Notas iniciais
Enfim, eu tive essa ideia e mandei este prologue para a minha abiguinha AnaSykes. Ela adorou e pediu para que eu continuasse, e estou continuam. Então, espero que gostem. Dúvidas sobre os personagens, vai ter links nos nomes deles, é só clicar e Xablau u.u

Ela havia se mudado para o Reino Unido há poucas semanas. Era uma garotinha de seis anos muito insegura de si, não tinha muitos amigos e era muito tímida. Ela não era como as outras meninas de sua idade, a única coisa que parecia com as outras era que também tinha seu bichinho de pelúcia e também tinha seus cabelos presos com uma presilha. Seus cabelos eram negros — o que a deixava mais pálida ainda — e iam até o meio de suas costas. Seus olhos era um azul tão claro, refletia-se como se fosse água cristalina. Ela, de fato, parecia um anjo. E um garoto, de oito anos, ainda não a conhecia mas, quando a conhecesse, também acharia o mesmo.


E não demoraria até que este se apaixonasse por ela, Julie Owens.


A garotinha estava sentada no banco de trás do carro, em silêncio, não dissera nada desde que saíra de sua nova casa. Estava à caminho de sua nova escola, Stocksbridge High School. Olhava para seus pés, usava um all star vermelho, e gostava disso. Desde pequena teve um pensamento diferente, se sentia deslocada e isso nunca lhe parecera um problema. Com toda a absoluta sinceridade, até gostava disso. De pertencer ao grupo dos que não se encaixavam em nenhum grupo. Mas havia um problema: ela nunca soubera se enturmar, o que sempre a fazia se tornar anti-social.
Isso mudaria.

– Chegamos. — sua mãe virou-se para o banco de trás, olhando-a com a sobrancelha arqueada. — Não vai descer?

A garotinha olhou para suas próprias mãos, receosa.

– Estou com medo.

– Oras, e por que, garota? Não tem motivos para ter medo! São apenas criancinhas como você. Irritantes, porém são apenas crianças. — bufou, olhando a pequena impacientemente.

– Mas, eu... é...

– Vamos, desça logo daí, menina!

A mãe fora saindo do carro e se dirigindo à porta traseira. Ela abriu-a, e sem dizer nada, fora puxando a menor pelo braço.

Sempre foi assim, desde pequena Julie fora obrigada a se acostumar com o tratamento rígido dos pais. Sem qualquer tipo de afeto. Sem motivos. Ela tentara não ligar, tentara agir como se fosse uma coisa normal, e bem, o normal dela era assim. Querendo ou não.

– E se eles não gostarem de mim? — choramingou, a mãe apenas revirou os olhos e ignorara a pergunta da menina.

A trajetória até a sua sala de aula fora um completo silêncio, a única coisa que se ouvia das duas eram os barulhos de seus passos. Julie perguntava-se o tempo todo como seria a sua nova escola. Ela sempre se sentia nervosa com mudanças, mesmo que foram poucas as vezes. Assim que pararam em frente a porta, Miranda Owens chamara a professora.

– Eu já vou indo, ouviu? — inclinou-se para baixo, encarando Julie nos olhos. — Se comporte. Vou te buscar assim que as aulas acabarem. Entendeu? — Julie assentiu. — Ótimo.

– Boa tarde. — uma voz que as duas ainda não conheciam soou. Elas olharam na direção e viram que era a professora.

Miranda sorriu forçadamente.

– Boa tarde. Esta é minha filha, Julie. É a nova aluna.

– Ah, sim. Eu fui informada. Seja bem-vinda, moçinha. — sorriu de forma doce, acenando para a menina.
Julie sentiu-se segura em sorrir e mostrar seus dentes branquinhos.

Ela fora bem recebida pela professora, as garotinhas que adoravam enconstar em seu cabelo e se admirarem em como poderiam ser tão negros. Elas, normalmente, tinham seus cabelos louros e castanhos claros. Julie era a única que poderia ser tão branca e ter o cabelo tão negro. Perguntavam-se como ela conseguia.
Isso não passou despercebido por muitos. E quando digo muitos, eram muitos mesmo.

– Olhem, vejam só. É a menininha nova. — um garoto, doze anos, encrenqueiro, o garoto mau. Estava acompanhado de seus amiguinhos, seguidores, covardes.

Reputação era importante. Bem, pelo menos para eles.

Julie estava no intervalo, por vontade própria e timidez, preferira ficar em um banquinho afastado, brincando com o seu sapinho, nomeou-o de Ted Zeppelin. Pegara gosto pela banda com sua avó, que agora, estava longe, pois Julie fora obrigada a se mudar.

Agora Ted Zeppelin se encontrava em perigo.

– Qual é o seu nome, benzinho? — sorriu largamente.

– Meu... meu nome é... é Julie. — abaixou a cabeça, tremendo de medo.

– Oh, que fofa, ela está nervosinha. — os garotos riram. — E esse sapinho? Como se chama?

– .... Ted. Ted Zeppelin. — seus olhos já se enchiam de lágrimas.

– Vem, empresta ele aí, quero ver melhor. — tomou Ted de seus braços, ela quis dar um grito de desespero, porém, estava com medo demais até para isso.

