Notas iniciais
Espero que gostem. Esse é o prólogo. :)

Era o verão do sétimo ano. Todas as garotas e garotos estavam em volta da fogueira, cantarolando e comendo deliciosos marshmallows. Amy Brooke era aquela garota que não se vestia como as outras, pois normalmente não tinha dinheiro. Ela não era aquela garota que usava aparelho e muito menos óculos, como os nerds normais usam. Mas mesmo assim ela era aquela garota que era humilhada por todas as garotas – e garotos – do colégio Orchid High na pequena cidade de Orchid, na Pensilvânia. Enquanto todos estavam animados sentados em troncos e iluminados pelo fogo, Amy estava em seu quarto na barraca nº 32.

Se estava estudando para alguma matéria ninguém sabe, mas estava lendo um livro. Um grande livro, daqueles com capa dura vermelha, parecidos com enciclopédias. Enquanto isso, cinco garotas estavam preparadas, bem atrás da porta, para tacar muita água e lama nela.

Amy sempre foi rejeitada. Sua única amiga foi Grace, que estudou no colégio apenas no quinto ano. Ela usava tudo preto. Maquiagem, roupas, acessórios... Alguns chamavam de gótica, outros até de satânica. Mas para mim ela era apenas estilosa. Ela foi embora do colégio, pois sua mãe havia morrido de câncer e ela teve que ir morar com seu pai e com a sua maldita madrasta. Como ela está agora? Teria sobrevivido?

Ah, também teve no sexto ano. Duas garotas – uma ruiva e uma loira – um dia se aproximaram de Amy. A loira era Melissa, a ruiva era Janie. Mais tarde, ela descobriu que as duas só queriam que Amy as passassem cola nas provas, pois quando a temporada de provas acabou, Melissa e Janie fingiram que nunca haviam falado com Amy.

As cinco garotas que esperavam na frente da cabana seguravam baldes enormes, alguns com água e outros com uma mistura de água e terra – também conhecida como lama. Com tudo preparado, chamaram alguns garotos que saíram de fininho da roda do fogo para nenhum supervisor perceber. E lá estavam cinco garotas e quatro garotos, preparados para atacar. Os garotos pegaram celulares para gravar tudo, Amy não conseguiria escapar.

Abbey, uma garota com cabelo moreno cacheado, aproximou-se da porta e virou a maçaneta. As câmeras dos celulares e os olhos de cada um estavam acesos, eles queriam perversidade.

E então, ela abriu a porta. E lá estava Amy. Mas Amy não estava lendo um livro, o livro estava no chão há alguns metros da cama. Amy não estava acordada. Amy estava morta. Sua cabeça ensanguentada e seu corpo esticado na cama. As meninas gritaram, derrubando os baldes e os meninos gritaram derrubando os celulares. Não era uma coisa que se via todo dia.

Notas finais
Espero que tenham gostado! Posto o próximo capítulo em breve.