Dead Flowers
31 Capítulo 31 - All dead flowers
Notas iniciais
Nada de muito surpreendente para esse último capítulo, é mais um desenrolar das coisas apenas.
Vamos ao que interessa, pra não perder o costume:
Espero que gostem!
Três sutis palavras que ditas pela voz da pessoa certa, bastavam para virar meu mundo de cabeça para cima outra vez. Cada peça deslocada encontrava seu devido lugar,tanto ao meu redor ,quanto em meu coração caótico.
Assim adormeci.
Depois de tantas mudanças, tantos acontecimentos ,ainda que bons, me deixaram exausta a ponto de dormir mais do que devia. Izzy já não estava ao meu lado.
Ouvi distantes vozes masculinas quando me levantei apenas de lingerie e vesti uma camiseta que encontrei jogada pelo quarto desorganizado.Sorri feito boba ao sentir o cheiro inconfundível de Izzy impregnado na gola de sua camisa.
Assim que abri a porta, me deparei com Slash parado na extremidade oposta do corredor, trajando apenas a calça preta da noite anterior. Nos entreolhamos e encaramos o banheiro de portas abertas exatamente na metade do corredor. Nos entreolhamos outra vez e subitamente corremos em sua direção, apostando uma frenética corrida para o uso do precioso banheiro.
“Cheguei primeiro!”-berrei.
“Mas eu vou primeiro.” –o moreno cabeludo me rodopiou pela cintura ,me arrastando para fora.
Começamos brigar e rir feito duas crianças. Quando nos demos conta, Steven com a cara mais lavada possível, entrou no banheiro e fechou a porta.
“Que porra Steven, essa não valeu!-Slash reclamou –Saia logo sua puta oxigenada.”
Recuperei o fôlego encostada na parede.
“Vocês continuam os mesmos bobões de sempre.”
“Bom te ver por esses corredores .De verdade, fiquei muito feliz por ter voltado.”
Sorrimos um para o outro.
“Obrigada Deus por me dar essa linda visão logo pela manhã.” –Duff brincou, bagunçando meu cabelo e me abraçando ,logo depois de olhar mal intencionado para minhas pernas descobertas.
“Seu tarado!” –dei-lhe um tapa no braço, que levando em consideração ,nossa diferença de tamanhos, não fez sequer cócegas.
“Vá colocar uma calça imediatamente Susie Stradlin!” –ordenou Izzy subindo as escadas acompanhado de Axl.
“Bom dia para o senhor também.”- fui irônica.
“Se não for obediente, –ele acariciou meu rosto com as pétalas de uma rosa vermelha – não ganha.”
“Love is the air...”-Axl, sempre com suas brincadeirinhas sarcásticas saiu cantarolando.
Sorri outra vez para mim mesma, ao sentir a maravilhosa sensação de nos fim das contas, tudo ter voltado a ser como antes. Aquela cena levemente cômica ,com quatro adoráveis malucos ,mais o amor da minha vida, tinha significado muito para mim.
É claro que muitas coisas haviam mudado. Agora, eles eram famosos, juntos formavam a banda de rock mais perigosa do mundo –apesar de para mim,isso não ter sentido algum. Estavam sempre viajando , com uma agenda de shows lotada. Em algumas vezes, eu dava um jeito de ser levada junto como parte da bagagem ,metaforicamente falando.
Isso fora as entrevistas para importantes programas de TV e as mais influentes revistas.
Mas tudo não passava de uma questão de adaptação, com a qual eu me acostumaria um dia. Possivelmente, até mesmo com o assédio das fãs. A vida era difícil, mas também, boa de se viver.
“Acredita que ficaremos juntos para sempre?” –perguntou Izzy, deitado sobre minhas pernas cruzadas na areia da praia, enquanto o Sol se despedia.
“Não sei.-respondi em um suspiro. –Mas nos vejo velhinhos, de cabelos grisalhos, sentados na varanda daqui uns trinta ou quarenta anos. –sorri olhando para o horizonte, formulando a cena em minha mente. –Você tocando violão para mim no fim da tarde, enquanto nossos netinhos, filhos desse bebê aqui dentro, –coloquei a mão sobre minha barriga,que já estava começando se desenvolver um pouquinho –brincam pelo quintal.”
Izzy também sorriu, assistindo ao mesmo filme que eu.
“Deste e de vários outros que virão.” –depositou um carinhoso beijo em minha barriga . –Desde a primeira vez que te vi, senti que você era mulher da minha vida.”
“Sinceramente, eu não imaginava que um cara surgido do nada que passava noites tocando seu violão debaixo de minha janela ,tomando seu Jack Daniel’s roubado se tornaria o homem da minha vida. –ri em escárnio. –Mas eu adorei ser surpreendida pelo acaso do destino... Mas e você Izzy, até quando acha que o que sentimos um pelo outro irá durar?”
Ele segurou minha mão e tocou seus lábios doces e gentis nas costas dela. Sorriu da forma mais apaixonada e me arrebatou com sua resposta.
“Até que todas as flores do mundo estejam mortas.”
"Podem matar uma, duas ou três rosas, mas jamais conseguirão deter a primavera." -Ernesto (Che) Guevara.
Notas finais
Apesar de não acreditar em finais felizes, gosto deles...
Gente, muito obrigado por terem acompanhado minha história, eu fiquei muito contente,não pelo numero de reviews ou recomendações, mas sim, pela atenção e pelo reconhecimento de vocês!
Encerro Dead Flowers ,mas não vão se livrar de mim tão fácil (haha') , estão todas convidadas (leia-se intimadas) a ler Rocket Queen que vai ser bem diferente dessa aqui.
Muito obrigada, bjss
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