Deathbed

14 ‘Kiss me like if it were the last time’


Notas iniciais
Oi gente! É hoje que as coisas esquentam! ANH... QUEM TA ESPERANDO TRETA AI? ACERTOU! Desculpem ter demorado tanto pra escrever! Mas, vamos ter um bônus pra vcs, vou escrever mais um cap. e depois deste, eu vou passar as rédeas de um capítulo para a TheRainbownFlash que vai escrever um belo de um LEMON! SIM, LEMON, Não era isso que estavam esperando desde o começo?????w Bom, se alguém é contra me avise. Obrigada a todos que ainda leem ;) *o* Vamos ao capítulo!

Cap. 13 ‘Kiss me like if it were the last time’

Ele continuou dormindo até três da manhã. Apesar de não ter dormido quase nada esta noite, o sono não me veio. Passei meu tempo observando Percy em seu sono profundo e tentando programar oque diria quando ele acordasse. Não me atrevi a acordá-lo nem quando já tinha me decidido, eu não faria isso.

Enchi mais uma taça de vinho enquanto esperava que acordasse. Talvez beber isso me fizesse me sentir mais calmo.

Quase dei quebrei a garrafa quando ele se moveu. Eu o observei enquanto ele piscava os olhos, atordoado. Não podia evitar estar um pouco tenso com a situação e, mesmo decidido do que iria fazer, desejei silenciosamente que ele dormisse mais um pouco.

Meus pensamentos se calaram quando meu olhar se prendeu àqueles olhos verdes.

Como pude me esquecer do poder que eles exerciam sobre mim?

Ele piscou os olhos mais um pouco, olhou para os lados e voltou a cair novamente sobre as almofadas, murmurando algo incoerente, suspirando e caindo de novo no sono.

Gastei alguns segundos reprimindo uma risada e fui para seu lado no sofá, respirei fundo e empurrei seu ombro de leve uma vez. Duas. Três vezes.

– Percy! – sussurrei, não sabendo por que estava falando baixo.

Ele não respondeu apenas se moveu um pouquinho para o lado. O quanto ele tinha bebido? O observei mais alguns segundos e ri do que ia fazer a seguir. Peguei uma das almofadas.

– Hey Percy? É sua última chance de acordar! – ele nem se moveu – 3... 2... 1...

O pulo que ele deu quando a almofada atingiu o seu rosto foi hilário, bom, pelo menos eu estava rindo, ele parecia mais acordado agora. Em meio à minha crise ele jogou uma almofada e eu desviei. Parei de rir quando me lembrei do que tinha que fazer.

Eu ia dizer a verdade.

Ele se sentou direito e passou a mão na nuca, naquele gesto de desculpas que fez meu coração ficar inquieto. Mordi o lábio tentando me concentrar.

– Desculpe, eu... – ele olhou mais uma vez para os lados, como se tentasse descobrir onde estava – Ainda não acredito que dormi.

Eu não sei como dizer o quão culpado eu me senti por ele estar pedindo desculpas, quando o erro foi meu.

Aproximei-me rápido e o envolvi em um abraço apertado que ele retribuiu. Graças aos deuses eu tinha crescido um pouco naqueles anos e agora minha cabeça batia em seu ombro. Afundei meu rosto na curva de seu pescoço. Percy cheirava a tinta de caneta e vinho, mas eu nunca me lembraria de cheiro melhor, guardei aquilo na minha memória. Meus baços agarravam a parte do tecido das costas do terno que ele usava.

– Me desculpe – ele sussurrou.

Eu gritava em minha cabeça para que parasse de se desculpar. Todas as desculpas deveriam vir de mim!

Como eu sentiria falta daquele abraço.

– Você pode me fazer um favor? – Sussurrei, mas ciente de que ele estava ouvindo.

– Tudo oque você quiser.

Reprimi as lágrimas que queimavam na garganta, sua voz era tão terna e carinhosa agora...

