Não chores pobre criança.

Para a vida, este é o caminho.

Assassinando beleza e paixões

Após muito tempo de correria pelos túneis, finalmente nos reencontramos, os parecia que os túneis se juntavam novamente em um único caminho. Nos caminhos até certo ponto e paramos para descansar em uns buracos para nos deitarmos e nos protegermos, afinal não era a coisa mais inteligente a se fazer, mas acho que um cochilo valia à pena. Apesar disso o tempo foi curto e logo voltamos rapidamente a caminhar, ficamos atentos, pois poderia vir algum bicho para nos atacar, conferindo claro o radar para sabermos para onde deveríamos encontrar a saída.

Henri: Finalmente a missão terminou, só precisamos sair daqui, e no meu caso ir para o meu planeta – Digo eu um pouco cansado, até porque gente, eu correr por muito tempo.

Pierre: Diz isso como se tivéssemos ido muito bem, sabe quantas baixas tivemos? Eu respondo, tivemos três baixas, numa turma de sete pessoas, isso porque as duas que — estavam comigo morreram pelo pai destas criaturas – Diz ele meio irritado.

Agente: Ainda não é das piores, podia ser pior, é incrível que quatro pessoas estejam vivas – Diz ele olhando para Pierre.

Niniel: Se tivermos sorte, iremos sair daqui com quatro pessoas vivas – Diz ela também cansada.

Pierre: Isso se não esbarrarmos no pai destes alienígenas... – Diz ele olhando para os corpos e depois olhando para o chão.

Henri: O que tem de tão ruim nele? Pode ser pior que os filhos? – Digo eu curioso.

Pierre: Ele é só 2,60 maior que o Berseker, alem do seu couro resistir a tiro de lazer, e ser mais faminto dentre eles, e tem o fato dele saber cavar também – Falou ele olhando para mim.

Agente: Melhor termos cuidado com o chão então, não iremos querer que ele nos pegue pelos pés – Ao mesmo tempo que falava mantinha seus olhos para frente.

Pierre: Mas creio que iremos sair daqui vivos mesmo com está criatura nos seguindo, sou bom demais para ele, dos três que estavam comigo, fui eu o único que escapou – Diz ele com um sorriso de lado em seu rosto.

Niniel: Sim claro quem iria pensar em sair em quanto os seus amigos estão sendo atacados? — Diz ela num tom irônico.

Pierre: Fiz o que tinha que ser feito, a vida uma rosa minha cara, bela demais para morrer, é por isso que tem que aproveitar em quanto tem uma.

Agente: A vida é como um cardume de piranhas devorando as suas presas – Diz ele ainda olhando para frente.

Henrique: A sua analogia agente foi meio... Como posso dizer... Tensa – Digo eu num tom de voz normal até porque não sou de arrumar confusão sem motivos.

Agente: E falando sobre sair, podem sair sozinhos, irei enfrentar a rainha, sozinho, sem interferência e claro não quero que tentem apelar para sentimentalismo – Diz ele mantendo a arma erguida.

Niniel: Agente, eu já falei contigo sobre isso, desista da sua vingança antes que isso te mate – Diz ela olhando para ele em quanto anda.

Pierre: Que heroísmo inútil, irá fazer isso por quê? Perdeu alguém? Um amigo? Um cachorro? Ou era uma mulher? Ou era a sua mulher e filha? Não importa a resposta é algo inútil me dizer sabe por quê? Mesmo que seja sua esposa e filha que acho que é, elas estão mortas! Viraram ossos! Se foram mortas por alguém, então o cadáveres delas já apodreceram, agora se for pelos alienígenas, então elas foram consumidas até o ultimo pedacinho de carne saírem de seus ossos! Aceita isso meu amigo, nada irá trazê-las de volta, nada ira eliminar o fato de que elas foram mortas e que você não conseguiu fazer nada para impedir estes eventos! – Diz ele gritando próxima a cabeça do agente erguendo os braços para gesticular.

Agente: Deveria ter parado quando podia... – Diz ele baixo por um tempo reagindo segurando o pescoço do mesmo com uma das mãos, após fazer isso ele puxa sua faca e põem a lâmina próxima ao pescoço do Pierre e diz – Pode me ofender, te permito destruir minha moral, assim como gritar em meus ouvidos, me humilhar, enfim tudo, agora ninguém, repito NINGUEM, fala assim de minha família, eu não te dei o direito de falar o que quiser de minha esposa e filha, assim como não pedi sua opinião, nem se quer dei permissão de tocar em minha ferida, escute bem projeto de Napoleão Bonaparte, fale assim de novo das pessoas que eu amo, que ao invés de te deixar vivo, irei retalhar a sua cara até ser identificável, ouviu bem? Espero ter escutado muito bem, pois não irei repetir, e você ira querer me desafiar para ver se não farei isso mesmo... – Diz ele com a cabeça bem próxima a cabeça de Pierre, pressionando a mão e aproximando cada vez mais a lâmina no pescoço do mesmo.

