De volta ao Jurassic World
4 O pescador
Notas iniciais
Eu não postei ontem pois não tive tempo de terminar tudo
(Ao meu ver, esse capítulo ta maior que o anterior)
Todos começaram a correr desesperados. Os grandes herbívoros disputaram entre si uma corrida contra a morte. Mike olhou para trás e viu dois lagartos grandes e verdes saírem de um monte de folhas e pularem em um estegossauro e em um triceratops. Mas isso o fez tropeçar em um tronco caído, que o derrubou no chão. Levantou a parte superior do corpo com a ajuda dos braços, olhou para trás e viu um velocirraptor indo até ele com a cabeça olhando para os lados, assim como os pássaros. Levantou-se completamente e correu para a mesma direção, mas os perdeu de vista.
Rana estava correndo até que um velocirraptor pulou em sua frente, obrigando-a a mudar de direção. Ela correu do velocirraptor que o seguia. Ele parecia estar com as pernas feridas. Isso devia explicar o fato dele correr mais lentamente do que Rana. Outro raptor também apareceu na frente dela. Ela hesitou e ficou no meio dos dois, sem saída. Também percebeu que o raptor que a estava seguindo tinha várias listras verde-escuras em seu dorso. Mike continuava correndo do raptor. Percebeu vários galhos pontudos no caminho. Deu uma leve olhada pra trás e percebera que, para pegá-lo, o raptor teria que pular nele. Teve uma ideia. Quando o raptor se preparava para pular, Mike se derrubou no chão e o dinossauro foi parar nos galhos. Ele tentou se soltar enquanto Mike desviava o caminho e adentrou na mata alta. Rana pegou um galho que se pendurara em sua camisa durante a corrida. –Vocês querem? Venham pegar! Ela se jogou para trás e o galho foi parar longe. Os raptores pensaram que ele iria pular até o galho, então pularam até ele antes de perceberem a armadilha. Os dois se bateram no pulo. O raptor sem listras mordeu a perna do outro e começaram a brigar. Rana aproveitou a situação e fugiu deles. Por aqui! Por aqui! Jonathan gritou para Rana e Mike, que tinham acabado de sair do mato e entraram no campo aberto. Os dois correram até John, Jonathan e Jack. Quando chegaram estavam exaustos.–Um banheiro? Sério isso? Mike reclamou da melhor fortaleza que eles encontraram.–Entra aí! John o empurrou para dentro. Todos entraram. Estava muito apertado. Mas Jack teve dificuldades de entrar completamente, deixando sua perna para fora.–Vem logo Rana e os outros tentaram puxá-lo. Até que ele gritou de dor e foi puxado para trás. Todos tentaram ajuda-lo, mas seu braço desaparecera rapidamente do banheiro. Todos ouviram um som de grito.–Estão comendo-o vivo Presumiu John, impressionado e assustado ao mesmo tempo.–Meu Deus Rana pôs as mãos na boca.–Mas...pelo menos...eles não vão nos atacar Disse Jonathan, soando frio Predadores não caçam sem fome.–E-ele tem razão Rana concordou com Jonathan.–Velocirraptores não caçam apenas para comer...eles caçam por esporte Disse John quase paralisado. Foi quando uma enorme garra atravessou a porta do banheiro. Todos gritaram. Mike olhou para cima e viu uma passagem. A abriu e passou por ela, aproveitando que estava em cima do vaso. Ele ajudou os outros; mas teve uma certa dificuldade com Jonathan, que estava desesperado. O velocirraptor finalmente abriu a porta e viu que não estavam mais ali. Ele foi até o lado e viu-os fugirem para um lugar distante, então recuou para o bando. Os quatro chegaram a uma avenida. Eles andaram um pouco até que encontraram uma praça de alimentação. –Graças a Deus Disse Mike se esborrachando no chão enquanto John trancava a porta.–Eu já estava morrendo de fome Jonathan passou a mão pela barriga. Mike se levantou, foi até uma geladeira e aproximou seu dedo de um botão com a logo do famoso Jurassic World. Quando ele o apertou, um cardápio-holograma surgiu na frente dele.–Wow Ele se surpreendeu Ainda tem energia, e olha tudo isso de comida Mike começou a mexer no holograma.–Eles têm garantia de cinco anos? Indagou Rana, abrindo um fraco sorriso.–Eu não pensei nisso Mike tocou em um hambúrguer e ele saiu da geladeira automaticamente, por uma rampa que saiu de um pequeno buraco Ele realmente não está em bom estado Ele fez uma pausa — Isso me fez cair à ficha... Onde estamos para ter estabelecimentos aqui?–John é que sabe de tudo aqui Rana cruzou os braços e olhou para John, que estava mexendo em uma máquina de refrigerante.–Eu? John bateu na máquina e dela caiu um líquido que caiu no copo que John colocara embaixo do jato. Jurassic World, Isla Nublar. O lugar onde abrigou dinossauros durante 27 anos John tomou um pouco de refrigerante.–Como você pode saber tanto disso aqui e ainda conseguir arrumar uma máquina de refrigerante abandonada há cinco anos? Indagou Mike. John deu de ombros.–Onde Jonathan foi parar? Rana olhou para os lados e o encontrou. Jonathan tentava tirar um líquido preto meio amarronzado duro de um cartaz com as unhas. Quando ele conseguiu, viu algo: Nunca se esqueça de fechar as portas em caso de emergênciasSua segurança é nossa prioridade Estava acompanhado da imagem de um dinossauro bípede com boca de crocodilo. Devia ser um pouco maior que um ser humano.