– Quero que me beije como se fosse a última vez.

Ele me afastou por um instante e me olhou nos olhos.

– Eu sempre te beijo como se fosse a última vez.

Talvez eu tivesse ficado surpreso, ou admirado mais o significado dessas palavras se a culpa não estivesse me consumindo.

Como eu sou egoísta. Depois de saber oque eu fiz ele sentiria nojo só de pensar nesse beijo. Mas eu tinha que aproveitar isso mais uma vez.

– Então faça o seu melhor – minhas palavras saíram em um quase sussurro.

Fechei meus olhos esperando por um beijo, ele se aproximou novamente e senti minha pele se arrepiar quando seus lábios tocaram meu pescoço em um beijo terno. Mal senti quando a primeira lágrima rolou pelo meu rosto. Ele beijou meu queixo, minha bochecha – parando uma lágrima em meio a seu trajeto – e finalmente prendeu seus lábios aos meus. Ele não teve pressa, como se todo o tempo do mundo fosse nosso. Se essa realmente fosse a última vez, em seu lugar, eu não teria como ter feito escolha melhor. Deixei que sua boca abrisse a minha aos poucos, eu já não controlava mais as lágrimas. Sua língua encontrou a minha em movimentos calmos, sem o mínimo vestígio de toda aquela pressa que tínhamos quando éramos adolescentes. Parecia tanto tempo atrás.

Ele foi se deitando sobre mim e intensificando o beijo aos poucos, ele me fazia me sentir seguro de um jeito que ninguém nunca foi capaz. Ele passou as mãos pelos meus braços e depois encontrou a barra da blusa, explorando a pele das minhas costas, mas, quando ele tentou tirar a blusa eu o parei, com a mão em seu peitoral.

Afastei-me dele e ele, novamente, prendeu seus olhos verdes nos meus.

– Eu preciso te dizer uma coisa – disse ofegante.

– Agora – ele disse, passando a mão em minha bochecha tentando parar as lágrimas que caíam e desviando o olhar do meu para a minha boca – Vai me contar oque aconteceu?

Eu balancei a cabeça afirmativamente e o afastei, me sentando no lado oposto do sofá, ainda olhando em seus olhos. Ele não pareceu entender que tudo o que me mantinha firme naquela decisão – de lhe contar a verdade – era esse espaço que se tinha entre nós, pois afastou as almofadas de sua frente e ia se aproximando.

– Fique aí – pedi quase num sussurro – você não vai querer ficar perto de mim quando souber o que eu fiz.

Ele me olhou confuso, mas deixou que eu continuasse quieto na sua metade do sofá.

– Eu sei que é egoísmo meu pedir isso, mas tente não ficar bravo.

Suspirei, como eu ainda tinha esperanças de que tudo ficasse bem? Falei o mais rápido que pude, sem conseguir encará-lo:

– Eu fiquei com Alysson – não parei, empurrando as palavras umas atrás das outras – mas eu juro que foi só um beijo! Eu parei antes de passar disso!

Fechei os olhos esperando sua reação, que gritasse, saísse e batesse a porta, me xingasse... E esperei. Abri os olhos e ele continuava no mesmo lugar, me encarando. Ele deu um suspiro longo e passou a mão pelos cabelos.

– Eu não vou brigar com você – ainda estava processando o significado disso quando ele continuou, depois de uma pequena pausa – Porque eu não quero brigar com você e também não fui o melhor companheiro do mundo ultimamente e...

Ele deixou a continuação parada no ar. Depois de um tempo ele repetiu as minhas palavras:

– Eu sei que é egoísmo meu, mas, tente não ficar bravo – ele continuou – eu também tenho algo para te contar.

Ele pegou uma almofada e afundou o rosto nela, tentando esconder o rosto que começara a ficar vermelho.

– Eu... D... C... E... – murmurou.

– Oque? – Eu realmente não entendi nada.

