Antes…

(Cena do Capítulo 48 — Uma informação, Uma Oportunidade)

Em uma cabana abandonada em meio a floresta, a mesma que era conhecida como "a cabana do desafio", havia uma pessoa. Aquilo que era visto como lenda, na verdade, era real, ou se tornou real. A cabana de fato era habitada por alguém e aquela pessoa estava sentada à uma mesa velha, de madeira. Pela sua estatura física, se tratava de um homem e ele vestia uma calça preta e uma blusa moletom, estando encapuzado. Ele estava com os braços apoiados na mesa e cabisbaixo e, ao seu lado direito, havia um celular. Naquele momento, a tela do celular acendeu, ao receber uma notificação de mensagem e aquele homem logo olhou em direção. Em seguida, ele pegou o aparelho para ver quem o contatava.

CHAT:

Jaden

(Jaden) — Olá.

(Jaden) — Você tem um minuto para conversar?

Desconhecido está agora online

(Desconhecido) — Quem é você e como conseguiu meu número?

(Jaden) — Esses são detalhes irrelevantes e que nos fará perder um precioso tempo.

(Jaden) — Já faz tempo que eu observo você, de uma forma diferente, esperando o momento certo para me comunicar.

(Jaden) — Você é a lenda responsável pelo sequestro de Hannah Donfort e, pelo que percebo, não está onde deveria, que é atrás das grades.

(Jaden) — Mas eu não estou aqui para falar disso.

(Jaden) — Eu estou aqui para lhe dar informações, que você nunca sequer imaginou, sobre uma pessoa específica.

(Jaden) — Ao saber dessas informações, você terá a oportunidade de se livrar dessa imagem de vilão e, talvez, quem sabe, se tornar um heroi.

(Jaden) — Está preparado para isso?

Aquele desconhecido ficou estático por alguns instantes, enquanto que em seus olhos, foi possível enxergar uma certa esperança.

CHAT:

Jaden

(Desconhecido) — De quem você está falando?

(Jaden) — De uma pessoa que não se dignou a sequer falar o próprio nome completo

(Jaden) — E eu me pergunto como vocês puderam confiar em alguém assim.

(Desconhecido) — Está falando da Adie?

(Jaden) — Sim, da misteriosa garota infiltrada em seu grupo de amigos.

Richy se surpreendeu.

CHAT:

Jaden

(Jaden) — E então, o que me diz…

(Jaden) — Está interessado no que tenho para lhe confidenciar?

Richy digitou e apagou mensagens algumas vezes.

(Desconhecido) — Bom…

(Desconhecido) — Acho que sim, mas suponho que nada virá sem um preço, não é mesmo?

(Jaden) — Bem, nossa realidade é como um jogo, da qual tudo é feito visando uma recompensa final.

(Jaden) — Mas fique tranquilo, não pedirei nada que lhe colocará em desvantagem.

(Desconhecido) — Certo…

(Jaden) — Antes de tudo, devo ressaltar que não se pode conhecer verdadeiramente uma pessoa tendo tido contato com ela apenas por mensagens.

(Jaden) — A internet nos possibilita ter uma imensa facilidade de mascarar as verdadeiras intenções e até mesmo um passado obscuro, que tanto tentamos nos livrar.

(Jaden) — Você entende bem o que estou dizendo, não é?

(Richy) — Sim.

(Jaden) — Pois bem… Nos baseando nisso, posso dizer com propriedade que, entre você e a Adie, não há nenhuma diferença.

Richy franziu o cenho, intrigado.

CHAT:

Jaden

(Richy) — Está dizendo que ela também esconde um grave segredo?

(Jaden) — Não apenas um simples segredo.

(Jaden) — Mas, assim como você, ela é uma criminosa que se esconde muito bem atrás de atitudes altruístas.

Richy ficou paralisado por alguns segundos, incrédulo com o que acabara de ler.

CHAT:

Jaden

(Desconhecido) — Que tipo de crime ela cometeu?

(Jaden) — Ah, essa é a parte mais interessante.

(Jaden) — A parte que, provavelmente, você terá dificuldades para acreditar, pois parecerá extremamente improvável que aquele rostinho bonito terá sido capaz de algo tão obscuro.

(Jaden) — Porém, já estando preparado para tal desconfiança, eu tenho provas irrefutáveis do que estou falando.

Naquele momento, a foto do perfil de Jaden que, até então, estava em branco, se tornou visível. A foto dele era de um escudo do FBI, o que fez Richy se intrigar.

