Debaixo Das Terras Sagradas

18 Capítulo 17 - Boneca Silenciosa


Notas iniciais
Pessoal, esse capítulo eu fiz no iPad então provavelmente tem algum erro. Eu revisei muitas vezes MESMO, amas ainda assim pode ter algum. Qualquer coisa que vocês não entenderem ou palavra que não tem nada haver com a frase me avisem porque a correção automática daqui é muito falha.
Beijos e boa leitura :3

Acordei com os raios de sol batendo em meu rosto, nem parecia que ontem à noite havia tido uma tempestade.

Virei para o lado e vi que Utsukushisa estava sentado pondo suas calças de volta e assim levantou. O segui com os olhos até que o mesmo se pronunciou percebendo estar sendo observado.

- Olá flor de Lótus. – Assustei-me um pouco com sua percepção rápida o que o fez rir.

- Flor de Lótus? Que flor é essa? – Perguntei me levantando da cama e revelando estar nua, ruborizei um pouco enquanto o mesmo me fitava parando de abotoar a camiseta para me olhar. Ruborizei mais uma vez e me tapei com o lençol. Este simplesmente deu um sorriso safado e voltou seu rosto para o espelho terminando de abotoar a blusa.

- Uma flor que você não conhece... Vem da minha terra. Como você viveu na Alemanha mesmo sendo árabe de nascença não deve conhecer. É uma flor sagrada.

Ok. Isso me assustou um pouco... Como ele sabia que eu era nascida árabe? E de onde ele era? Pelo o que eu sei só conheço os demônios e anjos da Europa.

- De onde você é? – Perguntei curiosa ainda deitada na cama.

- Eu sou asiático, vim da terra do sol nascente sabe... Japão. – Riu depois do comentário.

- Você não parece nada com um japonês sabe... Mas ao menos explica os seus cabelos serem extremamente lisos e negros. Mas os seus olhos são claros...

- Parte da minha família é européia. É tão difícil assim raciocinar? – Fiquei com muita raiva depois do insulto e me virei de costas agora deitada na cama. Ouvi sua risada gostosa e depois o senti se tacando na cama e me desferindo beijos por toda a face enquanto eu me fazia de difícil.

Cedi ao sentir seu toque por todo o meu corpo debaixo do lençol, mas logo ele parou me deixando com vontade de mais.

- Katsugo... Ontem à noite eu não percebi você sentir dor sabe... – Murmurou ele agora sentado me olhando.

- Porque eu sentiria dor? – Me fiz de inocente e ele caiu como patinho.

- Porque você era virgem certo? – Perguntou-me ele agora desconfiado.

Quando ia me pronunciar outra voz soou no quarto.

- Claro que não. – Logo percebi, era Lucis escorado na porta ainda em forma de fumaça.

Calma ai! Fumaça? Não seria só eu que poderia fazer isso? As coisas estão ficando cada vez mais confusas.

Utsukushisa levantou prontamente e se pôs em posição de batalha. Levantei calmamente e nua caminhei até ficar entre os dois.

Percebi a luxuria que eles emanavam enquanto me viam nua.

- Fuyuu eu já o tive... Não sou mais virgem. – Forcei a voz chorosa e brilhantes lágrimas brotaram de meus olhos. – Eu... Eu, não consigo agüentar. Eu sou o demônio da luxuria! Não posso fazer nada para me controlar! Desculpe-me.

Este parou de em fuzilar com os olhos, mas mesmo assim percebi que ainda estava ressentido. Bem, agora ele sabia que se ele não estivesse aqui para me satisfazer, outros estariam. Lys também pode dar um ótimo brinquedinho.

Utsukushisa me abraçou e eu dei somente uma piscadela para Lucis. Este que agora tinha entendido a mensagem saiu do quarto fingindo estar triste, mas eu sabia que ele não estava. Nós dois sabíamos que eu não sentia mais amor algum em meu coração, ele pulsava somente porque eu estava viva e para perpetuar o meu legado de sangue.

Mas digamos que Utsukushisa acreditou e prometeu voltar enquanto eu somente segurava o riso, o mesmo aconteceu com Lilith, ela rindo não me acalmava.

