Death And All His Friends

3 We dream of making our scape.


Notas iniciais
Dedicado à Hinamori, rs, porque eu postei isso agora só por causa do review dela. Linda, obrigada. ;*
Espero que gostem desse último capítulo!

Hungria acordou em uma cama, embaixo de um cobertor. Estava usando uma camisola velha, de mangas compridas e que ia até abaixo dos joelhos. Percebeu que várias partes do seu corpo estavam enfaixadas. Levantou o corpo, ficando assim sentada na cama, e observou o quarto. Uma estante com vários livros, um criado mudo, uma escrivaninha velha com muitos papéis e um estojo de violino em cima. Ela rapidamente deduziu de quem era o quarto.

Pousou os pés no chão frio, levantando-se. Ouviu uma melodia, parecia o som de um piano, vindo da sala ao lado. Andou até lá e ficou parada na porta, observando Áustria tocar. Era uma canção que ela nunca havia ouvido antes. Era uma música tão diferente das que ela já havia escutado... Era quase um improviso. O som é tão bonito, ela pensou.

- Eu ainda fico encantada com isso, sabe? – ela riu ao ver ele se atrapalhar com a música com o susto. Ele se virou pra ela.

- Parece que já acordou.

Ela suspirou, resignada.

- Estou impressionada com o quanto eu estou fraca. Antigamente isso nunca aconteceria.

- Acho que não. Mas você está melhor agora, certo?

- Sim. Quem me trocou? – Ela lhe levantou uma sobrancelha.

- Er... fui eu. – ele desviou os olhos. – Quer dizer, não é como se eu nunca tivesse...

Os dois coraram.

- Bem, é verdade... Obrigada. – Ela sorriu com ternura. – O que você estava tocando?

- Umas coisas que América me mandou há algum tempo. É um estilo realmente legal, mas não acho que sirva pra mim.

- Parece bom de dançar...

- Sim, acho que esse tal de jazz foi feito pra isso mesmo... Acho que foi esse o nome que Alfred disse.

- Você quer? Dançar, eu digo? – Ela andou até ele, que ainda estava sentado no banquinho do piano e lhe estendeu a mão.

- Mas se eu parar de tocar, não haverá música.

- Eu não ligo.

Ele se levantou, e ela o pegou pela mão, e colou seu corpo ao dele. Áustria colocou uma das mãos na cintura dela, ainda segurando a mão dela com a outra.

Os passos eram ditados por um ritmo de uma música que não existia. Áustria nunca imaginara que um dia diria isso, mas quem precisa de música quando se tem Eliza? Hungria fazia o som de seu coração adquirir um ritmo tão mágico... Ele riu quando ela tropeçou nos próprios pés, segurando-a mais forte.

- Eu sei que sempre fui desajeitada, mas não precisa rir. – ela sorriu, divertida. – Além do mais, estou com a perna machucada.

- A gente não precisa dançar, então.

Ele parou e lhe deu um beijo. Aquele que ela esperara por tanto tempo, aquele que ela sentira tanta falta. Ela queria tanto ter aqueles lábios frios colados aos seus outra vez.

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“And in the end, we lie awake and we dream of making our scape.”

(E no fim, nós ficamos acordados e sonhamos com a nossa fuga.)

- Rode? – Hungria o chamou, com a voz leve.

Ele abriu os olhos, sonolento.

- Eliza? – Ela sorriu para ele.

- Sim. – Áustria sorriu de volta. – Eu... queria te pedir uma coisa...

- O quê? – Ele lhe dirigiu um olhar de dúvida.

- Pouco antes de você... ir embora, você me deu um papel... uma partitura de uma música. Disse que era minha e somente minha, e que só eu poderia escutá-la.

Ele fechou os olhos e sorriu.

- Claro. Para mim, aquilo resume tudo o que eu sentia... ou ainda sinto por você. Não acho que qualquer outra pessoa iria entendê-la.

- Você tem uma visão profunda em relação à música. – ela riu, e brincou com os cabelos dele.

- Está no meu sangue.

- Mas eu nunca escutei a canção. Você me deu o papel e foi embora. Nunca a tocou para mim.

- Eu pensei que nunca poderia expressar isso pra você de novo. – Roderich baixou os olhos. – Então, quer ouvi-la?

- Adoraria. – Elizaveta assentiu com a cabeça, sorridente. Ele se levantou da cama e tirou o violino de dentro do estojo.

- Espere, deixe-me pegar o pap...

- Não é preciso. Eu sei de cor. – Ela riu. Como ele amava a risada dela.

Hungria continuou deitada na cama, ouvindo Áustria tocar uma das melodias mais belas que ela já ouvira. E assim, naquele momento preenchido apenas com o som do violino dele, os dois apreciaram a companhia um do outro, sem se preocupar com o que aqueles tempos difíceis estavam por trazer.

Notas finais
ÊÊÊ! Cabou, people. Finalmente esse cacoete que tava me enchendo o saco foi embora. Postei, satisfeita, Jelly? Sim, muito bem, obrigada.
Sério, espero que tenham gostado, pois essa foi uma das fics que eu mais gostei de escrever!! De verdade.
Eu tive a ideia, e fiquei alimentando durante semanas... Aí escrevi o comecinho e me deu um bloqueio absoluto. O arquivo ficou lá mofando durante meses. Então nesse fim de semana eu fiz tudo de uma vez! Fiquei supersatisfeita com o resultado, mas gosto de saber da opinião dos outros. Deixe um review dizendo o que achou, e até a próxima!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!