Debaixo das cerejeiras

8 Capítulo 8 – Felicidade


Notas iniciais
eço perdão pela demora imensa em postar esse último capítulo. Além de muito trabalho e aulas ultimamente, meu PC deu várias panes nos últimos dias, o que me rendeu dias sem assistir aula e atrasando várias coisas, inclusive as fanfics. *Essa fanart NÃO ME PERTENCE, foi feita por Dodus-Taichou, e está disponível no Deviantart. Fica como um pequeno spoiler, embora sem Yuki, já que nunca achei uma fanart Ichiruki com gêmeos como os das minhas histórias, várias parecidas, mas ainda não achei com casal de gêmeos ruivos. *NOTA IMPORTANTE: Se você quer conhecer o baby Ichiruki que está a caminho, leia minha mini fic "Coração", que tem 3 capítulos, e também está disponível aqui no AO3 e no Nyah Fanfiction.

Capítulo 8 – Felicidade

Satisfeito com o silêncio da noite, Ichigo desceu as escadas com o filho adormecido nos braços, vendo Rukia cochilando no sofá, segurando a filha presa a ela pelo sling, ainda sendo amamentada. O ruivo sorriu, e sentou-se ao lado das duas, olhando para Hoshi que entreabriu os olhinhos violeta e o encarou de volta.

— Você estava morta de fome mesmo, não é? – Perguntou baixinho para a pequena, que não desviava o olhar dele – Assim vão crescer mais rápido do que podemos acompanhar.

Quando a bebê terminou, Ichgo subiu as escadas novamente para acomodar Yuki em seu berço, grato por ele não despertar novamente como na tentativa anterior, e voltou à sala, cuidadosamente tirando Hoshi do sling e arrumando a roupa da esposa com a mão livre. Beijou a testa da shinigami e levantou-se com a bebê, a balançando de leve para fazê-la arrotar e a ninando até que dormisse, seu pai e Yuzu os tinham submetido a duradouros treinamentos até terem certeza que ele e Rukia conseguiam fazer isso sozinhos.

Subiu as escadas novamente para colocá-la no berço ao lado do de seu irmão, e observou encantado os dois adormecidos, parecendo clones, apenas com roupas de cores diferentes. Tinham decidido deixá-los juntos num dos berços durante o dia, mas separados quando estivessem dormindo à noite, para evitar que um acordasse o outro. Sem conseguir parar de sorrir, ele voltou à sala e soltou o sling da esposa, colocando-a no colo e levando para o quarto.

— Ichi...?

Rukia abriu os olhos, percebendo a mudança de ambiente e vendo o marido trocar de roupa.

— As crianças?

— Dormindo – ele respondeu ao terminar de se vestir e sentar ao lado dela – Yuki acordou quando o coloquei no berço, e tive que fazer mais uma rodada de musiquinhas irritantes de coelhinho pra ele dormir de novo. Hoshi dormiu pouco depois.

— Eu preciso gravar isso – ela ameaçou com um sorriso brincalhão.

— Você não vai gravar nada. Se aquele velho assistir nunca mais teremos paz.

— E colocar no youtube.

Rukia gargalhou com a expressão de espanto e indignação de Ichigo.

— Você continua sendo a mesma baixinha mala de sempre.

Ela riu mais ainda, se contendo depois para não despertar os gêmeos.

— Você quer vê-los antes de dormir?

— Sim.

Ichigo a esperou trocar sua roupa para uma camisola, e os dois atravessaram a curta distância no corredor até o quarto dos pequenos, onde permaneciam dormindo serenamente, mais fofos do que nunca. Sentaram-se na poltrona branca, Ichigo com Rukia no colo, como haviam feito meses atrás enquanto planejavam a decoração do quarto.

— Você está mesmo bem?

— Sim, a cura foi completa. Embora isso não me livre dos outros sintomas, ainda sou uma mãe amamentando.

— Eu sei. Qual é a sensação de ser uma mãe que não precisa se preocupar com a recuperação pós-parto?

