Dear Diary Video

5 Diário, o que eu acabei de ver?!?!?


Notas iniciais
Me perdoem por essa demora! Muito mesmo! Porém, sinto-lhes dizer, mas começarei a demorar um pouquinho entre os capítulos, e o próximo talvez só daqui a duas semanas por causa das minhas recuperações. Mas comentem! E eu prometo que vou tentar postar mais rápido entre minha provas

POV ANNA

Nossa! Só eu começo os capítulos! Produção! Isso não está certo!
— Está sim!
Ummmmmm, então...

Oi querido vídeo-diário! Tudo bom?
Fomos para a escola, tivemos nossa conversinha, e fomos para a aula.
No intervalo, eu estava, inocentemente, cantando na escola enquanto andava até o banheiro e... O que eu vi?!?!?!?!?!?!?!?!?!? Não... Será? Não... Mas não pode ser... Pode?!?!?!? AI MEU LORDE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! ISSO NÃO É POSSÍVEL!!!!!!!!!!!!!
— AH!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!-gritei de felicidade e ambos pararam de se beijar e me olharam.
— Anna!-corou Elsa, envergonhada, e eu sorri maliciosa.
— Que graça.-eu disse.
— Acho melhor eu ir.-disse Hans e saiu.
ISSO MESMO!!!!! Eu estava andando serelepe, percebi um vulto branco, ou Jack, ou Elsa, tentei olhar bem, era Elsa e Hans se beijando! Eu NUNCA gostei do Hans, ainda mais depois daquilo com a Meri, mas se ela estava feliz... Ainda mais, uma vez, eu tentei acabar com o namoro dela porque o cara era má influência, mas aí ela disse que eu era invejosa e não falou comigo até levar um fora do cara e descobrir que eu estava certa, o que aconteceu três dias depois.
— Anna! Que vergonhoso!-Elsa brigou comigo.
— Você sabe que todo dia vamos juntas para nossas salas, não apareceu e eu resolvi dar uma volta, seja mais discreta meu bem.-eu disse a fazendo bufar e revirar os olhos.
Fui para minha aula e a Elsa para a dela. As primeiras aulas passaram rápido, graças aos deuses do Olimpo! (Sim, eu acredito na mitologia grega, isso que dá mamãe me dar o livro do Percy Jackson quando eu tinha 8 anos).
No intervalo nós ficamos na pista de skate, como sempre, porém, nem tão como sempre, Elsa estava com o Hans.
Vou passar logo para o almoço porque não estou afim de descrever minhas aulas chatas. No almoço fomos direto para o palco.
Eu estava cantando a minha música baixinho para relembrar a letra, seria a terceira, primeira é a Bitchstrid, a segunda é a Tooth, agora que ambas namoram os caras mais populares da escola elas não se desgrudam.
A Astrid estava cantando ainda, Tooth acabara de cantar With Ur love (https://m.youtube.com/watch?v=bIus_aDVIeo), Astrid estava cantando Blank Space (https://m.youtube.com/watch?v=e-ORhEE9VVg).
Ai não! Já era a minha vez! Estava extremamente nervosa.
— Faz melhor.-Astrid me entregou o microfone.
— Prepare-se para chorar.-eu sorri e ela olhou com desgosto.
Subi no palco, fingi que estava sozinha. Comecei a cantar, https://m.youtube.com/watch?v=KagvExF-ijc. Todos estavam adorando, exceto por Astrid e sua seguidora na vida, Tooth, invejam meu talento, há há!
— Arrasou!-disse Elsa quando eu desci do palco.
— Obrigada.-eu disse.
— Me desejem boa sorte!-gritou Punzie animada e subiu no palco.
— Boa sorte!-nós falamos de volta.
Rapunzel também foi muito bem (https://m.youtube.com/watch?v=QGJuMBdaqIw), todas nós cantamos muito bem, desde criança cantamos toda hora, e todo ano cantamos nessas apresentações.
