Dead World
1 Capítulo 1 -Dia da Morte -
Notas iniciais
Espero que gostem !
Dead World
**Capítulo 01**
–-Dia da Morte—
Horário: 19:45 da noite
Local: 280-Interstate (Inter Estadual) – Nova Jersey
–Droga... Essa chuva está forte... –Disse meu pai enquanto dirigia.
–Eu só quero chegar em casa logo- Disse minha mãe.
–Nossa... Até parece que não fomos passar as férias em Nova Jersey... –Falei
–Desculpe filho... Mais você sabe como sou ocupada no consultório, o meu superior me deu somente uma semana de férias e agora preciso retornar ao hospital, ligaram para mim dizendo que surgiram cerca de quinze casos de um vírus novo e não conseguiram descobrir do que se trata... –Disse minha mãe.
–Você ligou para eles hoje para saber se conseguiram alguma resposta? – Perguntei.
–Não... Estou desde ontem tentando ligar e não estou conseguindo. Quando eu ligo, a ligação cai automaticamente em uma mensagem eletrônica dizendo que o número é inexistente. –Falou minha mãe.
–Como assim inexistente? Você só pode estar doida. –Disse meu pai com um tom de raiva.
–Ora essa! Não precisa ser grosseiro! –Disse minha mãe.
–Você sempre ligou para este número! Aposto que se esqueceu de ligar e está dando desculpas- Falou meu pai.
–Lógico que eu liguei! Por que eu brincaria com uma coisa dessas?- Disse minha mãe com um tom mais alto.
–Ah mãe... Calma... –falei.
–Hã... Amor... O que está acontecendo? –Disse minha namorada.
–Ah! Annie... Não é nada... Volte a dormir certo? –Falei enquanto dava um sorriso para ela e ela voltava a dormir em meu ombro.
–Me desculpe filho... –Falou minha mãe.
–Não se preocupe... Ela só levou um susto- Falei para ela.
–Você deveria ter mais educação sabia? – Disse minha mãe para o meu pai.
–Argh... Por que você não fica quieta? –Falou ele enquanto ligava o rádio e botava no volume baixo.
Assim que meu pai ligou o rádio, ouviram-se chiados... Nenhuma estação estava pegando.
–Agora essa... Esta chuva não ajuda em nada. –Resmungou meu pai.
–Engraçado... Essas estações sempre pegaram em dias de chuva como hoje. – Falei.
–Pode ser por causa da área de onde estamos... Tem muitas árvores aqui — Disse minha mãe.
–Não sei... Ao menos teria de funcionar uma estação. –Falei.
O carro continuava a seguir caminho pela pista escura... O que era estranho, pois as pistas desta Inter Estadual sempre foram iluminadas... Annie ainda dormia sobre meu ombro... Minha mãe tentava ligar para o consultório mais uma vez e meu pai permanecia atento à pista.
–Querido... –Disse minha mãe para o meu pai.
–O que houve agora... –Resmungou meu pai.
–Tudo bem que está cedo e chovendo... Mais por que até agora não vimos sequer um carro? –Falou ela.
–Quem sabe eles estão em casa assistindo uma partida de futebol, ou a última luta das 19:00. –Disse ele com a voz pressionada.
–Agora que me lembrei... O Tyller nem deve saber que estamos voltando. –Falei.
–Ah! Sabia que estava se esquecendo de algo Adam... Espero que ele esteja bem. – Disse minha mãe.
Assim que minha mãe falou comigo, nós vimos um carro passando em alta velocidade e buzinando no outro lado da pista... Os faróis altos do carro nos cegaram por um tempo, mas logo em seguida estávamos de volta.
–Satisfeita? Você viu um carro! –Falou meu pai com raiva.
–Ah sim... Obrigado... –Disse minha mãe enquanto cruzava os braços e olhava pela janela fechada do carro.
Senti que Annie estava tensa... Ela de fato estava escutando o que estávamos falando. Ela se movimentou um pouco e levantou a cabeça... Limpou os olhos, deu um bocejo e olhou para mim.
–Já chegamos? –Perguntou Annie.
–Não, mas chegaremos em breve. –Falei enquanto passava meu braço por trás dela e lhe dava um beijo em sua bochecha.
–Annie... Você já acordou? Desculpe-me pelo falatório... Sabe... O Jack não tem educação... –Disse minha mãe.
