Debaixo Das Terras Sagradas
14 Capítulo 13 - Sanctus Espiritus
Notas iniciais
Então...
Esse capítulo é bem legal *u*
Gostaria que vocês lessem ouvindo: http://www.youtube.com/watch?v=p4h1wciz45o
É só pra ficar no clima sabe? *u*
Eu escrevi o capítulo ouvindo *o*
O meu acinzentado eu
Está desaparecendo devagar.
Um mundo de Escuridão...
Um mundo de Silêncio...
– Nee Llith, acho que está na hora de acordar. – suspirei enquanto andava dando voltas.
Estava em um bosque à noite perto de casa, saí um pouco antes das nove da noite, já eram quase dez agora.
Conjurava um feitiço de invocação enquanto juntava as energias negativas a minha volta.
Primeira volta:
– O ódio criado por todos os seres humanos, a ira, a raiva que da força as fracos e depois os condena. Azazel, mostre-me o poder demoníaco que se junta e me ajuda com esta invocação.
Segunda volta:
– A inveja de humanos de todas as raças, a cobiça pela mulher do outro, ciúmes da sua vida que é levada pela morte, emulação por dinheiro. Leviatã, mostre-me o poder demoníaco que se junta e me ajuda com esta invocação maligna.
Terceira volta:
– A gula de todos, seja por poder ou qualquer futilidade. Regalão deixe que minha insanidade seja insaciável como sua sede e fome. Belzebub, mostre-me o poder demoníaco e se junta e me ajuda com esta invocação satânica.
Quarta volta:
– A avareza materializada, apegue-se a mim e deixe-me apegar a você. Somos todos filhos da mesma seita e cultivamos os mesmos males, a posse de minha alma é minha como a sua é sua. Ofereço-lhe este mundo para que renegue à deus e domine-o. Mammon, mostre-me o poder demoníaco que se junta e me ajuda com esta invocação nociva.
Quinta volta:
– A preguiça, que renega à Deus e vive sem esmero. Conto com sua essência para intoxicar os seres humanos ao ajudar-me à despertar o malefício dentro de mim. O ócio será uma das palavras mais usadas neste mundo ao reconhecer um ser humano, seu poder será abusado e você continuará a ser glorificado. Belpeghor, mostre-me o poder demoníaco que se junta e me ajuda com esta invocação perversa.
Sexta volta:
– A soberba, que de tão vaidosa glorifica somente a si. Deixe-me glorificá-lo também, beber de sua essência e banhar-me na tua impureza vil. Um pecado tão grandioso que não poderia ficar sem a divina desaprovação. Desrespeite Deus e tudo que o cerca, ajudá-lo-ei em sua missão e assim domine o mundo. Lúcifer, mostre-me o poder demoníaco que se junta e me ajuda com esta invocação erniciosa.
Sétima volta:
– A luxuria, o mais pecado de todos. Remete-nos desde nossa criação e nunca deixará de existir! Seja egoísta e sensual, domine todos ao seu redor. Humanos são fracos, tire toda a sua energia vital como os filhos de Lilith tiram, dance desgraçadamente profanando o nome de Deus e o entregue à desgraça. Asmodeus, mostre-me o poder demoníaco que se junta e me ajuda com esta invocação.
Assim feito o feitiço sentei-me no centro do círculo desenhando uma estrela de cinco pontas.
– Lilith que está dentro de mim. Ó demoniza mais luxuriada, desperte e me ajude a acabar com este mundo que Deus criou e você desrespeitou.
Um vento forte bateu nas árvores assustando-me. A lua cheia que pairava encima de minha cabeça entrou em eclipse súbito e da escuridão feixes vermelhos rodearam-me saindo de vários lugares da floresta. Rodaram e rodaram em volta de mim até irem em direção à lua e fazerem-na sair da escuridão que na verdade não era um eclipse e sim uma energia maligna que tapava sua luz.
Petrifiquei. Agora era a hora, a hora de deixar de ser boa e ir de encontro à magia negra. Entregar sua alma ao mal e ser o que estava destinada a ser desde que nasci. Abri minha boca e assim toda aquela fumaça escura entrou em mim. Deitei-me de súbito no meio da estrela enquanto me debatia tentando falar alguma coisa. Retorci-me toda, até quase meus ossos quebrarem, a dor era aguda em todos os cantos do corpo, eu ouvia vozes altas quase estourando meus tímpanos, senti meu corpo queimar e estava sem ar.
De repente tudo parou.
– Hey, você está bem?– perguntou uma voz dentro de mim, parecia embargada.
– Sim, é você Lilith? – indaguei seguida de uma tosse. Um líquido negro saiu de minha boca. – Eca.
– Ah sim, você é a tão esperada Katsugo. Quando finalmente saí do corpo de sua irmã, a Haru, pensei que estaria tudo bem, mas de repente caí em sono profundo.
– Como eu esperava, os espíritos ancestrais foram realmente trocados – tossi mais uma vez observando minha pele que estava queimada como se eu tivesse pego sol demais.
– Onde você aprendeu a invocação cara Katty? – perguntou interessada Lilith dentro de mim.
– Acredito que você conheça uma Yamino Nagai, é a minha avó. Ela me deu um Livro das Sombras e então eu aprendi tudo o que sei até agora.
– Ah sim, Nagai. Lembro-me bem dela, a última esposa de Lúcifer. Até que ela não era tão monótona.
– Agora me diga Lilith, onde está Asmodeu? A maldição que caiu sobre mim e minhas irmãs diz que devemos nascer com os espíritos ancestrais de nossos respectivos pecados capitais.