Peguei a almofada dele, que se encolheu mais e começou a fitar suas próprias mãos como se tivesse algo interessante nelas que não estava lá alguns segundo atrás.

– Eu dormi com Elliot.

Ele falou baixo como num sussurro, mas nunca ouvi palavras soarem mais altas aos meus ouvidos.

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Não sei quando, mas em algum momento eu devo ter caminhado até o armário, na sala de estar mesmo, em que guardávamos algumas bebidas. Não hesitei ao pegar a garrafa de tequila escondida no fundo. Enchi o copo e virei tudo de uma vez, sentindo a bebida descer pela minha garganta como ácido, fazendo minha cabeça doer.

Tentativa falha de me sentir melhor.

Fiquei calado olhando para o copo transparente, mal percebi quando ele se levantou do sofá e se aproximou de mim.

Suas mãos tocaram meus ombros e eu me encolhi ao seu toque, me afastando, minha visão turva pela bebida e por lágrimas que eu não autorizei a caírem.

– Nico...

Dei um passo para trás, esbarrando o braço no copo que estava na beirada do armário, fazendo com que ele caísse e se estilhaçasse no chão, o barulho dos cacos quebrando ecoando a meus ouvidos. Desviei o olhar.

– Me desculpe – ele disse, mas eu estava atordoado que nem ao menos percebi qual emoção ele tinha.

– Me desculpe? – explodi – Me desculpe? A cada vez que você me dizia isso eu me sentia culpado! Culpado pensando que tinha feito uma coisa horrível! Eu a beijei? Sim! E a primeira coisa que fiz foi correr até você para te contar a verdade! Para implorar que não me odiasse!

Ele parecia que ia dizer alguma coisa, mas só abriu e fechou a boca.

– Quanto tempo ia esconder isso de mim Perseu? Nunca iria me contar não é?! Eu não acre...

– Não foi assim! – ele me interrompeu, elevando o tom da voz para que se fizesse ouvir – Eu disse pra ela que isso não aconteceria de novo! Foi um erro Nico! Nós deixamos isso para trás! Ela até me ajudou a preparar esse jantar... – ele olhou para a mesa, perfeitamente arrumado e depois voltou o olhar para mim – Era tudo para te pedir desculpas...

– As pessoas nem sempre perdoam – as palavras saíram ásperas da minha boca, engoli em seco – Aonde foi? Na casa dela? Na nossa?

Eu estreitei os olhos.

– Na nossa cama?

Ele balançou a cabeça negativamente.

– Nico, me deixe explicar.

Ele tentou se aproximar, colocando os braços em volta de mim em um abraço não correspondido. Só de imaginar eu fiquei enjoado e o empurrei para longe de mim.

– Como eu vou saber se você não disse a ela as mesmas coisas que dizia para mim?

Ele só balançava a cabeça negativamente, os olhos cor de esmeralda tentando encontrar os meus, mas eu só sentia ódio. Eu não queria vê-lo nunca mais. Minhas lágrimas eram dor misturada com raiva.

– Eu nunca gostei dela como gosto de você!

Suas palavras nem ao menos chegaram até mim.

– E como eu posso acreditar em você? – eu gritava e o encarava, dando passos na direção oposta à sua – Deve ter gostado de transar com ela! É engraçado – eu ri sem emoção – isso não te lembra de outra loira do seu passado?! Foi excitante não foi? Ter uma loira na sua cama de novo! Deve ter amado ouvir ela gemer e chamar pelo se nome! Lhe dizendo coisas obscenas, tipo como ela ficava sexy sem sutiã...

Um sorriso torto predominava em meus lábios, e tudo oque ele fazia era vir em minha direção a passos lentos e sussurrar que sentia muito.

– Eu te odeio! – gritei – Quero que morra! Que vá embora! Você nunca me amou, amou Percy? Eu sempre fui o garotinho sem a irmã, por quem todo mundo teve pena! Inclusive você, principalmente você!

– Isso não é verdade!

Senti a parede de encontro às minhas costas.