–ORA ESSA! POR QUE VOCÊ NÃO CUIDA DA SUA VIDA? –Gritou meu pai para minha mãe.
–Mais o que está... –Disse minha mãe assustada para o meu pai.
–PARE DE MEXER COMIGO! VOCÊ SÓ SERVE PARA ME ATRAPALHAR! CUIDE DE SI PRÓPRIA E ME ESQUEÇE! –Gritou meu pai.
–HEY! NÃO GRITE COM ELA... – Gritei com meu pai, porém fui interrompido por ele mesmo.
–CALE-SE! NÃO SE ENTROMETA EM NOSSOS ASSUNTOS! ELA TEM DE CUIDAR DA VIDA DELA E... –Gritou meu pai quando de repente uma figura surgiu em frente ao carro.
–CUIDADO! –Gritou minha mãe.
Meu pai freou com toda a força e virou o volante do carro o máximo que podia... Ele atropelou a criatura que estava em nossa frente, porém o carro ainda estava em movimento e prosseguia deslizando pela pista. O carro continuava a pegar velocidade, até que ele bateu com tamanha força em uma proteção lateral da pista e acabou caindo em uma ribanceira, o carro capotou 3 vezes e acabou batendo com força em uma árvore... Se não fosse pela chuva, nós estaríamos literalmente mortos... Mas em vez disso... O peso em meus olhos surgiu e já estava fora de mim mesmo... A pancada acertou minha cabeça, fazendo com que eu desmaiasse no exato momento.
Horário: 06:35 da manhã
Local: 280-Interstate (Inter Estadual) – Nova Jersey
Meus olhos se abriram automaticamente... Uma dor pariu sobre minha cabeça... Tentei me mover, mas a minha perna esquerda estava doendo muito.
–Argh... Merda... O que houve aqui... –Falei quando estava de cabeça para baixo dentro do carro.
Olhei ao redor e vi Annie desacordada, então comecei a mexer com ela e ela acordou.
–Ah... Minha cabeça... O que está... –Annie tentava falar mais não conseguia sequer completar uma única frase.
–Annie! Você... Você está bem? –Perguntei.
–Adam... O que houve?- Disse Annie enquanto começava a chorar.
–Calma Annie... Primeiro, vamos sair daqui e buscar ajuda. –Falei.
–Certo... –Disse Annie.
Então olhei para os bancos da frente e vi que meus pais ainda estavam desacordados... Movimentei-me um pouco e retirei o cinto de segurança, fazendo com que eu ficasse solto dentro do carro.
–Mãe... Pai... Hey! Levantem! –Falei.
Nenhum movimento surgia deles... Foi quando ergui um pouco do meu corpo e vi que o rosto de meu pai estava mais do que deformado... Estava destruído e minha mãe estava imprensada nas ferragens do carro... Pelo que percebi, o impacto do carro foi bem forte fazendo com que a sua frente fosse literalmente destruída.
–AH MEU DEUS! NÃO! MÃE! PAI! – Foi quando comecei a chorar.
–Oh Deus... – Falou Annie enquanto conseguia enxergar o rosto de meu pai.
–EU QUERO SAIR DAQUI! ARGH! –Gritei literalmente desesperado enquanto tentava sair do carro.
–Adam! Calma Adam! –Gritava Annie enquanto retirava o sinto de segurança e ficava solta.
Fiz de tudo para sair do carro, mas a minha perna continuava a doer muito... Mas isso não me impediu de desistir, continuei a me mover e finalmente consegui sair do carro... E logo em seguida estava ajudando Annie a sair do carro também.
–Venha... Tome cuidado... – Falei enquanto chorava.
–Argh... Ai... –Disse Annie.
–Cuidado com as ferragens... Elas podem te cortar. –Avisei.
Finalmente consegui retirar Annie de dentro do carro... Procurei meu celular no bolso e o encontrei... Porém, estava sem sinal... Perguntei se o celular de Annie estava funcionando, mas o celular dela havia quebrado com a queda... Já que estava junto de minha mãe na noite anterior.
Estávamos a mais de 15 metros abaixo da pista... O carro havia capotado e caímos em uma área com muitas árvores... A manhã estava clara demais e os raios de sol passavam entre as árvores, fazendo com que o cenário ficasse calmo... Como se nada tivesse acontecido...
Decidi abraçar Annie... Nós choramos e então disse a ela que nunca a deixaria... Ela era meu amor... Era minha vida... Era o meu mundo...
