Debaixo Das Terras Sagradas

21 O passado Nostálgico


Notas iniciais
Pessoal, esse capítulo aqui não é nem um capítulo, depois vocês me dizem se ele fica melhor no começo da fanfic ou aqui mesmo. Aqui eu vou explicar tudo o que vocês precisam saber, pra quem não entendeu a maldição grande parte dela vai dar pra entender aqui.

A raiva reside.

A miséria corrói.

A usura infecta.

O pecado embriaga.


Estou solitário, Lúcifer foi para o inferno. Tive de abandoná-lo, egocêntrico e pessimista... Como sempre. Só poderei contar com meu primogênito.

– Akasha... – Pronunciei em voz fraca após horas de choro intenso e irremediável. Para um deus o tempo demora a passar, quase sempre muito entediante, meus dois filhos que me sustentavam ao ponto de ficar satisfeito. Agora eu não tinha mais um... O bani para outro mundo, traição contra a minha excelência é imperdoável, mesmo quando se trata de um dos meus filhos.

– Diga pai? – Atencioso, o meu primeiro filho herdou as qualidades do pai. Sempre ao meu lado me apoiando e dando conselhos.

– Estou solitário caro filho... O que poderia eu, deus dos deuses, fazer para que isto passe? – Murmurei em voz chorosa, limpando do canto de meus olhos lágrimas funestas e indesejáveis.

– Porque não outros filhos pai? – Perguntou o homem com a alma de um menino inocente. – O senhor não precisa da presença feminina, és hermafrodita, não tens sexo. Pode criar o que quiseres.

– Eu sei meu filho, mas não queria que meus outros filhos tivessem uma vida tão longa e sofrida como a nossa. – Resmunguei.

– Portanto faça algo com a nossa imagem e semelhança, mas sem esta vida longa. – O brilhante menino prodígio respondeu.

A surpresa de Akasha I foi visível, como se a luz no fim do túnel aparecesse e sua vida dependesse disso.

Um trabalho árduo começou e parecia nunca terminar. A criação do lugar onde moraria foi feita nos mínimos detalhes. Um animal de estimação puro, dócil e obediente: Homem, este era o seu nome, seria amado como um filho, mas mortal como todos os outros animais... Um ponto entre os deuses e os animais. Mas este seria dotado da grande capacidade de se comunicar com Akasha.

Depois de várias tentativas infames, conseguiu finalmente criar um ser a sua imagem e perfeição. Claro que com vários pequenos problemas no corpo para que pudesse morrer e não ter uma vida longa o suficiente para enxergar o quão chata ela é.

Pôs o homem em um lugar chamado jardim do Éden, onde poderia se divertir e ter contato direto com deus. Nem alimento e nem nada faltaria a ele. O jardim era perfeito.

Contudo, tudo tem que ter o seu lado bom e lado ruim. O equilíbrio deve ser mantido, e para isso Akasha criou a árvore de macieira, seria a árvore dos conhecimentos do bem e do mal, homem o bicho imaculado que era, não tinha nenhum pudor ou conhecimento de mundo. Mas se sentia solitário. E então do mesmo barro de onde o homem, de nome Adão, foi criado. Deus criou a mulher, Lilith, uma mulher com cabelos lisos negros até sua cintura, olhos verdes e corpo extremamente curvilíneo.

Adão ficou extremamente feliz e passeou por todo o jardim com ela, para lhe mostrar tão grandioso lugar. Ambos nus, não tinham a consciência do que estavam fazendo para normas sociais. Como bichinhos de estimação em uma fazenda, Akasha os criou.

Seu filho Lúcifer, o traidor. Conseguia ver tudo do lado de fora do éden...

Outros anjos já foram jogados fora por Akasha se uniram com ele e habitaram um lugar chamado inferno, abaixo da terra e assim passaram a viver por lá. Lúcifer não sentia raiva de seu pai e sim de seu irmão. Akasha II, o primogênito tinha medo de algum dia ter de dividir o trono celestial com seu irmão e por isso armou para que este fosse visto como um traidor, enquanto ele fazia cara de bom moço e maravilhosa pessoa.

