Notas iniciais
OWOWOWOWOOWOWOWOWOW, COÉ?!
Boom, estou aqui pedindo desculpas a todas/todos pela demora!
Dai saiu um cap bem maior que os anteriores, né? Que bonitcho!
Yeah, eu estava meio estranha e não tava conseguindo escrever bosta nenhuma, poisé.
Maaaas, esse capítulo vai com todo meu carinho e satisfação para a Brenda Camoes. Sim, a linda da brenda recomendou minha estória e me deixou muito muito contente. Obrigada, meu amor, eu adorei!
Espero que todos gostem do capítulo, você em especial Brenda
Obrigada pelos reviews e continuem me agraciando com eles,ok?
Boa Leitura, KissKissKiss

Personagem Narrando: Uchiha Itachi

_ Você fica. Vamos conversar. – Usei o máximo de imponência que pude naquela frase. Pareceu surtir efeito pois fui recebido com olhos assustados e esbugalhados.

_ Con-Conversar?

_ Está fazendo de novo.

_ O que?

_ Fraquejando. — Novamente recebi a expressão surpresa e assustada de antes. Eu sabia o quanto Sakura mudara para "amadurecer" suas ideias. Sabia o quão frustrada ela ficava ao demonstrar fracasso.

_ Tudo bem. — Retornou ao tom imparcial depois de alguns segundos de olhos fechados, suspiros pesados e longa concentração. — Podemos conversar agora.

_ Certo. — Andei ao lado dela pelo corredor dos quartos parando em frente ao cômodo atribuido a nós dois. — Entre.

_ Hm... — Pareceu novamente oscilar entre o emocional extremo e o controlado. — Ok.

A real ideia da conversa não incomodava só a ela, a mim também. Não sabia se teria controle o suficiente para o que eu realmente pretendia com aquilo: descobrir até que ponto a Haruno ainda era envolvida com Uchiha Sasuke. Vi a jovem sentar-se, preocupada, na cama. Gostava de ver como ela se sentia nervosa e acuada somente na minha presença e a sua reação instantânea: tocar o nariz com a ponta do indicador. Pós isso ela sempre corava levemente e colocava os cabelos para trás da orelha mesmo que esses ja estivessem la. Senti um leve formigamento estranho no estômago, cócegas, como se minha barriga estivesse cheia de... borboletas?

_ O que foi? — Finalmente ela conseguiu conter a preocupação. Talvez tenha visto que prolongar aquilo só seria uma espécie de tortura, ja que não conseguiria evita-la.

_ Você deu um ataque desnecessário. — Seus lábios trepidaram mas manteve o olhar neutro.

_ Eu sinto muito por isso. — Me deu as costas, talvez para ocultar o olhar baixo. — Gostaria que desconsiderasse o que houve.

_ E por qual motivo eu faria isso? — Parei pouco atrás de suas costas e respirei contra seu pescoço, arrepiando-o. Sorri, satisfeito por constatar novamente o impacto que minha presença causava nela. — Vai dizer que eram mentiras?

_ Na verdade, não. — Surpreendeu-me com a franqueza. Virou-se para mim, tinha um olhar confiante e um sorriso torto nos lábios. Parecia uma versão feminina da minha expressão de sempre.

_ Isso quer dizer que admite que gosta de mim. Interessante. — Não consegui retirar aquele olhar e sorriso que tanto me acuavam, apenas a vi se aproximar mais e mais. Tive certeza de que suavizei o rosto.

_ Está fazendo de novo, Itachi... — A voz era rouca, os lábios moviam-se deliciosamente em meio ao som melodioso que traziam a tona. — Estás fraquejando. — Riu com escárnio.

_ Hm... — Endureci os músculos ao senti a palma da pequena mão contra meu abdomén. — Você está me distraindo. Quer cancelar a conversa.

_ Adia-la seria a palavra certa. — A mão passeava até meu ombro e depois deslizou até meu rosto, fornecendo-me um calor descomunal. Envolveu-me facilmente e eu ja quase perdia a consciência do motivo de estarmos ali. Era a hora. Ou perguntaria sobre Sasuke ou não conseguiria tirar nada dela quando estivesse estocando fundo contra seu corpo.

