Notas iniciais
Hey peoples! Minha segunda fic de Hetalia, yay! Ela também é sobre a WWII, haha... aliás, é a minha terceira fic que tem ela como plano de fundo... Mein Kampf, Jesse Owens e agora isso... Enfim.
Acho que é minha primeira one-shot que é uma narrativa mesmo, uma história, e não coisas filosofantes das cabeças dos personagens. Ah, não, é a segunda. Mas nem é one-shot mais... primeiro capítulo pra vocês aí. Espero que gostem!

Em 1938, a Alemanha Nazista anexa a República Austríaca ao seu território, tornado-a uma província do Reich.

Em 1941, a Hungria, mesmo enfraquecida, declara guerra à URSS, pois seguia as intenções alemãs.


Ele esperava. Roderich aguardava impaciente, olhando pela janela para o lado de fora da casa. Via a neve cair, formando uma paisagem branca ali, naquele ambiente frio. E ficava cada vez mais ansioso. Estava assim desde que Ludwig lhe dera, entusiasmado, a notícia de que uma nova nação se juntara ao grupo. Ao Eixo.


All winter we got carried

Away over on the rooftops

(Durante todo o inverno nós fomos carregados

Por sobre os telhados)


Ele avistou uma figura distante na neve. A silhueta escura em meio à paisagem foi ficando mais próxima, e agora já era possível distingui-la.

Era ela. Finalmente, havia chegado.

Um toque na campainha. Nem dois segundos de espera, e a porta fora aberta.

Let's get married.

(Vamos nos casar.)


- Você por aqui. Não imaginava que viria. – ele sorriu. Finalmente, algo de bom saíra de todo aquele conflito. – É bom te ver novamente, Elizaveta.

A húngara de olhos verdes encarou o rapaz de óculos. Ah, como ele se lembrava dos olhos, sempre acompanhados por um sorriso. Mas agora só havia uma expressão de cansaço, acompanhada por bochechas coradas por causa do frio.

- Preferia não ter vindo. – ela respondeu, arrumando a boina do uniforme militar e suspirando. – Sabe que só estou aqui porque Ivan me desrespeitou, Roderich. –Ou talvez porque simplesmente não quisesse que você ficasse sozinho com o fascista bobinho e o nazista ditador contra aquele psicopata do Exército Vermelho e os outros aliados, ela pensou. O sorriso dele enfraqueceu. – Não vai me deixar entrar? – Olhou por cima do ombro do austríaco, tentando checar como a casa estava por dentro. Alguns hábitos da antiga função nunca mudariam.

- Claro. Como não lhe deixaria entrar em minha casa, Eliza? Sempre será bem-vinda. – ele voltou a sorrir. Apesar da frieza aparente da ex-mulher, era impossível para ele não ficar feliz ao vê-la, e, de certo modo, tê-la ao seu lado novamente.

All summer we just hurried

(Por todo o verão nos apressamos)

- É um prazer estar em sua casa novamente, Áustria. Embora as circunstâncias sejam um tanto... peculiares, não acha? – Ela lhe dirigiu um olhar triste.

- Talvez sejam, mesmo. – Áustria suspirou, para em seguida dar uma risada desanimada. — E a casa nem é minha agora... Vamos para a sala, está frio aqui. – Ele segurou a mão da húngara, que sorriu com o contato que lhe era familiar, e a levou até uma sala aconchegante, onde havia uma lareira crepitando, alguns sofás, estantes e quadros. Aquela grande bandeira vermelha que Ludwig ostentava com tanto prazer estava dependurada em uma das paredes, ocupando-a por inteiro. Chegava a ser intimidadora. A garota observou os quadros. Havia um retrato daquele cara com o bigode que mandava no Alemanha, como se dizia mesmo? Ah, sim, Führer. Também havia belas pinturas das paisagens dos campos do germânico, e um quadro que mostrava um lugar que parecia ser no centro de Berlim.

Ela se sentou em um dos sofás, ainda observando a sala com atenção. Assustou-se quando Áustria de repente sentou-se ao seu lado, segurando duas xícaras de chá. Ela pegou uma e deu um gole. Sorriu ao sentir-se aquecida, e ao perceber que ele ainda lembrava-se de como ela gostava que o chá fosse.

“So come over, just be patient”

(Então venha, seja paciente)


— É... um lugar engraçado, essa casa, não? Faz a gente se sentir meio estranho... — Áustria disse, olhando para a grande suástica na parede. — Tem um clima meio... é difícil dizer. – Ele desviou os olhos da bandeira e olhou para Hungria.

