Dean e May

19 Bem-vindo ao Clube dos Rejeitados


Notas iniciais
Oláaaaa!! Nem demorei, né? Já estou aqui com mais um capítulo! Espero que gostem.

Pov. Dean

Eu não podia acreditar no que tinha acabado de concluir, estava apaixonado pela minha melhor amiga. Isso poderia até ser bem comum em filmes e séries, mas não fazia o menor sentido acontecer na vida real, especialmente quando se trata de nós dois! A gente foi criado junto, sabemos tudo sobre o outro, até mesmo dos piores defeitos. Estar com ela não é novidade alguma pra mim, já que provavelmente passamos 90% dos momentos de nossas vidas juntos, logo não dá pra entender como, de repente, posso me sentir tão diferente só de vê-la.

Enquanto minha mente estava passando por um turbilhão de pensamentos, eu vagava pelos corredores (aparentemente infinitos) da casa da Susan, tentando procurá-la, afinal não era justo que eu continuasse com ela, sendo que estava pensando tanto em outra pessoa. Eu sei, ela com certeza não vai gostar nem um pouco disso e há grandes chances de eu ser chutado pra fora dessa casa do modo mais humilhante possível, mas eu não me importo... Tá, talvez eu esteja começando a repensar se realmente devo fazer isso hoje, acho que as coisas podem acabar tomando uma proporção grande demais.

Depois de muito andar pela casa e me perder algumas vezes, finalmente encontrei um lugar que eu conhecia, a maior biblioteca que já vi. Sério, aquele lugar era maior do que a biblioteca da nossa cidade! As estantes eram tão altas que eu chegava a ficar zonzo toda vez que tentava olhar para o topo, nem sei se aqueles livros eram tão lidos assim, mas com certeza era uma visão surpreendente. Lembro que quando visitei a casa da Sue pela primeira vez ela fez questão de que esse fosse um dos primeiros lugares que eu veria e com certeza esse foi um dos lugares que mais me chamou atenção. Não que eu seja um grande leitor, mas qualquer um ficaria boquiaberto com o tamanho desse lugar.

Agora eu tinha a oportunidade de conhecer um pouco melhor, então aproveitei. Quem sabe isso até me ajudasse a espairecer um pouco e pensar no que deveria fazer. Pensei em até procurar algum livro interessante, talvez um dos que a.. May me recomenda sempre. Sempre ela! Assim era complicado espairecer. Tentei me distrair com minha busca pelo livro perfeito (que provavelmente seria qualquer um que não tivesse muitas páginas), até que pensei ter ouvido algo. Parei por um momento e procurei escutar mais atentamente, era uma risada e mais do que isso, era uma risada que eu conhecia muito bem.

O som parecia vir de perto, segui a risada até ela ficar mais alta e, então, percebi que não era só uma risada. Ela estava acompanhada de outra que eu também conhecia bem e eu não estava nem um pouco feliz de descobrir isso. Dava pra perceber que eu estava apenas a uma estante de distância deles, então fiquei por ali, tirei um livro pra ver se realmente era o que (e quem) eu pensava. Senti minha raiva aumentar quando constatei que sim, era exatamente o que estava pensando. Do outro lado vi Sue e Bomba abraçados, gargalhando como se essa situação tivesse alguma graça. Na verdade, fazia todo sentido que eles estivessem rindo tanto, afinal estavam enganando muito bem o palhaço aqui.

Foi difícil manter a calma, afinal mesmo que eu não gostasse mais da Susan, eu não tenho sangue de barata e não gosto nem um pouco de ser enganado. Pensei em dar a volta e surpreendê-los, mas eles começaram a conversar e por algum motivo, senti que seria melhor esperar e ver o que iriam falar.