CHAT:

Jaden

(Desconhecido) — Sua foto…

(Desconhecido) — Você é mesmo um agente do FBI?!

(Jaden) — Sim, eu sou.

(Desconhecido) — Então, você está tentando me manipular para arrancar informações sobre a Adie, para chegar ao hacker

(Desconhecido) — Mas saiba que, apesar de tudo que fiz, eu não direi nada.

(Jaden) — Bem, não posso negar que o hacker me interessa muito, mas saiba que quem mais me importa não é ele, e sim, ela.

(Desconhecido) — E porque?

(Jaden) — É simples. Nymos é apenas um dos envolvidos em um plano hacker contra o governo americano, mas ela…

(Jaden) — Ah…

(Jaden) — Sem ela, nada teria começado.

Richy ficou extremamente surpreso e sem reação por alguns instantes.

Agora…

Após saber que Jaden e Adie haviam sido noivos, Jake ficou com o olhar distante por alguns segundos, totalmente perplexo.

(Jake) — Noivos…

(Brandon) — Sim. Obviamente, o fato dele sempre ter mantido a vida social em total sigilo, foi o motivo pelo qual você nunca soube nada sobre ela.

Jake ficou cabisbaixo por um breve momento, até que suspirou.

(Jake) — Por favor, seja sincero… Vocês sabiam quem eu era quando, supostamente, nos conhecemos?

Brandon o encarou por alguns segundos, hesitando responder, mas não havia saída.

(Brandon) — Sim, sabíamos.

Os olhos de Jake marejaram.

(Jake) — I-Isso quer dizer que… que você, sendo um agente do FBI, e ela, sendo… – Ele fechou os olhos por um breve momento e respirou fundo, como se mencionar quem Adie era, lhe doesse a alma. — Vocês realmente pretendiam me prender e, dessa maneira, todos poderiam recuperar suas liberdades, assim como Jaden fez.

(Brandon) — É claro que não! Jacob, os fatos lhe mostram que isso não é ver…

(Jake) — Os fatos me mostram o óbvio! Eu estive diante da pessoa que sempre teve poder o suficiente para arruinar minha vida. Eu fui ingênuo, fraco e cometi erros inadmissíveis para alguém em minha situação.

Brandon suspirou.

(Brandon) — Eu entendo sua mágoa, mas, entenda, havia uma boa intenção por trás de nossas ações e mantê-las em segredo era necessário, pois você sabe melhor do que ninguém que, em nossa situação, todo cuidado é pouco.

Jake estava claramente furioso, com a respiração pesada, mas respirou fundo e passou as mãos no rosto, se acalmando.

(Jake) — Então, comece logo a me dizer o que tanto insiste. Mas… Depois… me deixe em paz.

Brandon assentiu com a cabeça.

(Brandon) — Combinado. Bem… Sem mais delongas, começarei pela parte em que descobri sobre a existência da Adie. A alguns anos…

(Jake) — Espera… Suponho que a história seja longa e, sendo assim… – Ele olhou em direção a cadeira que estava em frente ao computador, a virou de frente para Brandon e se sentou. — Há outra cadeira em algum lugar dessa casa para que você também possa se sentar?

(Brandon) — Sim, na cozinha tem algumas. Eu já volto.

Brandon se virou e saiu do quarto e Jake o acompanhou com os olhos.

(Jake) — Hum… – Ele balançou a cabeça em negação. — Idiota.

Enquanto isso, na cabana, Richy, que estava com seu olhar distante, voltou a focar em Adie, que suspirou e desviou o olhar por um breve momento.

(Adie) — Então… O Jaden te deu todas essas informações…

(Richy) — Sim. Mas… Ele tinha razão. Quando ele me disse aquilo, obviamente, eu não acreditei. E mesmo que ele tenha me mostrado aquele documento do FBI, preferi acreditar que tudo havia sido adulterado, afinal, foi ele mesmo que me disse que é impossível sabermos a verdade sobre alguém que temos contato apenas por mensagens. Porém, apesar de não acreditar na informação que ele me deu, a parte de deixar de ser um vilão e me tornar heroi, me trouxe uma certa perspectiva de vida.

(Adie) — E o que ele lhe propôs?

(Richy) — O que mais me interessa… a absorção dos meus crimes, em troca de informações e fotos suas com o Jake.

Adie arregalou os olhos.