– Ah sim! O queridinho. Eu o matei, queria tanto vir ao seu corpo! Acho que não se importa não é mesmo? Afinal eu correspondo à dois pecados: Luxuria e Inveja.
– Claro que não! Fico até feliz que você está aqui. Afinal, você é a grande Lilith que não se submete à homens. – Levantei-me ainda um pouco zonza bati em meu vestido e apoiei-me em uma árvore.
– Você está muito mal. Ingerir toda aquela maldade de uma vez só poderia ter lhe matado.
– Claro que não. – ri um pouco logo depois tossindo mais um punhado de gosma negra. – Eu sou filha de Akasha terceiro com a única herdeira do trono demoníaco que agora já está morta.
– A pequena Ada morreu? Ainda bem, eu teria a matado prontamente, mas para ela ter filhos... Em que ano estamos exatamente?
– 1887 depois de Cristo. Alemanha, Hamburgo. Estamos no mundo dos humanos, os demônios agora sofrem perseguição. Uma instituição chamada Igreja Católica persegue os praticantes de ocultismo e outros tipos de religiões como é chamado no reino humano. Essa igreja está sendo controlada pelas únicas filhas ainda restantes do reino dos celestiais, minhas duas meias irmãs. Haru e principalmente Natsu, odeio ambas. Mas a segunda vagabunda é mais chata ainda.
– Nossa, então eu estava certa. A avó de vocês realmente amaldiçoou as próprias netas para tentar acabar com o reino celestial. Vocês foram vítimas do feitiço do Mandala giratória descontrolado, o feitiço do desequilíbrio.
– Eu conheço os princípios do Mandala giratória que é deixar o mundo em sincronia, sempre um ciclo de morte e vida, mas nunca ouvi falar no mandala giratória descontrolado.
– Desde que os seres humanos nasceram o Mandala vem se descontrolando. Os humanos acabam com florestas, matam uns aos outros, multiplicam-se e evoluem muito rapidamente. Assim eles acabam com o ciclo na vida que foi imposto aos mesmos. Aos nossos olhos não passam de criaturas ridículas e inúteis, mas um dia elas acabarão com o nosso mundo. O feitiço que a sua avó fez parte do mesmo princípio que os humanos. Duas raças completamente opostas dependem uma da outra, contudo em seu feitiço se uma Demoniza morre a Celestial corresponde morre certo?
— Sim.
– Então seria correto dizer que se uma Celestial morresse uma Demoniza morreria certo?
– Completamente ver... – fui cotada.
– Errado. O mandala se descontrola nesta parte, mesmo que em todo o resto seja trocado como as últimas filhas terem os espíritos ancestrais trocados enquanto as primeiras têm as aparências, nessa parte a vantagem é dada à classe que invocou o feitiço. Mas para ele funcionar uma razão deve ser estabelecida. Os celestiais cortaram suas próprias cabeças ao desrespeitar sua outra metade, os demônios, e tentarem erradicá-los. O mandala está furioso, e para que ele se acalme deve ser continuado o feitiço.
– O feitiço deve ser continuado... Entendo. Isso quer dizer que o equilíbrio deve ser restaurado. A minoria e a maioria se igualarem, o massacre.
– Exatamente. Você sabia que toda vez que alguém pratica algum pecado um demônio nasce não é mesmo?
– Sim, e quando pratica alguma das sete grandes virtudes um celestial nasce. E quando alguma pessoa reza o rei e as princesas ganham poder.
– Isso que dizer que somos dependentes não só das criaturas mitológicas como dos humanos. Akasha terceiro planejava acabar ou enfraquecer nossa fonte de poder ao criar a igreja católica e antes disso espalhar falsas profecias pelo mundo, para que os humanos glorificassem os celestiais e parassem de praticar nossa fonte de poder. Ele realmente nos enfraqueceu.
– O meu pai era realmente um filho da puta. – Rosnei enquanto desencostava da árvore a qual estava escorada passeando as mãos por minha cabeça. Era muita informação para digerir de uma vez. – Mas se o Mandala está zangado com os celestiais, o que ele ira fazer?
– O mandala vai reduzir enormemente o número de seres humanos e entregá-los aos pecados para fortalecer novamente os demônios. Para isso, um mensageiro deve ser posto na terra. Um escolhido deve ser filho do bem e mesmo assim conspirar contra este, um novo Lúcifer nasceu e cresceu em seu reino, bem disfarçado entre os celestiais em um alto cargo e agora renascerá na pele de um humano que entregará a destruição em suas mãos.
– Santo Akasha! Isso vai ser quase um apocalipse. O mandala vai entregar o poder da roda da vida aos demônios para que o equilíbrio seja novamente restaurado. Mas quem é o mandala exatamente?
– Imaginei que fosse fazer esta pergunta. Na verdade a pergunta é: Quem são Mandala? O Mandala é a união da Vida e da Morte. Um anjo e uma demoniza. O primeiro filho de Akasha primeiro e a primeira filha de Lúcifer, a sua Tia na verdade. O anjo de vida, Thiago, e a demoniza da morte, Emily. Eles carregam cada um uma esfera em suas mãos.
– Sim, eu já sei sobre sua existência, são o ying e o yang. As esferas que cada um tem quando juntas formam o equilíbrio da vida. – Pus a mão em minha esta agora já me pondo a andar. – Isso vai dar merda.
– Sim, vai dar mesmo.
Notas finais
Qualquer um que notarem me avise ok? Eu corrijo :3
Boa leitura.
Mereço reviews? :B
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