Rukia riu baixinho.

— Não sei. Mas tenho certeza que bem melhor do que se eu precisasse ter tal preocupação.

Os dois se abraçaram e observaram em plena paz seus filhos dormirem enquanto um raio de luz da lua iluminava o quarto por uma fresta na cortina.

— Você acha que Yhwach pode mesmo voltar? – Rukia perguntou de repente.

Ichigo refletiu um momento antes de responder.

— Eu não sei... Mas se voltar eu vou quebrar a cara dele. E ele volte ou não, vamos continuar ficando mais fortes a cada dia, pra estarmos mais do que ele da próxima vez. Nós vamos ficar bem – o ruivo disse olhando em seus olhos, com aquele olhar das promessas que ele sempre cumpria.

Rukia sorriu.

— Vamos. Nenhum de nós pode partir antes de assistir todos os episódios das Aventuras de Chappy.

— AAH! – Ichigo reclamou enquanto Rukia cobria os lábios para abafar uma gargalhada, o que não foi difícil quando Ichigo a beijou.

Ela o enlaçou pelo pescoço e o retribuiu com a mesma intensidade. Sentindo-o sorrir no beijo, sorriu junto com ele, e voltou a beijá-lo suavemente, no jeito deles de fazerem suas promessas um ao outro, e falar tudo sem precisarem de palavra alguma.

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— Então essa era sua esposa e a irmã mais velha da mamãe? – Yuki se inclinou no colo de Byakuya para ver melhor – Ela era muito bonita!

— Sim, ela era – Byakuya sorriu.

— Esse era o primo que é igual ao papai? Parecem cópias! – Hoshi, sentada no colo de Kukkaku, ao lado de Byakuya, fez o mesmo gesto de seu irmão, e depois ambos olharam para a foto oposta.

— Quase igual. A cor do cabelo, dos olhos e a voz eram diferentes – Kukkaku falou – Mas se tirar isso, pareciam cópias mesmo.

— Por que tio Ganju e tio Renji não se parecem com mamãe e papai? – Yuki perguntou, virando seus olhinhos violeta para cima para encarar Byakuya, que por um instante se perdeu naquela cor, a mesma cor dos olhos se sua irmã gêmea e da mãe.

— Eu e mamãe crescemos como irmãos, mas não somos irmãos de verdade – o próprio Renji respondeu de onde estava sentado – Lembra que já te falei isso?

— E tio Ganju? – Hoshi, tão ruiva quanto Yuki, apontou para Ganju, também sentado na entrada da casa com eles.

— Ah... Toda família geralmente tem algum que nasce com defeito mesmo – Kukkaku respondeu, fazendo as crianças e Renji explodirem em gargalhadas enquanto Ganju a xingava e Byakuya se divertia em silêncio.

As duas crianças estavam com sete anos de idade agora. Yuki era tão parecido com o pai e Hoshi com a mãe quanto ambos se pareciam com Kaien e Hisana, e ao mesmo tempo se pareciam muito um com o outro, o que fazia até os próprios Ichigo e Rukia os confundirem quando eram bebês.

Um pouco afastado do grupo que se divertia, o casal abraçado observava com um sorriso, tanto seus filhos brincando com a família quanto o outro casal, sentados juntos na grama, conversando e admirando a paisagem arborizada do entorno. Iruma se tornara o terceiro shinigami substituto a ser reconhecido pela Soul Society, isso já durava três anos, e estava tudo bem, apesar da gigantesca desconfiança que todos tiveram nele no início, quando surgiu de repente para ajuda-los com hollows potencialmente perigosos que estavam aparecendo no mundo dos vivos. Temeram estar na iminência de uma nova guerra, mas era apenas um tipo desconhecido, com o qual conseguiram lidar bem usando as informações fornecidas por Ashido, que há anos voltara a viver na Soul Society, trabalhando no 5° esquadrão com Shinji e Momo.

