De repente... AMOR!!

2 Capitulo 2: Grandes amigos, será?


–Olá Bianca.-Ele me cumprimentou com uma voz calma, e tão linda.

Eu enganchei no braço dele, e o ajudei a entrar na sala. Quando entramos, todos olhavam, mas eu estava ocupada de mais olhando para o Arthur, pra sentir vergonha. Como ele podia ser tão lindo? Meu Deus, e de repente, eu senti meu joelho dar de encontro com a carteira da Sophie, e todo mundo deu risada, agora eu senti vergonha, e escutei a voz da nojenta da Ludmila falar lá do outro lado da sala "Qual dos dois é o cego?" O que provocou mais risadas, e eu vi Arthur se virar para mim, e dizer:

–Você está bem?

–Sim, obrigada, venha é por aqui. Eu disse levando ele finalmente até a ultima carteira, e o ajudando a sentar.

O professor passou uma matéria nova, bem dificil, e como sempre, eu e toda a turminha, íamos nos reunir depois da escola, quando bateu o sinal para o intervalo, o professor veio até mim, e disse:

–Se incomodaria em ficar aqui na sala com o Arthur?

–Não, ela não precisa, eu fico bem, pode ir para o intervalo Bianca.- Ele parecia culpado, mas como eu já queria fazer amizade com ele, concordei em ficar.

–Não, não é incomodo nenhum, eu fico! -Virei para a Sophie e dei dinheiro a ela — Compra pra mim um doce, de preferencia de amendoim. Ela fez que sim com a cabeça, e os dois saíram.

Ficamos só eu e o Arthur, queria bater papo com ele, mas e o assunto? Não podia perguntar o que ele gostava de assistir, será que ele ouve músicas? Bom, vou procurar algum assunto.

– O que está achando da matéria? Difícil né? — Sério? Sobre a matéria? Só falo bobagens viu...

–É meio complicada, mas eu consegui entender, só tenho que praticar mais. — Ele disse, e aí a coisa bateu, e eu o respondi de imediato.

–Depois da escola vamos todos se reunir em casa, para estudar mais essa matéria, sempre fazemos isso com as matérias novas, e é um ótimo jeito de fazer amizades. -Meu Deus, eu falei isso mesmo?

–Ah, claro, seria legal, mas você pode anotar o endereço pra mim no meu computador (O que ele usava ao invés de caderno), para minha mãe me levar lá.

–Tudo bem.- Eu disse, já escrevendo no computador, que era bem diferente do meu, era tudo automatizado de forma diferente.

– Obrigada Bianca, tomara que sejamos grandes amigos.

–Vamos ser. — Eu o abracei, foi mais forte do que eu, eu não consegui conter a vontade, mas ele retribuiu o abraço e isso me deixou feliz, e então sussurrei no ouvido dele:

–É só Bia.