— Ai, ai. Você é hilário, Elliot. Nem acredito que você fez isso, não sei como não percebi antes como você era incrível — ela disse, enquanto continuava a gargalhar. Revirei os olhos, não sei se valeu a pena ter esperado pra ver o que falariam. Então ouvi o barulho de notificação do celular da Susan — Olha só, a Maria acabou de me mandar mensagem. Perguntou onde eu estava e disse que a jardineirinha acabou de chegar, que veio toda arrumada. — Então ela riu de novo, como se estivesse difícil continuar a falar de tão engraçada que essa mensagem era. — Eu nem acredito que ela realmente veio, é surreal ver como existem trouxas no mundo, né? Bastou eu fingir arrependimento pra ela me perdoar. Aposto que agora ela até deve pensar que esbarrei nela sem querer no dia da piscina — ela fez uma cara de falsa tristeza e depois voltou a rir. Eu não podia acreditar no que estava ouvindo, se eu já estava com raiva, cheguei ao meu ápice nesse momento. Comecei a caminhar para dar a volta na estante, mas parei quando ouvi o Bomba falar algo.

— Inclusive, tenho que te aplaudir. Você conseguiu enganar o cestinha direitinho, ele mal suspeitou de você. Se eu fosse você investia na carreira de atriz. — ele disse e ela reagiu com um "ownn", inclinando para beijá-lo. Okay, não tinha mais como escutar nada disso. Andei a passos largos até dar a volta nas enormes estantes. Eles estavam tão ocupados que mal perceberam quando apareci na "esquina" do corredor onde estavam, continuei caminhando na direção deles até que a Sue abriu os olhos e olhou para o lado. Quando me viu ela arregalou os olhos e se separou rapidamente do Bomba, empurrando-o contra as estantes.

— Me solta, seu louco! — ela fingiu brigar com Bomba, que olhou pra ela confuso, até que também percebeu que eu estava lá e ficou sem saber o que fazer. — Dean! Esse garoto me agarrou! Eu só tinha vindo até aqui procurar um livro para emprestar a uma amiga minha e ele apareceu. — ela continuou com a cena e eu revirei os olhos, ela realmente achava que eu era estúpido de acreditar em qualquer coisa que ela inventasse.

— Susan, pode parar com o teatro. Eu vi tudo e ouvi também. Então não adianta você se fazer de inocente dessa vez. — assim que falei isso a expressão dela mudou, mas ela não parecia preocupada que eu tivesse descoberto a verdade. Na verdade, ela parecia ciente de tudo que tinha feito, mas sem um pingo de culpa, tanto que ela sorriu.

— Parece que você não é tão bobo quanto eu pensava. É verdade, eu estou com o Elliot. — ela disse, abraçando ele de lado. Não era possível que ela fosse tão cara de pau. Eu ri, mesmo que essa situação não estivesse sendo nada engraçada pra mim.

— Engraçado, até hoje mais cedo você estava comigo — eu disse e ela nem hesitou em responder rapidamente.

— E estou, nem pretendia terminar tão cedo com você. — ela disse sem mudar de expressão, a cada comentário minha raiva só aumentava. — Ah, Dean, você sabe que nosso relacionamento beneficia nós dois, somos o casal dos populares, todos da escola querem estar com a gente. Você realmente acha que seria alguém se não estivesse comigo? — eu deveria parar de me surpreender com cada coisa que ela falava, mas era impossível, como alguém podia ser tão sem noção?!

— Você não pode estar falando sério, nunca pensei que poderia me enganar tanto em relação a uma pessoa. Acha que eu estava com você só pra ser popular?! No início podia até ser, mas eu realmente passei a gostar de você! E sempre achei que gostasse de mim também, afinal você não me deixava passar nem sequer um minuto longe de você. E agora você me diz que era tudo fachada pra alimentar sua popularidade?! — eu disse e fiz menção de ir embora, não aguentava mais olhar na cara dela, mas depois me lembrei que ela não era a única culpada. — E você? Que fingia ser meu amigo, dizia que eu podia contar com você pra tudo que precisasse, mas pelas minhas costas estava ficando com minha namorada! — falei para o Bomba, mas depois me virei pra sair, não estava a fim de ouvir ele dando alguma desculpa esfarrapada. Mas não pude deixar de ouvir o que ele disse em seguida.

