Notas iniciais
Olá a todos! Trago mais um capítulo para vocês e espero que gostem! ♥ Tenham todos uma ótima leitura! ♥

Aquilo que todos encaravam como uma simples busca por pistas do Homem Sem Rosto, na verdade, também se tratava de uma busca pelo misterioso Hacker. O delegado Blommgate havia instruído seus subordinados a ficarem de olho em cada integrante do grupo de amigos que os acompanhavam na busca e tudo isso fazia parte de um plano que ele havia começado a colocar em prática. Ao mandar uma mensagem para o misterioso Hacker, os policiais poderiam flagrar aquele que estaria por trás daquele contato, ou ter a certeza de que não se trata de nenhum dos integrantes do grupo. Porém, seu subordinado de confiança, Brandon, estava de olho naquela que poderia arruinar seu plano de alguma forma ou, quem sabe, talvez ser a verdadeira culpada.

Quando o policial Carter parou de caminhar e os olhou, Hannah e Thomas também pararam de caminhar.

(Hannah) — Algum problema, senhor policial?

Carter olhava fixamente e de forma desconfiada para Thomas.

(Carter) — Algum problema com o seu celular, senhor Miller?

Thomas se intrigou.

(Thomas) — Não, nenhum. É só o meu alarme que eu esqueci de desativar – Ele mostrou o celular para o policial.

Mesmo depois de ver que ele estava falando a verdade, Carter o encarou por alguns segundos, ainda desconfiado, até que assentiu com a cabeça e se virou, voltando a caminhar em seguida. Hannah e Thomas se olharam intrigados, mas também voltaram a caminhar.

Na direção Oeste, Brandon segurava o celular de Adie enquanto a olhava, ainda assustado com o remetente daquelas mensagens, até que voltou a olhar para o celular e começou a ler.

CHAT:

Desconhecido

(Desconhecido) — Uma busca na floresta para me encontrar…

(Desconhecido) — Eu já esperava por isso

(Desconhecido) — Mas seria terrível se eu os encontrasse primeiro.

Desconhecido enviou um vídeo.

Brandon estava hesitante em clicar naquele vídeo, mas depois de olhar Adie mais uma vez e de um suspiro de encorajamento, ele clicou.

No vídeo, mostrava a entrada da floresta que estava isolada pela faixa amarela e aquela pessoa que segurava a câmera, seguiu para dentro dela e caminhou por uma certa distância, o que deixava claro que, de certa forma, todos estavam em perigo.

Após assistir o vídeo, Brandon ficou ainda mais surpreso e imediatamente entregou o celular para Adie, que logo o pegou.

(Brandon) — Essa não! Precisamos ficar em alerta e avisar ao delegado! – Ele pegou seu revólver na cintura e começou a olhar ao redor, apreensivo.

(Adie) — Ei, espere! Vamos tentar manter a calma e encarar isso como uma oportunidade.

Ele a olhou levemente surpreso e intrigado.

(Adie) — Sinceramente, era até meio óbvio que ele faria isso. Temos a sorte desse imbecil ser previsível demais.

Adie voltou sua atenção para o celular e rodou o vídeo novamente, analisando-o com mais calma.

(Adie) — Hum, mas ele é esperto para algumas coisas. – Ela disse enquanto assistia o vídeo.

(Brandon) — Por exemplo?

Depois de alguns segundos, o vídeo finalizou e ela travou a tela de seu celular e voltou a guardá-lo no bolso.

(Adie) — O vídeo é finalizado quando ele se aproxima do nosso ponto de partida e retorno. Isso pode significar duas coisas. A primeira: é que ele talvez estava nos espionando e ouviu a direção que cada um foi predestinado a seguir. A segunda: é que ele está andando sem rumo, sem saber onde cada um está exatamente, o que pode ser um ponto a nosso favor.

Brandon continuava encarando-a, enquanto tentava compreender onde ela queria chegar em sua breve análise.

(Adie) — Hum, assim como da outra vez, o fato de todos estarem no mesmo lugar, não é algo favorável para ele.

(Brandon) — Da outra vez?