— É bom ver isso – Rukia falou olhando para Haruka e Iruma de mãos dadas na grama – Depois de tudo que soubemos da vida deles, tudo que foi tirado, negado ou que nunca aconteceu... Me sinto em paz vendo-os assim.

Ichigo a olhou com admiração. Rukia tinha sido a última vítima de Iruma naquela época, antes de Ichigo derrotá-lo e acabar com o massacre, felizmente conseguindo atender o desejo de Haruka de mantê-lo vivo.

— Você tem um coração de ouro, sabia?

Rukia sorriu para o marido.

— Você também. Brilha até mais que seu cabelo.

Ichigo riu com genuína felicidade.

— Eu sei o que você passou, Ichi. Eu senti tudo, eu ouvi você chorando e me segurando debaixo daquela chuva quando aconteceu, mesmo depois que perdi a consciência. Unohana me contou tudo que presenciou você passar, até eu mesma conseguir encontrar você quando nossos mundos se conectaram.

O brilho nos olhos castanhos deixou evidente que ele também se lembrava de tudo com clareza.

— Aliás... Você nunca me disse como conseguiu fazer aquilo.

— Nem eu sei... Nós dois temos literalmente um pedaço da alma do outro dentro de nós. Tenho um forte pressentimento que mesmo se eu tivesse realmente morrido, eu sempre conseguiria encontrar você nos seus sonhos e me manter perto de você.

— Nem fala isso. Você está aqui, e é assim que eu quero que continue.

Rukia suspirou e sorriu para o marido, puxando-o para um beijo profundo e demorado. Afastaram-se ao ouvir passos vindo em sua direção, e ficaram apenas de mãos dadas quando viram Iruma e Haruka se aproximarem, também de mãos atadas. Os dois sorriram para eles.

— Eu tenho que lhe agradecer oficialmente por sua família acolher minha Haruka. Ela me disse que está feliz me esperando aqui.

— Sinceramente – a ruiva confirmou com sua voz suave.

— Era o mínimo que podíamos oferecer a vocês dois depois de tudo que passaram no mundo dos vivos – Ichigo disse – Nós não conseguimos reencontrar as pessoas queridas que perdemos no passado – falou sem citar os nomes de Masaki, Kaien e Hisana – Mas foi bom dar essa chance a você.

Iruma sorriu agradecido e continuou a falar.

— Eu já pedi perdão a seu irmão e seu amigo de cabelo vermelho, e sou grato por terem reagido bem, embora eu não ache que mereço – Iruma falou para Rukia – E acho que agora que nos reencontramos com mais tempo depois de tantos anos, eu tenho que lhes dizer algo que nunca disse – Iruma falou para os dois.

Ichigo acenou positivamente com a cabeça.

— Quando pensei em Haruka naquele dia, eu me arrependi imediatamente do que eu tinha feito a vocês dois, mas já estava feito, e não imaginam como fiquei aliviado quando me chegaram notícias de que alguém havia conseguido reverter o que fiz. Uma parte de mim queria voltar e falar com você – ele disse a Ichigo, mas eu estava sem poderes de shinigami, apenas podia ver fantasmas de novo, e certamente a Soul Society já tinha sido generosa o suficiente me deixando vivo. E não achei que você ia querer ver minha cara outra vez.

— É, uma parte de mim não – Ichigo falou – Mas eu sempre soube o que aconteceu no orfanato, só não sabia que vocês faziam parte dele. Tudo que eu queria era Rukia de volta, ou continuar vivendo de alguma forma, que foi a última coisa que ela me pediu naquele dia. E quando tudo acabou, eu estava pronto pra fazer isso, quando ela apareceu viva e então... – Ichigo sorriu ao se lembrar – Haruka também foi tirada de você de uma forma terrível sem que você pudesse fazer nada, depois de tudo de ruim que você já tinha passado. Eu sei como é ser rejeitado por todas as outras crianças por um motivo sem sentido, mesmo sendo só a cor do meu cabelo. E Haruka é uma das melhores pessoas que já conheci, senti isso desde a primeira vez que ela falou comigo e tive cada vez mais certeza depois. Depois de tudo que aconteceu a ela, ela só queria você vivo e bem, mesmo que ela se transformasse num hollow ou morresse. Eu não podia negar isso a ela, mesmo porque esse também tinha sido o desejo de Rukia pra mim.

