Death Royalle
2 Onde começou mesmo? -Parte 2-
Após olhar ao redor Adrian percebeu que estava todo cheio de machucados, sua roupa estava toda rasgada e sentia uma imensa dor em sua perna, pensou consigo mesmo:
– E agora? O que falarei pra minha mãe e meu pai?
Com uma dor na consciência e sem uma desculpa plausível pra convencer os seus pais, Adrian resolveu decidir o que fazer quando chegasse em sua casa, já passava das 18h e se atrasasse demais teria sérios problemas. Então foi se Adrian mancando pelas ruas, as pessoas o confundiam com um mendigo por causa de suas feridas e roupas rasgadas, mas ele não dava muita atenção aos olhares discretos e os comentários maldosos, ele só pensava em chegar em casa, tomar um banho e descansar, o dia já havia tido surpresas demais para ele; monstros, deuses, armas míticas, tudo aquilo era informação demais para o cérebro dele, talvez ele ainda acreditasse que tudo aquilo não passava de um sonho. Chegando em casa ele abriu a porta, lá estava seu pai no sofá lendo um livro de ficção científica e escutando um pouco de música, enquanto sua mãe estava na poltrona mexendo em um notebook; ao abrir a porta sua mãe deu um grito, meio de pavor com um pouco de raiva, e seu pai com um semblante furioso perguntou a ele:
–O QUE VOCÊ PENSA QUE ESTÁ FAZENDO ADRIAN?
Nesse instante Adrian se desesperou, não gostava de desapontar o seu pai, nem mesmo atrapalhar a vida de sua mãe, seu cérebro só latejava a mesma pergunta : “O QUE EU FAÇO?”, quando instintivamente fingiu ter desmaiado, seus pais assustados pelo desmaio esqueceram completamente dos seus machucados e das suas roupas rasgadas, agora a saúde de Adrian era a sua principal preocupação, então seu pai o pegou em seus braços e o levou para seu quarto, deitou Adrian em sua cama e junto de sua esposa sentaram esperando por alguma melhora de Adrian. Seu pai preocupado disse a ele:
–Filho, sei que por causa do meu trabalho não tenho tanto tempo para ficarmos juntos igual antigamente; ei Ady, você se lembra dos peixes que pegamos naquele verão que viajamos para a casa da sua avó? Ou de quando fomos campeões no torneio de Kart do clube que frequentamos? Perdão não ter mais tanto tempo assim para você, acho que não sou um bom pai.
Adrian não escutava palavras assim ja faziam anos, por isso, lágrimas escorriam do seu rosto como uma criancinha que havia perdido algo muito importante. Adrian se levantou e disse:
–Eu te amo pai, você é mais que um bom pai, você é o melhor! Bem, e sobre isso, eu me envolvi em uma briga, mas não é nada com o que você precise se preocupar, são apenas arranhões!
–Filho! Que bom, eu fico muito feliz que você esteja bem, vou falar pra sua mãe fazer seu prato predileto! Espera ai! -Disse seu pai com os olhos cheios de lágrimas
Sorrindo Adrian deitou, agora para descansar, as palavras tinham regenerado seu ânimo, mas seu corpo ainda não estava em condições aptas para usar as adagas novamente. Quando de repente uma esfera de energia de cor marrom, translúcida, com dois chifres, se assemelhava muito a cabeça de um touro começou a flutuar no seu quarto, estava em busca de algo, mas Adrian ainda não havia percebido tal presença, seus olhos estavam muito embaçados para que ele conseguisse ver algo. Ate que uma voz ecoou:
–Tudo bem? Voce poderia me ajudar? Estou procurando minhas adagas, você as herdou, não?
–Quem está ai? -Perguntou Adrian meio sonolento
–Alnath, o Beta de Taurus. -Respondeu a esfera translúcida
–Alna-o-quê? -Perguntou Adrian enquanto se levantava para se manter acordado
–Ah! Pelo que vejo foi você quem as herdou, esse símbolo. Prazer, sou Alnath, e você como te chamam? -Alnath se apresentou meio estranhado envolto a toda a tecnologia a qual ele não conhecia
–Foi você quem as me deu? Muito obrigado, salvou minha vida! -Respondeu Adrian com um sorriso no rosto
–HaHa! Você irá salvar o mundo, ninguém enfrentou Zeus assim, eu estou feliz de as ter dado a alguém que seja tão competente assim, afinal, você sabe usar esse tipo de armas? -Perguntou Alnath enquanto olhava pra um computador
–Na verdade...não. -Respondeu Adrian abaixando a cabeça
–Bem, então está acertado! Eu irei te guiar, serei seu treinador! -Disse Alnath com um semblante confiante
–O que? Mas eu tenho coisas a fazer, tenho aula pra ir, cursos, namoro pra cuidar...Não tenho tempo para isso! -Respondeu Adrian meio desajeitado
–Você escolhe sua vida social ou a vida da sua família? -Perguntou Alnath
–Minha família...Mas minha namorada também não conta? -Disse Adrian quase chorando
–Adrian, você terá que fazer algum sacrifício para poder vencer o Death Royalle. -Disse Alnath enquanto flutuava pelo seu quarto
–Eu não vou a fazer chorar, eu conseguirei pelo menos manter meu relacionamento com ela e ainda treinar para o Death Royalle, afinal, eu queria saber mais sobre ele, esse Death Royalle.
–Bem Adrian… -Alnath começava a explicação
–Pode me chamar de Ady. -Disse Adrian
–Deixa eu pensar Ady, o Death Royalle nasceu quando o tédio dos deuses era imenso e eles não achavam mais interessante que os humanos vivessem em harmonia, queria ver eles disputarem um pouco, foi aí que nasceu uma competição entre pessoas nascidas de cada um dos signos, naquela época as pessoas ainda eram relacionadas aos 12 trabalhos de Hércules, mas ignoremos esses detalhes; no Death Royalle os deuses dão armas mortais a humanos, dão uma roupa especial que os protegem, poderes referentes ao seu signo e então colocam em sua cabeça opções.
–Como Assim opções? -Perguntou Adrian curioso
–As opções são, você vence ou você perde tudo. Por exemplo, quando o Death Royalle começar mesmo, Zeus irá pegar a alma de todos os seus familiares e levará aos aposentos de Hades, e então os trancará lá, se você perder o Death Royalle eles não morrerão, eles só morrerão caso você desista de lutar; o prêmio para o Death Royalle é o título de semi-deus, um título que tem um valor imenso para alguém que, como você, quer derrotar Zeus; acho que eu não te expliquei ainda o por que de eu te dar as adagas de Touro, bem, tem a ver com a sua vontade de derrotar Zeus, eu também fui assim quando participei do Death Royalle, tinha uma vontade imensa de derrotar Zeus, eu até me transformei num semi-deus, mas na hora de brigar, eu notei que estava muito machucado e poucos dias depois do Death Royalle eu acabei falecendo, daí me tornei a estrela Beta da constelação de Touro.
–Nossa! E como são as lutas? -Perguntou Adrian que estava ficando muito preocupado
–Ah! Você verá! -Respondeu Alnath
–Bem Alnath, vamos começar amanhã, depois eu falo com a Helen! -Disse Adrian
Uma semana se passou e uma tempestade aconteceu, Adrian acordou meio assutado e começou a refletir tudo o que tinha acontecido na semana, treinamentos, novidades, era tanta coisa que ele estava achando que estava louco, mas sempre que abria a gaveta e via suas adagas, ele lembrava que tudo aquilo era real, e ele precisava ser o mais forte, senão, ele nunca poderia parar aquilo.
Fale com o autor