(Adie) — Sim. Durante as investigações do desaparecimento da Hannah, todos do grupo foram para uma casa, alguns minutos distante de Duskwood. Mas o homem sem rosto descobriu onde eles estavam e foi até lá para assustá-los, ou melhor dizendo, para me assustar e tentar me intimidar, para que eu parasse com as investigações.

(Brandon) — Mas dessa vez é diferente. O alvo dele é você e todos estão acompanhados de policiais. Aparecer aqui não seria inteligente da parte dele.

(Adie) — Sim, eu concordo. Mas… existe um terceiro ponto que devemos considerar.

(Brandon) — E qual é?

(Adie) — Talvez ele tenha chegado muito antes de nós, afinal, ele não filmou o nosso local exato de encontro. Ele passou a câmera de forma despretensiosa. Considerando isso, talvez ele esteja preparado para enfrentar até mesmo os policiais e não hesite em chegar até nós.

Brandon continuava encarando-a, mas agora, pareceu se intrigar.

(Brandon) — Devo ressaltar que sua tranquilidade diante dessa situação é impressionante.

Adie sorriu sutilmente.

(Adie) — Bem, posso dizer que ele não foi o único a se preparar para um possível encontro. Por ser um idiota tão previsível, eu me preparei mentalmente para esse acontecimento, o que ele provavelmente não esperava.

(Brandon) — Certo. É ótimo que você se mantenha tranquila, de certa forma. Mas precisamos ficar atentos e mais cautelosos a partir de agora. Eu vou avisar aos outros. – Ele pegou seu celular no bolso e rapidamente abriu o chat.

(Adie) — Espere, isso não é necessário.

Brandon levantou o olhar, estando com uma de suas sobrancelhas arqueada.

(Adie) — O que eu estou tentando dizer, é que estou realmente preparada para encontrar esse idiota. Se é a mim que ele quer, dessa vez, eu vou encarar esse filho da puta de frente! – Em seu rosto, era possível enxergar bravura.

Brandon se surpreendeu novamente.

(Brandon) — O-O quê?!

(Adie) — É isso mesmo! Eu sou o alvo e estou acompanhada de um policial que tem uma arma. Esse é o momento perfeito para enfrentá-lo.

Ela começou a olhar a sua volta, como se procurasse por algo, até que parou seu olhar em direção a um tronco partido que estava cravado no solo, como se fosse um banco, e caminhou até ele. Ao se aproximar, ela se sentou.

Brandon continuava olhando-a surpreso e intrigado, enquanto ela parecia altamente determinada a fazer o que propôs.

(Adie) — Pronto. Ficarei aqui esperando esse imbecil aparecer.

Ele ficou levemente boquiaberto e balançou a cabeça em negação, indicando sua discordância e se aproximou dela.

(Brandon) — Você está se ouvindo? Você mesma disse que ele pode ter se preparado para encontrar até mesmo nós policiais. Esperar para ter um encontro com quem te persegue não é algo inteligente a se fazer!

(Adie) — E o que seria inteligente? Fugir?

(Brandon) — Entenda, estamos trabalhando juntos para pegá-lo, mas isso acontecerá no momento certo.

(Adie) — Você não entende que eu cansei de esperar?! – Ela se alterou. Eu vim para Duskwood em busca de uma nova realidade, de uma vida normal depois de tanto caos, mas tudo começou de novo!

Ele ficou sem palavras e desviou o olhar.

(Adie) — Estou cansada de fugir e quero acabar com isso logo!

Brandon voltou a olhá-la e, naquele momento, ele percebeu que não seria tão fácil convencê-la a mudar de ideia.

Enquanto isso, ao Leste, Jason também observava Cleo e Dan discretamente, mas até o momento, eles não haviam agido de forma suspeita. Eles seguiam a direção da seta desenhada na árvore, estando calados e atentos a qualquer outra coisa que parecesse suspeita, até que Jason olhou para o chão e pareceu se intrigar com algo, o que o fez parar de caminhar.

(Jason) — Ei, olhem só isso.

Dan e Cleo, que olhavam ao redor, logo se atentaram para onde ele mostrava e pararam de caminhar.

(Dan) — Mas… o quê?!

Os três encaravam o chão, estando lado a lado.