— Gostaram?-Punzie perguntou descendo do palco.
— Não.-disse Merida é Punzie parou de sorrir.- Amamos!-ela completou e Punzie sorriu.
— Quem é agora?-eu perguntei.
— Sei lá...-elas disseram revirando o local com os olhos.
— Será que sou eu?-disse Merida.
— Elsa! Vem!-disse o professor de música, Roger, que organiza as apresentações.
— Ah!-Elsa disse e foi correndo para o palco.
Depois de Elsa (https://m.youtube.com/watch?v=5NPBIwQyPWE), foi Merida cantando https://m.youtube.com/watch?v=zsmUOdmm02A, percebi que enquanto Merida cantava não parava de encarar o Hiccup, ummmmmmm.
Parece que o Hiccup teve o mesmo pressentimento que o meu.
— Você não parava de me encarar enquanto cantava.-ele disse para Merida.- Não sabia que me odiava.
— Sai fora!-ela disse revirando os olhos e deu as costas para ele indo para a sala dela, eu comecei a rir.
Todas nós começamos a rir meio escondido e Hiccup nos olhou um tanto confuso.
— Olha a sua vadia ali.-Elsa apontou para Astrid e ele olhou.
Saímos e fomos para a aula. Depois da aula fomos para a patinação artística no gelo no carro da Elsa. Colocamos nossas roupas de patinação e entramos na "quadra".
Nossas roupas de patinação eram como maiôs, porém se usa calcinha e sutiã por baixos saía por cima, eu e Elsa usamos um top de manga comprida por cima também. O meu maiô é roxo com o top rosa choque por cima e o dela azul claro com top branco, o cabelo tem que ser preso por um rabo de cavalo.
— Desculpe o atraso.-dissemos entrando e indo perto das meninas.
A senhorita De Vil era nossa professora, uma mulher estranha e um pouco cruel, talvez pelo primeiro nome ser Cruella.
Cruella era uma mulher de uns 50 anos meio esquelética, vivia de casacos gigantes de pele, o uso deles, pela sua justificação, era o frio. Ela fumava um cigarro estranho de fumaça verde, tamanho comum, mas o colocava em um tubo vermelho comprido para facilitar o manuseio.
— Ah! Elsa! Você será a professora da nossa nova aluna, senhorita Janeth Overland.
— Overland?!?!? Tipo Overland Frost?!?!?!?-perguntou Elsa aflita procurando a garota com os olhos.
— Não, tipo só Overland mesmo.-a garota se pronunciou dando um passo à frente.- Porém o meu irmão mais velho é chamado de Jack Frost pelo envelhecimento capilar precoce-algumas pessoas à olharam sem entender uma palavra.-, ele tem cabelo branco muito cedo para o comum...-ela revirou os olhos.
— Ah...-Elsa riu sem graça.
— Vamos ensaiar mais uma vez para a apresentação de vocês, você pode trazer seus cães Wendy.-disse Cruella fazendo Wendy sorrir sem graça com os olhos arregalados que sussurravam "socorro".
Por alguma razão a Cruella é obcecada pelos 101 cães da Wendy e dos pais dela (inclusive eles moravam no condomínio da Merida, por alguma estranha razão a Medida nunca os notou lá, ela achava que eles só tinham dois cachorros), quem não seria? Mas ela não tem obsessão na fofura deles, parece que ela os quer matar e fazer casacos de pele! Okay, exagerei, he he...
— Vem Janeth!-chamou Elsa patinando para um canto vazio.
Quando as alunas mais experientes dão aulas para as alunas mirins, enquanto as meninas fazem o treino ela a ensina, para aprimorar até deixar de ser mirim (não sou mirim mas também não sou experiente).