–Por que você tá boiando aí? Ainda traumatizado? Mike apareceu atrás dele, o dando um susto leve.–Meio que sim Jonathan olhou para eles Sabe, o aniversário da minha mãe é mês que vem. Eu queria dar um grande presente pra ela. Pensei em leva-la para viajar comigo, mas tinha pouco dinheiro. Então eu prometi a min mesmo arrumar o melhor presente da vida dela. Mas saber que seu filho único desapareceu e não tem nenhuma chance de sobreviver não é um bom presente.–Nós vamos sair daqui Rana o encorajou. Mas antes precisamos comer. Jonathan deu um sorriso de leve.–Onde vamos achar comida? Indagou Mike.–Eu conheço um lugar John correu até a cozinha e os outros o seguiram. Eles passaram por uma sala gelada que guardava alguns alimentos e entraram em uma mais gelada ainda, sua temperatura era maior que a de um frigorífico comum.–Aqui estamos John colocou suas mãos sobre sua cintura. Esse freezer conserva alimentos até sete anos!–SETE ANOS?! Mike cuspiu o refrigerante que estava tomando. Ele havia roubado de John.–Sim. Porém os alimentos perdem o gosto. Mas ainda servem para comer. Eles pegaram algumas coisas. Mike quase não conseguiu entrar, mas John entrou facilmente por causa do calor de seu casaco.–O que podemos fazer com isso? Mike indagou Feijão com arroz? Carne e tomate? Vegetal e literal?–O que você disse não fez sentido algum.–Eu sei. John deu um jeito de ferver o alimento. Rana lavou as frutas e Mike e Jonathan não fizeram nada.–Cara, como você sabe tanto dessas coisas? — Indagou Mike. –Digamos que...eu tenho experiência.–Ok... Eles pegaram quatro pratos brancos com a logo do parque e colocaram pedaços de carne vermelha e vegetais.–Saudades arroz Mike arrancou um pedaço de carne com os dentes e começou a mastigar.–Vocês deviam agradecer Rana pegou um pedaço de tomate cortado com o garfo. Não é todo dia que achamos comida desse tipo em uma ilha.–Como conseguem conservar algo por tanto tempo? Jonathan esvaziou o prato.–É a tecnologia, ela faz coisas inimagináveis John respondeu sua pergunta. Depois de comerem, eles pegaram alguns lenços das mesas e colocaram em um local longe das janelas. Alguns minutos depois que deitaram, todos dormiram. Jonathan acordou com os barulhos de panelas. Eles viam do outro lado da cozinha. Jonathan fechou a boca e acordou os outros os sacudindo.–O que foi agora? Mike falou sem ânimo, e então Jonathan tampou a boca dele. Mike se sentou e viu uma sombra na cozinha. Ele veio pela porta dos fundos, que John se esquecera de trancar. Todos engatinharam até as mesas, mas Rana acabou arrastando um lençol e deixou um vaso de flor cair no chão se quebrando. A sombra apareceu no corredor e Rana rolou rapidamente para debaixo de outra mesa. Um bípede apareceu. Rana via somente seus pés. Ele olhou para o vaso quebrado no chão e olhou para os lados. A sorte jogou com Rana e o dinossauro foi até um aquário que tinha acabado de ver. O dinossauro se apoiou no chão com as quatro patas e foi até o aquário. O aquário era grande. Da largura de um raque, do comprimento de uma cama de casal e um pouco menor do que um humano adulto. O dinossauro se apoiou sobre as patas traseiras e tentou usar suas garras e sua boca de crocodilo para capturar um peixe. Mas não havia nenhum ali. John, Jonathan e Mike estavam atrás do balcão. John se levantou um pouco e pegou algumas balas e pirulitos de uma caixa de vidro. John jogou um pirulito no corredor e o dinossauro olhou para o mesmo, mas voltou a tentar pegar peixes que não existiam. Então John jogou tudo que tinha nas mãos no corredor e o dinossauro foi até lá curioso. Rana saiu debaixo da mesa e viu John e os outros pulando o balcão e indo até a porta. Ela não estava muito longe e então correu silenciosamente até eles. John destrancou a porta e abriu fazendo um pouco de barulho. O dinossauro os percebeu e começou a correr. Eles passaram pela porta e John a trancou. O dinossauro bateu na porta e voltou até o aquário. –O que era? Indagou Jonathan.–Baryonyx walkeri. Um espínossaurideo. Ele não é muito inteligente pra quebrar o vidro, e um pouco grande também.–Acho que vamos ter que virar nômades Rana apoiou suas mãos nos joelhos.–Não deve ser tão ruim assim Disse Mike — Mas precisaremos de armas.–Sim. Eu sei onde elas ficam. Vocês podem me seguir Disse John.–Da última vez que você disse isso fomos parar em uma floresta pré-histórica Rana cruzou os braços.–Mas agora eu realmente sei o caminho... Todos começaram a seguir John. Eles Passaram perto de uma enorme piscina. Os dinossauros pareciam não ir até lá, mas eles não descansaram por segurança.–Ali John apontou para um edifício perto dos primeiros socorros.–Ele fica tão perto dos visitantes? Indagou Jonathan.–Não exatamente John o respondeu Ele fica debaixo do centro de escaneamento. Todos começaram a suspeitar de John, mas o seguiram. Eles foram até o edifício e John tentou abrir a porta sem sucesso.–Está emperrada John não desistiu.–Eu acho Disse Mike Só acho... que ela tá trancada e chave tá bem aí.–Er... John disfarçou e girou a chave, abrindo a porta.–Quanta gente Jonathan se impressionou com a quantidade de pessoas que estavam lá, eram pelo menos sete.–Quem são vocês? Indagou John. Continua...
Fale com o autor