Dead World
2 The Beginning Of The End
Notas iniciais
Desde que essa caminhada dos mortos começou eu e Emily ficamos três semanas na nossa cidade Huntsville, no estado do Tennessee, onde eu trabalhava como engenheira, até que os andantes perceberam nossa presença. Começamos, então, nossa jornada para Atlanta, na Geórgia, atrás de possíveis sobreviventes, já que, pelo que eu soubera, o governo daquele estado estava um pouco mais empenhado em garantir a sobrevivência da população que ali chegassem.
Nossas armas eram dois arcos, um era do tamanho proporcional para ela, e uma arma de fogo, que eu não pretendia usar para não chamar a atenção. Estava para escurecer quando encontramos um bairro mais afastado com um posto. Fomos para ele, enchi o tanque, investiguei a loja de conveniência e então nos acomodamos ali para passar a noite.
...
–Vou dar uma olhada nas casas mais próximas -falei me levantando
–Que horas são? -perguntou Emy.
Olhei para fora e respondi:
–Deve ser umas nove horas da manhã.
–Como você sabe a hora que é olhando a sombra do Sol?
–Já te falei que seu avô me ensinou, ele era doido para ter um filho com os mesmos dons que ele, como não teve um homem, ele ensinou tudo o que sabia de caça e coisas do gênero para a sua menininha.
Dei um beijo na testa dela e sai da lojinha.
–Não importa o que você ouvir, ou o que acontecer NÃO SAIA DAQUI -avisei- Vou tentar voltar logo.
Abri com muita facilidade a porta da primeira casa.
Escutei um espirro de criança e passos de um adulto descendo a escada.
–Até que enfim Philip, a Penny não para de espirrar, daqui a pouco...-ele gelou ao me ver.
–Quem é vo... -comecei.
Ele fez uma cara de espanto, algo bateu em meu pescoço e tudo ficou preto.
Ao acordar me encontrei amarrada, nua e provavelmente abusada, o tal Philip havia de ter feito aquilo comigo, com certeza.
–Um dia desmaiada, como você é fraca -falou o homem.
Sua voz e seu rosto eram parecidos com o da escada, mas eu tinha certeza de que não era a mesma pessoa por causa do seu tom de voz e sua postura.
–O que você quer? -perguntei.
A porta do porão abriu e o homem que eu vira na escada entrou com uma cara de pena e de dor.
–Olha isso Brian, ela quer saber o que eu quero -riu o Philip- O que o Governador, do livro que você lê, responderia para ela?
–Não faço ideia, Philip.
–Ai irmão, você é um sarro -riu ele sarcástico.
Recebi um tapa no rosto e outra paulada no pescoço, que me fez desmaiar novamente.
...
Com muita determinação peguei, com os pés, a faca que eu escondia dentro de uma das minhas botas, coloquei a na minha mão, cortei a corda que me prendia, me vesti, e sai pronta pra enfrentar os caras que me prenderam.
Para minha surpresa, a casa estava vazia, fora os corpos de sete bichos mortos no chão, com poças de sangue em volta de si.
–Mãe! -gritou Emy ao me ver- O que houve?
Abracei a o mais forte que pude e contei lhe a verdade sobre o que aconteceu, não devia esconder nada dele. Ela ficou com cara de desespero e gritou que queria sair daquele lugar, então arrumamos nossas coisas, as guardamos na caminhonete que estava ali no posto e voltamos para a estrada que nos levaria para Atlanta.
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