Dead Flowers

11 Capítulo 11 -Nostalgia


Notas iniciais
O romance agua com açucar de Susie e Izzy não vai durar muito, já vou adiantando.
Para as Axl maniacas de plantão, prometo que logo logo ele aparece!
Espero que gostem!

O bar já estava cheio , Duff acenou para nós de uma mesa mais ao fundo. Ao seu lado estavam Hellen, Slash e Steven.

“Steven! A quanto tempo!” nos abraçamos, depois de eu ter cumprimentado os outros.

Ele estava diferente, mais alto, com seus cabelos cacheados em um tom de loiro esbranquiçado. Estavam maiores que de costume , mas seus traços infantis continuavam os mesmo.

“Senti saudades.” –ele sorriu.

Apresentei Jeff a ele e eles se deram bem logo de cara. Aliás, enquanto bebíamos cerveja batendo papo, percebi o quanto aqueles quatro se entrosavam bem. Eles tinham muitas coisas em comum e além disso, formavam um quarteto e tanto. Em vários sentidos.

“Aconteceu alguma coisa amiga?” –perguntei a Hellen que estava um pouco calada.

“Minha mãe saiu de casa de vez. Foi pra Flórida com o novo namorado dela ,aquele velho empresário.”

“Ela simplesmente te abandonou?”

“Ela me chamou pra ir mas... bom, eu não podia largar você sozinha nessa selva.” –brincou.

A abracei sentada ao seu lado. Não dava pra descrever o quão grande a amizade de Hellen era pra mim, além do enorme carinho que sentia por ela.

“Eu fiquei aliviada por um lado. –ela continuou. – Não agüentava mais aquela velha ferrando com a minha vida. Mas eu vou sentir falta do Harry. E mais que isso, vou ficar preocupada.”

“Relaxa amiga. Olha, aquele cara gosta do seu irmão ,ele é bem rico, vai tirar sua mãe daquela vida louca que ela estava levando por aqui. Talvez tenha sido melhor.” –dei alguns goles na minha cerveja e tentei dar bons conselhos.

“Espero que sim.”

“Mas espera aí, está com a casa toda só pra você agora?”

“Pois é. Eu pensei em uma coisa mas... deixa pra lá.” –ela olhou para Jeff e eu entendi que sua idéia tinha alguma coisa a ver com isso. Mas não desconfiei do que pudesse ser.

“Que idéia?”

“Outra hora falamos sobre isso. Agora vamos beber.” –ela se levantou.

“Vamos pegar uma bebida de verdade, cerveja é pra mulherzinha.” –brinquei enquanto saímos.

Os meninos ficaram dando risada.

Pedimos uma garrafa de wisk e voltamos para a mesa .

“Isso ae machona –Slash provocou. –Me passa o Jack.”

“Aproveita porque é você que vai pagar.” –restruquei me sentando ao lado do meu namorado.

“Eu? –o morenão ficou indignado – Ah Susie , vai lá comer o Jeff e me dá um tempo.”

“Opa, gostei disso.” –Jeff entrou na onda me puxando para um longo beijo.

Hellen iniciou sua tradicional paquera com o Duff. Não sei o que loirão estava esperando para matar a curiosidade dela logo. Ela era linda, fazia o maior sucesso com os homens. Tinha corpo de modelo, não era magrela e sem graça como eu.

Eu precisava animá-la e sabia como. Fui para o lado do Duff e deixei minha amiga conversando com Jeff.

“Já salvou muitas pessoas antes Duff?” –puxei assunto.

“Contando com você foram...uma.” –respondeu rindo.

“Se saiu bem.”

“Pois é, você está aqui.E não precisa agradecer, não foi sacrifício algum fazer respiração boca a boca em você. Com todo respeito Jeff.” –disse a ultima frase mais alto, parecia um pouco bêbado já.

Jeff não entendeu nada.

“Cho que têm outra dama querendo ser salva por você.”- olhei em direção á Hellen.

“Mas e o Slash?”

“Eles não estão juntos pelo que saiba.”

A ruiva olhou desconfiada para mim, sabia que eu estava aprontando. Já devia estar com o álcool subindo para a cabeça, com o tradicional sorriso imenso no rosto.

Duff foi atacar , todo charmoso como sempre. Steven veio ocupar o lugar dele ao meu lado. Ele contou um pouco sobre sua nova vida, disse que estava com uma tal de Adriana , quase namorando.

“Quase?” –estranhei.

“Ela é prostituta. –ele respondeu fazendo careta. –Mas eu vou tirar ela dessa vida um dia.”

Achei bonitinho da sua parte dizer aquilo, mas ele realmente tinha pirado de vez.

“Eu soube o que aconteceu com o Jon. Sorte eu não estar por aqui. -Eu adorava ter vários protetores ao meu redor, eles se preocupavam comigo. –Ele não sabe que só eu posso bater em você?” –brincou.

Demos risada.

“Eu me lembro bem dos nossos dias de lutinha na rua.”

“Bons tempos aquele.”

