Definição de Perfeição
6 Sempre aqui
Notas iniciais
O garoto não sabia como reagir. Abriu um largo sorriso com a notícia. Segurou a mão da garota, que não recuou e disse:
– Você também é importante pra mim
Karina sentiu-se satisfeita por ouvir aquilo, mas estava na dúvida de como havia sido a reação do rapaz. Tinha vergonha de certificar-se de que eram apenas amigos, então, permaneceu em silêncio.
– Quer ver mais alguma coisa pelo shopping, Esquentadinha?
– Olha, eu tava afim de dar uma olhada em umas luvas novas naquela loja de esportes que tem aqui no shopping. Você se importa?
– Contanto que você não use elas em mim, vou aonde você quiser.
A garota sorriu, deixando mais uma vez o roqueiro satisfeito. Enquanto dirigiam-se a loja, Pedro ponderava sobre ser importante para Karina. Ele gostava disso, mas não sabia se ela queria algo a mais. Nunca fora bom em relacionamentos. Sempre preferiu dar uma ficada ou outra com meninas por aí, mas será que com Karina, isso valeria a pena?
Ao chegarem na loja, Karina ficava fascinada com cada coisa que encontrava relacionada a muay thai. Enquanto isso, Pedro sentia-se um extraterrestre num mundo que nunca havia visitado. Não estava confortável, mas gostava de acompanhar a lutadora.
– Pedro, sei que é pedir demais, mas você pode comprar as luvas e eu te pago depois?
– Isso aí tá caro demais, Esquentadinha. Você não quer uma daquelas dentaduras de borracha não?
– São protetores de boca, seu imbecil. — disse Karina, claramente enfezada.
– Que seja. Você me prometeu que a gente só ia ver.
– Tá, tá bom.
A menina pôs as luvas de volta no lugar e o rapaz disse:
– Tá afim de ir pra casa agora?
– Tudo bem, vamos
No caminho até o ponto, Pedro tomou coragem para segurar a mão da menina. Gostava de ter contato com ela. Notou que um homem encapuzado com a mão no bolso os seguia e decide apertar o passo, levando Karina consigo, mas o homem os contornou e abordou com a seguinte frase?
– Passa a porra toda. Bora que eu não tenho tempo, bora.
– Merda! — Exclamou Pedro, entregando a carteira.
Karina permaneceu imóvel, apenas encarando o marginal, até que este estende a mão a ela e diz:
– Bora, novinha. Passa essa mochila aí.
– Esquentadinha, entrega logo. Vai que o cara tá armado.
K fez menção de entregar a mochila, até que aplicou um golpe de muay thai no bandido, derrubando-o e entregou a carteiro de volta a Pedro. Ambos correram e, ao chegarem ao ponto de ônibus, riram, olhando um pro outro.
– Você salvou a gente, Esquentadinha. Brigado
– Quites?
– Hmmm, acho que não — Disse Pedro, se aproximando e dando um selinho na menina.
Sentiu as mão dela irem ao seu cabelo, até que ela o puxou
– Ai, sua maluca. Para, tá doendo, caramba! — reclamou o rapaz
– Fio por fio, lembra? — Respondeu a "Esquentadinha", rindo
– Tá, parei, parei.
Enquanto esperavam o ônibus, Karina recebeu uma mensagem de seu pai dizendo que ele iria na cidade e que ela ficaria sozinha, pois Bete também tinha saído. O ônibus chegou e, ao subirem, Karina logo tirou o celular e os fones de Pedro do bolso.
Ambos escutavam música, enquanto escurecia e, junto da noite, vinha o frio. Enquanto colocava o casaco, Pedro segurou a mão dela e disse:
– Esquentadinha, eu também adorei o dia. Eu sei que você não se abriu pra mim sobre seu problema de mais cedo, mas quero que você saiba que eu vou estar sempre aqui. Pro que der e vier.
Karina sorriu com o discurso do garoto e recostou-se no ombro dele. Ao chegarem, o roqueiro levou sua acompanhante até a casa dela. Lá, despediram-se:
– Quem sabe outro dia a gente pode tentar repetir, né, Esquentadinha?
– Não mesmo. Nunca que vou te aguentar outro dia inteiro.
Pedro acenou, despedindo-se, até que quando ele atravessou a rua, Karina o chamou:
– Pedro...
– Que foi? — disse ele, virando-se
– Brigado de novo...
– Não foi nada, Esquentadinha.
Karina subiu as escadas e estranhou a encontrar a porta de sua casa aberta. ao entrar, encontrou a sala escura e silenciosa. Dirigiu-se a seu quarto, confusa, até que encontrou Bianca e Duca embaixo dos lençóis fazendo... coisas.
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