Deadly Games
33 Como não soube disso antes?
Notas iniciais
POV- Thalia
Percy acabou dormindo no sofá, tinha feito o curativo nele que agora se encontrava melhorando aos poucos, fui para a cozinha, precisava comer algo, assim que entrei na cozinha ouvi a porta da mesma sendo aberta e logo Ares entrou ele parecia irritado, confuso, curioso.
— Como?
— Eu trouxe ele aqui.- Jason disse entrando atrás dele.
— Você está trabalhando com a McLen, não tinha o direito de me denunciar.
— Eu não te denunciei, você falou para eu falar então eu falei
— Não me importo, não vejo motivo para briga, e vocês não tinham direito de espionar a gente.
— Eu tenho direito de fazer sim, já que você é uma traidora.
— Meu pai mandou eu me virar para descobrir e eu aceitei o desafio, não sou uma traidora.- Disse irritada e ele me olhava claramente tão irritado quanto eu.
— Ok! — Ares disse fazendo com que nós o olhássemos.
— Olha, essa briga entre os dois lados é inútil, uma briga besta que não deveria existir, somos guiados por um espirito de vingança que meu pai impôs quando se apaixonou por aquela mulher que escolheu a morte em vez dele ou de Poseidon, ela provavelmente foi mais esperta do que muitos nós, eu não vejo motivo para briga e temos que descobrir a verdade, temos uma profecia e uma maldição e eu realmente não me importo de me juntar ao Percy para acabar com uma guerra boba.
— Nem a gente! — Jason disse por fim e agora as coisas começaram a fazer sentido.
Eu tinha sido descoberta agora eles estavam ali para fazer o papel de espião dentro da casa. Assenti e mandei uma mensagem para Annabeth, mesmo confiando nos dois não contaria sobre a loira até ter certeza de que eles estavam realmente do nosso lado.
POV- Piper
A loucura eminente tinha começado e por causa da cena de hoje cedo, agora estava trancada no escritório de Poseidon e ele estava em pé irritado, o sangue de Percy seu filho manchava sua blusa e ele fervia em raiva.
— Porque não me mostrou as fotos Piper? — Ele perguntou sério, abrindo a blusa que grudava em seu corpo.
— Queria ter provas construtivas, com o caos que estava entre nós em busca de um traidor, pensei que eu sairia como culpada na história.
Ele assentiu agora sem blusa e ele me observava, como se decidisse o que fazer, o que falar.
— Eu preciso observar as coisas mais de perto, quem trabalha na escola?
— Do outro lado?
— Sim Piper.
— A senhorita Chase, ela é a diretora da escola.
— Tudo bem vou falar com o dono.
Poseidon pegou o telefone e começou a discar um número, sabia que ele conhecia o dono, mas afinal o que ele pretendia fazer com isso, ser codiretor junto com a Chase?
E sim ele fez exatamente isso, ele explicou a verdadeira situação para o dono da escola e ele concordou que Poseidon deveria assumir a diretoria junto com a Chase e agora ele estaria ali, para ficar de olho em tudo.
— Pode ir Piper, não te acusaria de nada sem provas, mas lembre-se qualquer um pode ser julgado como traidor, sem exceções.- Ele disse e eu fui para o meu quarto e disquei o número do Jason.
A cena do Percy apanhando estava em minha mente e cada frase dele era como se ele falasse, não eu não tenho nenhum relacionamento eu simplesmente acordei para a realidade e ela inclui que eu tenho que pensar, não posso ficar atrás de alguém que simplesmente o único objetivo é matar monstros porque uma bruxa ordenou.
Uma bruxa que só queria o caos na terra, condenou todos a viverem assim, caçando, matando, sofrendo, lutando porque ela quis, porque ela achou que alguém deveria fazer isso. Qual o princípio lógico disso? Qual o simples motivo dela ter ordenado isso?
Contei tudo ao Jason e ele me falou que a Thalia também tinha sido descoberta e ele falou que ele e Ares trabalhariam como espiões e eu achei que eu deveria fazer o mesmo, o Percy estava certo não eu, eu nunca devia tê-lo chamado de traidor, eu era a traidora, não confiei no líder apenas segui o pai dele cegamente como eu fui ensinada a fazer.
Percy está certo ele foi ensinado a pensar e questionar, todo o resto foi ensinado a ser uma marionete aonde o certo é aquele que dita as regras e elas são únicas e absolutas, e já chega, temos que acordar a realidade é outra.
Me levantei e me dirigi até a casa aonde sabia que eles estariam, me juntaria a eles, Poseidon nem Zeus são donos da verdade absoluta, muito menos aquela bruxa que condenou todos nós a isso.
POV- Nico
Bianca estava fervendo de raiva ela queria me partir ao meio e sabia que faria se fosse capaz, ela estava gritando e andado de um lado para o outro, estávamos na sala da casa falsa, eu já tinha concertado o buraco na parede e observava o PT dela em silêncio.
— Você apagou a memória dela, depois diz que não está apaixonado.
— Não sinto nada por ela Bianca.- Disse olhando o celular.
— Sente curiosidade, quando ela está em perigo sente a necessidade de protege-la, quando ela te olha o desejo que você sente por ela é quase insuportável de aguentar, o beijo dela é diferente, o olhar, você diz que é só curiosidade, essa garota vai te fazer sofrer.
Ri com o comentário.
— Bianca você viaja muito as vezes, de onde você tira essas ideias.
— Da maldição talvez...- Ela falou tão baixo que eu quase não ouvi, mas tinha certeza que tinha ouvido maldição.
— Que maldição? — Perguntei e ela olhou surpresa.
Ela ia fugir, a prendi pelo pescoço e a encarei deixando o poder tomar conta de mim, ela também assumiu seu verdadeiro poder, mas eu ainda era mais forte.
— Fala Bianca, que maldição?
— A maldição que liga vocês, ela vai te fazer sofrer Nico e você vai ser dominado por algo que não vai conseguir controlar.
— Porque eu nunca soube disso? — Perguntei irritado, como eles poderiam esconder algo assim de mim?
— Porque seria como jogar uma bomba em cima de você e a sua curiosidade é um dos seus maiores defeitos.
Foi como se eu explodisse a raiva me dominou e eu simplesmente sumi dali, fui para o mundo dos mortos, a caos lá seria mínimo em comparação o que eu faria na Terra.
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