(Richy) — Mas diante da possibilidade de você ser uma criminosa, eu também me determinei a proteger nossos amigos e, ao invés de simplesmente entregar o que ele queria, eu decidi testar você. Foi por esse motivo que comecei a persegui-la novamente como o homem sem rosto. Eu precisava saber se suas ações altruístas e se sua amizade eram de fato verdadeiras. Se diante da ameaça você iria permanecer ao lado de todos, ou se só se importaria consigo mesma.

(Adie) — Então, devo concluir que, em algum momento, você se deu conta de que ele estava falando a verdade sobre mim? Afinal, você me sequestrou.

Richy ficou cabisbaixo por um breve momento.

(Richy) — Não, Adie. No meio do caminho, tudo ficou extremamente confuso e a cada instante que passa, só piora. Você nunca fugiu das ameaças e protegeu os nossos amigos até o último instante. E para tornar tudo ainda mais confuso, nós só conseguimos capturá-la por conta de sua bondade em salvar aquela suposta velinha caída na beira da estrada. Eu só cheguei até esse ponto, porque eu precisava mesmo olhar em seus olhos para tentar encontrar pelo menos um pouco dessa maldade que Jaden disse haver em você, mas… – Ele balançou a cabeça em negação, esboçando um doce sorriso. — Eu só vejo ternura e bondade em seus olhos.

Adie desviou o olhar por um breve momento.

(Richy) — E por mais que pareça uma grande hipocrisia da minha parte, eu sempre soube que não me decepcionaria com você. – Ele olhou para as mãos dela, observando seus pulsos marcados pela corda que a prendia antes, e aproximou uma de suas mãos, tocando-a na mão direita. — Esse é o momento em que preciso reconhecer que errei em perturbá-la durante todo esse tempo… – Ele acariciou a mão dela, próximo a marca no pulso. — Mas confesso que não sei como consertar tudo agora. Espero que um dia você possa me perdoar e entender os meus motivos, Adie. – Ele voltou a olhá-la.

Adie encarou a mão dele acariciando a sua por alguns segundos, até que a afastou e suspirou.

(Adie) — Richy… Acho que… sou eu quem precisa pedir perdão. – Ela voltou a olhá-lo e seus olhos marejaram. — Peço perdão por ter que decepcioná-lo.

Richy se intrigou.

Enquanto isso, naquela casa abandonada, Brandon retornou para o andar de cima segurando uma cadeira de madeira. Ao chegar em frente ao quarto onde estava o computador e entrar, ele estranhou a ausência de Jake.

(Brandon) — Jake?

Intrigado, ele deixou a cadeira ali e se virou para sair e procurá-lo no quarto ao lado, mas ao sentir uma corrente de vento entrar pelo lado direito, ele olhou em direção a janela e se surpreendeu ao vê-la aberta. Ele seguiu rapidamente até lá e, ao olhar pela janela, viu que já não havia mais rastros de Jake. Naquele momento, ele suspirou desapontado e passou uma das mãos nos cabelos.

(Brandon) — Que merda!

Ele balançou a cabeça em negação, inconformado.

Enquanto isso, Richy continuava intrigado com o que Adie acabara de lhe dizer.

(Richy) — Me decepcionar? Como assim?

Adie suspirou e ficou cabisbaixa por um breve momento.

(Adie) — Eu aprendi que o conhecimento pode ser usado de diversas formas e, sendo uma pessoa que estudou vastamente o cérebro humano e toda sua química, eu escolhi me dedicar a ajudar pessoas a domar seus monstros internos. Porém… vivemos em tempos insanos e… a dificuldade para lidar com a complexidade dessa nossa realidade, me levou a fazer algo que mudou completamente a minha vida. Eu perdi o controle e permiti que meus monstros internos falassem mais alto, me levando ao ápice da indignação.

Richy franziu o cenho e ela ficou com o olhar distante.

(Adie) — Sim... eu fiz a tola escolha de optar por um caminho sem volta. Em outras palavras, embora você veja apenas ternura em mim… – Ela voltou a olhá-lo, estando com os olhos marejados. — O Jaden disse a verdade.

(Richy) — E-Está dizendo que…

(Adie) — Que eu sou mesmo a principal responsável pelo crime de invasão ao sistema do governo e vazamento de documentos ultra secretos.

Richy arregalou os olhos.

(Richy) — O-O quê?!

Ela desviou o olhar por um breve momento.

(Richy) — Adie… Você não seria capaz disso. P-Por favor… Não brinque com algo tão sério!

(Adie) — Olhe bem para mim, Richy… Eu pareço estar brincando?