–E agora Adam... O que faremos? –Falou Annie enquanto continuava abraçada comigo e olhava para o meu rosto.
–Não sei... Estamos sem carro... Sem meus pais... Sem ajuda... –Falei enquanto olhava para o alto.
–O que aconteceu por certo ontem à noite? –Perguntou Annie.
–Eu não me lembro bem... Meu pai havia desviado de algo que entrou no nosso caminho... Acho que era uma pessoa. – Falei.
–Nossa... Será que ele está bem? –Annie falou.
–Eu não sei... Vamos subir... Quem sabe nós possamos pedir ajuda? –Falei.
–Certo. –Afirmou Annie.
Então começamos a subir a ladeira... Foi complicado, pois a grama ainda estava molhada da chuva anterior... Annie escorregou e quase caiu... Eu ainda me esforçava, pois minha perna continuava a doer... Foi quando finalmente conseguimos chegar até a pista... Atravessamos a barreira lateral da pista e finalmente estávamos no meio da estrada...
–Finalmente chegamos. – Falei enquanto me sentava na estrada e olhava a minha perna esquerda.
–Nossa Adam! Sua perna está muito machucada!- Disse Annie surpresa.
Annie tirou um lenço de seu bolso e envolveu em minha perna... Ela apertou com toda a força que tinha e amarrou o lenço, fazendo com que o sangue fosse estancado.
–Muito obrigado... –Olhei enquanto ela se aproximava de mim e me beijava novamente.
–Eu não vou te deixar nunca... –Disse Annie.
–Eu também... Por que você é algo único na minha vida. – Falei.
Nós estávamos seguindo a diante naquele momento... Só em pensar que estive esperando tanto tempo para que nós dois progredíssemos daquele jeito... Estava tudo indo ao caminho certo... Mas me veio à imagem de meus pais em minha mente... Então decidi parar por ali mesmo... E tentaríamos fazer algo se um dia ambos estivéssemos prontos.
–Me desculpe Annie... Acho que meus pais não gostariam disso se estivessem vivos... Além do mais, acho que deveríamos fazer isso em um lugar melhor... E não aqui. – Falei para Annie.
–Entendo... Não se preocupe... –Disse Annie.
Annie me ajudou a se levantar e decidimos andar... Eu estava com o braço apoiado em Annie... Ela tentava me carregar, porém eu conseguia ver que eu era pesado demais para ela... Mas eu quis continuar com o braço apoiado nela... Queria que ela sentisse a confiança que expresso nela todas as vezes que preciso dela... E então continuamos nossa caminhada.
–Engraçado... Não estou vendo o corpo que foi atropelado ontem... –Falei.
–Estranho... Será que alguma ambulância veio? –Perguntou Annie.
–Não sei... Mais se veio, não deve ter nos visto. –Falei.
–Ai que estranho... Esta pista está tão silenciosa... Tão Sozinha... –Disse Annie.
–Isso é estranho... Celulares sem sinais... Rádios fora de funcionamento... Estradas vazias... Não faço ideia do que está acontecendo. – Falei.
Continuamos a andar... Não víamos nada além de uma pista vazia... Não havia sequer nenhum carro... Nenhuma ajuda... Ninguém...
Cerca de quarenta e cinco minutos de caminhada, Annie já estava esgotada...
–Annie... Sente-se um pouco e descanse... Temos de chegar a algum lugar ainda hoje... –Falei.
–Cara... Eu to cansada... To com fome... Preocupada... Não sei o que está acontecendo... –Disse Annie.
–É mesmo... Também estou com fome... –Falei enquanto botava a mão na barriga.
–Ah... Cara... –Disse Annie enquanto levantava a cabeça e olhava para cima.
–Você ainda está com a jaqueta... Já está ficando quente... É melhor você tirá-la. –Falei.
–Certo... –Disse Annie.
Enquanto ela tirava a jaqueta de couro marrom, eu via algo se aproximando dos céus... Algo não... Algumas coisas se aproximando...
–Ah... Annie... O que são aquilo? –Perguntei.
–Hã... Mais aquilo são... –Quando ela tentou falar, os barulhos de hélices passaram uivando sobre nossas cabeças... Eram helicópteros de guerra... Cerca de sete deles...
–AH! ANNIE SE ABAIXA! – Gritei enquanto me segurava nela e no jogávamos ao chão.