Henrique: Abaixe a arma, agente, nossa missão é matar os alienígenas e não uns aos outros – Digo eu apontando a arma para o agente.

Niniel: Concordo com o Henri, já tivemos baixas o suficiente, acho que ninguém precisa mais morrer – Diz ela olhando para o Agente.

Agente: Soltarei sim, acho que fui claro na minha colocação – Diz ele soltando o Pierre.

Pierre: Não precisava ser tão violento... – Diz ele acariciando seu pescoço e retornando a andar.

Após está breve briga, continuamos a viagem, andávamos pelo túnel escuro que por sua vez não se diferenciava dos outros, como sempre com corpos a vista, o que deixava o ambiente mais assustador, o que me fazia verificar se não tinha algum espião entre aqueles corpos, afinal a dica do Talos ainda vale, mesmo que ele tenha morrido. Andamos por muito tempo, porem finalmente nos chegamos ao nosso destino, não exatamente na saída, mas numa sala que estava próxima ao nosso destino, era maior e tinha mais veículos e maquinas e uma saída, só que adivinhem? Pois é, mal chegamos e já nos deparamos com barulhos, meros barulhos de coisas caindo foram substituídos por rugidos, e os mesmos substituídos por imagens nada agradáveis, que confirmaram que criaturas estavam ali, e sim eram ghouls. Tal imagem em nossa frente nos obrigou em entrar em estado de alerta, pois tinham diversas criaturas ao nosso arredor, o que nos obrigou a atacá-los eram muitos, mas tantos que nem nos dedos dava para contar, exagero dizendo ser cem mil, atirávamos apenas para abrir caminho, porem um tremor aconteceu, o que nos obrigou a correr, porem Pierre cai com um golpe que ocorreu abaixo dele, o golpe novamente acontece mais sai uma mão que o agarra e o puxa para o buraco, depois daquilo só o jato de sangue pode ser visto.

Em quanto isso eu e meus amigos corremos, e conseguimos entrar pela saída e soldamos a porta, claramente continuamos a correr para bem longe, pois não sabíamos se alguém iria conseguir passar ou não, por isso mantivemos o ritmo para bem longe, mas o que não saiu da nossa cabeça foi a mão que puxou o Pierre, que tipo de criaturas era aquela, apesar disso nos não iríamos ficar para ver tal bicho, corremos até um certo ponto onde a ameaça já não era mais grande, após isso começamos a andar para recuperar o fôlego.

Niniel: Viram aquela mão que capturou Pierre? Sinceramente acho que ele não estava exagerando quando falou sobre a criatura que ele deparou – Diz ela respirando forte.

Agente: De certa forma agora temos um problema, que é o pai desses bichos atrás da gente, isso pode ser um problema. – Diz ele respirando forte também só que pela boca.

Henri: Resumindo o paizão apareceu para querer sua fatia do bolo, o que falta vir agora? Os avôs? As bisavós? Que tal eles chamarem logo a família inteira para vir nos devorar – Digo eu num tom irônico.

Agente: Minha parada é por aqui gente, continuem andando, boa sorte para saírem daqui vivos. – Ele diz isso após verificar o caminho até a rainha pela tela do computador do braço esquerdo e continua – Não digam nada apenas vão, guardem o que tiverem para falar depois que saírem daqui – Diz ele correndo para o caminho que a tela do computador dele indicava.

Henrique: Querendo ou não Niniel, se ele está indo é a vontade dele, noto que está incomodada, porem vamos fazer o que temos que fazer... – Digo isso botando a mão sobre o ombro dela

Agora em dois num silêncio profundo fui ignorado, talvez ela não quisesse se pronunciar sobre o que o agente disse, não sei bem o que ela sente, continuou o caminho em rumo a sala final, no caso de mim e da Niniel caminhamos em rumo a saída, já o agente caminhava em rumo a sala onde estava a rainha. Querendo ou não tem a esperança de tudo terminar, e de tudo acabar bem, só espero que nenhum imprevisto acabe com o plano, chega de alienígenas, que termine está praga de uma vez por todas...