- Meu amor... Desculpe-me por não estar aqui antes. Eu vou largar o meu lugar no céu para me juntar a você no inferno. – Sussurrou em meu ouvido.

- Utsukushisa, não. Você vai continuar naquele reino trazendo notícias para mim, diga que você foi solto, pois eu te amo demais, o que é uma infalível verdade. – Menti. – E que você voltou trazendo a informação de que minha avó Nagai foi morta e o meu Chevalier provavelmente também. Não diga nada sobre o Chevalier de Denachi.

- Sim senhora. – disse ele agora largando meu braço e fazendo uma mesura engraçada como se fosse uma dama. Eu ri junto com ele e logo após ele sai se despedindo com um simples beijo. – Eu não quero mais saber daquele homem te tocando Katsugo, o único que pode lhe tocar sou eu. Eu sou seu futuro marido, então me espere pacientemente.

Peguei em seus cabelos que agora aos seus 17 anos estavam curtos e picotados além de estarem levemente bagunçados. Dei-lhe um selinho e olhando para os seus olhos murmurei que era somente dele. Utsukushisa deu-me mais outro beijo e saiu de meu quarto.


Quem é você? Jogando amor fora

Com lábios adocicados.

Você está de luto?

-x-x-x-x-x-x-x-x-x-

Utsukushisa POV

Saí da casa e fui para um bosque ali perto, encontrei uma clareira que parecia estar queimada. Em seu centro um pentagrama estava talhado e um líquido preto fétido brilhava conforme o sol. Aquelas bruxas nem ao menos sabiam esconder seus rastros? Com certeza não foi a minha Katsugo que fez aquilo, ela é dócil e contraria todas as leis de sua espécie. Mesmo que a notícia de hoje tenha me abalado continuarei com o meu amor incondicional voltado à ela, tenho certeza que é de sua natureza e ela não pode contrariá-la.

Abri minhas asas de serafim que brilhavam enormemente e alcei vôo. Em alguns poucos minutos cheguei a uma cachoeira onde se encontrava o portal para o outro mundo, fechei as asas e passei por ela. Logo saí do outro lado da mesma, estava de noite, portanto pude ver as três luas, todas cheias, no céu. Uma vermelha, uma azul e a outra que era a lua normal, ou seja, branca.

Após tirar grande parte da água em meu corpo abri as asas novamente e as sacudi um pouco, apesar de estarem pesadas daria para voar.

Da própria cachoeira dava para ver o castelo gigante de cristais situado em uma ilha flutuante, um rio caia de sua borda e desaguava em um lago gigante que ficava abaixo dele.

Voei o mais rápido possível para o castelo e como sempre era saudado por reverencias. Sou o general dos exércitos celestiais, o primeiro Chevalier da primeira filha de Akasha: princesa Haru. Todos imaginavam que nos fossemos nos casar, minha família realmente faria muita pressão para pedi-la se estivesse viva, as vezes agradeço mentalmente por Katsugo ter matado meu pai, mesmo que tenha provocado muita tristeza, ao menos agora veio a calhar.

Nunca me casaria com a princesa do céu, a única princesa que tenho em mente é a do inferno. Pus-me a andar pelo palácio e logo dei a noticia de que todos foram exterminados, menos eu como sempre, disse exatamente o que Katsugo disse-me para falar.

Cheguei ao quarto de minha princesa e esta me esperava sentada em sua cama. Dois guardas guardavam a porta e como se não existissem passei por eles.

- Hime-sama. — Curvei-me.

-Adoro quando você me chama na sua língua natural. — Comentou sorrindo bobamente com os lábios marrons nem-tão-convidativos. Fez o sinal para me aproxima então me levantei e fui ao seu encontro. Curvei-me novamente com a cabeça baixa ao encarar seus pés com unhas bem feitas, o sinal da bonança de dinheiro emanava nela, mesmo que a mesma não quisesse. — Mas agora eu não sou mais a sua princesa. — Retornei a olhá-la assustado enquanto a mesma se levantava e contornava a cama para poder ter a visão de toda a extensão do seu reino. — Agora sou sua Rainha, minha irmã está morta. — Continuou sem alterar o tom de voz, sem mostrar emoção.