O segundo filho também admirava a grande criação do pai e sonhou em viver lá com as outras criaturas onde não tivesse que buscar sua comida ou lutar para sobreviver, ele ainda estava em uma posição confortável como o deus do inferno. Mesmo de lá ele pode ver seu irmão tentando Lilith, assoprou sobre ela uma fumaça negra e a partir daquele momento a mulher passou a ter o conhecimento do mal. Mesmo sem este conhecimento ela não queria ser subjugada pelo homem, eles eram iguais então porque deveria ser dominada por ele? Este pensamento só cresceu quando ganhou o conhecimento do mal. Dominada por raiva e inveja, Lilith saiu do Édem e foi viver com o segundo filho, quem a acolheu de corpo e alma. Os seres Adão e Lilith eram especialmente poderosos, assim como Akasha II e Lúcifer eles eram filhos do grandioso deus dos deuses, e por isso possuíam o mesmo poder que eles, contudo este poder era contido no Éden e agora Lilith estava mais poderosa que nunca, tendo recebido o conhecimento do mal direto de seu irmão se tornou uma existência quase tão poderosa quanto o 1º deus, o criador.

Adão se sentindo triste e só pede para que Akasha lhe entregue outra companheira, e assim o deus tirou uma de suas costelas e fez Eva, mulher magra e ruiva de olhos azuis como Adão. Akasha mais uma vez reforçou para que comessem de qualquer fruto, menos a macieira no centro do Édem.

Gênesis, capítulo 2, versículo 23.

“Então disse o homem: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; ela será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada.”


Lilith sendo agora um demônio amargurado, ao ver Adão com outra mulher pelo Éden, não se segura e tenta a mulher que em mente fraca come o fruto proibido e faz Adão comer também. Ainda disfarçada de serpente ela sai do Éden e volta para copular com Lúcifer novamente.

Akasha após ver o que seus filhos fizeram, amaldiçoa a serpente que nada fez, a mulher inocente e o homem ignorante, assim saem do Éden. Akasha retira todos os seus poderes e os deixa viverem por seu próprio suor.

Akasha depois de perder tudo o que tinha morre de tristeza e assim seu primogênito assume o tão glorioso trono celestial. O segundo deus, Akasha II, deixou nas mãos de seu primeiro filho, Thiago, o poder da vida. Este tentou ao máximo exercer a sua função, mas um desequilíbrio gigantesco estava sendo criado pela falta de um deus da morte, o cargo que nenhum ser celestial poderia ser incumbido. Neste contexto nasce a primeira filha de Lúcifer, Emily, quem foi criada por mimos tanto do pai quanto da mãe. Em seu aniversário de quinze anos ela é mandada para viver com Thiago como a demoniza da morte. Acorrentados percorreriam toda a eternidade, cada um carregando um fragmento da alma do primeiro deus, seu avô.

Lúcifer largou Lilith para ficar com uma demoniza tão bela quanto a quarta filha do primeiro deus. Nagai era seu nome, Lilith não deu a mínima e se casou com Samael, perambulando pela quase-eternidade a atormentar os seres humanos. Nagai, a segunda esposa de Lúcifer teve uma filha com este: Ada, uma mulher detestável desde que nasceu.

Akasha II começava agora, em 476 d.C., a caçar demônios que viviam calmamente pelo outro mundo. Muitos morriam horrivelmente ou eram tratados como escravos. Tudo ainda estava bem. No século XVI d.C., Akasha III assumiu com a morte premeditada de seu pai, realizou um verdadeiro holocausto de demônios após a grande queimada da cidade de Zurk. A situação era extremamente desfavorável aos demônios, sem grandes conhecimentos sobre seus poderes, mas mesmo assim tentaram lutar por suas vidas miseráveis.

Lúcifer assistia tudo isso com dor no peito e nó na garganta, tentou se impor ao sobrinho que simplesmente o matou.

– Solte ele! – Gritou Nagai.

– Ou o que demoniazinha miserável? – Debochou Akasha III.

