Dead Flowers

1 Capítulo 1 -Alone


Notas iniciais
Bom gente, a inspiração bateu rápido e aqui estou eu de novo kkkk
Essa fic é bem diferente da outra, porém com muito romance envolvendo os Guns.
A maior parte dela é narrada pela personagem principal, quando não for eu aviso ok ;)
Espero do fundo do coração que vocês gostem!

“O que vai fazer da sua vida agora minha amiga?”

“Bom... –dei um longo suspiro. –Não tenho a mínima idéia...”

“Você precisa recomeçar Susie. –Hellen, minha melhor e única amiga estava sentada em minha frente na pequena mesa da cafeteria. Ela não era psicóloga mas sempre sabia dar bons conselhos. –Deixe aquele idiota pra trás, ele já te causou tantos problemas.”

“Estou começando achar que nunca vou encontrar um homem bom nesse mundo.”

“Me poupe dos seus dramas. –ela rolou os olhos,tomando seu capuccino.- Você é linda, só têm dezoito anos, mora na cidade mais legal que existe. Tá certo, você realmente não têm um faro bom para homens, mas é uma questão de tempo até encontrar alguém que valha a pena.”

“Me poupe você dos seus clichês. O problema não é Jon ter ido e embora e me largado, eu não gostava dele de verdade. Mas sei lá, derrepente aqui estou eu outra vez, sozinha.”

“Você têm a mim e a sua irmã ainda, não esqueça.” –ela brincou com seu sorriso radiante.

“Minha irmã? –zombei inconformada. –Aquela groupie vagabunda se atracou com aquele cantor, guitarrista, sei lá que droga aquele viciado era, e desapareceu também me largando sozinha naquele lixo de apartamento. Se é que pode se chamar aquele quadrado com uma cama e um banheiro de apartamento.”

“Ei calma, você só está ficando mais nervosa. Eu tenho uma idéia,vamos sair hoje, eu e você vamos encher a cara e esquecer nossa vida de merda ok?”-falou a ruiva entusiasmada.

“Não estou com cabeça pra isso Hellen.”

“Exatamente por isso você vai voltar agora pra sua caixa de fósforo, colocar uma roupa deslumbrante e me encontrar no Roxy.” –ela se levantou, deu um beijo em meu rosto e saiu, sem me dar a chance de recusar.

Saí do bar logo depois, acendi um cigarro, vesti meu casaco pela corrente de ar frio que veio de encontro a mim e saí andando por aquelas ruas movimentadas. Era estranho no meio de centenas, milhares de pessoas e ainda assim se sentir sozinha.

Já estava anoitecendo, o céu estava mesclado em um vermelho alaranjado do sol com azul marinho da noite chegando. Cheguei rapidamente na porta da lavanderia que ficava abaixo do meu apartamento. Subi as escadas que haviam ao lado e encarei aquela porta de madeira toda pichada. Eu não queria entrar, odiava aquele lugar, só tinha lembranças ruins ali de dentro.

A última , era a briga com Jon. Entrei e vi as portas do guarda roupa quase vazio ainda abertas,como ele tinha deixado após enfiar seus trapos em uma mochila e sair.

Enquanto deixava a água quente do chuveiro cair sobre minhas costas, repasse milhões de vezes aquela briga estúpida em minha cabeça. Jon, aquele que eu jurava ser o homem da minha vida, vinha me tratando como lixo nos últimos dias, só se importava com seu sonho ridículo de ser cantor. Ele até podia conseguir alguma coisa, afinal era realmente lindo com seus olhos azuis ,seu jeito sedutor e tinha uma voz bonita. Mas isso já estava me cansando.

Eu já estava farta de bancá-lo quando mal tinha grana pra me manter viva enquanto ele e seus amigos só sabiam encher a cara e arrumar confusões que sempre sobravam pra mim. Porem ,apesar disso, eu estava me arrependendo um pouco de tê-lo expulsado dali. Fiquei preocupada em como ele iria se virar. Por alguns instantes eu jurava que logo mais ele voltaria, mas por outros, eu tinha certeza que dessa vez ele não ia voltar.

Sem animo algum para sair, peguei um vestido preto que estava jogado sobre a cama, a primeira peça que roupa que vi pela frente e vesti. Ele tinha mangas compridas porém era curto no comprimento, todo justo ao corpo. Calcei um sapato preto de salto e bico fino, escovei meus cabelos escuros que iam repicados até o meio das costas e joguei um casaco com estampa de leopardo por cima dos ombros antes de sair.

Desci as escadas vasculhando minha bolsa á procura de um isqueiro e foi quando me choquei com alguém. Subi os olhos já enfurecida, me preparando para xingar quem quer que fosse, mas quando vi aqueles olhos escuros ,as palavras fugiram de mim.

“Me desculpe.” –a voz suave e tímida daquele rapaz saiu de seus lábios finos que formavam um leve sorriso.

Ele tinha acabado de descer de um ônibus , já que eles costumavam parar em frente minha casa. Depois de se desculpar, continuou andando em frente com algo que parecia ser um violão ou algum instrumento do tipo em suas costas.

Chacoalhei a cabeça para tentar tirar os pensamentos que surgiram dentro dela e continuei minha busca pelo maldito isqueiro naquela bolsa que guardava mais coisas que um container.

Notas finais
Se alguém ler, deixa um reviewzinho por favor?
Beijos