— É Dom Cestinha, parece que não é só no basquete que sou melhor, né — ele disse, rindo com a Susan. Naquele momento, a raiva tomou conta de mim. No mesmo momento, me virei e acertei o Bomba com um soco na cara. Comemorei internamente por ter sido certeiro, mas logo percebi que tinha sido uma loucura, já que o Bomba era um ano mais velho, mais alto e mais forte do que eu. Eu sabia que estava frito, mas não me arrependia. Não demorou muito para que ele se recuperasse do soco e viesse revidar. Desviei de alguns socos, até que ele me acertou em cheio na barriga, ele se aproveitou desse momento pra me dar outro soco no rosto, que se seguiu de mais um e mais um, quando ele percebeu que eu já estava tonto, me empurrou na estante que chegou a balançar, mas por sorte se manteve em pé.

— Que pena, Dean. Teria sido bem mais fácil pra você se você, simplesmente, tivesse aceitado minha proposta. Já passou tanto tempo fazendo esse papel sem saber, qual era a diferença de fazer isso ciente? — ela disse, com o cinismo de sempre.

— Você não vai se safar, Susan! Eu vou contar pra todo mundo o que você fez com a May! — eu disse, furioso. Ela riu.

— E você acha mesmo que alguém vai acreditar em você? Sem provas, minha voz é muito maior do que a sua. Além do mais, você acha que alguém liga pra isso? Vocês não são ninguém perto de mim, nada que aconteça com vocês é tão importante assim. Fora que se você se virar contra mim, você sabe que acabou pra você! Adeus popularidade, os únicos que vão andar com você vão ser os nerds que ficam jogando joguinhos de tabuleiro no intervalo, que inclusive, andam com sua amiguinha, né?

— Eu não me importo! Não quero andar com ninguém que concorde com o que você faz! Prefiro estar ao lado daqueles que se importam de verdade comigo. — me lembrei instantaneamente da May e do Rich. — Mesmo que todos se virem contra mim, eu vou achar um jeito de te desmascarar! — ela riu

— Boa sorte, ruivinho — ela disse, segurou a mão do Bomba e saiu. E eu continuei lá parado, tentando me acalmar e assimilar tudo que tinha acontecido. Sentei no chão, encostado na estante gigante. Se minha cara estava tão péssima quanto a dor que estava se espalhando por ela no momento, eu teria muita coisa para explicar quando chegasse em casa. Eu não podia me sentir mais humilhado e eu sabia que parte disso era minha culpa, nada disso teria acontecido se há 2 anos atrás eu não tivesse começado a namorar a Susan por causa da popularidade dela. Continuei a me afundar nos meus pensamentos e a me sentir um lixo, até que ouvi uma voz chamar meu nome. Gelei e tentei esconder meu rosto de seja lá quem tivesse entrado.

— Dean! — a voz ficou mais alta, então pude reconhecer de quem era. Era ela, a May. Senti um nó se formar na minha garganta só de lembrar que eu tinha me virado contra ela quando ela mais precisava e preferi acreditar na maluca da Susan do que nela. — Ah, você tá aí! Procurei você por todo canto... Dean? Porque você tá tentando esconder o rosto? O que aconteceu?- ela falou preocupada, enquanto se aproximava.

— Nada — eu disse com a voz falha. Parabéns, Dean! Conseguiu disfarçar muito bem. Ela tentou tirar minha mão da frente do meu rosto, eu virei de lado e comecei a andar rápido na direção oposta. Ela correu atrás.

— Dean! Para com isso! Você sabe que não é fácil caminhar nesse salto, quem dirá correr! — Ela gritou atrás de mim. Eu continuei, até que chegamos em um corredor sem saída, que só tinha estantes de livros dos dois lados. Então parei e percebi que ela tinha parado antes, já sabendo que eu estava encurralado. Aceitei minha derrota e me virei pra ela, tirando a mão do rosto e mostrando o provável estrago que tinha sido feito. Ela colocou a mão na boca e se aproximou. — O que aconteceu? — Ela perguntou e eu fechei os olhos, dizer aquilo com certeza seria humilhante, mas ela provavelmente seria a única pessoa pra quem contaria a história com detalhes.

— Eu tomei uma surra. Do Bomba. — ela franziu as sobrancelhas.