Richy olhou bem dentro daqueles olhos castanhos por alguns segundos, até que sua expressão se tornou de repulsa e seus olhos marejaram.

(Richy) — E-Então… Você é…

(Adie) — Uma vilã? É… – Ela assentiu com a cabeça. — É exatamente isso que eu sou.

(Richy) — Você é quem eles chamam de Kalih.

(Adie) — Sim.

Ele balançou a cabeça em negação e desviou o olhar por um breve momento, abismado.

(Richy) — Eu não entendo… Então, porque você agiu bem com todos?

(Adie) — Eu queria construir uma nova realidade, ao invés de apenas me esconder. Mas, como eu disse, existem caminhos sem volta e, embora eu acreditei que poderia recomeçar em Duskwood, meu destino me alcançou.

(Richy) — E quanto ao Jake?

(Adie) — O que tem ele?

(Richy) — Vocês trabalharam mesmo juntos?

(Adie) — Sim, mas ele não sabe disso. Bem… – Ela desviou o olhar por um breve momento. — Nesse momento, talvez já saiba. Porém, ele não tem a mesma culpa que eu, ele é uma das vítimas que eu fiz.

(Richy) — Não... não foi isso que o Jaden me disse.

(Adie) — E o que ele te disse?

(Richy) — Ora, você sabe muito bem! O FBI tem urgência na prisão de vocês dois por apresentarem o mesmo grau de periculosidade para o governo e suas alianças.

(Adie) — Não é bem por aí! Pergunte ao seu querido informante a data do último vazamento de dados ultra secretos e o nome do autor, melhor dizendo, da autora, e entenderá que as coisas são muito diferentes do que você pensa.

(Richy) — Eu fui informado sobre esse último vazamento, que aconteceu bem no momento em que eu estava pensando em desistir de persegui-la, por estar convencido de que você não era como ele dizia.

(Adie) — Hum… Então, foi por isso… – Ela desviou o olhar por um breve momento.

(Richy) — Sim. Mas agora… Eu descubro que você enganou a todos, incluindo o delegado Blommgate.

(Adie) — Não entendo sua surpresa, afinal, você fez o mesmo.

(Richy) — Sim, eu fiz. Mas tentei me redimir, ao contrário de você.

(Adie) — Nossa, grande tentativa. Sinceramente, você não deveria me olhar com tanto julgamento. Todos daquele grupo de amigos possuem segredos obscuros.

(Richy) — Mas nada se compara ao que você fez!

(Adie) — Concordamos em partes. Assim como você e os outros, eu agi por impulsividade e dificuldade de lidar com uma realidade complexa demais.

(Richy) — O que fez diversos inocentes pagarem o preço por suas ações. Você e o Jake não merecem a liberdade.

(Adie) — Ah, olha quem fala!

(Richy) — Você pode nos julgar igual, mas, neste momento, apenas um de nós tem o poder da liberdade nas mãos.

(Adie) — E o que pretende fazer?

(Richy) — Ora, você não é inteligente o suficiente para suspeitar?

Adie arqueou uma de suas sobrancelhas.

(Richy) — Certo… Eu irei te mostrar.

Ele se levantou e seguiu até o cômodo ao lado, enquanto Adie observava-o, intrigada. Depois de alguns segundos, ele retornou, segurando um envelope amarelo e se sentou novamente de frente para ela.

(Richy) — Veja com seus próprios olhos. – Ele entregou o envelope para ela.

Olhando-o com estranhamento, Adie pegou o envelope e o abriu. Naquele envelope, havia fotos dela e de Jake em lugares específicos de Duskwood e, ao vê-las, Adie olhou para Richy, levemente surpresa.

(Richy) — Mesmo eu tendo dito, você não se atentou que eu tenho você e o Jake em minhas mãos.

(Adie) — É óbvio que eu entendi, mas isso não me assusta.

(Richy) — Tem certeza? Todas as fotos e informações que eu obtive sobre vocês dois estão arquivadas em uma pasta no meu celular. Basta selecioná-la e apertar um botão, para que Jaden tenha acesso a tudo.

Adie engoliu seco.

(Adie) — Eu só espero que você seja suficientemente inteligente para compreender que o Jake é inocente.

(Richy) — Não… Ele nunca foi inocente, Adie.

(Adie) — Não seja estúpido! É a mim que eles procuram. Entregar o Jake não fará diferença. Eu já lhe disse que ele só foi mais uma vítima das minhas ações.

(Richy) — Acontece que eu não acredito mais em nenhuma de suas palavras. Entregar você e o Jake será a chave para a absorção dos meus crimes. Portanto, é isso que eu vou fazer.