–AH! O QUE ESTÁ ACONTECENDO! – Annie gritava... Mas eu não escutava nada.
Cerca de 1 minuto depois, os helicópteros passaram... E tudo voltou a perder vida...
–Nossa! Eram helicópteros... –Falou Annie.
–Sim... E pela cor... Eram helicópteros de caça dos Estados Unidos. –Falei.
–Então... Algo está acontecendo mesmo? –Disse Annie.
–Sim... E algo muito estranho. –Falei.
–O que faremos? –Perguntou Annie.
–Primeiro... Os Helicópteros estão seguindo aquela rota... Vamos seguir pela mesma rota e em seguida procuraremos sua família e pediremos ajuda... E em seguida, entraremos em contato com o Tyller e contaremos tudo que aconteceu... –Optei.
–Certo... –Disse Annie – Vamos voltar a andar.
–Certo... –Falei enquanto voltava a andar com a Annie.
Andamos por mais um bom tempo... Nem Annie e nem eu usávamos relógio de pulso, por isso eu verificava o horário pelo celular... Mas a bateria já estava começando a descarregar...
–Melhor eu desligar o celular... Já está descarregando.
–Uhum... Quem sabe precisaremos dele à noite... –Disse Annie.
–É... Quem sabe... –Falei.
Andamos mais e mais... Já eram quase 9 horas da manhã... Estava desde 6:35 acordado... Estávamos a vagar no vazio... Mas a pista de onde andávamos estava começando a mudar... Foi quando começamos a ver coisas diferentes.
–OLHA ISSO! SÃO CARROS! –Gritou Annie enquanto saia correndo para o primeiro carro que via na pista.
–Mais... Mais... –Falei perplexo enquanto me aproximava do agrupamento de carros que se estendia pela pista... Era mais de 20 carros distribuídos entre as duas pistas... Seja o que acontecera... Algo fez com que ninguém passasse por aqui.
–CARA! Mais como uma coisa dessas pode acontecer? – Perguntou Annie.
–Eu não sei... Eu só posso estar sonhando... É cada coisa doida que está acontecendo... Estou literalmente perdido... –Falei.
–Será que alguns deles possam ter a chave? –Perguntou Annie.
–Vamos olhar... –Falei enquanto começava a procurar por algumas chaves para podermos escapar deste pesadelo.
Procuramos como desesperados entre os carros... Mas não tivemos tanta sorte... Os carros foram literalmente abandonados... Muitos estavam quebrados... Outros sem gasolina... E uns que tinham até as chaves... Mas não funcionavam...
–Droga... Não deu certo... Melhor nós prosseguirmos com a caminhada. — Falei.
–Ah... Poxa... –Resmungou Annie enquanto voltava a andar ao meu lado.
–Bem... Engraçado como só essa parte tem carros. –Falei.
–Uhum... Muito estranho... –Disse Annie enquanto atravessávamos pelos carros.
Um pequeno barulho surgiu do meio dos carros atrás de nós...
–O que foi isso? –Falou Annie assustada.
–É... Eu escutei... Fique aqui... Vou verificar... –Falei enquanto ia mancado para onde surgira o barulho.
–Hey... Há alguém aí? Viemos em paz... Nossa estou parecendo um ser de outro planeta. –Falei enquanto me aproximava.
–Cuidado Adam. – Disse Annie.
–Não se preocupe, eu estou bem... –Falei enquanto me aproximava do carro que havia feito o barulho.
Quando cheguei perto do carro, eu vi algo se movendo lentamente... Quando menos percebi, era um homem totalmente ferido... Mas sua face era totalmente macabra... Em sua cabeça havia um buraco, faltava um olho em seu rosto e sua boca estava ensangüentada.
–Ah meu Deus... Senhor... Eu... Eu posso... Ajudá-lo? –Falei enquanto me afastava aos poucos.
A criatura se aproximava cada vez mais de mim e eu não tive escolha e tive de correr...
–ANNIE CORRE! CORRE! FOGE DAQUI! –Gritei enquanto eu corria o máximo que podia.
–AH MEU DEUS! O QUE É ISSO? –Gritou Annie.
–CORRE LOGO! –Gritei.
A criatura continuava a me seguir... Começava a ganhar velocidade, e quando menos percebi... Já haviam surgido mais dois destas criaturas...
–AH DROGA! CORRE! –Gritei enquanto segurava a mão de Annie e corria junto a ela.
