Death Note: O Retorno De Kira (3ª Temporada)
13 Pendrive
Notas iniciais
Léo, ao entrar em casa, foi direto para o seu quarto e sem nenhuma cerimônia de jogou na cama de buços.
– Hum...
– Você está péssimo.
– Não tou conseguindo dormir... E isso não tá sendo nem por causa do Shi...
– Então vai ficar aí o dia todo? Você não escreveu nada no caderno nesses dois dias, exceto o nome daquele cara que você usou pro plano. E também, o nome que está com a morte mais distante que você escreveu morrerá daqui a 5 dias.
– Eu sei... Escrevo algo depois... Tou morto...
– ...
Léo não respondeu. Era mesmo falta de disposição, e também, ele tem tido pesadelos quase todos os dias. A falta de sono e o peso por matar tantas pessoas está comprometendo sua sanidade mental.
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Na delegacia de polícia, um pequeno grupo e policiais estavam numa sala encarando a pequena caixa.
– Já chega! Devemos abrir isso logo!
– Tá louco?!
– Não há motivos para temer Kira ou pensar que aí dentro tenha tal vez uma bomba. Temos que abrir pra saber logo o que é. — disse o policial Santoro.
– Ok, vamos abrir, alguém pegue uma tesoura?
– Aqui, um estilete é melhor.
O policial pegou e estilete e cortou a fita que enrolava a caixa nas extremidades de maneira que possibilitasse que fosse aberta. Depois disso, ele abriu e todos viram que lá tinha um pendrive.
– Um pendrive?
– Um computador!
O pendrive foi conectado e eles abriram o arquivo. Havia um texto escrito com o nome "Leia-me" e um vídeo com o nome "Resposta ao Shi". Após ler detalhadamente o texto os policiais confirmaram que realmente era uma mensagem de Kira.
– É... Isso é bem convincente. Assistimos o vídeo também ou passamos direto para a tv?
– Isso não faz diferença, teremos que passar para a tv de qualquer jeito se não Shi nos matará por não ter uma resposta de Kira.
– Ele mandou para nós por que sabe que devemos enviar a mensagem, que faremos isso por que nossas vidas dependem disso. Eu não sei vocês, mas eu não vou ficar aqui pra ouvir, prefiro ficar em casa a assistir no dia que for transmitido.
– Eu também!
– Eu também.
– Sim, dá para entender o receio de uns de vocês em ouvir essa mensagem. O que quiserem ouvir fiquem aqui, os que não quiserem estão dispensados.
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Near estava mexendo sozinho num jogo de tabuleiro, refletindo sobre a situação dos quatro. O número 4 para os japoneses é um tanto temido quanto o 13 no ocidente, pois 4 se pronuncia "shi" e shi é a mesma pronúncia de "morte". Todos os quatro está contra todos, a situação entre eles está como esse jogo de tabuleiro uma guerra de quatro jogadores.
Cada um tem uma estratégia a seguir, um único deslise pode levar a baixas na batalha e até mesmo perda de territórios. Para ganhar esse jogo é preciso derrotar todos os inimigos, para derrotá-los Near precisa vencer o R-Kira, Zeta e Shi.
– Hum... Near.
– Que bom que você veio aqui, Fernander, tava já pensando em chamar você.
– O que foi?
– A Interpol já está com tudo pronto para bloquear todas as imagens exibidas na internet desde vídeos a fotos?
– Sim, mas, se quer minha opinião, isso pode trazer uma revolta a população, pode geram uma crise.
– Eu sei disso... Bem que, foi analisada a localização de onde Shi fez aquela transmissão. Ele a fez aqui no Brasil, então o bloqueio, por enquanto, será só nesse país. Isso amenizará um pouco a crise, aos poucos o sistema restaurará as imagens, contato que não sejam fotos. Bom, será assim até que pelo menos Shi seja preso.
– Hum, entendi... Você queria me chamar só por isso?
– Não. Queria que você me dissesse uma coisa: Se você fosse o Zeta, como conseguiria saber de informações que nunca foram publicadas na mídia.
– Bom, eu já disse tudo que informei a ele por conta do sequestro, eu...
– Não é isso que quero dizer.
"Droga, sabia! Ele suspeita que existe um espião. Mas o verdadeiro motivo de Z saber o que sabe é por causa do poder dele e 'daquela pessoa', mas não posso falar que ele está vivo! O que eu faço?" — pensou Fernander.
– Não sou bom em deduzir esse tipo de coisa, mas acho que... Ele possa ter invadido algum dado ligado ao Death Note ou...
– Muito longe.
– !
– Os dados que havia sobre o Death Note eram feitos num computador especializado, mesmo assim não tinha como serem pegos por que foram todos os dados deletados.
– Ah... Tem esse detalhe... Então...
– Near! Tem uma mensagem da Interpol! — apareceu Antony informando.
– Certo, analisarei isso. Pode sair, Fernader.
– Sim.
Fernander sai do local. Ao andar ele cruza o caminho com outra pessoa, o segundo espião, ele sussurra:
– Tou ferrado, ele está suspeitando de mim.
– Hum, tente ficar frio, não será mais você quem entrega informações ao Z.
– Eu sei, só espero que ele não suspeite de você também. Se não Near pode descobrir sobre "ele".
– Entendo...
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Zeta estava sentado no sofá em posição fetal e cochilando. "Aquela pessoa" entrou na sala com um palitinho de chocolate na boca e segurando uma caneca com café.
– Hum... Está tentando de novo...
Ele se agachou e ficou encarando Zeta, até que ele abriu os olhos.
– Então? Viu alguma coisa?
– Não, no final das contas parece mais que eu dormi mesmo... — respondeu bocejando logo em seguida.
– Mesmo assim, sonhou com algo?
– Na verdade sim, mas não parece uma visão, quando eu tenho só tenho no mundo dos shinigamis.
– Mas o que era?
– Hum... Era em um lugar escuro, sem nada... Parece loucura, mas acho que era o Mu.
– O "vazio"?
– É. Quando um usuário do caderno morre, essa pessoa vai pra lá, já que quem usa o caderno não pode ir nem para o céu nem para o inferno, mas, sei lá... Eu nunca sonhei com o "Mu" antes.
– Isso pode querer dizer alguma coisa.
– Talvez... Também vi uma coisa.
– O que?
– Um shinigami, não deu para ver direito quem era, no milissegundo que o vi eu acordei. Por isso não tenho certeza se era uma visão. Estava vago de mais e como elas sempre são no mundo shinigami ter uma visão em Mu não faz o menor sentido.
– Hum...
– O que foi?
– Quero pedir que você diga algo quando der a sua resposta ao Shi.
– An?
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O pai de Léo chega em casa. O pendrive foi mandado para a emissora da TV Globo e o vídeo será transmitido em todas as filiais dela daí a dois dias. Ele estava pensando um pouco na resposta de Kira da qual ele viu. Será que Zeta e Near responderão da mesma maneira?
– Léo, cheguei!
Não houve resposta. Cadê ele?
– Filho?
Ele andou pelo corredor e foi direto ao quarto de rapaz. Ao chegar lá ele vê Léo deitado na cama e com a mesma roupa que tinha saído e estava dormindo.
– Hum... Realmente deve estar exausto.
"Reparei que faz uns dias que ele tem deixado de dormir, acordado de madrugada, preferido ficar sozinho no quarto... Acho que ele está assim desdo acidente da Julia. Ele deve estar muito mal por ela estar inconsciente numa cama de hospital."
Ele pegou um lençol e colocou-o sobre Léo.
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