POV ELSA

Chamei a garota, engolindo a seco, ela parecia ser bem inteligente, e era irmã do Frost, com certeza ele iria acabar indo nas apresentações, treinos importantes, e etc. da irmãzinha e eu iria me desconcentrar.
Apesar de estar com o Hans eu continuo tendo uma micro queda pelo Frost, e se eu falar algum podre meu para a irmã dele e ela o contar? Não acho que ela o faria, mas é melhor não arriscar.
— Te darei aulas por algumas semanas, precisamos nos conhecer melhor! Quantos anos você tem.- falei simpática. Por que eu falei isso?!?!? Agora ela também vai querer saber um pouco de mim! Droga!
— Tenho 9 anos.-ela disse se equilibrando um pouco desengonçada.
— 16.-eu sorri segurando suas mãos para ajudá-la a se equilibrar.
— Eu sei, você estuda com o meu irmão.-ela disse olhando para os pés, prestes a dar um passo.
— Como você sabe?-eu perguntei com a sobrancelha arqueada e comecei a deslizar um pouco com ela do meu lado.
— Ele falou de você.-ela riu. Corei.
Dobrei os joelhos dela e a coloquei na posição, fiquei atrás dela, a seguindo.
— De um lado para o outro.-eu falei dando voltas ao redor dela.
— Como participarei da apresentação?-ela perguntou preocupada.
— Você estará ótima até lá, como está entrando nas aulas bem perto do dia, eu ensinarei mais rápido e será mais trabalhoso, mas você não fará muita coisa difícil, não tem como errar.-disse e fui em uma parte longe da trave (onde estávamos, para ela se apoiar) demonstrar.
Dei as três voltas do começo com os braços abertos, inclinada para a frente com a perna esquerda para trás. Dei um pulo giratório e voltei para o gelo em um pouso leve completando um círculo.
— Viu?-eu sorri é ela me olhava imóvel com os olhos arregalados.
— M-m-mas...-ela não conseguia falar.
— Daqui a um mês você achará isso mais fácil do que dormir.-eu falei me inclinando enquanto segurava suas mãos.- A única pessoa que não consegue aqui é a Anna.-eu sussurrei sorrindo e ela riu aliviada.
— Espero que assim seja.-ela sorriu e eu retribuí.
Ensinei várias coisas para ela. Quando faltavam 8 minutos para acabar a aula, entraram os times de hockey na pista.
— Hey! Hey!-gritou Cruella e os garotos a olharam.- Ainda não deu o horário de vocês garotos!-ela gritou para que pudessem ouvir, irritada.
— Como não? Já deu o horário.-eles disseram mostrando o celular de um que dizia "4:10 PM".
— Não! São...-ela olhou para o relógio do pulso.- Ah! Me desculpa! Meu relógio está atrasado, entrem meninos.-ela disse.
Eu, Anna e mais umas garotas que deixam suas bolsas no canto da pista, fomos pegá-las.
Eu e Anna normalmente nos arrumamos na pista mesmo, porque normalmente os meninos não estão lá... Então apenas desprendemos nossos cabelos e trocamos nossos tops por blusas.
Deslizamos até a porta. Passando do lado dos meninos eu e Anna vimos o Kristoff.
— Anna! Elsa!-ele gritou para que virássemos.
— Kristoff!-gritei sorrindo.
— Kristoff!-gritou Anna em seguida.
— Vocês fazem patinação no gelo?-ele perguntou.
— Artística.-ele me olhou confuso.- Patinação artística.-completei.
— Ah! Legal!-ele disse.
— E você faz hockey, quantas surpresas hoje, não?-disse Anna sorrindo e Kristoff riu um pouco corado (risadinha de tapado apaixonado).
— Qual a onda entre você e o Hans?-perguntou Kristoff para Anna.
— Eu? É a Elsa que...-antes que Anna terminasse de falar, eu tapei a boca dela com a mão e eu sem graça e corada.
— Elsa e Hans?!?!?-ele perguntou rindo.
— Não!-eu me manifestei.- Mas, se fosse, o que que tem?!?!?-completei perturbada.
— Você seria a última pessoa que eu pensaria que estaria com o Hans!-o olhei mais irritada do que já estava e ele riu.- É que o Hans é o tipo de cara que despensa as garotas em 3 dias, você tem cara de quem quer coisa séria, sabe?
— Cala a boca! Você não conhece o Hans!-eu disse com ódio.
— Pelo jeito você já o conhece...-falou Anna maliciosa e Kristoff riu.
— ANNA!-gritei brava dando um tapinha em seu braço.
— Elsa, escuta o que eu te falo...-ele falou como se soubesse das coisas.
— Temos que ir, tchau Kristoff!-disse Anna.
— Tchau gata!-ele falou à fazendo ficar mais vermelha que um pimentão fora do prazo.
— Tchau!-eu falei indo atrás de Anna que já estava quase na porta que dava para dentro do interior "estádio".
— Tchau Elsa!-ele gritou e foi deslizando rápido até os meninos que o esperavam.
Atrás da porta, que era de metal e tinha um pequeno quadrado em forma de janela com grades, tinha um cômodo médio, redondo, com armários completando as paredes inteiras.
No cômodo tem uma porta de madeira com dois lados na mesma linha da porta grande de metal que dava para a pista de gelo. Tem uma porta na esquerda, que é o vestuário feminino é uma na direita, o vestuário masculino. No meio do cômodo tinham três bancos compridos de madeira.
Pegamos nossas roupas nos nossos armários e levamos para nos trocar no vestuário. Tiramos nossos maiôs e colocamos a roupa que já estávamos.
Depois de prontas nós fomos para a casa, iríamos jantar com as meninas, pois era aniversário de casamento dos meus pais.
Coloquei uma roupa meio preguiçosa e esperei Anna terminar de se arrumar, ela que ia dirigir.

