Notas iniciais
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Continuamos a andar pelos corredores, com Tori a mostrar-me todos os cantos e recantos do complexo, mas não consigo prestar-lhe atenção. Não conseguia parar de pensar nele, mas era impossível eu não podia gostar dele, ele era para aí uns dois anos mais velho que eu e era o meu intrutor, eu não me podia apaixonar por ele. Mas ele era interessante, e tenho um a pitada de curiosidade para ver a sua tatuagem, e porque é que ele se chamaria Dois?? Então perguntei:

–Tori, porque é que ele tem a alcunha de Dois?

–Porque é que queres saber? Estás apaixonada?

–Não... é só que se tu conhecesses uma pessoa com uma alcunha de um número, gostavas de saber o porquê dessa alcunha.

–Ok... boa desculpa- diz ela num sarcástico.

–É verdade... diz lá que quando soubeste a alcunha dele não perguntas-te a ninguém o porquê?

–Ok tens razão. Ele tem a alcunha de Dois porque só perdeu dois combates.

–Hhh... Contra quem?

–Deixa lá ver... uma contra o Eric e outra contra o teu irmão.

–O quê? Contra o meu irmão mas ele é todo...

–Todo bom — interrompe Tori — e tu estás loucamente apaixonada por ele, não me contraries porque é verdade.

–MENTIRA!!! — digo demasiado alto.

–Calma flor! — diz um rapaz que estava ao pé de nós.

–Ora! Shutt up, Mike — diz Tori.

Fiquei super envergonhada, estavam umas quantas pessoas a olhar para mim, mas ao menos não estava lá o meu irmão ou outra pessoa...

–Não ligues, aos múrmurinhos — diz Tori.

Limito-me a ficar calada porque tudo o que ela disse em relação ao Dois era verdade, eu gostava dele só que não queria admiti-lo.

Quando cheguei ao dormitório e preparar-me para ir para casa com Robert, vi que esta lá a minha mala e fui à procura de Robert com Tori.

–Porque é que a minha mala, já lá está? — pergunto a Robert assim que o encontro.

–O pai pediu-me para ir buscar lá as malas.

–E foste tu que pedis-te, não foi? — pergunto num tom irritado.

–Pensas sempre o pior de mim! — diz ele num tom defensivo.

–Talvez porque tu és assim! — digo irritada virando-lhe as costas.

–Aí está, somos iguais — diz ele gritando.

Fiquei muito chateada com ele por me ter dito aquilo, mas também eu merecia. Depois de jantar-mos deitei-me logo para poder descansar para amanhã.

Acordei com uma pessoa a falar alto:

–Toca a acordar, iniciadas! — grita Dois — dois minutos para estarem no Ginásio.

A maioria das raparigas resmungou, mas eu manti-me calada.

–E quem voltar a resmungar tem só um minuto! — diz Dois virando as costas e esperando por nos de costas.

Fui das primeiras a acabar de vestir, por isso, fui mais para à frente da fila, para ouvir melhor a explicação e Tori juntou-se a mim.

–Agora vamos aprender como executar um contra ataque e como nos defendermo-nos dele, agora vão aquecer.

Fomos todas ter ao pé dos rapazes que já lá estavam a aquecer.

–Empata... — chama Dois — tenho de falar contigo.

O que será que eu fiz de mal eu não disse nada e cheguei a tempo.

–Como tu chegas-te a meio do ano vou ter que te dar umas aulas extras à tarde das cinco às sete, por isso não te atrases.

–Sim sen... Dois — digo um pouco nervosa.

–Ah só mais uma coisa... aconselho-te a não te apaixonares por mim.

Notas finais
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