(Cleo) — Estou começando a ter um mal pressentimento sobre isso.

No chão, havia um outro desenho, parecia ter sido feito com algum galho e era outra seta, mas, dessa vez, que indicava o caminho à direita.

(Jason) — Bem, precisamos ter calma. Está claro que estamos sendo guiados por alguém para chegar a algum lugar. Infelizmente, não temos nada além desses desenhos e, nossa única opção, é seguir nessas direções apontadas.

Cleo encarava o desenho no chão e Dan o olhou, pensando em discordar, mas o que ele disse, mesmo parecendo absurdo, estava certo. Dan desviou o olhar e suspirou.

(Dan) — Tudo bem. Vamos lá.

Cleo também estava em total discordância, mas não havia outra saída senão, segui-los. Os três seguiram na direção apontada pelo desenho, à direita, em busca de pistas.

Enquanto isso, o policial Carter, Thomas e Hannah caminhavam em total silêncio. Os dois continuavam intrigados com a preocupação de Carter com o celular de Thomas e agora, eram eles quem observavam o policial discretamente. Carter permanecia atento a qualquer vestígio que eles pudessem encontrar, até que, de repente, ele parou de caminhar, olhando para frente. Ao vê-lo parar, Thomas e Hannah também pararam e olharam para a mesma direção que ele encarava.

(Carter) — O que é aquilo ali? – Ele apontou em direção a uma árvore que estava um pouco distante, mas era possível enxergar que nela havia o que parecia ser um envelope amarelo colado no tronco.

(Hannah) — Parece um envelope.

(Thomas) — Vamos nos aproximar para ver do que se trata.

Ele deu dois passos, mas Carter esticou o braço, indicando para ele parar.

(Carter) — Espere. Temos que ter cuidado, pois pode se tratar de uma armadilha.

(Hannah) — É verdade.

(Carter) — Fiquem aqui, eu vou até lá.

Thomas e Hannah assentiram com a cabeça, e Carter começou a caminhar em direção a árvore. Ele seguiu com passos lentos, com a mão direita posta sobre sua arma presa na cintura, até que chegou perto e, cautelosamente, aproximou sua mão daquele envelope. Porém, antes que pudesse pegá-lo, os três se assustaram ao ouvirem o que pareceu alguém correndo pela floresta, do lado direito.

(Hannah) — Ah, Deus! – Ela abraçou Thomas.

(Thomas) — Fique calma, meu amor. Eu estou aqui.

Carter imediatamente sacou sua arma.

(Carter) — Quem está aí? – Ele começou a dar passos vagarosos em direção ao barulho. — Eu estou armado, portanto, é melhor que você saia logo daí!

Seja lá, o que ou quem fosse, saiu correndo, o que fez os três se assustarem novamente e Carter deu alguns passos para trás. Porém, como o matagal estava alto, não foi possível enxergar se era mesmo uma pessoa, tudo que Carter conseguiu ver foi um vulto preto.

(Thomas) — Será que… é ele?

(Carter) — Eu não sei. Mas seja lá, o que ou quem era, seguiu na direção onde o Brandon está com a amiga de vocês.

Hannah e Thomas se assustaram. Carter se virou e se aproximou dos dois, pegando seu celular no bolso e abrindo o chat rapidamente.

CHAT:

CONVERSA EM GRUPO

Alan, Jason, Carter, Brandon

(Carter) — Brandon

(Carter) — Alguma coisa passou correndo por aqui e foi na direção onde vocês estão

(Carter) — Fique ligado

Após enviar as mensagens, ele ficou apreensivo, olhando para o celular enquanto esperava que Brandon ficasse online e visualizasse logo sua mensagem, mas isso não aconteceu.

(Carter) — Merda! – Ele guardou o celular no bolso.

(Thomas) — Ele não viu a mensagem?

(Carter) — Não.

(Hannah) — Espere, eu vou mandar uma mensagem para Adie.

Ela pegou o celular em seu bolso e abriu o chat.