POV MERIDA

Cheguei na casa da Punzie e subi de elevador, a construção acabara de começar e já estava acabando! Até eletricidade já tinha, os elevadores funcionando (óbvio, faz parte da eletricidade...). Quando o prédio ficasse pronto, contratariam um porteiro e colocariam os apartamentos para alugar.
— Oi!-eu disse entrando depois de Rapunzel abrir a porta para mim do lado de dentro do apartamento.
— Oi!-respondeu Punzie.
— Oi Senhora C!-eu gritei para a mãe de Punzie ouvir do cômodo que estava.
— Oi Merida!-ela gritou de volta do a
quarto.
Eu e Punzie corremos para o quarto dela, depois de ela olhar no forno para ver se a comida estava pronta. Toda vez que eu vou na casa dela, nós pintamos os dedos do Pascal (com tinta artificial que não faz mal, yay!) e fofocamos dos quedinhas da Anna e da Elsa.
— Senta aí.-ela disse fechando a porta e olhando para a poltrona do quarto dela, que estava do meu lado.
— Falou.-eu sentei.
— Você percebeu a Elsa e o Hans?!?!?-ela perguntou animada.
— Não.-eu respondi irritada.
— Ai Merida, ele é passado...-disse Punzie.
— Um passado recente.-eu disse séria.
— Que boba! Ainda não o superou?-ela perguntou de sobrancelha arqueada rindo.
— Superei!-falei brava e com a voz grossa.- Mas aquilo me arrasou e ainda o odeio.
— Ódio? Então por que quando eu falei dele e a Elsa você ficou com ciúmes?-ela arqueou a sobrancelha de novo.
— Imagina se ele fizesse o mesmo com ela? Além do que, Elsa não é tão burra, não ficaria com ele.-eu respondi.
— Certo...-ela fala e bufa pensando.
A campainha toca e Punzie corre para atender. Anna e Elsa entram.
— Oi!!-elas disseram.
— Vem!-disse Punzie as puxando para o quarto.
— Oi senhora C!-elas gritaram atrás da porta da senhora C (que ficava na parede do corredor paralelo ao da Punzie) antes de serem puxadas para dentro do quarto da Punzie.
Ficamos conversando enquanto Punzie procurava o Pascal. Pouco depois a comida ficou pronta e a senhora C achou melhor nos deixar jantar sozinhas para jantar depois.
— Então meninas...-falou Punzie.- Mais novidades?-ela completou olhando para a Elsa e Anna, que permaneciam em silêncio a encarando.- Elsa? Anna? Elsa?
— O que você está insinuando?!?!?-perguntou Elsa suando frio impaciente.
— Ela quer saber se você é idiota o suficiente para namorar o Hans!-eu falei impaciente e estressada.
— O QUÊ?!?!?!?!?-gritou Elsa.
— MERIDA!!-gritou Punzie brava ao mesmo tempo que Elsa.
— Viu! Sabia que ela não é tão tapada!-falei sorrindo, tirando a conclusão de que, Elsa achou o meu comentário anterior um absurdo, ou seja, não está com o Hans!
— Cala a boca Merida!-gritou Elsa brava, levantada, assim como eu e Punzie.
— O QUÊ?!?!?!? Então você ESTÁ com o Hans?!?!?!?-gritei de volta indignada.
— O que está acontecendo meninas?!?!?!?-chegou a mãe de Punzie na sala.
Todas olhamos para Gothel suando frio, sem explicações, Anna, cabisbaixa, se encolheu na cadeira sem interromper sua refeição.
— Nada.-disse Rapunzel, fazendo um sinal com os olhos para a mãe sair.
— Ummmm, sem brigas...-disse senhora C e voltou para o quarto.
— Merda!-gritou Elsa brava e saiu da mesa para o quarto de Rapunzel.
— Argh!!!-gritei de ódio.
— Rapunzel...-falou Anna.
— Eu sei.-Rapunzel interrompeu Anna e foi atrás de Elsa, como entendeu que Anna tivesse o pedido.
— Merida, sabemos que o Hans era um bosta, mas ele está sendo gentil com ela, ele mudou...-começou Anna.
— Anna...-eu falei a interrompendo.
— Não!-ela me interrompeu.- Ele mudou sim, você não tem provas para dizer o contrário! E ela está feliz, isso é o que importa.-ela completou.
— Não Anna, se você se importasse já teria a alertado, feliz agora, esmagada amanhã, assim como ele fez comigo.-eu disse e ela me olhou aborrecida.
— Sempre teremos momentos de merda e momentos bons, se ficarmos evitando nunca saberemos distingui-los, e você pode achar que a coisa acabará ruim, só que se tivesse tentado iria descobrir que teria sido o melhor momento da sua vida.-disse Anna.- Não podemos fugir do mundo, temos que nos arriscar, até dar certo.-ela completou.
— Isso que está dizendo não se qualifica para esse negócio da Elsa e o Hans.-eu falei.