- C-Como assim Natsu-sama? — Perguntei aturdido, de fato todos no reino queriam que a Haru-sama governasse, mas agora com sua morte a única que nos resta é a misteriosa Natsu.

- Foi envenenada por aquele que ela mais amava o Sora. Aquele plebeu se aproveitou dela e depois a matou. — Falou mais uma vez sem mudar a entonação da voz. — Mas sabe que isso veio a calhar? Não estava com muita vontade mesmo de compartilhar o meu trono — Continuou agora em tom de escárnio, não me segurei e levantei abruptamente.

- Como assim? Você não sente o que todo o reino sente? Amávamos a Haru-sama ela era o símbolo da bondade que os celestiais deveriam realmente repassar para os plebeus e para as outras raças.

A vi se encher de raiva e falar a pior palavra de seu vocabulário.

- Osuwari!

O Osuwari é um comando mestre-servo que o faz obedecer sem pestanejar, geralmente de repreensão. Preparei-me para sentir uma grande pancada na cabeça, mas não senti nada. Abri os olhos e eu continuava intacto.

- Osuwari! Osuwari! OSUWARII!

Nada. Osuwari na verdade significa "senta", mas foi uma das únicas palavras que ela comseguiu gravar e que não usaria para falar normalmente, já que era de outra língua.

- Então foi como eu pensei... Você se vendeu para aquela demoniazinha, aquela bruxa ridícula. — Eu não sabia mais o que falar, como ela sabia de isso tudo? — Você acha que eu não iria saber? A relação que existe entre nós é muito maior do que você imagina, mas agora que você se deu para ela, não é mais meu.

Agora sim tudo faz sentido, o porquê de Natsu não conseguir mais me controlar, agora eu sou Chevalier de Katsugo, portanto devo protegê-la com unhas e dentes.

Os dois guardas que estavam atrás de mim pegaram suas lanças e puseram-nas em torno de meu pescoço, outros passaram pela porta e me acorrentaram por todo o corpo. Depois disso eu não me lembro de mais nada.


Para fazer com que o proibido amor

Entre um anjo e um demônio aconteça

Tudo o que ele tinha que fazer era destruir tudo

Vou abandonar meu coração puro

Se me é permitido viver e amar você,

Eu não hesitarei em cortar essas asas

Deixe-me entregar ao demônio.

X-x-x-x-x-x-X

Katsugo POV


- Lucis! Ajude-me aqui! — Chamei por ele e assim entrou em meu quarto.

Estava tentando vestir o meu espartilho sozinha, mas parece que de uma hora para outra ele não cabia mais, inclusive quase todos os meus vestidos ficam bem apertados no seio, deve ser porque eles cresceram muito.

Quando ele entrou digamos que ele tenha ficado um pouco feliz sabe? Não sei se seria ele ou a outra consciência dentro de suas calças. Como dizer... Eu estava com os seios para o lado de fora e somente a parte debaixo do vestido, claro tentando colocar o espartilho que me apertava cada vez mais.

- Pare de olhar e venha me ajudar. — Mandei decididamente, este despertou de seu sonho e me ajudou.

- Para onde você vai Katsugo? — Perguntou ele agora ofegante com o esforço para me ajudar a vestir, e claro por outra coisa.

- Vou atrás de Utsukushisa. Ele está prestes a ser morto, a princesinha descobriu e agora ele será tratado como um traidor. Um Serafim traidor é bem difícil de achar, e eu não posso perder a ajuda que ele me dará.

-Katsugo... — Pegou meu pulso e me virou para ele, a tiara com rendas pretas que eu estava pondo em meu cabelo caiu. — Você não gosta mais dele não é mesmo? — Perguntou-me desconfiado o meu Chevalier.

- Não — menti. — Claro que não gosto. Agora me deixe ir salvar o meu mais novo Chevalier.


Notas finais
Mereço reviews? Próximo capìtulo é porradaria *u*