Ele se levantou, mas Adie fez o mesmo.

(Adie) — Richy, espera… Eu posso ajudá-lo a recuperar a própria liberdade. Posso forjar ou alterar possíveis provas que a polícia tenha sobre você e a Hannah e responsabilizar um idiota qualquer, como por exemplo, o Ted.

Richy a encarou por alguns segundos, pensativo.

(Richy) — Então… essa é a verdadeira Adie. Uma pessoa capaz de qualquer coisa, de chegar ao ponto de responsabilizar alguém injustamente por um crime, apenas para defender seus próprios interesses. – Ele balançou a cabeça em negação, olhando-a com repulsa. — Lamentável.

(Adie) — Deixe de ser hipócrita! Você é um bandido e mesmo que tente bancar o herói, de nada irá adiantar, continuará sendo!

(Richy) — Eu posso lhe dizer o mesmo!

Os dois se encararam com raiva e pela sua visão periférica, Adie notou algo sobre a mesa e logo olhou em direção. Havia um celular em cima da mesa que, até então, havia passado despercebido. Ao perceber que ela havia notado, Richy tentou agir rápido e pegá-lo, porém, Adie fez o mesmo, conseguindo pegar o aparelho antes. Naquele momento, os dois começaram uma luta corporal e Richy tentou tirá-lo de sua mão.

(Richy) — Me devolva esse celular! Você não tem esse direito!

(Adie) — É você que não tem esse direito! Você não sabe dos meus motivos!

Ela o empurrou contra a mesa e deu uma joelhada em sua genitália. Com a dor, Richy gemeu e soltou o celular. Encarando-o, Adie guardou o celular no bolso de sua calça e, naquele momento, Ted entrou na cabana.

(Ted) — Eu ouvi um barulho. O que está havendo aqui?

Ela o olhou, surpresa.

(Ted) — Porque ela está solta?

(Richy) — Porque… e-eu cometi um erro. – Ele se contorcia de dor. — Por favor, segure ela.

Ted a olhou e Adie tentou fugir, mas ele, sendo um homem alto e forte, a segurou pelo braço com muita facilidade.

(Ted) — Você teria que ser muito mais ágil do que isso, para passar por mim.

Em seguida, ainda com uma expressão de dor, Richy se aproximou dela e, olhando-a nos olhos, tirou do bolso da calça dela o celular. Tendo feito isso, ele destravou a tela do celular e começou a procurar pela pasta de documentos.

(Adie) — Richy, por favor... Não faça nada contra o Jake, eu imploro!

Ele a olhou com raiva por um breve momento, mas foi indiferente e voltou a se concentrar em seu celular.

(Richy) — Olhe bem… – Ele mostrou o celular para ela, da qual estava aberto o chat com Jaden e prestes a enviar o documento.

Adie tentou se soltar das mãos de Ted, mas ele a segurou mais forte.

(Adie) — Ai! Por favor, apesar de tudo, eu não sou má! Eu o considerei um verdadeiro amigo e sei que você também sentia a mesma conexão. É-Éramos uma ótima dupla, lembra?

Richy ficou pensativo por alguns segundos, olhando-a.

(Adie) — Por nossa amizade, eu suplico. Não faça nada contra o Jake. Eu sou a única culpada!

Richy a encarou por mais alguns segundos, até que suspirou.

(Richy) — Hum… Nós nunca fomos amigos! – Ele apertou o botão de enviar, encaminhando a pasta de documentos para Jaden.

(Adie) — Não! – Ela se debateu nas mãos de Ted. — Por favor, não!

(Ted) — Fique quieta!

Adie estava em total desespero, tentando se soltar e Ted a conduziu até a cadeira, a forçou a sentar-se e prendeu as mãos dela para trás. Enquanto Ted a prendia, ela encarava Richy, que a olhava com raiva, ao mesmo tempo que seus olhos estavam marejados. Naquele momento, ele recebeu uma mensagem no chat e olhou para o celular.

CHAT:

Jaden

(Jaden) — Ah, muito bem!

(Jaden) — Finalmente você entendeu quem realmente é o vilão de toda essa história.

(Jaden) — Melhor dizendo… A vilã.

Após ler essas mensagens, Richy voltou a olhar para Adie, que estava com uma expressão aflita e lágrimas começaram a descer dos olhos dela. Não havia mais volta, o FBI agora sabia exatamente onde ela e Jake estavam.


Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.