- É verdade... O que te levou a vir pra cá, Roderich? Você me pareceu tão... calmo, depois... daquilo. – Ela lhe lançou um olhar significativo.

- Bem, Alemanha me mandou vir pra cá um dia. E acabou que aquele chefe dele me manteve aqui desde então. Cara estranho. – Bebeu um pouco do chá e sorriu pra ela. – Tirando as vezes que o Itália vem pra cá e faz coisas engraçadas, e quando eu consigo ter acesso ao piano, tem sido meio chato, mas você veio, então acho que vai melhorar um pouco. – Ele segurou a mão dela, que corou levemente.

- Se você não estivesse aqui, talvez eu nem tivesse vindo. – Ela apertou a mão dele.

- Isso é sério?

- Mais do que você poderia imaginar.

Ele sorriu.

“And don’t worry.”

(E não se preocupe)


- Um dos meus soldados foi ferido uma vez. Perdeu uma das pernas. Ele me disse uma coisa. Você sabia que quando alguém tem um membro amputado, a pessoa continua sentindo-o? Como se ele ainda estivesse ali? Mas então se dá conta de que ele não está lá? – ele olhou para a lareira, ainda sorrindo.

- Já me disseram algo assim.

- Eu realmente senti sua falta, Eliza.

Os dois se olharam durante um tempo. Um olhar cheio de significados.

“So come over, just be patient,

And don’t worry.”
(Então venha, seja paciente, e não se preocupe)

- Ivan agiu.

Os dois se levantaram rapidamente quando o alemão entrou na sala de repente. Hungria olhou para ele, com uma expressão preocupada. Parecia que não dormia há dias, e as roupas estavam mais amassadas do que nunca. Ele não se lembrava, mas ela já cuidara dele quando ele era apenas uma criança. O Sacro Império Romano. Quando ela e Áustria eram apenas adolescentes confusos morando na mesma casa. Quando ela descobriu uma afeição engraçada por ele. Mas não era hora para pensar nessas coisas.

- Vejo que finalmente chegou, Hungria. Agora é um bom momento para agir. Itália e os outros estão... ocupados. Então acho que vocês dois já devem começar. Eu... estarei no escritório. O chefe... está me chamando.

- Heil! – Áustria exclamou, fazendo a saudação nazista. Hungria o olhou surpresa e o imitou, hesitante.

-Heil Hitler! – Ludwig respondeu, e com um suspiro e uma expressão cansada, deixou a sala. Foi possível ouvi-lo trancando a porta do escritório onde entrara.

“So come over, just be patient, and don’t worry.”

(Então venha, seja paciente, e não se preocupe.)

- O que há com ele? – Hungria perguntou, olhando para o austríaco.

- Ele anda meio preocupado, ultimamente... Bipolar, eu diria. Às vezes é tão confiante que chega a irritar, mas depois se sente tão pressionado que tem crises de nervosismo. E também tem o seu... quer dizer, nosso chefe. Ele idolatra o homem. – Ele deu um suspiro pesado. – Espere aqui, vou me trocar.

Hungria o observou andar até um corredor e desaparecer lá. Sorriu ao lembrar-se de quando abotoava o uniforme militar dele e ele bufava, dizendo “odeio essas roupas”. Ele dava-lhe um beijo na testa, e, juntos, os dois iam guerrear. Geralmente de mãos dadas. Ela, ainda mergulhada nas lembranças, retirou um papel amarelado e um pouco amassado de um dos bolsos, e ficou apreciando o que estava escrito.

O papel continha partituras de uma música, escritas à mão. No topo da página estava escrito “À Minha Amada” em uma letra fina e inclinada. Fechou os olhos e cheirou o papel.

- Eliza?

Ela corou, enquanto rapidamente dobrava o papel e o guardava de volta no bolso. Olhou para Áustria, que estava parado a alguns passos dela, sorrindo. Já havia colocado o uniforme.

- Então, acho que chegou a hora.

Ele lhe estendeu a mão e mais uma vez, os dois foram juntos em direção à guerra.

“And don’t worry.”

(E não se preocupe.)


Notas finais
Eaí, curtiram? Sim, ou não, deixem uma review. Eu quero saber o que os meus leitores amados pensam. :3
E caso não tenham pensado nisso, a maioria dos trechos da música tem pensamentos do Áustria implícitos. Vai acontecer isso na fic toda. Quer dizer, ele é tão "musical", nada mais adequado do que colocar uma parte dos sentimentos/pensamentos/whatever numa música.

Espero que tenham gostado e até o próximo capítulo, que eu postarei quando souber o que estão pensando da fic. Só um review, gente.