— Mas porque? — ela perguntou e eu fiquei calado. A história era tão absurda que ainda era difícil de acreditar. — Vamos Dean... bom, independente do motivo aquele garoto vai se ver comigo, nunca fui com a cara dele, mas não achei que ele pudesse chegar a esse nível. Se não quiser falar, tudo bem. — ela olhou pra mim parecendo preocupada. Esse não era um evento raro, várias vezes a May foi quem cuidou dos meus machucados, desde que a gente se conhece por gente, mas acho que nunca a vi tão preocupada. Suspirei e sentei no chão novamente, encostando na estante. Ela fez o mesmo.

— A Sue me traiu... com o Bomba. — eu disse, sem olhar pra ela. Ela ficou em silêncio, fiquei curioso e olhei pra ela. Se a situação não fosse tão "trágica" eu teria rido da expressão dela. A May estava quase vermelha de raiva, com as sobrancelhas super franzidas. Acho que nunca tinha visto ela assim.

— E ele ainda tem a audácia de te bater?!!! — ela gritou e eu quase fiquei surdo.

— Na verdade, eu que comecei. Dei um soco nele — disse

— Merecidamente, né? Ele que não tinha o direito de revidar. — ela disse, ainda parecendo um tomate de tão furiosa.

— Pois é, mas fez. E não poupou nos socos como pode ver. — eu disse apontando para meu rosto. — Mas acho que isso ainda foi o de menos, tudo o que a Sue disse doeu muito mais. — quando toquei no nome dela, ela pareceu se enfurecer ainda mais. Não pude deixar de notar como ela ficava linda brava, revirei os olhos mentalmente para o meu próprio comentário.

— Nossa, esses dois não prestam! Eu sempre soube. A Sue ainda se fez de boazinha me convidando pra essa festa estúpida, ainda cheguei a acreditar que ela realmente sentia muito — ela disse, só faltando rosnar de raiva.

— Inclusive, preciso falar com você sobre isso... — eu disse e já senti o nó se formar na minha garganta novamente . — Assim que eu ouvi que eles estavam aqui, preferi esperar um pouco antes de aparecer na frente deles. Foi difícil, mas senti que precisava saber o que eles estavam achando tão engraçado, já imaginando que certamente a piada em questão era eu. Mas quando a Sue falou, ao invés de ser algo sobre mim, ela falou que... — suspirei e ela continuou escutando com atenção. — ela disse que tinha te empurrado de propósito na piscina.

— Eu sabia!! Eu sabia que não podia ter me enganado tanto assim! Eu vi! Nossa, aquela garota é do mal — Ela disse, se levantando, parecendo mais furiosa ainda. — Ah, mas ela vai se ver comigo agora! — Ela já se preparou para sair andando, mas eu a segurei.

— May, se acalma! Não adianta nada a gente fazer qualquer coisa agora. Ela tá na casa dela, rodeada de gente que sempre vai ficar do lado dela e a gente nem prova tem, além da nossa própria palavra, que não costuma ser muito considerada, né. — ela continuava com as sobrancelhas franzidas e fazendo um biquinho teimoso, me segurei para não rir. — Sem contar que violência nunca é a solução... — ela olhou pra mim arqueando uma das sobrancelhas — Eu sei que não sou o melhor exemplo pra estar falando isso, especialmente hoje, mas vai por mim. Acho que o certo é a gente só ir pra casa, já deu dessa festa. — ela assentiu, ainda inconformada.

Caminhamos até a saída da biblioteca, que depois dos ocorridos de hoje, se tornou um lugar que eu não quero visitar nunca mais. Pensei em uma maneira de sair da casa sem encontrar ninguém no caminho, então me lembrei que a casa tinha uma saída pelos fundos, que ficava bem perto da biblioteca. Segurei na mão da May pra leva-la até a saída e, no mesmo instante, senti as "borboletas" no meu estômago. A noite foi tão cheia de emoções que tinha até esquecido da tal descoberta de hoje.