— Se qualifica para tudo Merida, e se continuar agindo assim, nunca achará o amor verdadeiro.-ela falou pegando o prato, que já estava vazio, e colocando na pia.
— Isso é sobre amor?!?!? Argh!-bufei- Como se eu precisasse disso...-revirei os olhos.
— E precisa!-ela sorriu para mim e foi para o quarto.
Fiquei meio estressadinha e só passei para agradecer a senhora C pelo almoço e fui embora. Elas ficam contra MIM?!?!?!? Deviam estar contra o Hans!
Chegando no condomínio, fui até a "rua" atrás da minha casa, onde ficava o estacionamento. Estacionei a moto e desci.
Andando para frente enquanto olhava para as chaves da moto e as colocava no bolso traseiro, nem percebi, mas na minha frente, no chão, tinha um lagarto gigante, com olhos verdes meio amarelados, preto, cheio de escamas, parecia um dragão!
— AHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! — gritei tão alto que o condomínio inteiro pôde ouvir.
— O que aconteceu?!?!?-chegou Hiccup rapidamente, tinha que ser ele para piorar meu dia!
— AH!!!!!!-eu apontei para o lagarto.
— Ah! Esse é o Toothless!-ele sorriu e eu continuei com a mesma expressão, aflita com os olhos arregalados.
— E-e-esse, é o-o fúria da noite?-eu perguntei gaguejando de nervoso e ele riu.
— É.-ele continuou sorrindo.
— Eu acho melhor voltar para casa, não quero arriscar de descobrir porque o chama assim.-falei, ainda traumatizada e ele riu.
— Não se preocupa Meri, ele é inofensivo, e acho que gostou de você!-ele disse e eu arquei a sobrancelha com os olhos arregalados.
— Se ele gostasse de mim, não teria me assustado!-eu disse.
— Você que se assustou quando o viu.-Hiccup respondeu.
— Ele... É o quê?-eu perguntei mais calma.
— Dragão-de-komodo, lembra?-ele sorriu.
— Ah! Sim.-eu falei e sorri.
— Quer passar a mão?-ele perguntou se agachando do lado do bicho.
— O nome dele é uma referência por ele realmente ser banguela, né?-eu perguntei me aproximando.
— Não, é que quando eu o peguei ele ainda não tinha presas.-ele falou.
— Ah, que bom.-eu disse sorrindo irônica e ele riu.
Fechei os olhos e estiquei o braço para frente, não sentia nada, então, Hiccup pegou minha mão pelas costas dela e empurrou minha palma no topo da cabeça de Toothless. Abri os olhos e vi que o lagarto estava me encarando, imóvel, parecia amistoso.
— Viu? Dócil.-disse Hiccup e eu sorri.
— Ele é uma graça, mas ainda acho arriscado eu ficar muito íntima dele tão cedo.-eu tirei a mão e levantei, Hiccup levantou também.
— Está falando dele ou de mim?-Hiccup perguntou e eu empurrei seu braço de leve e ri.
— Você não é uma graça.-eu falei.
— Mas mesmo assim, não quer ficar íntima de mim?-ele arqueou a sobrancelha.
— Eu estava falando dele.-eu falei.
— Sei...-ele revirou os olhos.
— É verdade! Estava falando do Toothless!-eu me manifestei.
— Eu sei.-ele disse.
— Então por que disse "sei..."?-eu o imitei.
— Sei que você não me acha a graça...-ele sorriu malicioso e eu ri.
— Cala a boca!-eu o empurrei rindo.
Comecei a andar para poder ir para a casa e ele segurou meu braço.
— Ei! Somos amigos?-ele perguntou.
— Conhecidos.-eu respondi.
— Por quê?-ele perguntou confuso.
— Não tenho tanta intimidade com você para responder, gracinha.-eu sorri e ele riu.
Continuei andando, dobrei a esquina, e passei em frente às casas até chegar na minha. Entrei e subi para o meu quarto.
— Merida?-meu pai entrou no quarto.
— Amigo estou aqui.-eu respondi o fazendo sorrir.
— Sobre o que você e suas primas brigaram?-ele perguntou se sentando do meu lado na cama.
— Coisa idiota.-eu falei sem tirar os olhos da tela do laptop.
— Não seria idiota se Gothel não tivesse ligado.-ele respondeu.
— Você conhece a Gothel, mãe protetora, toda exagerada, foi coisa idiota.-eu disse digitando.
— Desisto disso.-ele se levantou e foi para a porta.- Tem aula amanhã, cama, agora.
— Estou na cama.
— Deitada, dormindo.-ele completou e eu bufei.
— Três segundos.-eu falei e ele saiu fechando a porta.
Depois de uns quarenta minutos eu desliguei o laptop e me arrumei para dormir. Coloquei minha roupa do dia seguinte em cima da cômoda e me deitei.
Acordei de manhã, um pouco antes do horário normal, essa fora uma noite terrível. Me arrumei e desci para o café.
Meus pais estavam dormindo, assim como meus irmãos, comi rápido e saí.
