Deathbed — Interativa

2 Um fim... e um começo


Notas iniciais
Uma pequena linha do tempo pra vocês: ~ 2013: Guerra começa. Quem não está diretamente envolvido tenta ignorar. ~ 2014: Explosão do Vírus. Pessoas tentam fugir para outros países e espalham o vírus ainda mais. ~ 2015, 2016, 2017: População é quase completamente dizimada. Não se avistam mais muitos humanos. Existem, por volta de, 600 pessoas realemente vivas no mundo. ~ 2018: A NOVA BASE se ergue. Pessoas fogem de todos os lugares do mundo para a promessa de segurança. ~ 2033: Os muros da NOVA BASE estão rachando. Crise. O começo da nossa história. E esse cap tá pequeno, mas é mais pra chamar a atenção pra história. Os primeiros vão ter certo foco em acontecimentos importantes e personagens assim como nesse, mas vão ser maiores. Esse só é pequeno por falta de poder dar muita informação

Quinze anos antes — Dezessete de Novembro de 2018 ás 02:20 da manhã

Os muros da NOVA BASE se erguem imponentemente sobre as cabeças dos sobreviventes que estão chegando. Existem guardas nos muros e um portão reforçado que não irá se abrir até que eles estejam suficientemente perto. Mais pesssoas estão vindo e as criaturas estão os perseguindo.

"Zumbis" Irene Pratt pensa com ironia enquanto tenta sobreviver com a ajuda da filha de nove anos. "Se aquele desgraçado do Chris não tivesse ido embora assim que soube do nosso bebê talvez ela não tivesse que me perder assim" Pensou, mais uma vez, quando a garotinha lhe deixou escapar e seu corpo se chocou contra o chão.

Ela havia sido baleada por engano no meio da corrida para a NOVA BASE porque ninguém mais se importa em que está atirando desde que continuassem vivos. Sua menina havia praticamente a carregado pelo resto do caminho e ela estava muito grata por isso, mas Irene estava morrendo e ela iria salvar sua filha antes de ir.

Pensou nos meses que passou com grande dificuldade quando estava grávida, de quando Chris foi embora e a deixou sem nada e de como sua pequena Tessa virou seu mundo. Lembrou-se de como todo o trabalho que teve para ter um teto sobre a cabeça da filha foi jogado no lixo e as criaturas de filmes de Terror começaram a dominar o planeta, de quando teve que atirar em um dos monstros pela primeira vez e como teve de ensinar sua princesa a fazer o mesmo.

A mulher olhou para a menina que puxa-lhe o braço constantemente com sua pele negra que ela havia ensinado tão insistentemente a se orgulhar sobre e os olhos brilhantes pela vida que, mesmo com todo que havia lhe acontecido, teimava em queimar ainda forte. Irene queria aquele brilho para sempre nos olhos da filha. As criaturas se aproximavam e ameaçam extinguiar ambas de suas pequenas labaredas de essência e ela não aceitaria que tirassem isso de Tessa.

Irene foi puxada por um homem alto com um aspecto sujo, seus olhos se penderam no desconhecido enquanto caia sentada no chão por não suportar o peso do próprio corpor e foi quando tomou uma decisão. Ela apertou sua mandibula e soltou o ar com força, em parte por culpa da dor e, em parte, pelas lágrimas que já se formavam e embaçavam sua visão. Os olhos azuis do homem a encararam antes de olhar para trás nervoso, era só uma questão de tempo até que fugisse. Irene podia ouvir os rugidos das criaturas diferentes e sem nome que os perseguiam. Os monstros estavam vindo por ela, mas não iriam pegar Tessa.

— Leve-a com você. — Irene se dirigiu ao homem entre dentes, sinalizando levemente para a filha — Eu não tenho como continuar.

Tessa gritou. Se negou a deixar a mãe e a mulher a agarrou pelos ombros com força, seus olhos determinados e o ferimento de bala lhe banhando de sangue vermelho vivo.

— Você vai ir com ele e vai ficar segura. Lá vai ser o lugar onde você vai ter uma vida normal de novo, mas eu não tenho como ir também. Está doendo muito e já posso sentir minha conciencia escapando. Docinho, nenhuma de nós vai sobreviver se tentar me levar e eu quero que você viva. Me dê esse presente. Viva da melhor forma que puder e seja a melhor pessoa que puder pensar em ser. Eu te amo muito, filha.

Tessa soluçou, seus dedos pegajosos de sangue apertando as roupas e o choro lavando o rosto sujo de terra. Irene chorava, mas lançou um sorriso para a filha antes de se dirigir novamente ao homem que parecia cada vez mais inquieto. "Eles devem estar muito perto" pensou.

— Leve-a com você, ache um lugar para que ela cresça feliz e atenda o desejo de uma mulher que está morrendo.

O homem a encarou, a mulher assentiu e Tessa foi içada do chão quando ele a agarrou pela cintua e colocou-a nas costas. Ela gritou, chorou e implorou pela mãe enquanto Irene encarava a cena enquanto lágrimas escorriam por seu rosto. Ela ouvia os barulhos chegando mais perto e agarrou sua arma com força. Sua conciência não aguentaria por muito tempo, mas precisava ver a filha segura. Quando o homem chegou aos portões carregando Tessa, Irene foi levantada da chão pela criatura que as havia perseguido por tanto tempo. Um monstro bem maior que os outros de olhos grandes e amarelos que perfuravam sua alma.

Irene Pratt sorriu com a arma já encostada em sua cabeça, houve um barulho e então a escuridão completa.

"Adeus, filha. Eu te amo."

Atualmente — 5 de Outubro de 2033 ás 14:36

Tessa Pratt encarava as rachaduras no muro de seu posto na Guarda, suspirando ao perceber que olha-lás não iria fazê-las se remendarem. Lembrou-se que precisaria passar pelo setor do Armamento mais tarde pois sua pistola parecia ter simplesmente travado completamente na hora de engatilhar. Talvez Ben — ou Meg, se fosse ela que estivesse no controle — pudesse ajudá-la a concertar sua primeira arma mais uma vez.

Seus olhos vagaram pela mesa ao lado da cabine. Tess estava em um bom posto e, por isso e por ser uma das melhores atirados de dentro do muro, ela tinha direito a uma das quatro cabines dos quatro cantos da muralha. Havia apenas uma mesa pequena em um canto, uma cadeira para a mesa e suas armas, as únicas coisas que ela precisava para exercer seu trabalho. Mas havia algo de diferente.

Um envelope amarelado que Pratt não havia notado antes estava sobre sua mesa, ela o pegou entre os dedos e encarou por alguns segundos. Não parecia nada do governo ou sobre uma promoção então ela imaginou que alguém que ela conhecia deveria tê-lo deixado ali. Tess abriu o envelope e leu seu conteúdo, franzindo as sobrancelhas quando não o entendeu. O sinal soou, um assovio alto e triste que indicava o final do turno daqueles guardas. Pratt suspirou, enfiou a carta no bolso do jeans e destrancou sua porta, cumprimentando o outro guarda que já esperava na porta.

A carta queimou em seu bolso durante toda a descida e Tess não conseguia tirar a frase da sua cabeça, tentando entender o que ela queria dizer. Ela não sabia.

"Os monstros querem entrar e nós deixamos as portas abertas"

Notas finais
Tá pequeno em comparação com o que eu quero mesmo fazer, mas espero que gostem. Já tem outro capítulo programado pra essa semana. A Tess é uma personagem minha, mas ela não vai ser favorita, tá? Pode morrer, ser mutilada e todo o resto que nem todos os outros personagens.