Deficit

1 Capítulo 1 - Arthur


Notas iniciais
Acho que ficou muito grande...
Veja o que está em sublinhado como algo riscado.

Capítulo 1 — Arthur

Já era a terceira noite em que o detetive Richard tentava entender o caso, sabia quem cometera o crime, sabia como o a vitíma havia morrido, e sabia que sua noiva Anabelle estava sofrendo.

Faltava algo, que fizesse ele entender todo o caso, porque aquela pessoa matou o menino? Isso era o que faltava, mas só veria a pessoa daqui 2 ou 3 dias.

Richard tinha pele clara, olhos e cabelos castanho escuro. Seu casaco preto estava velho e empoeirado, e seu café parecia feito com água suja. Simplesmente estava com raiva de ter pego esse caso, mas não podia larga-lo. Sentia raiva de quem cometera o crime, e saudades de Anabelle.

Seu escritório estava na mesma situação de seu casaco, velho, empoeirado e bagunçado. Um dos seus subordinados entrou apressado no escritório.

— Senhor, encontramos um diário nas coisas da vítima!

— Mostre-me.

— Sim senhor. — Apressado e um pouco tremulo ele entregou o diário nas mãos de Richard.

— Veja se encontra mais coisas.

— Entendido! — Saiu depressa, era o primeiro caso dele, devia estar muito abalado devido o estado da vítima.

Richard pegou o caderno preto abriu e começou a ler.

Ótimo, transferido. Porque minha mãe tinha que me colocar na turma da noite? Só pra ajudar ela no trabalho de manhã e a tarde. Escrevo enquanto estou no metro, pelo menos ela vai me buscar no fim da aula. Eu sei que não vai ter nada de interessante na aula, e que consequentemente vou ficar escrevendo tudo o que penso em você.

Desci do metro, estou em frente a escola. Esperando o sinal bater.

Intervaulo, ainda bem. Não aguentava mais aquelas pessoas estranhas me olhando como um estranho no meio da sua matilha. E principalmente, não aguentava mais a que devia ser a última estranha no meio da matilha me encarando. Quando entrei na classe a representante veio falar comigo. \" Você é Arthur Olsen? \" Eu concordei. \" Seja bem vindo. \" Ela sorriu amigavelmente e voltou para a matilha. Nessa sala só tem 12 alunos, 13 contando comigo.

Não me importei em decorar o rosto de ninguém, do mesmo jeito que ninguém se importou em vir falar comigo. Tirando a representante Vitória. Adimito, decorei o rosto daquela garota que me encarou a aula toda. Não sei seu nome.

O intervaulo está pra acabar... Percebi que estava sendo observado, nada mais nada menos que pela garota que me encarou. Loira de olhos castanhos. Adimito que é bonita. Seu cabelo é curto e repicado, é magra e pequena. Não chamaria muita atenção, se não fosse pelo seu jeito estranho .

Finalmente, fim da aula. Liberdade. Estou esperando minha mãe chegar. Provavelmente ela vai se atrasar. Tive meu segundo contato com as pessoas da classe. Dessa vez foi com Alicia MacLaren, também conhecida com a garota estranha que me encarou. Ela me fez uma pergunta estranha.

\" Você acredita em vampiros? \"

\" Não sei dizer, acredito no que vejo. Mas não posso negar a existencia se outros viram.\"

Ela ficou quieta, e então saiu sem dizer nada.

Mas um adorável dia cansativo de trabalho, novamente estou no metro. E acho que estou sem o que escrever. Porque será que escrevo tudo em você? Uma especie de diário. Não, um amigo. Nunca tive muitos amigos, mas acho que trato você como o melhor amigo que nunca tive. A pessoa pra quem conto tudo, alguém que ouve o que tenho para dizer.

Cheguei atrasado, no momento estou comendo um pão com queijo comprado na cantina. Alicia veio falar comigo novamente.

\" Sabe, eu sou uma vampira. Fui mordida recentemente. Sou de uma raça chamada deficit, que só precisa de sangue quando acontece um eclipse. Sangue de uma pessoa escolhida a dedo. \"

Confesso que achei que ela era louca. Mas logo começei a pensar se não era uma brincadeira. Bom eu e Alicia viramos amigos e começamos a conversar de assuntos variados. No momento ela está no banheiro, odeio escrever com alguém olhando. Não importa quem seja.

No momento estou na minha cama, sem sono. Completamente sem sono. Conversei a aula toda com Alicia. Os outros nos viam como estranhos no meio da matilha. Não preciso deles, pela primeira vez na vida tenho uma amiga. Ela é um pouco estranha, pelo menos quando começa a falar sobre vampiros. Mas normalmente é divertida.

No metro novamente, estava pensando no que ela disse sobre ser uma vampira. Será que é verdade? Vou perguntar para ela. Não acredito que estou acreditando. Atualmente só tenho escrevido sobre ela. Só falta eu estar me apaixonando. Hahahahaha. No jornal, eu li que teria um eclipse logo. Ótimo, se for verdade vou estar apaixonado por uma assassina. Eu escrevi mesmo isso? Estou ficando louco.

Não tive tempo de escrever nem no intervaulo, Alicia está tomando conta da minha rotina. Eu perguntei para ela se é verdade. Ela confirmou. E disse algo confuso.

\" Arthur, acho que estou me apaixonando por você. E isso está fazendo eu te odiar. \"

Foi doloroso ouvir isso. Não sei porque. Então ela mudou de assunto. Melhor eu ir dormir.

Eu amo Alicia MacLaren. Percebi isso enquanto trabalhava. Hoje, vou me declarar. Só preciso pensar em como vou fazer isso...

Por mais incrivel que paressa, só escrevi esse último paragrafo no metro.

Me declarei, ela ficou corada. Acabei beijando ela sem perceber. Ela ficou muito corada. Amanhã é sábado. Não temos aula. Ela pediu para eu encontra-la em frente a escola 7 horas.

Estou indo ao encontro dela. Hoje de manhã me deu um frio na barriga, vi no jornal que hoje terá um eclipse. Mas ela nunca me mataria. Afinal, nos amamos.

Já estou em frente a escola e ela está atrasada. Será que ela vem mesmo? Ah, ela está vindo.

Richard suspirou ao terminar de ler. Arthur Olsen foi encontrado não muito longe da escola, e na noite em que foi morto, aconteceu um eclipse.

Notas finais
Próximo capitulo no próximo domingo, eu espero.