A verdade sobre Steven e eu era que crescemos juntos , éramos vizinho na rua da minha antiga casa no Vale. Minha irmã costumava andar com a irmã mais velha dele e como elas me excluíam por eu ser mais nova, acabei virando amiga do loirinho já meio desajuizado que roubou meu primeiro beijo aos doze anos.

Muitas outras histórias foram jogadas na mesa durante aquele noite que se tornou nostálgica.

Por volta das duas da manha , finalmente levantamos da mesa, todos lutando para continuar em cima das próprias pernas. Stev e Slash foram para o bordel de Adriana á algumas ruas dali. Duff e Hellen estavam agitados , mal podiam esperar para chegarem logo na casa da ruiva e ficarem entre quatro paredes. Na verdade, eu duvidava que eles conseguiriam se manter apenas nos beijos até ficarem á sós. As pessoas que ainda sobreviviam á madrugada, até paravam pra olhar a cena erótica de Duff quase atravessando Hellen pela parede de uma loja enquanto ela arrancava suas madeixas loiras.

Jeff e eu também queríamos chegar logo em casa, então os largamos pra trás. Fomos abraçados dando risadas á toa. Esse era um dos prós da bebida, lavava a mente retirando todo o excesso do fatídico dia a dia e só deixava espaço para risadas á toa como aquelas.

Quando nos aproximamos de meu quarto acima da lavanderia, voltei alguns dias em pensamento.

“Me lembro de quando virei esse esquina e vi um cara parado ali tocando violão.”

“Também me lembro de finalmente vê-la dobrando a esquina depois de um longo dia de espera.”

Acabamos nos sentando um pouco na porta fechada da lavanderia, como na primeira vez que nos falamos.

“Você não fala muito sobre você Jeff.”

“Não tenho muito o que falar.”

“Você não é um cara sem histórias.”

“Minhas histórias até agora não tem sido dignas de serem contadas. Bom, até agora.” –ele sorriu e beijou o topo de minha cabeça.

Um dia, eu ainda tiraria alguma história dele.

Dividimos um cigarro e demos um breve beijo regado a nicotina no lugar em que tudo começou.

“Vamos?” –perguntou contra meus lábios, logo em seguida se levantando e me levando junto.

Subimos o mais rápido possível. Minha tentativa de recuperar o fôlego foi interrompida por um beijo intenso. Minha bolsa e meu casaco escorregaram pelo meu braço. Tirei minhas botas e a jaqueta de Jeff ,enquanto ele, apertava minha cintura com vontade. Se comparado a noite anterior, diria que estava indo para a cama –quer dizer, para o colchão – com uma pessoa diferente.

Jeff estava mais solto, mais selvagem. Tinha percebido que eu não era tão frágil quanto pensava , mas ainda assim, manteve um certo cuidado ao se posicionar sobre mim.

Mais uma vez, meus satisfeitos gemidos escaparam por meus lábios encostados no ouvido de Jeff, que não podia evitar sorrir cheio de orgulho de si mesmo. Ele se jogou exausto ao meu lado. Ficamos olhando para o teto, como quando dormiu comigo pela primeira vez. Puxou minha mão para cima de seu peito, seu coração estava pulando freneticamente.

Não falamos nada, nem tínhamos o que falar, ou porque falar. Vesti minha lingerie e a camiseta que ele tinha usado. Tomei um pouco do refrigerante quente ao lado dos restos de pizza sobre a cômoda e fui para a poltrona levando seus violão junto.

“O que está fazendo?”perguntou de cabelos bagunçados,apenas com seu calção preto e um cigarro no canto da boca. Tinha o hábito de fumar depois do sexo.

“O que pareço estar fazendo?”

“Sabe tocar?” –soou um pouco desafiador.

Pousei três dedos sobre a corda e dedilhei o instrumento formando uma nota. Jeff soltou um risinho zombeteiro. O encarei e logo em seguida, toquei perfeitamente uma música do Johnny Cash ,do começo ao fim, o deixando boquiaberta.

“Meu pai me ensinou. –expliquei quando terminei. –Ele era musico ,gostava de compor e tocar nas noites. Mas ele só voltava no dia seguinte, completamente bêbado com marcas de batom no colarinho. Eu cresci vendo minha mãe sofrendo calada suas traições.”

“Essa é a resposta para a pergunta de tarde?”

“Aham.” –afirmei sem entusiasmo.

Achei que ele questionaria mais, só que ao invés disso, veio para meu lado e me ensinou mais algumas musicas. Passamos o resto da madrugada grudados ao instrumento e só pela manha nos ajeitamos no colchão. Ele se posicionou atrás de mim, se encaixando ao formato do meu corpo e envolvendo seus braços ao meu redor.

“Te amo Jeff.” Botei pra fora de uma vez, já um pouco sonolenta. Podia ser cedo demais para dizer uma coisa dessas, mas antes cedo, do que esperar ser tarde demais.

Houve um silêncio. Depois um leve tocar de lábios em meu pescoço.

“Também te amo Susie.”

Notas finais
Espero reviews amores!
Bjss