– Olha só, gente, o sapinho dela. — disse ele rindo, agora, o pequeno sapo passava de mão em mão por entre aquele grupinho de garotos.

– Me... me devolve ele, por favor. — ela choramingou, se levantando do banquinho que se encontrava no meio da grama.

Alguém observava toda àquela maldade com a garotinha dos cabelos negros.

– Oh, você quer ele? — fez uma voz infantil, ela balançou a cabeça afirmativamente. — E se eu não quiser devolver? — a menina mordeu os lábios com certa força.

– Me devolve. — se aproximou perigosamente com os braços estendidos.

Eles não se importavam. O menino a empurrou e como podemos imaginar, ela caiu no chão. Ela já sentia as lágrimas descendo pelo seu rosto. Alguém se irritou com a cena.

– Já chega, Trevis! — essse alguém resolveu interferir. — Deixe a garota em paz!

– Hum, o garoto Sykes. — riu desdenhoso. — Mais uma vez, quer ser o herói.

– Devolve o sapo da menina, vai. Você não se cansa de mexer com as garotinhas indefesas, não? — arqueou sua sobrancelha.

– Não, eu não me canso. — ele se aproximou ficando de frente para o menor, que tinha seus oitos.

Mas acima de tudo, ele gostava de afrontar. Não se importava se fosse mais novo, se apanharia, se não tinha a menor chance. Ele simplesmente seguia seus instintos.

Mesmo que o resultado seja o chão.

E, não seria diferente dessa vez.

– Olha só, Waterson. — cuspiu as palavras. — Pega o mínimo de bom senso que você ainda tem e devolve o brinquedo dessa novata. Vamos, garoto, você é melhor do que isso. — riu sarcástico.

– Está brincando com a minha cara, Sykes? — empurrou de leve o peito do garoto.

– Se está funcionando, pode ter certeza que sim. — ergueu o rosto para que pudesse encarar o mais alto.

– Então, como sempre, não se cansa de perder né, pivete.

O riso de Trevis soou.

E o riso dele?
Era completamente dominador.

Ninguém tinha a menor chance diante dele.

Nem mesmo o garoto Sykes. Seu resultado foi, mais uma vez, o chão.

Trevis o empurrou sem cerimônias e Oliver caiu com tudo, bateu sua cabeça mas não foi a sua maior preocupação. Sentiu algo aterrisar em sua barriga. Com dificuldade, ele levantou a cabeça e viu o sapinho de pelúcia em cima dele.
Virou-se levemente e olhou para o lado, vendo poucos metros de seu corpo caído na grama, a menininha chorosa pálida e dos cabelos negros ainda sentada no chão.

Ele se levantou e caminhou vagarosamente até ela. Agachou-se à sua frente, com um sorrisinho pequeno, ele lhe disse:

– Bem... aqui está o seu sapinho de pelúcia.

Ela, novamente sorriu mostrando seus dentes branquinhos.

– Obrigada. — pegou-o e o abraçou. O garoto sorriu com a cena.

– E... eu sinto muito pelo idiota do Trevis, ele é sempre assim, estúpido.

– Tudo bem, deixa isso pra lá. Eu... tô com o Ted de novo. — balançou-o mostrando para o menino, com um sorriso.

– Está... — deixou a frase no ar, observando-a. Notou suas lágrimas. — Garota, você está chorando. — ergueu sua mão direita até o rosto da menina, limpando as lágrimas que ainda escorria.

Ela não disse nada, estava envergonhada demais para pronunciar alguma coisa. E acima de tudo, estava sem ação com o que o garoto fez. E pode ter certeza, ele fez e disse sem pensar.

– Odeio ver garotinhas chorando. — murmurou mais para si mesmo, porém, ela ouvira perfeitamente.

Ele, então, se deu conta do que fazia. Abaixou o braço. Observou-a melhor, notando-a como tinha uma aparência angelical.

Poderia ser cedo para dizer, mas era a garota mais linda que ele já vira. Sem dúvidas.

– Eu sou Oliver. — sorriu de leve.

– Eu sou Julie. — ela também sorriu, com o rosto vermelho, certamente com vergonha.


Para adiantá-los, é este o começo da amizade deles.


Em pouco tempo, ele já estaria apaixonado pela garotinha que salvou.

Ela lhe significaria o mundo, e com certeza, daria e faria tudo por ela.

Porém, era imprevisível. Teria de imaginar as consequências de seus atos.


Se interessaram? Se sim, me acompanhe.
É mais ou menos assim:
* Dois melhores amigos apaixonados.
* Sonhos.
* Ciúmes.
* Umas palavras.
* Festas.
* Descontrole.
* Confusões.
* Decepções.
* Amores.
* Muita música.
* E uma série de confissões.

Se quiser. Venha, vou lhe contar uma história.

Notas finais
Bem, o Oliver, o link da foto, ele já está maior, pois não tem fotos dele menor. Mas, ele continua lindo. A Julie está pequena aí, mas quando maior, será a Liz Gillies. Se gostaram, por favor, mais uma vez, peço-lhes que comentem. É importante. Até mais!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.