_ E por que? — Estava prestes a me entregar.- Tem medo de admitir que é apaixonada por um Uchiha?

_ Talvez... — Deu de ombros. Senti uma pontada no cérebro, um desconforto no peito e uma coisa estranha no estômago. Retomei o controle e afastei-a, que me fitou confusa. — O que houve?

_ Nada. — Semicerrei os olhos e encontrei a expressão decepcionada em seu rosto.

_ Não queria ouvir isso de mim, não é? — Estava pesarosa. Ela realmente achava que eu gostaria de ouvir uma declaração ao meu irmão em um momento como aquele? Eu só queria estar com ela, viver bem até minha morte que ja estava próxima.

_ Não. — Respondi franco e seco. Novamente Sakura pareceu decepcionada, o que não entendi bem. Rapidamente ela desviou os olhos de mim e tentou fugir do meu quarto, sendo freiada por meu braço. — Qual é o problema comigo? — Me arrependi no exato momento que me ouvi dizendo isso.

_ Eu não sei, pergunte a si mesmo. — Seus olhos estavam novamente marejados. Não entendi novamente o que acontecia ali. Sakura tentou soltar o braço mas apertei-o mais forte, ouvindo um gemido baixo de dor. — Está me machucando.

_ Por que amar Sasuke depois de ter sido abandonada e humilhada por ele? — Não fazia sentido para mim ou para qualquer pessoa que tivesse um pingo de amor próprio. Desisti de manter a aparência com ela, precisava saber. Aguentaria eu notar que quando finalmente me senti atraído e envolvido por uma mulher esta pertencesse a outro? Eu teria que abrir mão de mais isso por amor ao meu irmão?

_ Amar Sasuke? — Ela pareceu pensar nas próprias palavras, como se elas fizessem eco em sua cabeça. — Não sei se ainda amo Sasuke pois não sei qual seria minha reação ao ve-lo.

_ Quer ajuda? "Nojo", "Pena", "Ódio" ou "Asco"

_ Ele precisa de ajuda, ajuda que você não deu.

_ Você não sabe do que está falando. Nem ao menos entende os motivos.

_ ENTÃO DIZ! — Equivocou-se, gritando. Ao contrário de sempre aquilo não me irritou. Ela respirou fundo, tentando se controlar. — É isso que eu sempre quis de você, saber o motivo de tudo aquilo. Quem sabe te ajudar... quero ser sua amiga, quero que confie em mim!

_ Não vou entrar nessas questões agora... — Revirei os olhos. — Só quero saber o que sente por Sasuke.

_ Prometo te responder quando eu souber a resposta. — Pareceu justo.

_ Tudo bem... Mulheres! — Cruzei os braços, emburrado.

Quando estávamos sozinhos por muitas vezes eu me permitia expressar as coisas, era desnecessário para mim mentir para ela. Mesmo por todo tempo que fingi ela sempre me desmascarava, me conhecia o suficiente para saber na maioria das vezes os sentimentos ocultos por cada palavra dita friamente. Então desistia as vezes, ou só me esquecia. A vi se dirigir até mim com um sorriso nos lábios, um sorriso meigo e gentil. Beijou minha testa com simpatia e me fez sorrir minimamente. Ela me desviava de meu propósito sim, Me distraia sim e me mudara. Ainda assim nada daquilo era capaz de me fazer não quere-la ao meu lado. Eu ja a considerava uma amiga e tinha vontade de torna-la mais que isso.

_ No que você ta pensando? — Ela agora me fitava com curiosidade.

_ Em como sou egoísta.

_ E por que? — Acariciou meu rosto, me fazendo fechar os olhos.

_ Não quero te entregar a Sasuke e te deixar livre, mesmo sabendo que é isso que preciso fazer. — Sacudi a cabeça negativamente.

_ Eu não me sinto uma prisioneira. — Chamou minha atenção finalmente. — Não mais.

_ Quase parece que quer ficar... — Insinuei e ela me olhou com um pouco de surpresa. Estampei meu rosto com meu melhor olhar e sorriso sarcásticos.