— Outra vez... Muito obrigada, Kurosaki-san – Haruka lhe disse com seu doce e inabalável sorriso, que sempre tornava impossível não sorrir para ela de volta.

— Nós ficamos muito felizes por ver a vida de vocês continuar dessa forma – Iruma falou olhando para as crianças, agora tentando matar Renji e Ganju de cócegas para ver qual dos dois aguentava mais tempo, enquanto Kukkaku e Byakuya fingiam não rir observando a cena.

— Eles são tão bonitos – Haruka falou com sinceridade.

— Obrigada – Rukia sorria – E seu pedido de desculpas está mais do que aceito.

Iruma olhou surpreso para a pequena shinigami, enquanto Haruka enlaçava o braço do amado e o olhava com um sorriso de alívio e felicidade por ele. Há quantos anos Iruma carregava essa culpa?

— Eu senti toda a sua dor quando aquela lâmina me atravessou. Tudo que eu queria era manter Ichigo vivo, e por mais que eu não soubesse se isso ia acontecer mesmo com meu sacrifício, eu ainda tinha essa esperança. Mas você tinha perdido tudo. E no fim das contas descobrimos que a hollowficação estava escondendo Haruka de você. Alguém importante pra mim também foi levado por um hollow. E eu não fui de ajuda alguma. Mas conseguir salvar Ichigo aliviou a minha alma, como saber que Haruka estava bem, e que você a tinha reencontrado, teve o mesmo efeito.

As palavras de Rukia o fizeram chorar, e ele fechou os olhos, ouvindo o silêncio de como os outros três respeitaram esse momento. Era visível pela forma como sua postura relaxou o quanto essa redenção era importante para ele. Quando os olhos castanho escuros voltaram a se abrir, vieram acompanhados por um sorriso, e ele encarou a pequena capitã.

— Muito obrigado, Kuchiki-san.

Rukia sorriu de volta, vendo-o secar as próprias lágrimas com a mão livre.

— Muito obrigada por tudo – Haruka falou novamente.

O casal os saudou com um enorme e verdadeiro sorriso antes de se afastarem novamente para caminharem juntos pela paisagem. Ichigo e Rukia se encararam, a mais pura paz em seus olhares, só agora percebendo que essa conversa que esperou tantos anos os tinha deixado tão relaxados quanto a Iruma e Haruka.

Em sua costumeira conversa silenciosa, Ichigo a envolveu com um braço e se inclinou para beijar sua têmpora. Rukia fechou os olhos para guardar a sensação, e acariciou a mão que envolvia sua cintura. Uma brisa agradável passou por eles, como se sincronizasse perfeitamente com o momento que estavam vivendo, no exato instante em que arregalaram os olhos juntos quando uma energia nova atingiu os dois. Rukia imediatamente encarou o ruivo, que a olhava de volta com a mesma surpresa.

— Ichi... Você...?

A resposta dele foi abraça-la pelas costas e pressionar com cuidado a mão contra seu estômago, fechando os olhos para se concentrar. Rukia novamente posicionou sua mão sobre a dele, também de olhos fechados enquanto os dois se concentravam e sentiam juntos. Haviam ganhado uma boa experiência nisso da primeira vez. Abriram os olhos juntos ao sentirem de novo, ao mesmo tempo que outra brisa fez os longos cabelos negros da shinigami, e também os fios ruivos de Ichigo, também um pouco mais longos, esvoaçarem. Olharam juntos para o ponto onde suas mãos se encontravam, sabendo que o foco de energia estava concentrado num ponto mais abaixo, e tão vivo quanto eles.