Não foi necessária uma resposta em palavras para que Akasha III se levantasse de seu trono lapidado de diamantes e encima de uma escultura de demônios segurando-o.

Nagai em fúria extrema libertou o seu lado demoníaco, raramente visto pelos celestiais, já que muitos demônios não sabiam como usar seus poderes. Com um escudo transparente gigantesco a sua volta. A Mulher que parecia vestir um manto de fumaça negra lançou seu cajado com a ponta púrpura da cor de seus olhos para fora.

– As tuas sete filhas cairão em desgraça, o teu povo cairá em miséria, e teu trono desmoronará. – Projetavam-se várias vozes saindo de sua boca – Para que possas multiplicar a tua espécie precisarás da ajuda de uma demoniza, nenhuma de tuas filhas celestiais sobreviverá se a tua correspondente demoniza morrer. A primeira terá aparência de demoniza e a última o espírito de uma. Contudo, a demoniza é livre, não morrerá caso a tua filha celestial morrer.

Era o feitiço do Mandala Invertido. Tudo neste mundo preza pelo equilíbrio, mas como os celestiais desrespeitaram este equilíbrio, um feitiço foi mandado para que ele voltasse a se igualar.

Akasha III tentava sem sucesso ter um filho até que finalmente se rendeu a maldição. Sabia que só teria mulheres, ao total quatorze; sete demonizas e sete celestiais, o mundo nasceria novamente, assim como as sete virtudes e os sete pecados capitais.

A caça por demônios estagnou, Akasha III teve durante três anos, sete filhas demonizas com Ada para que pudesse ter as suas filhas celestiais. Quando engravidada Ada, automaticamente engravidava sua mulher. Nagai foi inteligente, misturou as duas partes do sangue puro para que as sete demonizas que nascessem tivessem o poder do primeiro Deus e assim restaurar o equilíbrio.

A primeira filha Celestial nasceu com aparência de demônio e a última era atormentada pelo espírito ancestral da luxuria. Haru, como foi dado o nome da sétima, ficou trancada em uma sela imunda aos cuidados de alguns poucos servos que a desgostavam. A primeira filha era mal falada por todos os cantos, tendo os cabelos negros a pele bronzeada.

As filhas demonizas, assim como sua mãe. Viviam em um casebre debaixo da terra. Sem janelas, com ar pútrido e energia negativa. A primeira filha mesmo tendo aparência celestial era a pior dentre todas, Denachi, o demônio da Avareza fazia o que um demônio mal tratado e subjugado por todos faria: Virou o monstro que todos falavam que os demônios, erroneamente, eram. A última filha, de cabelos negros e olhos cor de vinho era uma ótima pessoa, sendo dominada pelo anjo Miguel que deixou toda a sua bondade nela. Era mal tratada pela mãe e a irmã mais velha, que tinham ódio por sua aparência perfeitamente feita para o pecado mesmo com míseros cinco anos de idade.

Ada era extremamente perigosa e impulsiva. Ela queria o poder todo para ela e por isso, durante as visitas que Akasha III fazia a sua casa, drenava seu poder até que matou-o completamente, contudo fora sugada para a mesma dimensão que ele. Ela e mais três filhas que estavam perto dele. As três celestiais correspondentes morreram na mesma hora: A 2ª a 3ª e a 4ª filha. No mesmo dia, enfurecidos, um grupo de celestiais foi até a casa para matar o resto da família sem o conhecimento de que: se matassem as filhas demonizas, as princesas celestiais morriam. Conseguiram matar as gêmeas 5ª e 6ª, mas a primeira e a última filha fugiram.



Notas finais
Pessoal, desculpa por escrever em 1ª pessoa e depois passar pra 3ª. é que simplesmente eu queria passar a emoção do 1º deus sabe? Desculpinha.
Relembrando: Esse deus ai não é o deus do cristianismo, se fosse seu nome seria Deus e estaria grafado com a primeira letra maiúscula. Eu peguei personagens da bíblia e coloquei ai, é diferente.
E ai pessoal mereço reviews? ;-;
Estou sofrendo da depressão da autora sem reviews ;-;