Logo chegamos no jardim e por sorte estava vazio, corremos até a saída da mansão e só quando estava fora que pude respirar em paz. Não sabia o que dizer se encontrasse qualquer um com aquela cara de quem foi nocauteado (apesar de saber que no dia seguinte todos saberiam com detalhes do que tinha acontecido). Enquanto caminhávamos para casa, aproveitamos para conversar mais um pouco sobre tudo que tinha acontecido. A caminhada seria longa, então era o momento perfeito pra isso.

— Então quer dizer que você estava procurando a Susan, justamente pra terminar com ela? — ela olhou pra mim, parecendo segurar o riso.

— Ei! Não ri da minha desgraça! — eu disse, já rindo também.

— Desculpa, é que eu pensei que pelo menos você conseguiu o que queria. O problema é que veio acompanhado de muitos outros detalhes desagradáveis. — ela disse, voltando a olhar pra frente e parando no meio do caminho, de repente.

— Que foi? — perguntei e ela começou a tirar os saltos, se segurando no meu ombro pra se equilibrar. Eu ri e ela fez cara de alívio, segurando os saltos nas mãos.

— Finalmente, já não tava mais aguentando andar nisso! Eu sei que andar descalça na rua não é nada recomendável, mas eu não aguentava mais. — ela disse e eu só ri. Devia ser bem ruim mesmo, só de usar esses sapatos sociais super apertados eu já reclamo, imagina uma coisa que parece muito mais desconfortável como esses saltos. De repente, tive uma ideia. Tirei meus sapatos também e os entreguei a ela.

— Pode usar, eles tão novinhos. Eles provavelmente vão ficar bem grandes, mas é melhor do que andar descalça. — ela olhou para os sapatos por um momento, depois pra mim e, então, aceitou.

— Mas e você? Vai andar sem sapatos? — ela perguntou.

— Ah, pelo menos eu tô usando meias, você não. — ela riu e agradeceu. Continuamos a caminhar e se eu estivesse vendo a cena de fora, eu com certeza ia achar muito engraçada. A May parecia estar com aqueles sapatos de palhaço de tanto que meus sapatos tinham ficado grandes nela e eu parecia um louco andando de meias nas ruas (e com a cara cheia de machucados), mas tudo parecia bastante confortável, afinal éramos nós dois e quando a gente tá junto tudo parece mais fácil, mais leve.

— Sabe, May. Eu queria pedir desculpas de novo por não ter acreditado em você naquele dia. Eu fui totalmente estúpido e... — falei, envergonhado, até que ela me interrompeu.

— Dean, não se preocupa. Isso já ficou no passado, sem contar que você não tinha como saber que a Sue era uma louca, você não teve culpa nenhuma — ela disse, afagando meu ombro.

— Na verdade, tive um pouco sim. Acho que se eu não tivesse inventado de embarcar nessa história de namoro com a Susan, ela provavelmente não teria cismado tanto com você. — eu disse, caminhando com as mãos nos bolsos.

— Você acha? Não sei, eu tenho a impressão que ela cismou comigo desde o primeiro dia que me viu. Mas o que eu acho mesmo é que você não deveria ficar se crucificando assim, a situação já foi muito difícil pro seu lado pra você ainda fazer isso. — ela disse, como sempre tentando fazer eu me sentir melhor, mesmo quando eu não mereço.

— É, pode ser. Mas é fato que a partir de amanhã tudo vai ser diferente pra mim. Além de corno, ainda vou ser o cara que apanhou do cara com quem a namorada o traiu. Provavelmente vou ser piada até o fim dos meus anos escolares. E vou ter que viver isolado dos outros. — eu disse, olhando pra ela. Ela olhou pra mim e deu um sorrisinho.

— Bem-vindo ao clube dos rejeitados. — ela disse estendendo a mão, eu apertei e agradeci, sorrindo. Talvez não fosse ser tão ruim assim se eu ainda teria ela ao meu lado.

Notas finais
E aí??? O que acharam? Cheio de emoções esse capítulo de hoje, né? Como eu disse anteriormente, já estamos na reta final da história. Próximo capítulo já vai ser o penúltimo! Mal acabei e já sinto saudades hehe Bom, agradeço a todo mundo que continua acompanhando até aqui e espero que continuem até o fim. Até a próximaaa :)