Dead Flowers
18 Capítulo 18 -Insecurity
Notas iniciais
Nesse capitulo, o Gostosissimo do sr.Sixx (pra quem não sabe, Nikki Sixx , baixista da Motley Crue) faz uma breve aparição!
Espero que gostem!
Chegou finalmente o grande dia do primeiro show de verdade da Guns’n Roses. A banda de Slash também ia tocar na mesma casa noturna, no coração de Los Angeles.
Todos eles estavam em uma pilha de nervos. Izzy aparentava estar calmo e tranquilo como sempre, mas no fundo eu sabia que o nervosismo também tinha tomado conta dele.
Hellen, Steven e eu fomos apenas para assisti-los. A banda de Slash e Duff tocou primeiro. Eles eram ótimos, o publico que lotava o lugar gostou. Depois ele veio para nosso lado e Duff se juntou aos outros para subir ao palco outra vez.
Quando começaram tocar foi simplesmente incrível.
“Cara eles são muito fodas! –disse Slash olhando boquiaberta para o palco.- Uma banda assim que eu queria ter.”
Steven também os olhava com a mesma cara de bobo. Apesar da banda ter um ótimo entrosamento, eu tinha a impressão de que faltava algo. Era como se alguma peça não estivesse se encaixando.
Dois dias depois do show, Axl e Traci tiveram uma briga e o guitarrista resolveu cair fora.
“Justo agora que temos um show marcado para o fim de semana.” –Izzy se lamentava na loja.
“Eu posso substituir ele até vocês encontrarem outro guitarrista.” -Slash se ofereceu.
“É uma ótima idéia.” –concordei.
A noite eles tiveram que transferir os instrumentos e tudo mais para meu pequeno quarto sobre a lavanderia. Arrastaram a poltrona e o colchão para um canto, levaram minha cômoda para a casa da Hellen e conseguiram colocar tudo por lá. Como era uma área comercial, não teriam problemas em fazerem barulho durante a noite.
Mas não demorou até outro empecilho surgir. O baterista também resolveu sair da banda logo depois de seu amigo Traci. Os meninos quase bateram nele, principalmente o esquentadinho do Axl.
“Que droga! Não conheço nenhum baterista disponível.” –Duff bagunçou o cabelo, sem saber o que fazer.
“Mas eu conheço.” –entrei na conversa. Todos olharam pra mim.
“Susie não.-disse Slash, que até largou a outra banda pra se fixar na Guns –Steven não ia querer e além disso ele é louco, não vai manter um compromisso com a banda.”
“Mas ele toca bem e pode ser que essa seja a chance dele se indireitar.”-insisti.
“Não vou muito com a cara dele.” –disse Axl.
“E você vai com a cara de alguém por acaso?” –retruquei.
Os meninos começaram rir, Ele não gostou muito.
“O Steven é legal, vamos falar com ele pelo menos.”
Na mesma hora liguei pra ele que correu até lá com um sorriso de orelha a orelha. Sentou atrás da bateria e se empolgou com as baquetas. Izzy deu algumas coordenadas a ele e então todos se juntaram para uma musica.
As peças tinham se encaixado.
“São vocês cinco! –falei toda orgulhosa. –Têm que ser!”
Eu estava certa. Depois do show no fim de semana onde a Guns’n Roses entrou no palco com aquela formação, tudo começou andar, ou melhor correr.
Assim como meu medo e minha insegurança que decolaram de vez. Passei a ver Izzy cada vez menos. Ele pelo parou de vender drogas ,tudo para se dedicar a banda. Mas nosso tempo juntos foi se reduzindo cada vez mais.
“Uma semana fora Izzy?!” –não acreditei quando ele anunciou em nosso quartinho depois do ensaio.
“Calma Susie, o show é em Seattle , fica bem longe daqui e nos vamos de carro.”
“Que droga ...Você vai ficar sozinho no meio daquele bando de solteiros safados ,e vai ter várias fãs dando em cima de vocês.” –fiquei desesperada.
“Confia em mim meu amor, não vou fazer nada demais.”
“Eu confio em você mas não confio nas outras pessoas.”
“Vou deixar bem claro para as fãs que eu já tenho dona.”
“Como? Vai fazer um anuncio em cima do palco entre os solos?” –brinquei.
“Quer que eu faça isso? Se quiser...”
“Estou brincando.”
Ele riu e depois fuçou no bolso da jaqueta jeans. Depois puxou minha mão e colocou uma aliança prateada em meu anelar.
“Confia em mim tá bom?”
Confiar nele. Era só o que me restava.
Para tornar tudo ainda pior, Hellen apareceu com a seguinte noticia:
“Vou viajar para Las Vegas com o Nikki.”
Na mesma noite Nikki passou lá para buscá-la. Enquanto ela se arrumava no quarto, atendi a porta.
“Oi. Entra aí.”
“Você deve ser a Susie.” –disse o rapaz muito bonito com um sorriso charmoso. Era alto, pele clara, com os cabelos pretos compridos desfiados na altura do ombro.
“Vamos? -Hellen arrastou as malas até a sala. –Você vai ficar bem sozinha amiga?”
“Eu tenho uns amigos se quiser companhia.” –Nikki sugeriu.
“Ah não tudo bem. Eu tenho namorado.” –recusei.
“O guitarrista que á essa hora esta cercado de fãs histéricas em Seattle?”
A cena se fez em minha cabeça. Nikki também tinha banda, sabia bem sobre o que estava falando.
“Nikki cala a boca.” –Hellen o repreendeu.
“Brincadeira. –ele sorriu – Mas se mudar de idéia, Vince vai adorar te conhecer.”
Ele marcou um numero em um pedaço de papel e o colocou na estante a seu lado.
“Boa viagem.”
“Se cuide Susie.” –nos abraçamos em despedida.
Eles saíram. Depois, éramos só eu, Jack esparramado ao meu lado no sofá e um filme romântico na TV. Fiquei agoniando ,olhando para os ponteiros do relógio que não se moviam na velocidade que eu gostaria. O tédio me consumia, a solidão mais ainda. Mas o pior eram as questões que me atormentavam : Izzy estaria me traindo? Estaria mesmo rodeado por um monte de fãs aproveitadoras ou enchendo a cara até fazer o que não devia sem querer?
Passei as duas primeiras noites em claro. Enquanto me preparava para a terceira, a campainha tocou. Achei estranho, afinal, com todo mundo fora da cidade, quem iria até lá ás onze da noite?
“Oi, aqui é a casa da Susie?” –uma garota de cabelos curtos avermelhados e maquiagem forte perguntou sorrindo.
“Sou eu.”
“O Steven está por aqui? Eu sou Adriana , a namorada dele. Ele sempre fala de você então pensei que pudesse estar aqui.”
Como ela tinha encontrado minha casa não sei, mas enfim...
“Ele viajou. Com a banda.”
“Filho da mãe nem me avisou. –xingou consigo mesma –Bom, obrigada.”
Ela já ia saindo, mas a chamei.
“Espere. Não quer entrar?”
A garota tinha andando até lá pra dar de cara na porta. Ambas estávamos sem nossos namorados, então parecia uma boa idéia.
Acabamos bebendo as outras garrafas de cerveja enquanto conversávamos sobre Steven e outras coisas.
“Vamos dar uma volta? –ela convidou. –Eu consigo um pozinho fácil pra nós duas.”
Aceitar seu convite foi o primeiro passo para o caminho errado que me levaria direto á um beco sem saída.
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