— Ichigo... – a voz dela misturou um sorriso com comoção.

— Você tem alguma coisa pra me dizer, capitã? – Ele brincou docemente, virando o rosto para beijar a bochecha dela.

— Dessa vez é apenas um, mas eu estou grávida de novo, querido.

Ichigo não conteve o riso de alegria, mesmo já perfeitamente ciente, e ergueu a esposa no ar, girando com ela até abraça-la e beijar seus cabelos, mantendo seus pés longe do chão.

— O que eu já disse mil vezes sobre girar? – Ela perguntou rindo com ele.

— Você não está tonta hoje, e se estivesse, eu estou aqui pra segurar você ou servir de almofada. E você tem alguma ideia de como seu tamanho de anã faz de você uma criatura incrivelmente fofa?

Ele riu ao ver a cara emburrada dela, que só durou até Ichigo lhe fazer cócegas beijando seu pescoço e a fazendo rir.

— Vamos, pequena Chappy. Temos que contar aos outros que teremos um novo filho.

Ouvi-lo dizer isso inundou os olhos da shinigami de emoção, e ela sorriu, secando seus orbes violetas antes que as lágrimas escapassem.

— Vamos – ela segurou sua mão quando Ichigo a colocou no chão e a beijou novamente.

Os dois caminharam até onde as crianças se entretiam ouvindo velhas histórias dos quatro adultos.

— Mamãe! – Hoshi exclamou ao vê-la – É verdade que o tio Renji já teve sobrancelhas de verdade?

Rukia gargalhou quando Renji escondeu o rosto em uma das mãos em indignação.

— Talvez – ela brincou quando pegou a filha e sentou-se ao lado de Byakuya com ela no colo, entrando na brincadeira – Quem disse isso a você?

— O tio Byakuya.

— É verdade, o tio Renji já teve sobrancelhas – Ichigo continuou, sentando-se entre Rukia e Renji com Yuki no colo – Mas isso foi há muito, muito, muito tempo...

— Olha como fala, seu cabeça de cenoura. Eu e Rukia temos idades próximas, vai insultar sua própria esposa junto?

— O foco aqui são suas sobrancelhas estranhas – Rukia falou, dessa vez fazendo até Byakuya e Kukkaku rirem.

— Já íamos chamar vocês pro almoço daqui a pouco – Ganju falou – Tavam curtindo o passeio?

— A paisagem daqui é sempre revigorante – Rukia disse.

— Cansaram de observá-la? – Kukkaku questionou, com o sorriso sério que usava para disfarçar o que realmente estava sentindo e pensando.

— Não – Ichigo respondeu – É que nós descobrimos uma coisa. E dessa vez vocês também vão saber primeiro.

— A mamãe tá doente? – Hoshi perguntou num tom medroso.

— Não, querida – Ichigo lhe disse – Por que está perguntando isso de repente?

— Então o que era aquela luz quentinha ontem? – Yuki perguntou.

— Luz? – O casal perguntou junto.

— Seus filhos são tão esquisitos quanto você, Ichigo – Ganju riu.

— Cala a boca, Ganju. Eu nem sei do que eles tão falando. Expliquem isso – pediu aos gêmeos.

— Rukia... – Byakuya murmurou para a irmã.

— Eu juro que estou bem, nii-sama – ela respondeu baixinho enquanto também esperava uma explicação dos filhos.

— De que luz vocês dois estão falando? – Rukia perguntou.

— Quando fomos dormir com vocês ontem, quando sentimos a reiatsu que nem a tia Kiyone ensinou, vimos uma luz dourada na barriga da mamãe – Hoshi respondeu.

— Era quentinha – Yuki falou.

Ninguém falou mais nada pelos próximos segundos, todos os adultos de olhos arregalados.

— Eu nunca vi isso acontecer com alguém de fora dos esquadrões de cura – Rukia finalmente falou, impressionada.