Enquanto isso, depois de sua ideia arriscada, Adie parecia ter acalmado seus pensamentos e voltou a caminhar pela floresta. De alguma forma, Brandon parecia ter sido o responsável por isso, pois ele a observava sutilmente, enquanto ela caminhava com o olhar distante, parecendo perdida em sua própria mente. Ele parecia um pouco incomodado e inquieto. Talvez sua maneira de pará-la tivesse sido com palavras rudes, o que é difícil imaginar que tenha sido o suficiente, já que Adie era uma pessoa difícil de intimidar. Após dar mais alguns passos, Adie sentiu seu celular vibrar e logo o pegou, notando ter recebido algumas mensagens no chat.

CHAT:

Hannah

(Hannah) — Adie

(Hannah) — Alguém passou correndo aqui e foi na direção onde vocês estão

(Hannah) — Por favor, fique atenta e se afaste daí o mais rápido que puder

(Hannah) — Eu estou muito aflita, não quero que nada aconteça com você :(

Após ler as mensagens de sua amiga, Adie suspirou e travou a tela de seu celular, guardando-o no bolso novamente.

(Brandon) — Alguma novidade?

(Adie) — Não é bem uma novidade, mas deixa pra lá.

Diferente de alguns minutos atrás, ela agora estava sem nenhum entusiasmo. Já não havia mais aquela determinação em acabar com todo esse pesadelo de uma vez por todas.

Ela continuou caminhando com o olhar voltado para frente, enquanto Brandon continuava encarando-a, parecendo preocupado, até que ele segurou o braço dela de leve.

(Brandon) — Ei…

Adie tomou um leve susto e parou de caminhar, olhando-o intrigada e ele também parou.

(Brandon) — Me desculpe se eu fiz você se sentir frustrada, de alguma forma. Mas entenda que esse não é o melhor caminho, pois a colocaria em perigo extremo. E eu tenho a obrigação de mantê-la segura.

Ela o olhava séria, parecendo irritada.

(Adie) — Hum… – Ela deu uma leve risada. — Entendi… essa é a sua obrigação como policial. Mas eu gostaria de refrescar sua memória. Se bem me lembro, eu deixei claro que não confio em vocês da lei e muito menos espero que me protejam de alguma coisa. O que significa que não tenho nenhuma obrigação de obedecer nem a você e nem ao seu chefe.

Assim como com o delegado, Adie o encarou sem nenhuma intimidação, enquanto Brandon permaneceu em silêncio. Depois de alguns segundos, ela pegou seu celular no bolso e abriu as mensagens que Hannah havia lhe enviado.

(Adie) — Essa é a novidade. – Ela mostrou as mensagens para Brandon.

Ao terminar de ler, ele se surpreendeu e Adie guardou o celular no bolso e voltou a olhá-lo nos olhos.

(Adie) — Se para você, a única solução é fugir, você terá que fazer isso sozinho a partir daqui, senhor policial.

Brandon ficou sem reação.

Enquanto isso, Alan havia visto as mensagens de Carter no grupo e se preocupou, mas não deixou transparecer aos outros. Ele continuava caminhando com o celular na mão e observava Lilly, Phil e Jessy sutilmente por cima do ombro. Depois de mais alguns passos, seu celular vibrou e ele logo olhou, notando ter recebido novas mensagens. Porém, ao abrir o chat, ele teve uma surpresa. As mensagens não eram de nenhum dos policiais.

CHAT:

???

(???) — Olá, senhor delegado.

(???) — Já tomou sua decisão?

Ao ler as mensagens do hacker, Alan imediatamente parou de caminhar e olhou para trás. Em seu pensamento, se o Hacker fosse um deles, esse era o momento de pegá-lo de surpresa. Jessy, Phil e Lilly o olharam intrigados e também pararam de caminhar.

(Lilly) — Algum problema, senhor delegado?

Alan não respondeu e continuou encarando-os. Ele observou as mãos de cada um cuidadosamente e parou seu olhar em Phil, que estava com as mãos no bolso de sua calça.

(Alan) — Senhor Hawkins, por um acaso está com o celular em algum dos bolsos?

Phil se assustou com a pergunta e ficou sem reação, enquanto as garotas logo o olharam, sem entender o que estava acontecendo.

Notas finais
Obrigada por chegarem até aqui ♥