_ Ah, não da pra tentar te confortar mesmo em. — Bufou e eu a abracei fortemente. Permaneci, em silêncio, enquanto sentia cada partícula do meu corpo reagir a aquela proximidade. Beijei seu pescoço e escorreguei minhas mãos pelas laterais de seu corpo. — Hn... — Gemeu baixo ao sentir minhas mãos apertarem fortemente seu traseiro.

_ Chega de conversa. — Sorri em seu ouvido, arrepiando-a e jogando-a na cama.

_ Pensei que você tivesse uma política sobre me tomar quando estivéssemos fora. — Proferiu assim que caiu na cama, roçando uma perna na outra e se acomodando na cama.

_ Regras estão ai para serem burladas. — Ela sorriu maliciosamente.

Em Konoha

Personagem Narrando: Hatake Kakashi

Suspirei pesadamente ao entrar em casa após voltar daquela missão. Novamente me peguei pensando no destino cruel que minha equipe tivera. Não pude deixar de me culpar, mais uma vez, por tal destino. Sempre achei que Sasuke era tão parecido comigo que me concentrei em treina-lo mais que aos outros, pós sua partida direcionei meu favoritismo à Naruto. Subestimei Sakura desde o início, por puro machismo. Sua destreza impecável, sua inteligência e seu controle perfeito de chackra eram qualidades gritantes que eu, ainda sim, insistia em ignorar. A coloquei de reserva, taxei-a de sexo frágil e por isso agora ela estava longe. Por que Hatake Kakashi fora machista demais para treinar sua aluna mais a fundo. Só de imaginar o quanto aquilo feriu a menina que sofreu, calada, por isso me senti mal. Nos aproximamos tanto antes dela ser tirada de nós e eu mesmo assim não vi o que estava fazendo com ela. Retirei meu colete e joguei em cima do sofá e logo ouvi batidas na porta. Ao atender me surpreendi ao ver um Naruto choroso e aparentemente derrotado a minha frente.

_ Posso entrar? — Sinalizei para que ele entrasse e ele se manteve de pé no centro da sala, inerte em pensamentos.

_ O que houve, Naruto?

_ Estou me sentindo culpado. — Abaixou a cabeça. — Sakura sempre disse que não deveríamos mais buscar Sasuke, que ele não vinha por conta própria e que não cabia a nós decidir por ele. E eu sempre achei que se trouxesse Sasuke ele voltaria a ser como antes... mas depois de ver ele matar aquela garota com tanta facilidade e naturalidade eu não sei mais o que pensar. — Fungou, reprimindo uma possível enxurrada de lágrimas. — E mesmo assim insisti naquela maldita missão que me custou minha melhor amiga.

_ Naruto, Eu acredito que...

_ MENTIRA! — Vi a face de meu pupilo lavada pelo choro incessante. — Até você achava perda de tempo. Sasuke mudou, temos que encarar os fatos. O Sasuke que eu conheci não agiria daquela forma. — Mordeu os lábios até descer um filete de sangue, fruto da agressividade. — Perdemos Sakura para buscar alguém que nem sabemos se tem salvação!

_ Naruto, você tem que acreditar. — Coloquei as mãos em seus ombros. Naruto era o garoto mais confiante que eu conheci em tantos anos de treinamento e ele estava ali, fraquejando. — Vamos trazer Sakura de volta e Sasuke também.

_ Não sei se quero olhar de novo para o que Sasuke se tornou. — Sacudiu a cabeça, aturdido.

_ Assim como o ódio o transformou existe outra coisa que pode transforma-lo. — Naruto me olhou, procurando por respostas. — Amor. Você, Eu e Sakura somos a única chance de Sasuke se salvar.

_ Acha mesmo? — Ouvi um resquício de esperança em sua voz, me fazendo sorrir por baixo da máscara.

_ Nunca acreditei tanto assim em algo. — Pude ver o sorriso satisfeito de Naruto transformar a antiga cara triste em uma expressão esperançosa.

_ Vamos traze-los de volta, Kakashi! Pelo time Sete!

_ Pelo time sete! — E batemos as mãos, em uma promessa.

Notas finais
Reviews?