para o chão durante algum tempo, até que uma velhinha de cadeira de rodas veio se aproximando.
– Meu filho, foi você que apanhou do Duca ontem, não é? — disse a idosa.
– Nossa, até a jornaleira já sabe disso? — reclamou o rapaz.
– Não é isso, menino. É que o Duca é meu neto. Saiba que eu já dei uma bronca nele e ele lhe pediu desculpa.
– Ah, que bom, dona…?
– Dalva, meu filho. E você, como se chama?
– Eu me chamo Pedro.
– Então, Pedrinho, agora que eu já te disse sobre as desculpas, você não precisa mais chorar. Seca esse rosto.
– Não é pelo seu neto que eu tô assim. Conhece a Karina, filha do Gael?
– Claro que conheço. O que que tem?
– Bom, é que eu e ela estávamos tendo um negócio muito bom. Não era exatamente um namoro, mas a gente ficava, não tava rolando brigas. Eu tava me apaixonando cada vez mais por ela, dona Dalva. Aí ela vem pra mim e diz que não quer mais nada comigo. Eu me senti muito magoado em relação a isso, sabe?
– Pra vocês estarem de bem é porque admitiram que se gostam. Mas e aí, por que ela fez isso?
– Ela não disse. Simplesmente disse que queria distância.
– Olha, aí tem coisa. Não se preocupa que tudo vai se resolver.
– Você acha?
– Eu sei, meu filho.
Pedro sorriu. Apreciava o apoio da senhora. Levantou-se, pegou seu skate e foi para a Ribalta, mas na porta, Gael bloqueava a passagem.
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