– Me sinto tão idiota por ter te pedido para me beijar daquela forma... Eu sou tão idiota... – meus soluços não me deixavam falar direito e eu comecei a falar mais baixo – eu pensei que me amava.

Escorreguei na parede, me encolhendo o máximo possível e abraçando os joelhos, chorando e soluçando alto, a risada dela ecoando na minha cabeça.

Ele a agachou na minha frente.

– Eu te amo – disse, e só agora percebi que também estava chorando – sempre te amei idiota.

– Quem ama não trai.

– Quem ama perdoa.

Levantei o rosto e o encarei.

– Como você espera que eu te perdoe?!

– As pessoas erram Nico!

– Eu não sei como te perdoar – afundei o rosto nas mãos – eu realmente não sei... Eu estou tentando...

Ele se abaixou e me abraçou, ignorando os murros e tapas que eu lhe dava para que se afastasse, até que eu não tinha mais forças para brigar com ninguém. Deixei que minhas mãos se agarrassem ao seu terno e que as lágrimas rolassem, enquanto os soluços diminuíam.

– Me desculpe, me perdoa, nunca vai se repetir – ele repetia sem parar, sua voz entrecortada por lágrimas e soluços – eu te amo tanto, me perdoa...

Ancorei-me àquele abraço. Afundei meu rosto na curva de seu pescoço.

Não sei se o beijo que se seguiu foi algum tipo de ‘eu te perdoo’ mas, em segundos toda aquela raiva tinha sumido, deixando um sentimento de que eu tinha perdido alguma coisa. Ele me beijou no pescoço, na clavícula, no rosto, na boca, cada beijo entrecortado por um ‘me perdoe’ que transbordava tristeza, ele nem ao menos acreditava que eu fosse pensar em perdoá-lo.

Tomei sua boca na minha sussurrando um ‘cala a boca’ no meio do beijo e ele não pareceu querer me contrariar. Aquele beijo salgado pelas lágrimas e triste pelas desculpas mil vezes repetidas entre nós, foi como um grande choque. Sua língua brincava com a minha, me fazendo ter sensações completamente inadequadas para alguém que deveria estar com muita, muita raiva. Passei as mãos pela sua barriga incentivando-o a tirar a camisa, e depois beijando seu tórax até chegar a seu pescoço, ele gemeu de prazer quando eu arranhei as suas costas, e me puxou para perto de si mesmo. Ele me levantou consigo e me empurrou contra a parede beijando meu pescoço e depois mordendo minha orelha. Eu lhe dei um selinho rápido e voltei a beijar seu pescoço, sua mão inquieta nas minhas costas. Mordi seu pescoço o que fez com ele me pressionasse mais contra a parede me fazendo gemer e dizer algumas palavras incoerentes. Minhas mãos tatearam seu cinto tentando tirá-lo, mas ele as impediu me puxando até o sofá e me jogando nele, deitando-se sobre mim, arranhando de leve a lateral do meu corpo, me fazendo ter arrepios e pensamentos obscenos.

– Sexo selvagem era o que eu menos esperava agora – eu comentei e ele riu em meio a um beijo.

Afastou-se e me fitou.

– Eu amo você – falou sem tirar os olhos dos meus.

– Eu também te amo – rebati – mas, por favor, não pare de me beijar...

Ele nem se deu ao trabalho de ouvir a frase inteira e já estava com a boca na minha, sua língua na minha, ele passou as mãos pela minha barriga, e me dizia coisas bem pervertidas, enquanto encontrava o fecho da minha calça.

Nós dois paramos bruscamente em meio a gemidos e suspiros de decepção quando o celular na mesinha de centro tocou.

Era Allyson.

Notas finais
Alguém aí ficou excitado? hehehehhehe ;) depois do próximo capítulo tem: LEMON! Yeah, alguém ansioso ai? Comentem ;) Eu não revisei o cap, desculpe pelos erros e talz. ~nolitaAMV