— Rukia, do que eles tão falando?! – Renji foi o primeiro a perguntar como esperado, sempre paranoico com sua saúde.

— Parece que essa família nunca para de surpreender – Kukkaku sorriu com orgulho.

— Como assim, mana? – Ganju perguntou ainda perdido.

— É isso, Rukia? – Byakuya perguntou com um sorriso para a irmã.

— Sim, nii-sama. É isso que viemos contar. Instantes atrás eu e Ichigo descobrimos que temos mais um bebê a caminho.

— O QUE??!! – Ganju e Renji exclamaram juntos.

— É sério?! – Yuki se levantou em euforia.

— Um irmãozinho?! – Hoshi lhe disse.

— Sim, foi isso que vocês sentiram ontem – Rukia lhes disse, rindo com os gêmeos quando os dois a abraçaram.

— Vocês dois continuam lerdos que nem naquela época – Ichigo brincou com Ganju e Renji.

— EEI!! – Os dois reclamaram juntos, fazendo Kukkaku rir.

— Depois eu me acerto com você. Agora eu vou celebrar meu novo sobrinho!! – Renji se levantou, abraçando Rukia e os gêmeos todos de uma vez, e o som das gargalhadas de todos se espalhou pelo ar.

— Vamos fazer um jantar especial hoje, mana!! – Ganju exclamou, tão feliz quanto Renji.

— Nem repisa pedir – Kukkaku respondeu com seu sorriso sério, mas notavelmente feliz.

Ichigo olhou para Byakuya, em silêncio, mas com um pequeno sorriso.

— Obrigado, Ichigo Kurosaki – o nobre falou apenas para ele ouvir enquanto os demais brincavam e conversavam, todos querendo abraçar Rukia.

Ichigo o encarou e sorriu em resposta.

— Eu digo o mesmo a você – o ruivo falou no mesmo tom – Te emprestamos a Rukia um pouco mais tarde pra vocês conversarem melhor.

Byakuya emitiu um riso que alguém destreinado não saberia se foi de deboche ou se ele entrara na brincadeira.

— Se ache menos.

Ichigo gargalhou com essa resposta.

— Nunquinha – disse ao nobre, que apenas riu baixinho e voltou a observar a irmã.

— Estamos perdendo alguma coisa? – A voz doce de Haruka falou quando a ruiva se aproximou junto com Iruma.

— Dessa vez queremos que vocês dois nos visitem juntos no dia que ele ou ela nascer – Ichigo falou com um sorriso, vendo o casal arregalar os olhos e Haruka emitir uma exclamação de alegria.

— Meus parabéns, Kurosaki-san! – Ela lhe disse.

— Isso também me deixa muito feliz – Iruma falou.

Ichigo assentiu, e observou em plena paz os dois também felicitarem Rukia e se juntarem à algazarra de Renji, Ganju e Kukkaku comemorando com as crianças.

— É melhor você ligar pra seu pai e contar a ele agora, e combinarmos pra ele vir aqui ou voltarmos mais cedo pra jantarmos juntos. Não quero que esse bebê fique órfão porque o pai dele demorou a dizer ao avô que ele vai ser avô de novo – Rukia disse ao se aproximar.

Ichigo riu.

— Eu acho é que ele já sabia, mas preferiu que nós descobríssemos. Só que vai reclamar de não ser o primeiro a saber de novo só pra fazer escândalo.

Rukia gargalhou enquanto concordava com o marido.

— Mas você tem razão. Chad, Uryu, Orihime, Daichi, e o pessoal do Urahara também vão querer saber logo – falou a beijando intensamente.

Rukia se separou dele antes do que gostaria, mas sua ansiedade para que o restante da família soubesse era tão grande quanto a vontade de beijar seu shinigami ruivo.

— Vamos. É hora deles saberem como nosso futuro vai continuar.

Ichigo sorriu para ela enquanto pegava o celular seguia o conselho, sentindo algo maravilhoso que ele só podia chamar de felicidade.

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