Dear Madness
12 E lá vamos nós...
Notas iniciais
Nathalie.
Ela estava lá, depois de alguns meses. Escrevia nos relatórios que o acidente de carro ocorreu meses antes da morte dos pais dela... e dos de Zack.
Então, o que poderia ter causado a morte deles? Por que Nathalie não tenta se justificar? E seu tio, morrera por culpa dela.
A garota estava sentada na sua cama, encarando o nada. Repetia palavras sem nexo, mas para Zack aquelas palavras valeriam um ano de descobertas.
– Pesadelo... destruíram a minha alma. Agora ela será roubada. — repetia Nath. Ela se levantou sem vida, encarando a porta. — Eu... me lembro.
Nathalie se recordara de tudo. Era ele, ele mesmo. E ela iria fugir? Ou se vingar por eles? Eram seus pais, como ele pôde?
Heranças roubadas. Tudo por causa do dinheiro, como sempre. Eles ganhariam uma fortuna, e ela era muito nova.
As risadas ecoaram na sua cabeça. Ela olhou para a figura ao seu lado, Alice. Ela ria, enquanto estendia uma xícara de chá.
– Parabéns, você descobriu. — Alice sorriu maníaca. — O que vai fazer? Nesse mundo, somos todos Alice. Você é, também.
– Alice. — Nathalie deu um sorriso insano. — Cubra-me caso eu matá-lo. Cubra-me de sangue?
– Oh, não. Sangue não. Vou cobrí-la de puro ouro. E liberdade, caso desejar. Ajudarei-lhe, para sempre.
– Quem....você foi? — Nathalie suspirou. — Antes de ser Alice. Antes de morrer.
– Sabe... o País das Maravilhas é o paraíso para vocês. Ele é como o Céu. Se for bom, vai para lá. — ela fez uma pausa. — Tive uma vida tão insignificante quanto a sua.
– E...foi ao Céu? — Nathalie levantou uma sobrancelha. Alice assentiu. — O que preciso fazer pra ser a próxima Alice?
– Sim. Eu me lembro que tiveram quatro Alices, eu fui a terceira. Um mundo justo, mas por insanidade corrompido. Aí vieram a quarta Alice, e ficaram presos por lá. Você é a quinta, aquela que, de acordo com a profecia, irá libertar o País das Maravilhas.
– Diferente. — riu Nathalie. — Porém faz sentido. Eu... tenho que morrer? Como foram a quarta Alice?
– A quarta Alice eram gêmeos unidos pelo quadril, arrepiantemente horrível era sua aparência. Negados pela própria mãe, tamanho ódio os levou até o manicômio. Eles a levaram ao nosso mundo, ao Céu. Por conta das fortes drogas que os davam, eles entraram em coma.
– Por isso não conseguem acordar. — Nathalie entendeu. — Não estão mortos, mas não estão vivos.
– Vingue-se. — sugeriu Alice. — Eu era inútil, me vinguei e me dopei. Agora estou aqui.
– Matou quem?
– Além de mim mesma? — a garota levantou uma sobrancelha e Nathalie pediu que ela continuasse. — Os homens que me tocaram.
– Que terrível. — disse Nath. — Enfim, eu...
– Se vingará? — sorriu Alice. — Continue.
– Sim. — Nathalie sorriu de um jeito insano. Alice estendeu-lhe uma faca, a lâmina vorpal. — Obrigada.
E quando Alice sumiu com um gesto cordial de despedida, Nathalie encarou a porta por um tempo. Depois disto, só se via os destroços da porta caídos no chão.
Fale com o autor