Estávamos agora correndo e fugindo de algo que nem sabíamos do que se tratava... A pista havia voltado a ficar vazia e sem carros... E quando olhávamos para trás, havia mais destas criaturas... Eram sete no total... E pegavam mais velocidade a cada segundo... Pareciam que estavam começando a correr...
–Droga! O QUE SÃO ESTAS COISAS? –Perguntei.
–ARGH! ELES AINDA ESTÃO ATRÁS DA GENTE! – Gritou Annie.
–MERDA! –Gritei.
Foi quando em nossa frente escutava-se um som de carro...
–YO! Smith pare o carro! Há sete deles lá na frente! Estão perseguindo duas pessoas! –Gritou o homem estranho que estava em cima da Picape e se apoderava de uma espingarda.
–NOS AJUDE! –Gritei.
–Venham! Entre! –Gritou o homem dentro do carro.
–YO! –Gritou o homem que pulou do carro e passou por nós atirando. –ABAIXEM AS CABEÇAS CRIANÇAS!-
–ARGH! Cuidado Annie. – Falei enquanto nos abaixávamos e entrávamos na Picape.
–VAMOS LÁ BICHINHOS! PODEM VIM! –Falou enquanto acertava um tiro na cabeça de cada uma das criaturas.
–Mais o que está acontecendo aqui? –Falei.
Mais assim que falei com o homem dentro do carro, ele apontou uma pistola para a gente.
–Vocês foram mordidos? Digam ou serei obrigado a fazer o que eu não quero. – Disse o homem.
–Não! Não! Não fomos mordidos! Pode ver! Estamos intactos! –Falei desesperado.
–E ela? –Falou apontando com a arma para Annie.
–Ela também não foi mordida! Por favor! Explique-nos o que está acontecendo aqui! –Gritei com o homem.
–SMITH! PRECISO DE REFORÇOS! –Gritou o homem do lado de fora enquanto se escutavam os tiros de espingarda.
–Explicarei assim que voltar, não mexam em nada! –Falou o homem enquanto saia do carro e começava atirar.
Tiros e mais tiros surgiam do lado de fora... Annie e eu ficamos parados do lado de dentro esperando os homens voltarem.
–DROGA JAMES! EU FALEI PARA VOCÊ TRAZER MAIS MUNIÇÃO! –Gritou Smith.
–YO! VOLTANDO! –Gritou James enquanto voltava correndo e segurava seu chapéu de cowboy para que ele não caísse.
Smith entrou no carro enquanto James havia subido na capota da picape.
–SEGUREM-SE! –Gritou Smith enquanto acelerava com tudo na pista.
–Ah! –Gritei enquanto me segurava.
–WOA! Iráááá! –Gritou James.
–UHUL! QUAL A PONTUAÇÃO HOJE CARA?? – gritou Smith.
–HOJE FORAM NO TOTAL 16! –Gritou James.
–WOW! SOMOS OS MAIORES CAÇADORES DE ZUMBIS JÁ VISTOS NA FACE DA TERRA! –Gritou Smith.
–Zum... Zumbis? Você está me dizendo que aquelas coisas eram zumbis? –Falei perplexo.
–Bem... Deixe um deles te morder e você saberá se é ou não. –Disse Smith.
–Ah meu Deus... Onde você está nos levando? – Perguntou Annie.
–Não se preocupe... Vou levar vocês para um lugar seguro... –Falou Smith.
–Ah... Desculpe... Mais o que está realmente acontecendo aqui? –Perguntei.
–Nossa... Parece que você está mesmo perdido hein? –Disse Smith.
–Bem... –Falei.
–Bem... Isso tudo que está acontecendo é na verdade... Como podemos dizer? Um apocalipse zumbi... Um dia tudo estava normal e no outro, a metade da cidade estava andando por aí mordendo um ao outro e transformando todos nessas criaturas que você viu com seus próprios olhos. –Falou Smith.
–Você só pode estar de brincadeira comigo. – Falei.
–E por que estaria... Você viu com seus próprios olhos. –Tornou a Repetir.
–Como posso confiar em você... Você pode ser muito bem um ladrão! –Falei.
–Não se preocupe meu camarada... Não irei assaltá-los. –Falou Smith.
–E como eu vou saber disso? –Falei.
–Ué... Isso por que eu sou como você... Eu sou um sobrevivente. –Falou Smith.
Continua...
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