Dear Insanity

3 Sensações


Notas iniciais
EDITADO Olá minna! Primeiro de tudo, gostaria de dizer que meu "atraso" nas postagens não foi intencional, pois o carregador do meu notebook estragou e fiquei sem ele por quase uma semana, pois é, é triste! Mas enfim, muito obrigada pelos comentários minna, fiquei tão feliz com eles que escrevi um capitulo rapidinho. Este capitulo ficou um tanto kawaii, acho que fluffy é gênero que mais tenho facilidade de escrever, mas saibam que o capitulo, apesar de aparentemente insignificante, é importante ok? Bom, sem mais delongas! Uma boa leitura a todos!

Dear Insanity

Capítulo 3

Passou uma de suas grandes e brancas mãos nos longos cabelos cor-de-rosa como um carinho um tanto quanto indelicado, porém carregando um cuidado que jamais teve. O pequeno anjo rosado em seu colo tinha seus olhinhos verdes concentrados nas gravuras coloridas do livro entre suas mãos como se tentasse desvendar um verdadeiro crime. Achou engraçado como as sobrancelhas de sua pequena mexiam-se em um conflito interno, árduo e corrosivo.

Certamente divagar entre qual dos dois, o coelho roxo ou o gato cinza, era de fato, o vilão da fábula que a mesma “lia”.

Estava sentado sob o telhado do quarto de Sakura enquanto esta mantinha-se assentada entre suas pernas. Suas curtas perninhas balançavam para frente e para trás em um claro gesto simplório.

— Ele é o malvadão, eu tenho certeza! — Decretou ao estreitar seu olhar na direção do coelho de cor duvidosa.

E como tem tanta convicção disso? — Sorriu de canto da seriedade que adotou o rostinho delicado de sua pequena criança.

— A cor dele…. É maligna. — Determinou e negou com a cabeça como se o mencionado fosse um caso perdido.

— A cor? — Realmente o moreno imaginava que somente uma criança humana para pensar em tamanha levianidade. Sakura virou-se para si e fechou seus olhos e lhe explicou como se o que dissesse fosse algo óbvio:

— Roxo é uma cor…. Malvada!

— Eu tenho certeza que sim. — Sorriu de canto pela imaginação engenhosa da rosadinha. A menina sorriu por ter sua dedução inteligente aprovada por seu amigo.

Sasuke levantou-se a trazendo junto com ele e a menina sentiu quando o seu moreno a segurou entre seus braços e saltou do lugar onde estavam para pousar suavemente no chão de piso amarelado, dentro da sacada do quarto da Haruno.

—Sabe seu moreno, nós podíamos desenhar um pouco. — Sugeriu olhando com seus grandes orbes jade em direção ao Uchiha que colocava o livro sobre a mesa de centro feita de madeira. Sasuke ao ouvi-la, colocou-a em pé sobre a cama de solteiro.

— De novo? — Ergueu a sobrancelha perfeitamente negra e delineada em uma clara inquisição.

— Certo, hum…. Podíamos tomar chá?! — O moreno fez uma careta e Sakura riu descaradamente de si, mas ao contrário do que imaginava, sentiu-se bem com aquilo. Ouvi-la rir o fazia pensar que ela sentia-se feliz consigo.

— Desculpe Hime¹, mas tenho que ir agora. — O sorriso da menina esvaneceu e em seu lugar um semblante triste apossou-se de suas feições antes exultante. E ele odiou-se por isso.

— Não vai não. Nós podemos brincar de outra coisa, mas por favor fica. — Pediu, ou melhor, quase implorou. O moreno sabia, a partir deste momento em diante ela seria sua perdição.

— Não é nada relacionado à brincadeira hime. — Sorriu de canto quando ela deixou escapar um sonoro "Ah!". — Eu preciso mesmo ir, tenho uma…. Reunião de negócios importante agora…. Na verdade já estou atrasado. — Sussurrou a última parte.

— Mas…. E se você ficasse só mais um pouquinho? — Tentou dobrá-lo. Oras, ele havia prometido que brincaria do que ela quisesse.

— Não pos...

— Por favor, você prometeu. — Sua face neutra e fria transformou-se em algo cômico para a pequena Sakura.

— Não lembro-me de prometer nada. — Informou com sua voz de ferro, rouca e altiva.

— Deixa de ser chato! — Embicou os lábios fazendo-a agora, uma visão fofa para o moço.

— Ok, mas antes você tem que tomar banho. — Pensou rápido já que estava realmente atrasado e ele certamente não queria ter de matar o conselho inteiro por ouvir sermões. Porém, ao que parecia, sua josei² no não estava disposta a colaborar.

— Só se você prometer que estará aqui quando eu voltar!

— Não confia em mim? — Jogou. Não era certo manipular sua menininha. Sentiria um remorso avassalador depois que visse o olhar desolado da mesma em sua direção quando voltasse, mas o Uchiha não tinha escolha.

— Confio…. — Sorriu de canto. -Mas não sou boba seu moreno! — Seu sorriso murchou.

— Não entendo. — Fez-se de inocente.

— Sei que irá embora assim que eu fechar a porta do banheiro. — Estreitou os olhinhos ao olhá-lo desafiadora assim como acusadora.

Estalou a língua no céu da boca assim que ouviu a voz infantil e fina, porém delicada, acusá-lo. Revirou os olhos ao ser pego em flagrante por uma criança, mas não qualquer criança e sim uma humana.

Mas tratando-se de Sakura ele já não duvidava de mais nada.

—Ok espertinha. O quê quer? — A viu sorrir e rir por ter acertado. Sentiu uma carranca forma-se em sua face.

—Quero que prometa.