Estava MUITO antes do horário, eram 5:40 AM, e eu sairia as 7:15 AM. Resolvi correr pelo condomínio com o Angus.
A minha roupa era uma calça legging azul marinha; blusa azul clara manga cumprida; brinco de pérola branco; tênis "all star" branco; colar de urso preto e cabelo solto.
A roupa estava boa para cavalgar, e faltava muito tempo, tinha que me distrair e esfriar a cabeça.
Corri com o Angus ao redor do condomínio e então parei, as 6:30.
Ofegante eu desci de Angus e deixei ele lá, comendo maçãs. Andei pelas "ruas", até chegar perto da "rua" da minha casa.
— Garota com o cabelo ruim!-alguém gritou chamando outro alguém.
Virei para ver quem era e, veja só, a piranha invejosa loira oxigenada, argh!!!!!!
— Que estranho, de cabelo ruim só vejo o seu.-eu disse e ela andou até mim.
— Não tente discutir agora, sou eu quem está esperando o Hiccup para a aula, não você, mas, mesmo assim, diz que eu que tenho inveja, vejo nos seus olhos que você queria estar com ele, sinto muito, mas ele não te quer, e nunca irá querer.-ela disse.
— Meu bem, porque insiste tanto que eu gosto do Hiccup? Eu nem gosto dele como amigo! Agora imagina o quanto eu gosto de você.-eu sorri.- Exatamente, eu não gosto, por isso brigo com você, não porque tenho inveja do seu nada.
Astrid, com fogo nos olhos, me deu um chute forte na perna.
— Ah!-eu gritei e segurei a perna no lugar do machucado.
— Veja quem é o nada agora.-ela sorriu e eu a empurrei no chão.
— Você e doentia!-eu gritei e ela começou a me atacar.- Ah! Ah! Ah!-eu gritava e esperneava.
Ela puxava o meu cabelo; me socava e chutava, e eu revidava com muita força, aquela vaca é forte!
— Ei! Ei! Parem agora!!!-chegou Hiccup correndo e nos separou.
— Hic! Ela está me batendo!-disse Astrid fingindo estar triste.
— Veja quem fala, você me chutou! Só porque está com invejinha que eu respondo bem melhor que você.-eu disse e ela pulou para me dar um tapa, mas Hiccup a segurou.
— Parem! Isso tudo por quê?!?!?-ele perguntou estressado.
— Ela tem inveja de mim e de você!-gritou Astrid.
— Por favor!-eu falei impaciente.
— Entra no meu carro Astrid.-disse Hiccup a entregando as chaves, ela bufou, as pegou e foi para o carro.- O que acabou de acontecer?
— Pergunta para a sua besta!-eu falei.
— Você a provocou, não foi?-ele meio que afirmou.
— Ah, claro! Ontem queria ser meu amiguinho e agora fica contra mim, depois se pergunta, "por que será que a Merida não quer ser minha amiga?".-falei com ódio e sai andando em direção à minha moto.
— Merida, não é isso, você sabe como provoca as pessoas.-ele disse.
— Sai de perto!-eu gritei e comecei a correr para a moto.
Subi na moto e fui para a escola, atrasada, por causa dessa idiota! Argh!
Cheguei e fui direto para a minha sala. Não iria conversar com as meninas, Elsa estava putinha e provavelmente Punzie estava do lado dela, é óbvio que a Anna também.
Aulas super entediantes, como de costume... E no intervalo eu fiquei na pista de skate.
— Oi.-chegou Elsa do meu lado e se sentou no chão comigo.
— Oi...-eu falei.
— Me desculpa.-ela disse.
— Por?-eu perguntei.
— Estar namorando o cara que te traiu e machucou seus sentimentos.-ela disse.
— Eu não me importo.-eu disse.
— Se importa sim. Você está triste ou brava porque você gostava muito dele, mas...-disse Elsa.
— Espera aí!-eu a interrompi.- Eu estou brava porque depois da traição e tudo mais, você ainda tem a coragem de cair no papinho dele...- disse.
— Você diz que não, mas sim, ele mudou.- ela me interrompeu.-Mesmo se for para ele me machucar, vai ter valido a pena, porque fico feliz com ele por perto, e isso é o que importa, certo?-ela completou.
— Não vai pensar o mesmo quando sentir na própria pele.-eu falei.
— Okay, talvez eu não ache que valeu a pena, talvez acabe de um jeito horrível e eu queira arrancar a cabeça dele com as mãos, mas a coisa é: nunca saberei se não tentar.-ela disse.- Então? Amigas de novo?
— Enquanto eu te chamar de prima nunca deixaremos de ser amigas.-eu sorri e ela retribuiu, depois nos abraçamos.
— Além do que, é irritante imaginar não ter você para ficar impaciente e fazer comentários desnecessários.-ela sorriu e eu dei um "soquinho" no braço dela.