—Não… Não... — Repetiu. Não se sujeitaria a análogo constrangimento como prometer. Mas que coisa de Humanos. Argh! Inclusive o nome dava-lhe calafrios. Até mesmo o demônio que habitava-o interiormente, este que influenciava-o para que fizesse tudo por sua fêmea, rugiu diante de tamanho absurdo. Ele era o rei do submundo, sua palavra sempre fora absoluta, prometer definitivamente não era uma coisa a qual ele estivesse acostumado a fazer.

Sakura abraçou sua cintura e fitou-o de modo choroso fazendo assim com que seus olhos ficassem maiores. Fungou teatralmente e passou uma de suas mão pelo canto dos olhos antes de dar o xeque mate:

— Por favor seu moreno, por favorzinho!

A maldita sabia pegar pesado quando queria, tanto que via-se quase sem liberdade de expressão futuramente. E seu demônio? O maldito já estava ronronado como um gatinho que é coçado no lugar certo.

— Está bem.

— Ok, agora você tem que prometer. — Por Jashin-sama, não acreditava que estava sujeitando-se aquilo. — Coloca seu dedo junto com o meu. — Explicou ao estender a ele seu dedo indicador. Sasuke arqueou uma sobrancelha mais uma vez naquele dia; fatídico sem sombra de dúvidas.

— O dedo? O que nossos dedos têm a ver com isso?

— Bom eu não sei bem…. Mas vi duas meninas da minha creche, que ao fazerem uma promessa, juntaram seus dedos! — Explicou prestativa.

— Deixe-me adivinhar: Teremos que fazer o mesmo? — Perguntou irônico.

— Claro! Só não me lembro agora qual dedo era?! — Divagou incerta.

Que ótimo! Além de obrigá-lo a passar por tal vergonha a mesma não sabia ao menos como fazê-lo. Revirou os olhos.

— Acho que é esse mesmo! — Ofereceu a si o dedo da mão direita.

Vendo que o moreno não tomava iniciativa, continuou.

— Agora você coloca o dedo da sua mão '‘esquerda’' junto com o meu. — Guiou os gestos ao pegar em sua mão direita e encaixar ambos os dedos indicadores.

— E agora? — Indagou já entediado daquela situação.

— Repita comigo: Eu... Qual seu nome mesmo?

— Uchiha Sasuke. — Aquiesceu agradecida.

Eu, Uchiha Sasuke prometo a você, Haruno Sakura, que irei te esperar para brincarmos e que não irei embora antes que saia do banho! — Decretou com uma voz forçadamente séria e mais grossa como se quem falasse fosse um juiz em um julgamento. Sentiu vontade de rir da situação. Que nenhum de seus súditos, conselheiros e, principalmente, o dobe não ouvisse isso.

— Prometo! — Falou rápido e embolado antes de virar seu rosto para o lado contrário tão rapidamente que a pequena Sakura poderia jurar ter visto um leve rubor tingir as bochechas de seu amigo.

Bom, não era exatamente aquilo que esperava que ele dissesse, porém deu-se por satisfeita. A menina abraçou-o e antes mesmo que desse tempo do Uchiha correspondê-lo, Sakura pulou da cama para direcionar seu passos apressados ao guarda-roupas.

Suspirou cansado ao imaginar a quantia de sangue esparramada pelo salão onde eram feitas as reuniões. Não que matar todos aqueles velhos, até certo ponto, inúteis fosse a causa de seu tédio, pois matá-los e presenciar seu sofrimento seria divertido, para dizer no mínimo. O que estragava tudo eram as frivolidades que teria de ouvir dos Ōshitsu komon². Praguejou-se internamente por sua fraqueza.

— Volto já. — Comunicou-o ao entrar no sanitário saltitando e cantando uma música feita para crianças enquanto a menina carregava uma toalha branca e felpuda três vezes maior que ela própria.

• ❈ •

Caminhava quase correndo por entre os corredores soturnos e tétricos feitos de pedra maciça do castelo devido ao seu atraso. "Mais de uma hora e meia. Tsc!", pensou ao dar-se conta que ficara com a rosada mais tempo do que deveria.

Sua pequena, apesar de inocente e pura, era ardilosa e traiçoeira, lado este que conheceu hoje após a menina explorá-lo. Sim! Exploração e não era exagero seu, Sakura era uma ótima manipuladora, boa até de mais em sua opinião. Bufou ao refletir em tudo que fora praticamente obrigado a fazer com ela em poucas horas. Na verdade a paciência que o mesmo tinha com sua garotinha o assustava um pouco.

A necessidade de ouvi-la rir.

A devoção com que a tratava.

O sentimento de proteção que o assolava quando estava em sua presença.

A noção de felicidade que ela fazia-o sentir.

Todas essas sensações que só conseguia apreciar quando em sua companhia, o fazia esquecer de quem era. Do que fazia. Mas acima de tudo, ela fazia-o esquecer do quanto já sofreu.

Curvou, inconscientemente, os lábios levemente pálidos em um sorriso torto ao lembrar-se da figura elétrica e tagarela que era sua futura rainha.

Adotou sua expressão mórbida e funesta assim que seus olhos escarlates avistaram a imensa e pesada porta de ferro ricamente incrustada de pedras preciosas, que era a única forma de acesso à sala de reuniões do conselho. Andou, agora, calmamente pelo alpendre que dava afluência ao mesmo.

Pôs ambas as mão nas gigantes portas duplas antes de empurrá-las.

Notas finais
Hime* = Princesa Ōshitsu komon* =Conselheiros reais Espero que tenham sobrevivido a tanto doce rsrs Como havia dito o capitulo pode parecer "inútil", porém ele é o estopim para uma série de fatos importantes que começaram no próximo capitulo e já lhes adianto, capitulos sangrentos. Comentem viu? Seus leitores fantasmas de uma figa, apareçam! Kissus meu povo e até o próximo!