POV RAPUNZEL

Depois de "perdoarmos" a Meri pela sua inveja, tivemos aula e depois almoço, e mais aula e então eu fui para a casa. Hoje a construção estaria praticamente pronta e já iríamos receber famílias para mostrar os apartamentos, só não entendo, por que eu tenho que ir junto?!
Cheguei em casa e fui para o penúltimo apartamento, me trocar, antes que minha mãe veja minha roupa, que é um tanto diferente da que ela me viu sair de casa...
Agora que entrei no assunto, minha roupa era: uma regata com gola "V", rosa clara; uma saia bem curta, folgada preta; uma sacola (tipo bolsa) roxa escura com o desenho de um sol amarelo meio dourado no meio; sapato salto alto agulha rosa com quatro listras grossas pretas na diagonal na parte da frente do sapato; brinco de três pedras grandes roxas penduradas em um fio dourado na diagonal e cabelo com rabo de cavalo. (Quando minha mãe viu a minha roupa, eu estava com um suéter horroroso que ela me fez de Natal, coloquei a saia no começo da coxa, para ficar comprida, e cobri a bunda com o suéter.)
Depois disso, subi e fui colocar uma roupa bonita, afinal, eu com essa roupa não iria vender apartamento nenhum! (Falando como corretora, espero que isso não volte a acontecer...). Coloquei um vestido colado no corpo verde claro, ia até o joelho, pois, claro, mais comprido é freira e mais curto é puta, o que posso fazer se roupa de puta é bonita? Mas nessa ocasião não posso estar muito "vulgar".
Só para esclarecer, mais comprido que o joelho é freira, a não ser que passe da canela, vestido que vai até o chão é um luxo.
Vesti um sapato alto branco, mas apenas uns 6 centímetros; e um "casaquinho" branco também.
— Atenderemos três famílias à procura de apartamento hoje.-disse minha mãe.
— Legal...-falei desanimada.
Depois das duas primeiras famílias, voltei para o meu quarto, aliviada, pois era a última família do dia, finalmente!
Mas então, quando fui para a porta, atender a família pela minha mãe, que estava lavando um copo rapidamente. Abri e vi a coisa mais aterrorizante da minha vida, era EUGENE! Eugene! Claramente ele não estava sozinho, seus pais estavam na frente.
— Rapunzel???-ele disse.
— Eugene?!?!-franzi o rosto.

E então... Por hoje é só pessoal!

Notas finais
Espero que tenham gostado! Digam se exagerei, rsrs, BEIJOS!